Brasil Ford India

Índia: Mahindra também pode ter influência sobre Ford no Brasil

Índia: Mahindra também pode ter influência sobre Ford no Brasil

A Ford está depositando toda sua confiança na parceria com a Mahindra, onde busca reduzir enormemente os custos de produção e ampliar a escala de produção no mercado indiano, vital para alcançar lucros numa região de bom crescimento em vendas. Contudo, isso deve influenciar nas operações da marca no Brasil.


Tendo transferido para a Mahindra quase toda a operação na Índia, a Ford fechou um acordo para desenvolvimento comum de produtos exclusivos para a região e países alcançados pela exportação indiana, como a África do Sul, por exemplo.

Agora, diante de investidores do Deutsche Bank, a Ford apontou que a operação com a Mahindra será levada a outros mercados emergentes onde a marca atua.

Jim Hackett e Jim Farley, respectivamente CEO e chefe da operações globais da montadora, disseram que a experiência na Índia será compartilhada com outras regiões.

Embora sem muitos detalhes, os executivos da Ford disseram que a ambição da empresa não apenas compartilhar plataformas com a Mahindra, indicando também a necessidade de melhor experiência em conectividade para os clientes indianos.

Índia: Mahindra também pode ter influência sobre Ford no Brasil

A Ford ainda apontou as regiões onde atua e algumas previsões de lançamento, sendo que para a América do Sul, apenas a nova F-150 e um SUV de características urbanas, foram apresentados aos investidores do banco alemão.

Em nível global, a Ford evitou uma debandada geral de muitos países e regiões inteiras, como no caso da rival General Motors.

Com enormes prejuízos em operações globais, a montadora americana saiu apenas da Rússia, tendo feito esse acordo com a Mahindra na Índia e reduzido suas operações no Brasil. Outras plantas foram fechadas na Europa, mas a marca se mantém presente na maioria dos mercados.

Aqui, o modelo de negócio será reavaliado e com a introdução de mais utilitários esportivos e projetos localizados. Se espera por uma grande oferta de SUVs, mas o futuro global de compactos como Ka e EcoSport ainda gera dúvidas. Ambos são vendidos na Índia também, porém, o que vier a sucede-los, terá plataforma comum com a Mahindra.

[Fonte: Autodata/UOL]

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Joao Victor

    Ou seja, teremos carros chineses e indianos com o logo e o preço de uma marca Americana…

  • MFerrari

    Essa Mahindra tem plataforma própria? Tem algum modelo relevante ou só aquela linha de utilitários estranhos?

    • 😎.

      Tem muitos crossovers bacanas , como os Xuv 300 , Tuv 300, Alturas G4, XUV 500, Kuv 100 NXT, NuvoSport, uma bela minivan , a Marazzo . Além disso é dona da coreana SsangYong , do tradicional estúdio de design Pininfarina que agora é montadora com seu superesportivo elétrico e ainda é fabricante de vans , caminhões, ônibus e até aviões . No ramo automobilístico participa da Fórmula E.

      • Sino Weibo

        A Mahindra podia, nesse acordo, assumir a fábrica de SBC e fabricar algo disso ae. Seria ótimo para o mercado.

        • Rafaelprado

          Ela assumiu…

          • Sino Weibo

            Se não me engano essa notícia não se confirmou, pois a ultima informação é que ainda estariam negociando e que tem 3 chinesas interessadas.

  • oscar.fr

    NA precisa dar mais atenção à redação. ‘Onde’ é restrito à noção de lugar (substituindo local em que/ lugar em). A frase “[…] parceria com a Mahindra, onde busca reduzir […]” está errada e torna a leitura desagradável.

  • Andre Cupertino

    Sendo só Ford já não prestava, agora então…

  • th!nk.t4nk

    O mercado brasileiro aos poucos está se transformando numa extensão da Índia e China.

