
A Hyundai prepara uma transformação que vai muito além de novos carros, combinando baterias mais baratas, direção automatizada, inteligência artificial e aumento expressivo de capacidade industrial.
Um dos avanços mais imediatos envolve os primeiros robotáxis Ioniq 5 destinados à Waymo, cujas entregas estão previstas para começar durante o quarto trimestre.
Segundo a fabricante, esses veículos poderão abrir caminho para a expansão internacional dos serviços de robotáxi já em 2027, levando a parceria para novos mercados.
A Motional, controlada pela Hyundai, também utilizará robotáxis baseados no Ioniq 5 e pretende iniciar operações comerciais ainda neste ano em Las Vegas.
Outras cidades deverão receber o serviço em 2027, ampliando gradualmente a presença da tecnologia autônoma desenvolvida dentro do grupo sul-coreano.

Para veículos vendidos ao público, o Hyundai Motor Group padronizará sua arquitetura de sensores ao redor do ecossistema NVIDIA, criando uma base comum para diferentes empresas.
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Dados obtidos por Hyundai Motor, Kia, 42dot e Motional poderão seguir um padrão único, permitindo que aprendizados de uma divisão sejam aproveitados pelas demais.
Outra peça dessa estratégia é a Atria AI, inteligência artificial da Hyundai para direção automatizada, cuja implantação inicial está planejada até o fim deste ano.
Essa tecnologia deverá sustentar futuramente o sistema de nível 2+ da companhia, programado para chegar em 2028 aos veículos produzidos em grande escala.
A Hyundai pretende ampliar progressivamente a Atria AI por sua linha, formando uma oferta de recursos automatizados que poderá avançar do nível 2+ ao nível 4.
Como o grupo vende milhões de veículos por ano, a quantidade de dados coletados deverá ajudar a acelerar o aperfeiçoamento dos sistemas e de seu desempenho.
As baterias também entram no centro desse planejamento, com células desenvolvidas internamente capazes de entregar mais que o dobro da potência das unidades anteriores de alto níquel.
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Segundo a Hyundai, essas novas células também reduzem o tempo de recarga em 40% e deverão estrear no futuro Santa Fe ou em um Genesis com extensor de autonomia.
A partir do próximo ano, os EVs passarão a utilizar novas células NCM de médio teor de níquel, destinadas principalmente a reduzir custos sem comprometer o desempenho cotidiano.
A estimativa da fabricante é diminuir o custo das baterias em aproximadamente 30%, mantendo características consideradas adequadas para utilização em condições reais de condução.
Essas baterias também terão 30% mais energia que unidades LFP equivalentes do mesmo tamanho, ampliando a densidade disponível dentro de dimensões semelhantes.
Até 2028, o sistema de gerenciamento de bateria baseado em nuvem também será aprimorado, com previsão de ampliar a vida útil média em 20%.
A parceria com a Amazon também crescerá, já que os anúncios do Amazon Autos serão levados a mercados fora dos Estados Unidos a partir do próximo ano.
A Alexa integrada chegará progressivamente à linha Hyundai e posteriormente aos modelos Genesis, enquanto a Amazon Web Services dará suporte às iniciativas de nuvem e inteligência artificial.
A Amazon também avalia utilizar veículos Hyundai movidos a célula de combustível, ampliando o relacionamento entre as duas empresas para além das plataformas digitais.
Para sustentar mais de 100 novos modelos até 2030, a Hyundai ampliará sua capacidade global de produção em 1,27 milhão de unidades.
As fábricas norte-americanas acrescentarão 500.000 veículos, a Índia ganhará 320.000, a Coreia adicionará 200.000 e operações CKD aumentarão sua capacidade em 250.000 unidades.
Na América do Norte, a meta de componentes adquiridos localmente subirá de 60% para 80%, reduzindo a dependência de peças trazidas de outros mercados.
A região também terá mais de dez híbridos até 2030, produzidos pela Hyundai Motor Manufacturing Alabama e pela Hyundai Motor Group Metaplant America.






