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Inovar-Auto: eficiência energética é o resultado positivo da política que se despede

Inovar-Auto: eficiência energética é o resultado positivo da política que se despede

O Inovar-Auto está saindo de cena. Há alguns dias de expirar, a política para o setor automotivo brasileiro se despede sob pressão da OMC (Organização Mundial do Comércio), na qual foi condenada por diferenciar produtos nacionais e importados através de sobretaxa de 30% de IPI e cotas para importação.


Confuso no início, o Inovar-Auto trouxe um ganho importante para o País, a melhora na eficiência energética. A obrigação dos fabricantes em cumprir a meta estipulada pelo governo, que era uma redução de 12% no consumo dos veículos, surtiu efeito prático no dia a dia dos consumidores. Mais do que isso, alterou sensivelmente a engenharia dos carros fabricados ou importados no Brasil, que tiveram de adotar tecnologias até então disponíveis apenas em mercados consolidados.

Para não pagarem multas e até conseguir créditos de IPI, os fabricantes passaram a focar em redução no consumo para atender à matemática determinada pelo Inovar-Auto, que mede esses resultados em MJ/km. Assim, em cinco anos de vigência, o programa automotivo nacional fez com que a palavra “downsizing” fosse utilizada diversas vezes. Essa tendência de redução do tamanho dos motores no Brasil coincidiu com o mercado internacional, que sofre pressão ambiental para conter emissão e consumo.

Inovar-Auto: eficiência energética é o resultado positivo da política que se despede


Assim, motores de três cilindros substituíram alguns de quatro cilindros, especialmente no segmento de carros 1.0. Mas não apenas isso. Propulsores de 2.0 litros foram trocados em vários modelos por equivalentes com 25% a menos de volume. Com o Inovar-Auto, motores com turbo e injeção direta passaram a estar mais presentes na vida dos consumidores, mesmo de segmentos populares. E não parou por aí.

Itens como Start&Stop, indicador de mudança de marcha, pneus de baixa resistência à rolagem, grade ativa, transmissão manual de seis marchas em populares, transmissão automática com até nove marchas, ampliação da presença de câmbio CVT, alternador com recuperação de energia, direção elétrica, monitor de pressão dos pneus, lubrificantes menos viscosos, reengenharia de propulsores e carroceria (com mais aço de alta resistência para baixar peso), entre outros, passaram a fazer parte dos equipamentos, opcionais ou de série, da grande maioria dos modelos vendidos.

Agora, um levantamento da Bright Consulting, divulgada pelo site Automotive Business, revela o tamanho do ganho em eficiência energética proporcionado pelo Inovar-Auto. A pesquisa foi feita com base nos critérios estipulados pelo próprio programa automotivo, considerando assim o peso de cada veículo, divulgado pelos fabricantes, bem como utilizou dados de consumo do Inmetro e o volume oficial de vendas, para medir o MJ/km dos modelos das 24 marcas pesquisadas.

Inovar-Auto: eficiência energética é o resultado positivo da política que se despede

No geral, a consultoria calculou os resultados de 1,94 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos no Brasil entre outubro de 2016 e setembro de 2017. Tendo como base o ano de 2011, utilizado pelo Inovar-Auto como referência para a meta de 12,08% de redução de consumo, a Bright obteve 1,74 MJ/km de média nacional, que é equivalente a 131 g/km de CO2, como é medido nos principais mercados do mundo. Isso representou uma queda de 15,9% na média de consumo dos carros vendidos no País, superando em quase 3,9% a meta estipulada. Em agosto, a medição da mesma consultoria com os dados até abril, apontavam 1,75 MJ/km ou 131,73 g/km de CO2.

De acordo com a consultoria, foram economizados 433 milhões de litros de gasolina – lembrando que os veículos diesel não foram incluídos nas metas de redução do Inovar-Auto – gerando assim um montante de R$ 1,56 bilhão poupados com as mudanças feitas para se obter essa redução. Segundo a Bright, a frota atualizada deverá emitir 13 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera entre 2017 e 2025, sem incluir as metas do período de vigência do Rota 2030, que deve manter os mesmos 12,08% de redução para os próximos cinco anos.

Inovar-Auto: eficiência energética é o resultado positivo da política que se despede

Entre as 24 marcas, segundo o levantamento da Bright, sete marcas ficaram abaixo da meta, três atingiram o limite estabelecido, dez superaram 15,46% (que dá direito a um ponto percentual de abatimento de IPI) e quatro atingiram 18,84% de redução, ganhando assim dois pontos percentuais de redução no IPI, conforme as regras impostas pelo Inovar-Auto no sentido de incentivar um avanço na melhoria da eficiência energética.

