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Itaipu entra na discussão sobre o Rota 2030

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A experiência da Itaipu Binacional em pesquisa, desenvolvimento e produção de veículos chamou a atenção da comissão que trabalha na elaboração da nova política automotiva brasileira, conhecida como Rota 2030. O programa irá substituir o Inovar-Auto e atuará em áreas semelhantes, sendo elas pesquisa e desenvolvimento, engenharia, segurança veicular, conectividade e eficiência energética.



Com três ciclos a cada cinco anos, o Rota 2030 será uma política automotiva de longo prazo, que pretende alavancar a indústria nacional e fortalecer o mercado interno, bem como as exportações. Para conhecer e entender o desenvolvimento dos carros elétricos, um grupo composto pelos ministérios de Desenvolvimento e Minas e Energia, além da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da agência de cooperação Brasil-Alemanha (GIZ), conheceu a usina paranaense, localizada na fronteira com o Paraguai.

O grupo conheceu o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos (CPDM-VE) e as principais linhas de pesquisa da empresa no setor de veículos elétricos e baterias. Esse conhecimento do encontro deve ajudar na definição de políticas para os carros elétricos no país, que ainda vê este tipo de veículo de forma marginal, atribuindo-o elevada carga tributária. Para o governo, a introdução do carro elétrico no país também está atrelada ao desenvolvimento da indústria local.

Entre os temas, chamou a atenção do Ministério das Minas e Energia o impacto no Meio Ambiente, já que o Brasil gasta em torno de R$ 30 bilhões em tratamento de doenças respiratórias, decorrente do investimento em matrizes energéticas que geram poluição. Além disso, o país quer atender ao Acordo de Paris, do qual é signatário, objetivando reduzir as emissões de CO2 na atmosfera.

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E o futuro? 

Mas ampliando um pouco mais o assunto, deve-se que levar em consideração também que a indústria automotiva mundial está migrando rapidamente para o carro elétrico, passando mesmo por cima do desenvolvimento de novos motores de combustão interna. Nos próximos 13 anos, dentro da vigência do Rota 2030, alguns países europeus e asiáticos já estarão com mercados 100% voltados para os carros equipados com baterias de lítio ou equivalentes.

Poucos países terão ainda motores puramente movidos por combustíveis fósseis ou mesmo de combustão interna. Hoje, o diesel já se mostra impraticável para alguns segmentos de mercado na Europa, dentro dos próximos três anos, embora o movimento em busca de alternativa já tenha começado.

Da mesma forma, motores a gasolina só deverão existir futuramente quando associados com tecnologias de hibridização. Não acompanhar essa mudança poderá trazer problemas futuros ao país, especialmente em exportações de qualidade, para mercados consolidados e competitivos.

Estes, por sua vez, não comprarão outros que não sejam carros elétricos e híbridos em “estado da arte”. A diferença, nesse caso, será o custo de produção. Assim, sem uma Indústria 4.0, será impossível de atender e restará somente os mercados fracos ou em desenvolvimento como destino.

[Fonte: Itaipu Binacional]

Agradecimentos ao Luciano Hoffnembach.

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