
A Itália sempre foi uma das portas mais abertas para carros chineses, tanto que a marca DR Motor se tornou parte da paisagem da península, usando carros de origem JAC e Chery.
O país até foi palco da polêmica envolvendo a Fiat e a GWM, quando esta colocou no mercado local o pequeno Peri, que seria alegadamente uma inspiração do Fiat Panda, hoje Pandina.
No entanto, nem todo mundo por lá está gostando da atual presença da China em seu mercado de peças e também de veículos.
A Anfia, associação italiana de fornecedores de peças para automóveis, está reclamando da invasão chinesa à península e enviou uma carta a Bruxelas pedindo a criação de uma taxa de 80% para a China.

O percentual foi pedido para importação de carros e peças chinesas, de modo a proteger a indústria automotiva europeia.
Roberto Vavasori, presidente da Anfia, revelou à Reuters que a intenção é criar um limite de 8% das vendas totais de veículos da União Europeia como isenção de impostos para carros chineses.
Todavia, se o volume passar de 8%, uma taxa de 80% seria imposta aos fabricantes que importam carros e peças da China.
Vavasori explicou que 80% do valor de um carro é composto de peças e componentes, reconhecendo o mérito dos chineses em ter alcançado o nível em que estão, mas ele ponderou sobre esse avanço.

O executivo disse: “Temos o maior respeito pelo que a indústria chinesa conquistou. Mas esse respeito agora se transformou em medo.”
O chefe da Anfia expressou sua preocupação: “A Europa não pode perder uma indústria que é importante para a sua autonomia estratégica.”
A Anfia registrou uma queda de 4,6% nas exportações de peças para a Alemanha e que esse volume será 10% menor em 2026, conforme suas projeções.
O fato é devido à retração da indústria automotiva alemã por conta da pressão exercida pelos carros chineses importados.
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