_Destaque Mercado Montadoras/Fábricas

Inovar-Auto: Montadoras superam meta de economia de combustível

mercado-3 Inovar-Auto: Montadoras superam meta de economia de combustível

Embora os dados oficiais de eficiência energética do programa Inovar-Auto devam ser anunciados apenas no fim do ano, já se pode afirmar que as montadoras instaladas no país cumpriram as metas de economia de combustível, exigidas pela política automotiva instituída em 2012, de acordo com pesquisa da Bright Consulting.



Na análise da frota brasileira entre outubro de 2016 e abril de 2017, verificou-se que as médias de consumo de energia, medidas em megajoules foi de 1,75 MJ/km e as emissões de CO2 ficaram na média de 131,73 g/km. A evolução verificada pelo levantamento, que apurou os dados de um milhão de veículos leves – exceto os movidos por diesel – foi de 15,46% em comparação com números de 2011, muito acima dos 12,08% pretendidos originalmente pelo Inovar-Auto. O percentual é uma comparação com a média de 2,07 MJ/km de 2011, usada como referência para os níveis exigidos abaixo.

Para quem ainda não conseguiu cumprir essa meta, o limite imposto pelo Inovar-Auto vai até outubro de 2017. Caso contrário, a empresa paga multas milionárias pelo descumprimento. Na outra ponta, as montadoras que cumpriram e estão nesta média de 15,46%, superaram o nível de recompensa de 14,97%, garantindo assim um ponto percentual de desconto no IPI. Para os fabricantes que alcançarem 20,77% de redução de consumo, o ganho é de dois pontos percentuais de abatimento no IPI.

Além disso, as montadoras que conseguiram esse último resultado, garantem também benefícios fiscais válidos por quatro anos. Ou seja, ainda terá o direito até 2021, mas sempre haverá auditorias anuais para apurar se a empresa manteve ou elevou a redução no consumo. Neste momento, ainda não se sabe os resultados, que são parciais e não foram revelados pela Bright, já que pode haver mudanças até setembro, limite para medição.

Como acontece?

Cada fabricante precisa ter uma média de consumo energético em MJ/km e este valor precisa ser, no mínimo, 12,08% abaixo dos 2,07 MJ/km de 2011, usado como referência para as metas do Inovar-Auto. Acima de 14,97%, a empresa já ganhou ponto e acima de 20,77%, garantia de mais quatro anos de incentivos fiscais. Mas, para medir isso, a gama de produtos precisa estar nivelada.

Em setembro de 2017, as montadoras farão a análise final para o programa, mas até lá, muita coisa pode mudar. As marcas preferiram adotar tecnologias para redução de consumo de combustível em modelos com maior volume de vendas. Afinal, quanto mais volume com baixo consumo, melhor é a média da empresa.

Mas, ainda assim, alguns modelos acima da média podem ganhar sistemas para redução do consumo ou mesmo serem retirados ou terem suas vendas reduzidas no mercado. Sabe-se, porém, que apenas Ford, Audi e Nissan conseguiram atingir médias de redução de consumo um ano antes do prazo e por isso já conseguiram o desconto de um ponto percentual no IPI.

Na pesquisa, a Bright utilizou uma ferramenta para o cálculo da eficiência energética nos carros brasileiros, podem assim antecipar os resultados, embora, como dito acima, cada marca pode ainda mudar seu lineup e mix de vendas para melhorar a média e buscar desde o mínimo até os dois pontos percentuais de bônus no IPI.

Em uma preliminar, a Bright revela que todas as marcas, com exceção das chinesas, já conseguiram os 12,08% de redução. A maioria já conseguiu superar a média de 14,97% e está apta a ganhar um ponto percentual de desconto no IPI. Uma coisa é clara, apesar da pressão e da chiadeira no começo do Inovar-Auto, por conta do limite mínimo de 12,08%, as montadoras conseguiram reduzir as médias de consumo sem muita dificuldade.

[Fonte: Automotive Business]

 

 

 

 

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 11 anos. Saiba mais.

Send this to a friend