Assim, ganharam os louros de 2 pontos percentuais GM, Kia, PSA (Peugeot e Citroën) e Volvo. Com direito a 1 ponto percentual de IPI, aparecem Audi, Hyundai (CAOA), Ford, Honda, Jaguar Land Rover, Mercedes-Benz, Nissan, Renault, Toyota e Volkswagen. No limite, BMW (incluindo a MINI), FCA (Fiat e Jeep) e Hyundai (HMB). Por fim, quem ficou abaixo da meta, segundo pesquisa da Bright, foram as seguintes marcas: Chery, Chrysler, Dodge, JAC, Mitsubishi, Subaru e Suzuki.

De todas as últimas citadas, que não teriam atingida a meta no levantamento da Bright, apenas Mitsubishi e Suzuki tiveram os resultados contestados pelo grupo que as representa no Brasil, que é o HPE (ex-MMC), negando este que as duas marcas tenham ficado abaixo do estipulado pelo Inovar-Auto, conforme nota enviada ao site, que respondeu o argumento do fabricante (confira aqui).  Agora, espera-se que o Rota 2030 – que deverá incluir os veículos diesel – mantenha essa evolução na eficiência energética nos próximos 15 anos.

[Fonte: Automotive Business]

Inovar-Auto: eficiência energética é o resultado positivo da política que se despede
Este texto lhe foi útil??

  • Ricardo

    O negócio agora é investir em carros beberrões para salvar a Petrobras e o governo! Haha

  • TijucaBH

    Realmente, um dos poucos pontos positivos das politicas recentes foi a evolução na redução do consumo dos carros.
    Se nao fosse o Inovor Auto, nao teriamos cambio de 6 marchas, direção eletrica, pneus verdes, etc.
    Ainda temos muito pra evoluir, mas já foi um começo…

    • yurieu

      Até foi em 2011 que saímos da caverna, tem razão. Injeção direta, direção elétrica, comando variável, tudo isso começou no Brasil após 2011.

      • Diego Germán de Paco

        Meu Sentra 2007 já tem tudo isso (exceto a injeção direta )

        • Diego Lip

          Pois era importado, lá fora isso já era comum.

      • Matafuego

        Corolla Brad Pitt tem comando variável desde 2003

      • Edinei Meneses

        O templa turbo só não tinha direção elétrica,

        • Pedro Neto

          E nem injecao direta

    • Gran RS 78

      Acho que se o Governo não tivesse se metido nesse segmento, hj teríamos mais carros importados, muito mais variedade de modelos e preços menores, pois essa lei acabou com a livre concorrência e prejudicou e muito os modelos importados.

      • Claudecir Mees

        Viva comprar de fora. Vende minério e compra de fora. Evoluindo ao contrário. Precisamos do melhor possível, mas, nada de cegueira quanto a comprar de fora.

        • Matafuego

          Eu prefiro comprar de fora algo melhor e mais barato do que algo que foi produzido aqui que seja pior e mais caro. Vale lembrar que não temos nenhuma montadora nacional e mesmo as porcarias produzidas aqui pertencem às suas devidas matrizes.

          Não vejo nenhum problema em vender minério e comprar o produto pronto de fora. Não temos montadoras nacionais, não temos mão de obra qualificada abundante (pelo contrário, aqui a ignorância é vangloriada) e os impostos são absurdos.

          • Edinei Meneses

            Isso aí belo comentário, países como a Alemanha compra café do Brasil a 400 reais e vende para a Europa a 1.000 euros como se fosse dele. O que eu quero dizer a economia não depende do que se produz no país e sim da eficiência administrativa e financeira das empresas de cada país, governo nunca fez nada para melhorar , ao contrário só pioram, aqui temos essa de produtos nacionais por patriotagem idiota, o importante não é ser nacional ou importado, é ter qualidade e preço

            • Matafuego

              Tem alguma fonte que prove que isso que vc citou é verdade? Acho pouco provável que o café brasileiro seja vendido a 10x o preço pelo qual foi pago.

              • Edinei Meneses

                Mais é, compra a saca a 400 reais e vende a 1.000 em alguns países europeus , não planta nada de café a Alemanha , só na importação do café puro, a fonte eu não lembro, mas pode pesquisar na internet que encontra fácil isso aí. O café brasileiro é considerado o melhor do mundo

              • Edinei Meneses

                A Alemanha não está vendendo a 10x o valor, ele está vendendo em euro . Comprando aqui em euro convertido e vendendo em euro nos países , lá não faz conversão.

