Mercado Montadoras/Fábricas

Importados têm nova queda e acumulado do ano está 20% abaixo

Lifan-X60-2018-16 Importados têm nova queda e acumulado do ano está 20% abaixo

O mercado de importados caiu 1% em outubro, numa comparação com o mesmo período de 2016. Foram 2.612 unidades vendidas no mês passado com 2.612 unidades ante 2.639 de setembro. Ainda assim, o acumulado do ano para o setor é de 20,3% abaixo do volume registrado no ano anterior. Até agora, as empresas 23.813 unidades nos primeiros 10 meses do ano, ante 29.866 unidades de 2016.



Apesar da queda de 1% em outubro, os importados viram alta de 9,8% no mês anterior, o que é um alento para o setor, que está contando os dias para o fim de 2017. O motivo não poderia ser outro, o fim do Inovar-Auto, cuja vigência acaba em 31 de dezembro e será substituído pelo Rota 2030 que, no entanto, ainda não tem data para entrar em vigor. Mas isso não é a maior preocupação dos importadores, mas realmente os motivos pelos quais a atual política automotiva foi condenada pela OMC.

José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, confirma: “A menos de 60 dias do fim do Inovar-Auto, é um alento para o setor de veículos importados, que poderá vislumbrar a possibilidade de retomar suas vendas, sem os 30 pontos percentuais do IPI e sem a cota-limite de 4.800 unidades/ano. Chegamos ao auge de 199 mil veículos licenciados em 2011, caímos para 35 mil no ano passado e nossa previsão é fechar o ano com 27 mil unidades. Agora, em 2018, podemos chegar a 40 mil unidades”.

Quanto ao Rota 2030, Gandini ressalta que a instituição – por medida provisória, provavelmente – do Rota 2030 em 1º de janeiro de 2018, não deverá impactar nos preços dos veículos. O executivo explica: “Ao contrário, uma vez habilitadas ao Rota 2030, empresas que não conseguirem cumprir metas a serem estabelecidas pela nova política industrial poderão ter seus produtos com preços majorados”.

No mercado geral, a representatividade da Abeifa – que reúne 16 importadoras e montadoras – foi de 2,26% com 4.441 veículos vendidos, entre trazidos de fora e os feitos localmente. No acumulado do ano, as vendas da associação somam 2,19% do total com 38.712 unidades. Na produção nacional da entidade, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki fecharam outubro com 1.829 veículos emplacados, alta de 8,8% em comparação com setembro e crescimento de 77,1% em relação ao mesmo período de 2016.

Em 2017, essas cinco marcas acumularam 14.899 unidades emplacadas, alta de 53,6% em comparação com 2016, quando 9.702 unidades foram vendidas. A marca mais vendida foi a Kia Motors (744 vendidos), seguida de Volvo (356) e Lifan (312). Na produção nacional, a BMW (732) liderou as vendas com Land Rover (465) e Chery (339) logo depois. Da associação, os importados mais vendidos foram o Lifan X60 (255 vendidos), seguido de Volvo XC60 (217) e JACT40 (167).

[Fonte: Abeifa]

  • Leonel

    Esse país é complicado. Mesmo que corte 20% de impostos, não vejo as montadoras aplicando os 20% de desconto em seus veículos. Fico me perguntando quando teremos acesso a veículos cujo preço seja mais próximo do justo…

    • Zé Mundico

      Não é tão simples assim, reduzir imposto e baixar preço.
      O grande problema é a nossa massa salarial baixa e mal distribuída. Complicado explicar isso aqui, mas seria como dizer que não adianta baixar preço se não tem gente com dinheiro no bolso para comprar.

      • Leonel

        Só quis dizer que muitas empresas utilizam como justificativa os altos preços devidos aos impostos. Porém, minha confiança de queda nos preços sem tais impostos é mínima.

        • Cosi fan Tutti

          Isso se resolve fácil com livre concorrência, principalmente de importados.

          • Leonel

            É o que eu acredito @cosi_fan_tutti:disqus !

          • Jose Maria Cunha

            A livre concorrência só funciona pra quem vende, só ajuda quem vende, o empresário não é amiguinho do consumidor, não. Utilizam o prestígio de suas marcas pra elevar o lucro.

            • Cosi fan Tutti

              Acho que é o contrário, pra quem vende e ruim um mercado competitivo, afinal vc vai ter de oferecer mais por menos do que seu concorrente. Quem ganha sempre é o consumidor.

              • Jose Maria Cunha

                Em termos de lucratividade, não. A Toyota vende o Etios a preço elevado simplesmente por ser Toyota, há compradores que compram a marca, e as empresas se beneficiam disso. Montadoras chinesas trazem carros baratos, mas não há mercado pra eles, porque o consumidor não tem chance de escolha. Quanto mais competitivo, melhor pras empresas.

                • Cosi fan Tutti

                  tu estas equivocado, a Toyota vende Etios relativamente bem pq tirando a feiura ele tem sim um motor bom alem de ser (não sei se ainda) o automático mais barato do país, ou seja, o mesmo que acabei de falar, falta de concorrencia. Tivessem outros modelos automaticos e com motorização parecida a preços similares, o Etios venderia ainda menos. A concorrencia atrapalha sim as empresas, é so ver o portfólio da Toyota na Europa e analisar pq vende pouco por lá.

