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IIHS suspeita que alguns fabricantes tentam burlar os testes de segurança

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O IIHS – Instituto de Segurança nas Estradas das Seguradoras – acredita que alguns fabricantes tentam burlar os rigorosos testes de segurança. A questão é que os testes passaram a ser mais exigentes com a estrutura dos veículos, a fim de reproduzir o mais fielmente possível o que ocorre na vida real.

A partir de 2012, o IIHS endureceu os testes com e adição um “mortal” impacto frontal com 25% de área de contato contra uma barreira rígida. A simulação tenta reproduzir uma batida contra um poste. Inicialmente, apenas os carros da Subaru e Volvo conseguiram bons resultados, inclusive o longevo XC90, que tinha 12 anos de estrada quando atingiu a maior pontuação até os dias atuais.

De lá para cá, os fabricantes correram para reforçar as estruturas de seus carros e começaram a obter melhores resultados. No entanto, o crescente aumento da premiação, que ocorreu de forma muito rápida, chamou atenção dos engenheiros do IIHS.

Depois de muitas análises, o IIHS agora suspeita que alguns fabricantes reforçaram apenas o lado esquerdo do veículo, exatamente o local do impacto de 25%. Para resolver a questão, o instituto pretende bater de forma alternada o lado direito de alguns modelos a fim de verificar se a marca está sendo desonesta.

Outra medida do IIHS é tornar essa avaliação a mais importante, acumulando assim uma pontuação maior que as demais. Em caso de resultado ruim, o carro perde o Top Safety Pick. O modelo tem de atingir um nível aceitável para ser aprovado de forma geral.

[Fonte: Auto Guide]





  • Yuri Ravitz

    Igualzinho fazem aqui! Hehe

    • Gustavo73

      Aqui tem teste? Principalmente o small overlap?

      • Fábio

        ele quis dizer sobre maracutaia…

        • Gustavo73

          Maracutaia tem em qualquer lugar. A diferença é a velocidade e peso da punição.

      • Yuri Ravitz

        Senão me engano o nosso é o Latin NCap né? Mas eu tô ironizando justamente o fato dessa preocupação toda não existir aqui nem em pensamento…

        • Gustavo73

          A Latin Ncap não é feita aqui. Nem a sede da entidade ligada a ONU e FIA fica no Brasil. Os testes são feitos e auditados nos mesmos laboratórios aonde são testados os carros da Euro Ncap. Não sei como funciona nos EUA. Mas na Ncap os carros são desmotados e analisados usando o projeto do carro como padrão. Qualquer coisa fora, e o teste é invalidado. E a fabricante chamada para dar explicações. Não fica essa coisa de achamos que, e talvez. Achei um erro a atitude do instituto americano. Tinha que falar exatamente quem e quais produtos sofreram alterações parciais. Da maneira que foi feito coloca todos em dúvida.

  • Bruno Silva

    Eu fico pensando. Será que um carro projetado para um impacto com um poste vai ser tão seguro quanto um projetado para um impacto frontal com um carro? E vice versa?

    • Andre Studart

      Eu só espero que eu esteja dentro de um volvo, caso qualquer acidente aconteça comigo kkkkkk, com ou sem poste

      • Bruno Silva

        Isso é verdade hahaha. A Volvo ainda está na frente quando falamos de segurança.

    • Raul Cotrim de Mattos

      É por isso que eu acho que a velocidade do teste deveria ser aumentada para no mínimo 80 km/h e que deviam fazer esse teste e o antigo.

      • Luis_Zo

        Estatisticamente a maioria das colisões frontais são ao redor de 64km/h. Basicamente o carro acaba virando um tanque de guerra se tiver que ter a mesma performance que tem a 64 só que a 80km/h…

        • dallebu

          O problema não é o carro aguentar, o problema é a desaceleração muito grande, que faz seu miolos não prestarem mais pra nada depois da batida… :/

    • lheu

      Acho que a porcentagem de acidentes com poste/árvore é infinitamente menor que o de impactos com outros veículos. Talvez por isso não tenha testes frontais assim.