                • Matafuego

                  E não é 10x o valor? 1 euro custa aproximadamente 4 reais, logo, de acordo com vc, o Brasil vende o café a 100 euros, que depois é revendido a 1000 euros.

                  Vc tem alguma fonte para corroborar sua informação?

                  • Edinei Meneses

                    https://youtu.be/wD7fgCeJ7mg

                    Veja este vídeo tem.as informações, mas já estou dizendo eu mentir , não é 1.000 euros é muito mais , você verá o absurdo, me diga depois e isso acontece com várias coisas também.

                    • Matafuego

                      Bom, eu já desconfio da fonte. A Super Interessante virou um panfleto de extrema esquerda. Mas vamos supor que seja verdade e daí eu tenho alguns questionamentos:

                      A UE é um inferno no que diz respeito a regulações e nenhum país pode negociar diretamente com seus membros mas sim com o bloco (depende do amém de Bruxelas). Existe alguma regulação que diz que a Alemanha é responsável por comprar boa parte do café consumido pela UE?

                      Não vejo problema em comprar por 400 e revender por 800, isso faz parte de uma troca comercial. A propósito, se houver alguma regulação sobre quem pode comprar café do Brasil, nenhum outro país do bloco vai conseguir comprar o café por 400.

                      Sobre as capsulas: o café é o que menos importa neste caso. Você está pagando pela facilidade do café na capsula: ele já está torrado, moído e preso dentro de uma cápsula que demandou pesquisa para ser feita. O mesmo vale para a máquina que transforma o pó do café da cápsula no líquido que as pessoas tomam. No fim vc está trocando o tempo de torrar, moer, ferver a água e coar por apertar um botão e esperar 1 minutinho pelo café pronto para ser tomado.

                    • Edinei Meneses

                      Tem várias fortes, mas o valor que ela vande na Europa é valor de mercado lá , muito provavelmente que eles não negociam diretamente, mas isso não acontece com o café , acontece praticamente com tudo, carne também.

        • Gran RS 78

          Jura que vc prefere pagar mais caro por modelos “fabricados no Brasil” com menos itens de segurança e comodidade? Muito obrigado, mas eu não.

      • Edinei Meneses

        Muito bem, o intuito do governo foi esse mesmo, não ter concorrência para algumas marcas, mas isso só gera destruição do mercado, governo não é a economia do país, governo nunca melhorou a vida de ninguém. O que melhora as novas vidas são produtos da iniciativa privada, carros, celulares , tecnologias, dentre outras coisas.

  • No_Name

    GM deve morrer de rir da VW, Ford etc que gastaram fortunas para se modernizarem por aqui enquanto ela foi e fez melhor com carros capados e motores velhos kkkkk!

    • João Martini

      O passado dela era tenebroso. Com poucas alterações ganhou-se muito em porcentagem.

      • Pedrob

        Apenas pra deixar claro: O target nao era em relacao à propria empresa mas sim à media do mercado. Sendo assim, quem ja possuia veiculos mais eficientes em 2011 estava na realidade mais proximo dos 12% minimo de redução e quem possuia carros mais beberroes estava com um gap maior para atingir os 12%.

    • Joel Oliveira

      Nao sendo defensor da marca A ou B, mas sendo realista: Se a eficiência energética dos motores 4 cilindros da GM está alcançando a mesma (ou similiar) dos 3 cilindros, qual a lógica mesmo dos 3 cilindros? Seriam equivalentes? O que bem vejo são avaliações falando bem dos resultados dos motores SPE/4 da GM após a reestilização. Consumo bemm melhorado. E no termo de potência, por exemplo, o GM 1.0 tem mesma cavalaria. Sei que o torque é menor.

      • 🅰🅽🅳🅴🆁🆂🅾🅽 – 🆂🅿®

        Os motores 1.0/1.4/1.8 da GM estão no limite, usam óleo mais fino que os demais para reduzir atrito interno entre outras coisas aplicadas na última atualização, se aplicarem o que ela fez nestes motores modernos da concorrência a diferença fica ainda maior para ele, se esse motor fosse bom a ponto de serem usados em países com regras rígidas de poluição/eficiência lá na Europa usariam ele ao invés do 1.0 3c usado no Opel Adam e cogitado para substituir o 1.0 4c daqui na nova geração do Onix.

      • th!nk.t4nk

        A eficiência dos velhos motores da GM nao é a mesma dos novos tricilíndricos, nem de longe. Pra extrair desempenho semelhante, eles poluem muito mais (e nao olhe só CO2). Como a legislaçao brasileira é fraca, a GM aproveita pra levar esses motorzinhos aos limites.

