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Iveco revela estudo que propõe substituir diesel por GNV em caminhões

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Um estudo realizado pela Iveco junto com os transportadores de carga da Europa e especialistas em logística do setor apontou para o GNV (Gás Natural Veicular) como substituto para o diesel. A pesquisa revelou que o gás natural é não só viável para o setor, mas é a única saída imediata para contornar a pressão ambiental no continente europeu, que está tornando cada vez mais caro e difícil o desenvolvimento de veículos comerciais limpos.


Diferentemente de outros fabricantes de caminhões da Europa e EUA, que estão apostando em caminhões elétricos, a Iveco vê no gás natural a saída para substituir o diesel, pois o combustível já conta com boa infraestrutura de distribuição e abastecimento na região, assim como preços reduzidos, o que ajuda a manter os custos com frete em um patamar aceitável. Segundo o fabricante, atualmente os caminhões movidos por GNV possuem desempenho e autonomia suficientes para atuar no mercado de transporte de cargas.

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A gama do fabricante italiano conta hoje com vans e caminhões com potências entre 130 cv e 400 cv movidos por GNV. A capacidade de carga varia de 3,5 toneladas até 40 toneladas, tudo isso dividido em três famílias de motores. Em termos de autonomia, hoje existem motores de 460 cv com alcance de 1.000 km, mas o ideal é dispor de pelo menos 1.500 km. Essa faixa já seria atendida pelo Stralis NP, que tem a mesma potência e o alcance maior proposto acima. Ele utiliza dois tanques de 400 quilos de gás cada um.


Numa comparação com o diesel, segundo a Iveco, o Stralis NP emite 10% menos de CO2 e 50% menos de NOx, o grande vilão das emissões de poluentes desse combustível. A resposta do setor ao gás natural já pode ser sentida nas vendas. A marca vendeu 20 mil unidades em 2017, mas de forma global.

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O grupo HAM, principal distribuidor de gás natural na Espanha, diz que o gás natural não é apenas uma opção, mas a opção real para trocar o diesel. A empresa aponta que os veículos elétricos atendem bem os carros leves, mas não cumprem as exigências quanto ao transporte rodoviário de cargas.

A Iveco diz que caminhões híbridos com GNV são uma alternativa viável, pois o motor elétrico ajuda a reduzir o esforço do motor e ao mesmo tempo recebe energia de frenagens e reduções. Com isso, emissão de CO2 e NOx são reduzidas de forma considerável. Apesar disso, a Tesla já contabiliza 2 mil pedidos de seu Tesla Semi, enquanto Scania e Volvo apostam também em estradas eletrificadas, com caminhões híbridos diesel usam eletricidade de rede aérea durante condução nessa via.

[Fonte: Motorpasíon]

 

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  • tiago

    Os Tesla semitruck são uma promessa, esse aí é uma realidade.
    50% menos de Nox muito bem vindo.

  • Maycon Farias

    “Seria viável” mas deviam ter feito isso bem antes, deixaram de pensar no futuro e agora tentar arrumar um jeitinho. Mais cedo ou mais tarde a proibição vai chegar para todos, não terá escapatória, então é melhor ir criando caminhões elétricos para não ficar tudo em cima de hora. As vezes o caminho mais fácil nem sempre leva ao melhor lugar.

    • tiago

      No momento, são mais viáveis que as baterias dos puramente elétricos.
      Quando aumentarem a densidade energética das baterias é outra história.

  • Louis

    Poderiam pensar também no etanol para os pesados.

    • Ducar Carros

      O etanol (ciclo Otto) não fornece grande torque em baixas rotações, necessário para veículos pesados. Foi tentado o diesel de cana, que seria uma alternativa, mas não foi para frente, por ser bem mais caro que o diesel fóssil.

    • Danilo

      Já tem empresa operando com etanol em caminhões a diesel no Brasil, creio que estão acrescentando um aditivo para que o mesmo motor do diesel queime o etanol ( https://www.clariant.com/pt/Corporate/News/2016/05/Scania-trucks-use-second-generation-ethanol-manufactured-with-Clariants-sunliquid-technology ). Na europa, tem país de primeiro mundo que roda muito veículo pesado com etanol em ônibus urbanos e caminhões pra diminuir poluição ( http://www.udop.com.br/index.php?item=noticias&cod=1156043 ). A Fiat/Iveco estava testando um caminhão Bi-Fuel de etanol com diesel, que mistura os dois combustíveis ( https://www.iveco.com/brasil/produtos/pages/bi_fuel_inovacao.aspx ), e por aí vai. Creio que as petroleiras não deixam esses estudos seguirem a diante.