    • Cyro

      Acredito que boa parte dos acidentes não pega a frente do carro totalmente…creio que em muitos às pessoas tendem a desviar (pegando em apenas uma parte da frente) seja em acidentes de pista simples, acidentes em postes)

    • Luis_Zo

      A maioria das colisões não ocorre 100% de frente. As colisões a 50% e a 25% são mais perigosas pois a energia da colisão tem menos dissipação pela estrutura. Logo, se o carro é seguro com uma colisão a 25%, ele TENDE e ser muito seguro também em uma colisão a 100%… sobre a pergunta “vice-versa”, não, o contrário não é valido.

      • afonso200

        vc falou por todos

    • Vagnerclp

      A questão é que a maioria dos impactos frontais também se dá apenas de um lado do veículo (faz sentido, uma vez que os motoristas tentam tirar o carro da linha de colisão). Portanto, acho bastante válido o teste de batida parcial da frente.

    • afonso200

      eles fazem o frontal e o de poste amigo, nao só o de poste

  • vicegag

    Malandragem brasileira fazendo escola pelo mundo.

    • Fabio Marquez

      Não tem nada de brasileirisse nisso é malandragem industrial, o Ford Pinto não foi vendido aqui, mas é para mim o maior golpe da industria automotiva de todos os tempos, já que a Ford não corrigiu o projeto do carro (que poderia pegar fogo em caso de impacto traseiro) e sim ficava esperando alguém se queimar e entrar na justiça para receber sua indenização, já que efetivamente seira mais barato pagar a indenização do que corrigir o projeto.

      • Gustavo73

        Até parece que “Inseguro a qualquer velocidade” foi escrito no Brasil.

      • vicegag

        Isto lá, agora pense na quantidade de pessoas que morreram aqui nas arapucas ambulantes do passado que nem foram apontadas pela mídia sobre problemas crônicos nos modelos tupiniquins, e lá pelo menos eles pagam altas indenizações, aqui eles alegam uso indevido ou outro motivo para protelar e não pagar.

  • GPE

    Manolagem em alto nível

    • gveralonso

      Cara, tentar driblar algo nos EUA. Tem que ser alto nível mesmo, pq eles são tão foda que já descobriram pouco tempo depois, e nós aqui “custamos descobrir” a corrupção na maior empresa do país e que era orgulho nacional.

      • Raul Cotrim de Mattos

        Auauau…

  • Gustavo73

    Se é pra jogar no ventilador. Dêem nome aos bois. Peguem todos que tiraram as notas máximas e joguem na parede do lado direito.

    • Pedro Henrique

      concordo, se passou de um lado, passa do outro né!
      vai lá Subaru, arrasa de novo kkkkkkkkkkkk

      • Gustavo73

        Exatamente, assim coloca os honestos no mesmo balaio. Não pode, esse tipo de teste é uma garantia para o consumidor. Não pode pairar dúvidas.

      • Fábio

        Não é a toa que a Subaru, Volvo, Mazda e Saab são minhas marcas preferidas. Não são de grande volume e se destacam.

  • Douglas

    A primeira vez que vi esse teste pensei exatamente isso “E o outro lado?”

  • Martins Junior

    Testes a 64 km/h…na estrada o mínimo que se anda é 110! Brasileiro não liga pra isso, se der 1 estrela ele compra!
    Nas ruas a maioria são 3 estrelas pra baixo, Celta, Classic, March, Sandero, Palio, Gol e Ônix.

    • Mas nessa velocidade não sobra muita coisa em qualquer carro que seja. Domingo vi uma reportagem sobre velocidade de motos, uma moto a 110 KM precisa uns 34 metros para parar, se estiver a 200 KM precisa de 143 metros para parar. A 300 KM nem faço idéia, mas chuto algo em cima de 300 metros para parar. Esse é o real motivo para ter limite de velocidade, conseguir frear em uma emergência. PS, o teste foi com uma moto BMW 1.200 GS. Agora imagina um carro ( 4 vezes mais pesado ) freando nessas velocidades, pensa no espaço que precisa para frear ?