      • Emanuel Schott

        A redução foi relativa, não absoluta. GM conseguiu reduzir mais o consumo em relação aos seus próprios motores, não que igualou ou superou o consumo das concorrentes.

      • Raul Cotrim de Mattos

        Além do mais o custo a longo prazo de fabricação de motores 3 cilindros é, em teoria, mais barato do que o de quatro…

      • Edinei Meneses

        Eu também em termos de eficiência no vejo diferença dos outros

    • Renato Duarte

      um dos melhores consumos de combustível são justamente dos carros da GM,, desde o início da implantação da injeção eletrônica,, eles são referência em economia. Corsa-Monza-Vectra,, todos eles são mais econômicos que os rivais diretos.

  • Louis

    Não creio que a pequena melhora nos consumos seja pelo Inovar Auto, mas sim uma evolução natural do mercado, onde os consumidores optam por carros mais econômicos.

    • TijucaBH

      vai nessa!!! Mercado nosso está evoluindo sim, mas se essa redução fosse em função da demanda do mercado, carros da PSA com motores 1.2 venderiam muito mais!!!

      • Louis

        Esse motor 1.2 sai em desvantagem pela desvirtuada tributação, já sai mais caro que os 1.0, além de PSA ser meio queimada no mercado por N motivos.
        Um exemplo de “seleção” do consumidor acredito ser o Renegade x HRV, o Renegade é beberrão e apertado, aos poucos o consumidor foi caindo na real e vendo que, apesar de bonitinho, não vale a pena frente aos concorrentes.

        • TijucaBH

          tem razao em relação aos motores 1.2 e em relaçao ao Renegade, mas discordo de voce que essa evolução foi de amadurecimento do nosso mercado. No caso do Jeep ele é meio extremo. Bebe muito e anda pouco, além de outros problemas como porta malas pequeno, etc.
          Acho que o consumidor só deixa de comprar quando o consumo realmente é fora da curva como o Renegado.
          Outro exemplo que o mercado nao evoluiu como pensamos é em termos de segurança. Se fosse assim, os carros com 1 estrela no Latin Ncap nao continuariam vendendo bem…

          • MauroRF

            Na verdade, se o Renegade andasse bem, faria jus ao consumo dele. Ele poderia andar pouco, mas gastar pouco, ou gastar bem, mas andar bem. Não faz nenhum dos dois.

          • Gilberto DePiento

            Se não fosse por força da legislação, no quesito segurança não teríamos airbag e ABS de série em todos os carros e ainda teríamos Mille e Kombi entre os mais vendidos.

        • Hoffmann

          A PSA é queimada no mercado por causa de bobocas brasilóides que repetem asneiras plantadas por mexânicos xexelentos de fundo de quintal acostumados a lidar apenas com os lixos da VW, Fiat e GM da década de 80 e 90.

    • RPM

      Perfeito….ia comentar exatamente isso….e outra,o mesmo governo que estipulou esse inovar auto,é o mesmo que nos enfia goela abaixo uma gasolina caríssima com 27% de etanol,fazendo os carros serem menos econômicos no final das contas….

    • Diego Germán de Paco

      Até porque a política do carro flex aumentou vertiginosamente o consumo dos carros, devido a “indecisa” taxa de compressão… Meu Fiesta 2002 fazia 11 km/l na cidade, meu Palio 2012 faz 7,6 km/l também com gasolina… Achei esse texto extremamente esquerdopata e fora da realidade

      • Gilberto DePiento

        Sua comparação foi com o Palio 2012, cujo motor não tinha sido pensado para o InovarAuto. Compare com um motor Firefly ou qualquer outro 3 cilindros atual. Não tem como negar a evolução da eficiência energética.

        • T1000

          Claro que tem. Meu uno fire monofuel gasolina fazia 18km/l em 2004, algum firefly faz mais que isso hoje?

          • Emanuel Schott

            Argo 1.3 faz isso. O 1.0 chega nos 20 km/l.

            • Diego Germán de Paco

              Dados do Inmetro né? (y)

              • Emanuel Schott

                Não.. mas os 18 Km/h do antigo Uno também não são. Pelo Inmetro o Uno Mille fazia 11,2 km/l na cidade. Argo 1.0 faz 14 km/l e 1.3 faz 13 km/l.

                • Diego Germán de Paco

                  Inmetro passou a avaliar o consumo dos carros, quando a Fiat já tinha adotado a política flex em toda sua linha amigo… No Inmetro o consumo do meu Palio é irreal. Na prática não conheço ninguém (ubers, amigos) que tenha feito mais de 8km/l com gasolina na cidade.