    • Zé Mundico

      E vai ser daí para a frente. Percebo que estão surgindo “blocos” diferenciados de países e regiões que serão padronizados dentro de critérios econômicos e geopolíticos, definindo, entre outras coisas, produtos específicos e direcionados para cada “bloco”.
      Como sempre, teremos blocos com maior ou menor poder de compra (tecnologia, inovação, moeda, economia, crédito, etc.) e como sempre, o Brasil tende a ficar na segunda ou terceira divisão.

  • G. de F.

    A Ford “reduzir” suas operações no BR é apenas figura de linguagem, porque, querer sobreviver somente de Ka, Ecosport, “futuros” suv com plataforma e/ou produtos desenvolvidos em conjunto com a Mahindra não garante um futuro que seja ao menos uma sombra do que já foi a Ford no BR…

    A continuar assim, pra sair de vez, não custa muito não. Surpresa nenhuma se isto acontecer. Questão de tempo, talvez.

    • Roxxton

      O pior é que ela quer acabar com o Ka e colocar um “suv” no lugar!
      Quer empurrar “suv” goela abaixo do povo brasileiro.

    • GuilhermeSMello

      Ford sobreviveu por décadas por aqui com um projeto francês adaptado que rendeu 7 veículos (duas gerações de Corcel e Belina, Ford Pampa, DelRey e DelRey Belina), não me surpreenderia nem um pouco se esses projetos indiano-brasileiros fizerem sucesso por aqui.

      • Edson Fernandes

        Só vejo sucesso se seguir o exemplo da Dacia. Se tentar importar veiculos sem considerar reposição de peças, elas serão proibitivas para um produto generalista e afastará possiveis compradores.

  • Jean Lehn

    A Ford está a beira do precipicio

  • Roxxton

    Se acabar com os compactos aqui no Brasil é melhor fechar as portas!

  • Ricardo Blume

    Isso não quer dizer que teremos porcarias no Brasil. A Ford vai fazer o que a GM está fazendo na China (vide Onix). O Brasil é o que as montadoras chamam de emergentes e elas estão incluindo todos os países dito emergentes no mesmo bolo.

  • Dod.

    O povo descendo a lenha na Mahindra como se a Ford BR fosse melhor. Hilário.

  • disturbed591

    Não vejo isso como negativo. Não é porquê um produto é Chinês ou Indiano que significa que necessariamente é ruim (na maioria dos casos é sim, hehe).

    Podemos pegar por exemplo o Toyota Etios que é um carro indiano. Embora feio e estranho, é um ótimo carro. Nos últimos tempos temos os exemplos do GM Onix e Tracker que mesmo tendo corte de custos grosseiros, estão sendo excelentes carros. Até mesmo o Kwid, que foi um indiano com lançamento conturbado no Brasil pela sua baixa qualidade inicial, houve melhora e hoje se encontra brigando pelo topo dos mais vendidos.

    Em ultimo caso, podemos até mesmo fazer alusão a produtos chineses de tecnologia que fazem cada vez maior sucesso pelo seu custo-benefício: Xiaomi, Huawei, etc.

    Para exigentes comentaristas de sites automotivos, tudo que falei pode até soar como heresia. Mas para o resto dos consumidores normais que apenas quer a maior quantidade de benefícios pelo menor preço possível, acredito que este cenário esteja ótimo.

    Que venha a Mahindra com seus produtos ao mercado brasileiro e que vença o melhor Indiano/Chinês/Sul Coreano/Japonês. Nosso bolso de consumidor agradece a concorrência.

  • HENRY ME

    Ford mesmo só nos EUA

  • Luis Burro

    Pq as marcas já ñ fazem de PET de uma vz, parece q ñ tá mto longe disto!

  • Luis Burro

    Mas ñ adianta nd projetar lá e cobrar o valor de importado fabricado no próprio pais em q vai ser vendido!

  • Toyo_Highlander fan

    Será que a Ford está secretamente discutindo sua “venda” para a empresa indiana. Ainda assim prefiro que a marca da oval azul vá para a mão de indianos do que de chineses.

  • Edson Fernandes

    As demais fabricantes agradecem a Ford por abandonar nichos de mercado que no futuro voltarão a ter vendas melhores.

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por 15 anos. Saiba mais.

Notícias por email