      • IRA

        Tenho a impressão de que um carro precise de menos espaço para parar do que uma moto, considerando a mesma velocidade e veículos equivalentes quanto a proposta (moto esportiva = carro esportivo), ainda que seja quatro vezes mais pesado.

        • Olá, na verdade um carro precisa de mais espaço, uma forma de comprovar é analisar os testes da quatro rodas ( ou outra revista). No caso da Moto BMW 1200 GS precisou 34 metros para parar a 110 KM. Um carro médio, como um Jetta, precisa desse espaço vindo a 80 KM por hora.

          • IRA

            Não sei de onde você tirou esses números, mas a Duas Rodas informa que a BMW R 1200 GS precisa de 50,49m para ir de 100km/h a 0 (DR 475 – Abril de 2015, p. 60.). Imagina a 110km/h. Além disso, há que se respeitar o parâmetro de classe, pois você está comparando uma das motos mais tecnológicas e caras do nosso mercado, com um veículo mediano em termos de tcnologia e até mesmo em preço. Ademais, segundo a própria 4Rodas, o Jetta, de 80km/h à 0, percorre apenas 25,2m, e não 34m. Um Camaro, por exemplo, a 100km/h, freia em 37,9m (Fonte Revista Auto Esporte).

    • Pedro Fontes

      Mas sera que “eles” (nós) só compram esses carros 3 estrelas pra baixo por que querem ou por que é isso ou nada?

      • Gustavo73

        Bom, já temos alguns com 4 e até 5 estrelas e não são os modelos mais caros. A verdade é que a maioria não se preocupa com isso.

    • dallebu

      Mas aí o que vale é a desaceleração brutal, que estoura seus miolos. Podem fazer um carro que bate a 110 e o habitáculo fica inteiro, mas aí vão abrir o carro e vão achar pedaços do dummie (ou da pessoa) até no porta-malas…

  • Thomas

    Jura? Fabricante desonesto, nossa, realmente isso é um fato novo…

  • Guilherme Camargo

    Conosco é diferente, não tem essa de um lado mais forte que o outro. Aqui fazem 1 carro resistente só, ou trazem o importado com as chapas mais resistentes ao invés do papelão utilizado aqui.

    • Mauro Schramm

      Pode até ser, mas aí o Latin NCAP faria parte da mentira, já que eles afirmam que compram os carros testados na rede varejista.

      • Gustavo73

        Mais do que isso toda a indústria e instituições estariam envolvidos.

  • awatenor

    Alguém já viu o que sobra de um Gol quadrado, ou mesmo um bola (“gerações” 2, 3 e 4..sic) ou ainda um Uno antigo depois de um acidente? O histórico do Bréçil é péssimo e provavelmente nunca será equiparado ao dos USA, uma vez que aqui reina o “Não comprei carro pra bater!”. E as seguradoras não se importam com nível de segurança em colisões, são verdadeiras caixinhas somente.

    • Alex Dusfri

      Todos esses que vc citou são péssimos, mas o Uno antigo quando bate ou capota umas duas vezes no máximo se retorce todinho, não tem rigidez torcional nenhuma. Dirigindo-o na cidade até parece ter alguma robustez, mas isso é devido ao fato de ser muito leve.

    • Junoba

      Tenho certeza que a segurança não muda nada nessas ´´gerações“ do Gol. Mas não sei se a estrutura muda no Mille e no Uno

  • Junoba

    Eu já tinha pensado nisso a algum tempo atrás. E na minha opnião, deveriam fazer dos dois lados, e no centro da dianteira do veículo, para ter um dimensão maior dos estragos.

  • nightwishjp

    O que é a Volvo, hein? mais de 12 anos a frente dos rivais no quesito segurança.

  • afonso200

    aqui no BR é o top safe Pica, bateu virou linguiça

  • Sandro

    Eu não duvido que quando algum desses carros de fora comecem a ser fabricados no Brasil visando o mercado interno que a estrutura dele e outras partes de segurança sejam negligenciadas. Se eu for comprar o mesmo carro que é feito no Brasil e também feito fora, com certeza vou preferir pagar pelo que é feito fora, em países que existe orgãos fiscalizadores sérios



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