                  • Angelo Lucca

                    Eu tive um Palio ELX 1.0 2009 que fazia 13 a 14 na cidade com gasolina… e 10 com álcool… 8 é consumo de 2.0 AT, pelo menos é o que eu faço com os carros de casa hj em dia (Ecosport Titanium PS e Outlander 2.0) No Focus 2.0 MT, eu faço de 10 a 11 brincando… Talvez você tenha mudado com o tempo a sua forma de dirigir, porque 8 em um carro 1.0 é muita coisa.

                • RMozZa

                  O Inmetro faz uma correção de 28%, além disso consumo é muito dependente de regime de trabalho, condição de conservação, etc

          • Diego Germán de Paco

            Pois é kkkkkk Brasileiro crê muito na publicidade que as montadoras enfiam goela abaixo… É uma pena. É isto que a meu ver se chama lavagem cerebral, ou como disse anteriormente “mal da memória curta”

          • Pedrob

            Qual o peso do seu uno 2004? Os veículos estao naturalmente aumentando o peso, o que impacta diretamente o consumo. Vou dar um exemplo: Kwid usa o mesmo motor Sandero so que sem diversas tecnologias que melhoram a eficiencia/consumo e ainda sim consome menos combustivel apenas pelo fato de ser bem mais leve (similar ao seu uno 2004). É inegavel que a tecnologia flex é um meio termo para os dois combustiveis mas tambem é inegavel a melhora de eficiencia dos ultimos 5 anos.

        • Diego Germán de Paco

          Posso comparar com o Fiasa anterior ao Fire Evo, longe de Inovar-Auto e ainda era mais econômico. Essa política está intrínsecamente ligada a carro flex e à indústria canavieira amigo. Ou seja, com todas essas inovações, voltamos à estaca de consumo dos carros monocombustiveis da era pré-Lula. Se o foco fosse consumo nunca iriam dar incentivo ao carro flex e sim ao híbrido e elétrico.

          • Gilberto DePiento

            Fiada era o mais gastador de todos os 1.0. O mais econômico com esse motor era o Mille que mal passava dos 14 km/l na estrada.

            • Diego Germán de Paco

              Rapaz, dê uma procurada na Internet, tivemos um na família… É difícil discutir contra alguém que não quer aceitar argumentos. Esquece… Não adianta discutir com você

              • Gilberto DePiento

                Palio ED 1997 gasolina Fiasa 1.0 mpi fazendo 12 km/l na estrada a no máximo 100 km/h, 2 portas, sem ar condicionado, sem direção hidráulica, zero km, era econômico?

        • Diego Germán de Paco

          Procure na Internet ou em revistas automobilísticas antigas. Consumo Fiat 147 1977, Cidade 12km/l Rodoviário 18km/l. Fiat Mobi com motor Firefly em 2017!!! (dados da Quatro Rodas) Cidade 14km/l rodoviário 18km/l. Consumou Toyota Prius Consuno Urbano 23,8km/l, Rodoviário 18,5km/l… Brasileiro tem memória curta msm…

          • Pedrob

            Numeros obtidos em circunstancias diferentes.

            • Diego Germán de Paco

              Km/l, medida padrão. Não tem argumento amigo

              • Pedrob

                Quer dizer que fazer 15km/L na estrada e 15km/L na cidade é a mesma coisa? Você está se referindo à unidade, eu estou me referindo ao procedimento de teste/calculo obtencao dos valores em km/L.

                • Diego Germán de Paco

                  Então não podemos comparar nenhum consumo com nenhum carro, haja vista que a pressão atmosférica, temperatura, condição de rodagem etc dificilmente vão ser iguais? Complicado sua linha de raciocínio

                  • Pedrob

                    Ai que você se engana! Os valores oficiais de consumo são homologado e auditados pelo INMETRO e possuem procedimento padrão e condições controladas (Laboratório). Agora tirar números aleatórios da cabeça/imaginação e comparar com o consumo homologado do carro é uma linha de raciocínio bem interessante mesmo!

          • Gilberto DePiento

            Bem, se a questão for memória curta, lembre-se de que nos anos 1980 a gasolina não continha álcool, o trânsito urbano não tinha tanto congestionamento e semáforos como hoje, e na estrada a velocidade máxima era de 80 km/h, passando para 100 km/h nos anos 1990 e 120 km/h atualmente. Um up aspirado a 90 km/h constantes pode fazer 26 km/l usando gasolina com 27% de etanol, que aumenta o consumo. Além desses fatores que influenciam nas medições de consumo pelas revistas, temos que levar em conta também as mudanças de metodologias dessas medições ao longo dos anos. Sem falar no aumento de peso médio dos carros devido às maiores dimensões e maior quantidade de equipamentos.