        • leomix leo

          Realmente Leonel, isso nunca ocorre, não temos redução de preços nunca, pode ser o que for, redução de dólar, impostos, demanda, sempre ocorre o inverso, aumento e mais aumento. A lei da oferta e demanda aqui sempre funciona ao contrário.

      • Douglas

        E depois ainda reclamam dos trabalhadores da Chery que fazem greve por receberem uma miséria.
        Salários mais justos melhorariam as vidas desses pobres trabalhadores explorados e também alavancaria a economia, já que eles iriam consumir mais.
        Henry Ford pagava a seus funcionários o dobro do que se pagava na época, com isso aumentou a motivação dos funcionários e criou uma massa de consumidores.

        • Zé Mundico

          Salário não é caridade e o Henry Ford não pagava bons salários por ser bonzinho, mas sim porque PODIA pagar com os lucros que tinha vendendo seus carros. Foi o cara que descobriu a produção em escala e viu que isso dava muito dinheiro.
          Além do mais, o salário sempre está relacionado com a produtividade do negócio , com a qualidade do produto fabricado e com a capacitação profissional do trabalhador.
          Daí se dizer que o empregado de uma indústria automotiva sempre terá que ganhar mais que um empregado de uma indústria que fabrica prego.

          • Alexandre Viotto

            O problema é que hoje em dia tem empresários que até poderiam pagar mais aos seus funcionários, mas não pagam, pois querem embolsar um lucro maior! Portanto, o que o Henry Ford fez foi inovador e louvável sim! Claro que devemos considerar que hoje a concorrência é muito maior.

        • Uranium

          Não funciona bem assim. Claro que a Chery poderia pagar melhor, mas não a ponto de mudar a vida dos trabalhadores ou movimentar a economia de fato. O Brasil tem problemas estruturais graves, que jogam os custos das empresas lá no teto, o que aliado ao baixo poder de compra do povo (já que o dinheiro não circula, ficando concentrado nas mãos do estado, classe política, grandes empresários corruptos e instituições financeiras), além de vários outros fatores, como a própria postura predatória do empresariado, faz com que seja absolutamente impossível pagar bem no Brasil.

          • Nicolas_RS

            Não sei da onde que tu tirou que o brasileiro não tem poder de compra em tese não tem, mas na pratica tem, maioria dos brasileiros troca de carro a cada 3 anos, já vi gente com Palio, Fox, Gol com esse discurso (acha que é rico para ficar trocando de carro), o carro no Brasil é caro alem é claro dos impostos, mas também pela margem de lucro das empresas, e as empresas sabem que o brasileiro tem QI baixo e se aproveitam. Moro em condomínio e vejo isso muito, vizinhos que trocam de carro a cada 2 anos, ou compram carros que custam 50% até 75% do imóvel (isso quando não é alugado).

            • Uranium

              A “maioria” troca de carro a cada 3 anos aonde? Só se for no seu condomínio mesmo, filhote…

              A idade média da frota brasileira hoje é de 9 anos e 4 meses e subindo. As classes A e B, que são as que têm poder de compra, essas sim trocam de carro… a classe C em sua maioria, com certeza comprou carro 0km pela última vez na época do IPI reduzido (no mínimo 5 anos atrás) e olhe lá, porque MUITA gente perdeu o carro de lá pra cá por não conseguir pagar os financiamentos.
              Classes D e E, se tiverem carro, andam de carro velho e nunca compraram 0km. As Classes C, D e E correspondem juntas a quase 85% da população brasileira. Portanto, sim, eu afirmo categoricamente e com toda a certeza: brasileiro não tem poder de compra. Ainda mais com essa crise que não acaba.

              Eu e meus vizinhos trocamos de carro com frequência também, mas eu tenho consciência de que moro num bairro de classe média-alta, o que nem de longe reflete a realidade do país.

              • Nicolas_RS

                Quem não fica trocando de carro é justamente quem tem condições financeiras, pois sabe que carro não é um investimento. Conheço pessoas que não ganha nem 3 mil reais e mesmo assim tem carros e fica trocando. Tem um dono de um CSS no youtube que diz exatamente o que eu digo.
                Quando eu fui tirar minha CNH o meu professor tinha um Palio e dizia “Melhor coisa é trocar o carro de 3 em 3 anos”.
                Fica complicado o brasileiro que ganha menos de 15 mil reais e fica trocando de carro de 3 em 3 anos.