            • Diego Germán de Paco

              O lobby petroquímico e canavieiro te aplaudem de pé!!! Viva BP, Chevron, Shell e Petronaa!

        • RMozZa

          I inegável que os flex pioraram muito consumo, motores modernos econômicos o seriam mais ainda se não fossem obrigados a beber ambos combustíveis. Se o flex fosse a maravilha que pintam estariam espalhados pelo mundo, mas ainda são uma quase exclusividade brasileira, qunado tivermos motores com taxa de compressão variável talvez o flex se torne realmente palpável (a se considerar os custos da implantação da tecnologia)
          Tivemos mille gasolina e depois flex e onde o primeiro fazia 18-19 o segundo mal chegava a 17, isso com uso equivalente.

      • Dario Lemos

        Na minha opinião, a qualidade da gasolina oferecida pela Petrobras diminuiu muito de qualidade, fazendo com que os carros, nacionais e importados, passassem a consumir mais. É um assalto os cerca de R$ 4,00 por litro de álcool misturado a um produto ruim e isso só alegra aos usineiros, governo e essa estatal “cabide de empregos”.

        • Diego Germán de Paco

          Também, mas o maior problema foi realmente o incentivo estatal do carro flex. Ainda houve experiências de bloco com cabeçote de geometria variável para alterar a taxa de compressão de acordo com o combustível utilizado, mas nunca foi empregado oficialmente em nenhum carro de produção.

    • matheusguila

      A questão é que antes do Inovar Auto não tínhamos a opção de escolher carros econômicos. Ou pegava um 1.0 frouxo pensando em consumo ou pegava um carro que andava mais, mas que também gastava mais. Hoje não, com os motores TSI, por exemplo, não precisamos abrir mão da performasse por causa do consumo.

      • Louis

        No mundo todo tem TSI sem Inovar Auto

        • matheusguila

          No mundo todo… mas será que teríamos aqui?!

    • Edinei Meneses

      É verdade, graças a entrada de carros importados que o mercado evoluiu em concorrência, se não estaria com várias latas velhas aí , que nem vidro elétrico tem, inova auto é para proteger apenas algumas empresas chamadas de nacionais , que não existe empresas nacionais no Brasil

  • Alexandre Volpi

    Infelizmente os saldos negativos que o inovar auto trouxeram foram muito maiores que os positivos. A restrição aos importados tornou algumas coisas em nosso mercado ainda mais bizarras que já eram. Creio que essa evolução em tecnologia era uma tendência que se consolidaria mesmo sem o programa, em virtude dos carros importados, à epoca, trazerem mais por menos.

    • Alessandro Araujo

      Comentário lúcido. Essa política nefasta só perturbou nosso mercado automotivo. Preços nas alturas e carros que eram campeões de venda (ex: Cerato e i30) sumiram. Já vai tarde protecionismo maldito.

      • yurieu

        A esquerda em décadas colocou na nossa cabeça que “importação” é a maior tragédia que pode acontecer em um país. Todos os demais países do mundo pensam ao contrário.

        • MauroRF

          A esquerda não serve para nada, a não ser roubar e enganar um monte de coitado.

          • Gilberto DePiento

            Maluf, o maior esquerdista que já existiu. Até hoje não entendi como esse empresário não transformou o Brasil numa China comunista, visto que pelos comentários só temos partidos políticos de esquerda desde antes da ditadura de esquerda dos militares, remontando ao reinado esquerdista de Portugal.

            Não vamos perder a lucidez, né, pessoal?

    • acelerandonaweb

      Melhor comentário sobre o assunto, parabéns! Ainda bem que está chegando ao fim o Inovar Auto, espero que este tipo de medida protecionista nunca mais se repita.

  • Joel Oliveira

    é uma pena que na mesma proporção da eficiência energética o preço dos combustíveis subiu e nenhum incentivo para os elétricos/híbridos!!! Continuamos a consumir petroleo – caro e nada no etanol foi inovado. Na prática, seis por meia dúzia.

    • T1000

      O país não tem infraestrutura com capacidade para a demanda de energia dos elétricos.

      • Luiz Alexandre S Reis

        Inclusive carros elétricos não são a alternativa quando o país precisa queimar carvão e gás para gerar eletricidade.

  • Robert Dniro

    Sei lá se foi tudo isso esse InovarAuto, pois tudo que é vendido aqui é vendido em outros mercados no mundo também, pra falar a verdade tudo é pensado para os países desenvolvidos e conforme vai dando eles colocam alguma coisa aqui.

  • Marcelo Cordeiro

    Acho que a matéria foi generosa ao imputar este pequeno avanço ao INOVAR AUTO. Este programa ficará marcado como uma tentativa do Governo Federal proteger meia dúzia de montadoras de parte dos efeitos da crise econômica. Longe de trazer melhorias ao país, apenas premiou a ausência de investimentos e competitividade de certos grupos em detrimento do mercado e da livre concorrência.

  • Alessandro Araujo

    Alguém que realmente não conhece o mercado automotivo mundial escreveu esse texto.

  • Eduardo Gregório

    Matéria quase que sensacionalista. Os importados de qualquer forma iriam vir com os novos motores, se o objetivo do INOVAR AUTO fosse realmente eficiência energética não precisava botar aqueles absurdos 30% sobre o preço dos carros que vinham de fora.

    • Basil Sandhurst

      Vc está equivocado.
      A matéria ressaltou UM ponto positivo da legislação. Leia novamente

    • Diego Germán de Paco

      Se o objetivo fosse eficiência o ipi do Prius teria sido zerado, mesmo importado. O mesmo pro BMW i3.

      • FrankTesl

        A única coisa boa que fizeram nessa área foi reduzir o I.I. (imposto de importação) dos híbridos e zerar o I.I. dos carros elétricos.

        Contudo o IPI dos híbridos ficou vinculado à cilindrada do motor de combustão associado (no Prius o motor é 1.8, com 13% de alíquota), mas que deveria ser a mínima ou até mesmo zero em todos os modelos híbridos

        O IPI dos elétricos ficou ainda pior, na alíquota de 25%, só porque não existe categoria própria na tabela.

  • Sérgio Barbosa

    Agora vamos aos pontos negativos…

  • yurieu

    Me convenceu, acho que tem que ficar por mais 10 anos.

  • Felipe

    Eficiência??? Inovar Auto??? Tem motor a álcool no nosso país super eficiente resultante de pesquisas nacionais?

    • Gilberto DePiento

      Pesquisa e projeto de motor teve há décadas, o que não teve foi interesse das montadoras em adquirir a patente – e acabaram fazendo no exterior com o mesmo princípio de funcionamento e trazendo ao país somente nos últimos anos.

  • Cosi fan Tutti

    Nada a ver a matéria, isso poderia muito bem ter acontecido apenas com a alteração la em 2011 da lei que da IPI menor por cilindrada, era so mudar para eficiencia energetica, simples, como vem sendo proposto no novo programa. Somente essa medida faria que o Brasil já estivesse com varias opções de carros eletricos, hibridos e com motores de baixa cilindrada mas efiecientes e/ou turbo, e o governo arrecadaria ate mais que com os 1.0.

  • Will

    Porque os carros importados eram todos beberrões. kkk
    Piada, esse Inovar Auto foi uma merda gigante.

  • Retrato do Papai

    o inovar auto foi tão bem sucedido que a chevrolet conseguiu superar a meta com motores dos tempos da brilhantina huehuehue

    • MauroRF

      kkkkkk, tempos da brilhantina foi ótimo. Os caras tiraram leite de pedra nesses motores, incrível.

      • Gilberto DePiento

        Desconfio que possa ter ocorrido algum tipo de burla nos dados de emissões, semelhante à da Fiat com o Mille ELX ou à da Volkswagen e outras nos motores diesel, além da recém divulgada feita pela Subaru.

  • Schack Bauer

    O outro resultado é aumento dos preços e da defasagem com o resto do mundo, além da segurança capenga.

    • Gilberto DePiento

      Quer dizer que antes do InovarAuto os modelos brasileiros estavam atualizados com o resto do mundo?

      • Cosi fan Tutti

        Pesquise quais países o Brasil exporta, dae vc vai descobrir qual modelo brasileiro esta atualizado com o resto do mundo.

  • Luis Burro

    Como q a GM ganhou 2 pontos se ainda mantém os motores mais defasados do mercado e a Ford ganhou um tendo até híbrido na linha?

  • Luis Burro

    Engraçado,falam tanto da política brasileira,mas enqnto q a chinesa q obriga as multinacionais a se associar a uma local pra vender não dizem nd,pra mim dá na mesma!