      • Alexandre Viotto

        Como não adianta? Bastou a FIAT abaixar o preço do Mobi para R$29.990,00 e ele subiu muitas posições no ranking de vendas do mês! O brasileiro está de olho sim na variação de preço e tenha certeza que uma redução de 20% no valor dos carros importados acarretariam num aumento considerável no volume de venda dos mesmos…

      • Uranium

        Bem isso. Por exemplo, se os preços baixassem do dia pra noite 10% em média (o que é muita coisa), não seriam muitas as pessoas que passariam a ter condições de comprar carro 0km e não tinham antes. No Brasil, o dinheiro não circula. Fica em geral concentrado nas mãos do estado, da classe política e dos grandes empresários metidos em corrupção, isso pra não falar nos bancos e operadoras de cartão de crédito com juros e taxas abusivas…

      • Nicolas_RS

        Não misture alhos com bugalhos, o salario baixo é um problema, o preço alto dos carros é outro, quem tem PCD compra o Creta com desconto de quase 25mil reais e isso que paga ainda alguns impostos se isso fosse aplicado a qualquer brasileiro, minha mãe por exemplo teria condições de comprar Creta, Civic 10, Cruze 2018 entre outros carros por exemplo (carros 0km). A margem de lucro das empresas no Brasil é maior que em outros, o Corolla por exemplo, mesmo colocando os impostos, taxa de lucro de 10%, era cobrado mais 5 mil reais.

  • Diego

    Se depender da Petrobrás o mercado fechará, mais um aumento nos combustíveis:
    “Petrobras aprova reajuste de 2,3% na gasolina e 1,9% para diesel”

    • ObservadorCWB

      E houve dois TONTOS que dia atrás me falaram que houve deflação no preço final dos combustíveis neste ano…alguém ficou maluco…e não fui eu kkk

  • Cosi fan Tutti

    Mesmo que o Rota 2030 não de incentivos pra hibridos/eletricos, se pelo menos ele regulamentar e der mais clareza para esse mercado e impedir mudanças substanciais nos proximos anos, vai ser bom. O Brasil precisa de mais concorrência e menos dedo do estado, se hibridos e eletricos vão pegar ou não vamos aguardar, se pelo menos alguns mais acessíveis vierem importados já é alguma coisa.

    • Esquilo Tranquilo

      Menos 9 dedos do estado kkk
      Saudades da época de Cerato e I30 completo f*dendo com a concorrência em preços/equipamentos. Não tenho ou tive nenhum destes, mas é inegável que eram competitivos.

      • Gran RS 78

        Sem contar o Azera, Captiva, Crv, Fusion e muitos outros carros que tinham preços mais agressivos que seus concorrentes diretos naquela época.

      • afonso200

        Azera V6 top 2011 por 84mil reais, corolla e civic top na epoca custavam 79mil…..obvio melhor o V6 do azera.

    • Alexandre Viotto

      Híbridos e Elétricos já são uma realidade na maioria dos países desenvolvidos… não tem mais esta de “se vão pegar ou não”…

  • TT 230

    Sem a cota, a Kia pode trazer uma versão intermediária do Sportage ou até mesmo substituir a de entrada por uma mais equipada, acrescentando bancos de couro, ESP e full airbags.

    Atualmente o Sportage tem duas versões: a peladona 2018 com rodas 18 por 113 mil e a equipadona 2018 com rodas 19 por 140 mil.

    Uma nova versão mais equipada custando até 120 mil seria forte concorrente para o Jeep Compass Longitude, de mesmo preço, com a vantagem de o Kia andar um pouco mais e consumir um pouco menos, além de ter medidas mais generosas em todos os lados.

    • Cosi fan Tutti

      Irão trazer aquele suv menor, o Stonic.

      • TT 230

        Também. Só que o Stonic não muda a estratégia do Sportage. Ele tem dimensões de Peugeot 2008 e deve ficar entre 75 e 95 mil. Se o Stonic vier do México, sua versão AT 1.6 mais barata deverá custar 80 mil.

        Vem também o Rio hatch e sedan… enfim, concorrência pra enfrentar Polo, Argo, etc.

  • leitor

    Que contas são essas? Se o mercado em um mês cai 1% não tem como o acumulado ser 20% de queda a não ser contando com uma boa recuperação. Porcentagem não se acumula dessa forma. Se em 12 meses seguidos a queda é de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior o total da queda é de 1%. Pode fazer as contas. Se vendem 100 carros por mês no ano e no outro vende 99 por mês, no fim foi 1200 num ano e 1188 no outro, 1% a menos.

    • Erick Terto

      1% a menos em relação a setembro de 2017 (2.612 ante 2.639)
      20% a menos em relação ao agregado até o mês de setembro de 2017 (23.813 ante 29.866)
      O texto está correto em sua afirmação.

      • leitor

        Então houve uma sensível recuperação. Faltou isso ao texto e foi o que escrevi. Segundo as contas com esses mesmos números (27227 ante 21201 de um mês antes) era uma perda de 22,13%. Se passou para 20% recuperou alguma coisa. Pelo menos a tendência.

  • FearWRX

    Duvido muito que mesmo com o fim do atrasar-auto, vá mudar alguma coisa.
    Assim como duvido que chegue marcas novas e mais modelos.

    Eu REALMENTE espero morder a língua.

    • Elfo Safadão.

      atrasar-auto, tá mais pra “lucrar-auto”….

      • Mr. Pennybags

        há quem já pratique o depenar-auto.

  • E seguimos rumo ao fundo do poço.

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