    • carroair30

      Mas na CHINA tem DEMANDA diferente daqui

      • No_Name

        Não é exatamente demanda e sim 1,3 bilhões de pessoas kkk. Se a China tivesse “só” 200 milhões como a gente seu mercado seria pior que o nosso, pois são mais pobres que nós quando comparamos proporcionalmente.

        • Cosi fan Tutti

          Não pq so de carros eles tem mais de 100 marcas, e exportam muito pra região ali da Asia, Oriente Medio, Africa, Russia, Oceania, etc…

    • Cosi fan Tutti

      Pera, mas a China tem um projeto, e eles estao fazendo engenharia reversa ha tempos ja, eles querem tem varias marcas mundiais, e ja tem em algumas areas, na de carros eles querem ter 4 mundiais, e ja estão comprando marcas ocidentais pra esse “plano”. Quando que o protecionismo no Brasil foi pra beneficiar alguma empresa local ou criar marcas nacionais? Na verdade ao longo dos anos vimos foi o contrario, Brasil protegendo mercado para as multinacionais lucrarem e o investidor brasileiro que tentou alguma vez cirar marcas proprias morrendo no caminho sem incentivo. Totalmente oposto da China.

      • Luis Burro

        Na China já devia ter algumas marcas locais,e não é de ontem q eles fazem isto.Então há muito tempo já devem ter know-how para mantê-las.
        No Brasil parece tanto fazer qm investe (nacional ou estrangeira), só é dado crédito e benefícios qndo é uma empresa q vá gerar ou muito emprego ou alta arrecadação de impostos,e isto qndo não é alguma falcatrua.

  • Fanjos

    Não houve ganho nenhum para nos, somente a evolução natural com muito aumento de preço.
    Falar que a melhora ocorreu por causa de protecionismo é a mesma coisa que falar que no Governo Dilma era muito melhor do que o FHC porque no Governo Dilma tinha PS4 e no governo do FHC só tinha PS1

    Viu noooooossa como o PT fez as empresas melhorar não é mesmo?
    Antes que qualquer comuna venha chorar, o FHC é outro comunista sem vergonha tb.

    • MauroRF

      A única coisa que muda é que FHC (e o PSDB) é a “direita da esquerda”, são sociais-democratas, o famoso socialismo Fabiano. No final, eles e PT são todos farinha do mesmo saco.

  • JCosta

    Besteira. Esse programa não teve nada de bom. Intervenção estatal nunca resolveu em lugar nenhum. Aqui, só acostumou os consumidores a não exigir nada.

    Essas tecnologias naturalmente chegariam aqui, como processo inevitável para a redução global de custos.

    O problema é que brasileiro só compra Gol e Ônix… se achando na última batata tecnológica.

  • Matafuego

    Resultado “positivo” questionável frente ao principal mal que esta politica causou: inviabilizou a concorrência externa. Não seria necessária nenhuma política para favorecer montadoras se houvesse concorrência real no mercado de automóveis.

  • sigma7777777

    Vejo sim avanços advindos dessa política. Além do consumo os motores 1.0 me parecem mais eficientes, ainda mais os 1.5 que vi um dono de Etios comentar que chega facilmente aos 140 km/h sem esforço.

  • Edinei Meneses

    Inovar não inovou nada, governo mexe na economia e por pouco não faliu toda a concorrência que está aqui no Brasil. Quem pode fazer as montadoras fazerem carros melhores é o consumidor, o comportamento do consumidor que está melhor e com isso as montadoras tem que trazer novidades sempre. Não por causa de inovar auto que veio para proteger empresas como Volks, Ford Hyundai, Chevrolet, Fiat, Toyota, dentre outras . Se não fosse os carros importados chegando no Brasil, nem vidros elétricos teriam os carros nacionais

  • Angelo Lucca

    Eu penso que nenhum tipo de protecionismo é saudável, principalmente no BR, onde protecionismo só gera acomodação e adiamento de implementação de novas tecnologias. O que veio de novidade nesse meio tempo, viria de qualquer jeito, pois o melhor “protecionismo” pra evolução é a livre concorrência… Lembrando que as mesmas empresas que aqui estão, lá fora possuem coisa muito melhor e por vezes, mais barata. Mas que sua implementação gera despesas com maquinário e treinamento e ninguém gasta se não for obrigado, ou por políticas, ou pela concorrência.

  • fsjal

    Existe outro jeito de conseguir melhoria técnica sem canetada do governo: se chama concorrência, que foi exatamente o que o governo prejudicou com esse engodo.
    De brinde não teríamos o aumento de preço abusivo que tivemos nos últimos anos, mesmo com o mercado em crise.

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