      • T1000

        ô cara pálida não tem etanol nem para os carros, vai ter para caminhões? olha o preço que está! as usinas não dão conta de atender a demanda.
        além disso, o solo é para plantar comida, dar alimento, não plantar combustível. você não come combustível.

        • Danilo

          Fala isso pra quem já está usando. O solo em países capitalistas pertence a quem tem o título de posse e nele se planta comida, fumo, combustível, etc, inclusive nada, se assim do dono quiser e de acordo com o que ele lucra mais. Já ouviu falar no etanol de segunda geração, feito a partir do bagaço da cana, palha da cana ou qualquer outro tipo de celulose? Se popularizar essa tecnologia, etanol vai ser uma solução energética muito difundida e completamente ecologicamente correta.

  • Wolfpack

    O GNV requer grandes tanques para armazenamento, o que ocupa espaço fundamental nos caminhões. Outros países da região utilizam muito o GNV de forma muito eficiente. O que tem que se pensar neste país é o modal de transporte. Precisamos de tantos caminhões para transporte de safras e bens de consumo? Não poderíamos utilizar ferrovias para isso? Quanto km de ferrovia foram feitos nos últimos 20 anos?

    • Maycon Farias

      Excelente questão.

    • Ducar Carros

      O investimento em ferrovias é muito alto, a iniciativa privada dificilmente fará sem subsídios fortes. E o Estado, quebrado, está sem capacidade de investir e subsidiar. A Norte-Sul e a Transnordestina, com obras atrasadas há mais de uma década, estão aí como exemplo.

      • FrankTesl

        Essa ferrovia Norte Sul já uma senhora balzaquiana nos seus 30 anos.

        • Wolfpack

          A Engenharia do Exército deveria terminar estas obras.

          • Best Comment

            Exército??
            Obras de engenharia devem ser todas terceirizadas a empresas privadas.
            Claro, com fiscalização rigorosa dos órgãos de controle (tribunais de contas e ministério público).

            • Wolfpack

              Frank, a Ferroeste foi realizada pelo Exército, concluída e no prazo contratado, pelo valor contratado pelo Estado do Paraná. Excelente obra, e eles não pagam propina ou fazem doação a campanhas e partidos. São os melhores profissionais existentes no país, acredite.

          • ObservadorCWB

            O único asfalto que presta em todo Rio Grande do Norte é a saída do Aeroporto de Natal. Obra já antiga, feita pelo exército e com DEVOLUÇÃO de valores ao final, pois sobrou dinheiro no caixa. É mole ?

        • Best Comment

          Não existem correntes ideológicas partidárias.
          Só existem interesses [ex.: econômicos] a serem atendidos

      • T1000

        investimento em ferrovias alto onde? em questão de horas você lança alguns km de trilhos. neste tempo você não consegue sequer lançar alguns metros de areia para o subleito do asfalto.

    • Pedro Neto

      o etanol funciona no ciclo diesel

  • zekinha71

    Quando em SP teve busão com GNV eles se arrastavam pelas ruas, em subidas então só faltava mandar os passageiros descerem e empurrar, fora os pipocos que o motor dava.
    Pra uso em caminhão se a tecnologia não evoluiu, simplesmente eles não vão sair do lugar.

    • Ducar Carros

      A tecnologia evoluiu.

  • FrankTesl

    Sem falar que Gás pode ser produzido em biodigestores, a partir do lixo orgânico e dos esgotos domésticos. Como a produção de lixo e esgoto é infinita e eterna, seria um fonte permanente de energia, além da dar um fim útil a uma parte expressiva da poluição representada pelo lixo e esgotos produzidos nas cidades.

  • FrankTesl

    é o dieselgate ainda produzindo efeitos.
    Diesel para carros pequenos e médios já são carta fora do baralho até mesmo na Europa, onde reinaram por mais de duas décadas; o custo de instalar e substituir constantemente filtros e catalisadores contra o carbono, o Nox e os elementos particulados emitidos pela queima do diesel destrói qualquer vantagem (as fictícias desmascaradas ou até mesmo as reais) de menor consumo que o motor diesel possa oferecer.
    Diesel só está sendo tolerado para veículos de carga e transporte coletivo, e mesmo assim com severos controles e restrições. Esta situação aumenta os custos, viabilizando surgimento de alternativas como o GNV ou híbridos.

  • afonso200

    ok, mas nos carros, o motor é gasolina etanol e o kit GNV, quando termina o GNV volta pro gasolinaetanol…..como fica esse caminhao dai que vai ser so GNV, termina o gas e dai

    • Celso

      Poderia usar gasolina em situações emergenciais. Ou só GNV mesmo. Também temos q tomar cuidado pra não acabar a gasolina/álcool.

  • Thiago Lamim Matos

    A tecnologia de GNV que conhecemos tem que evoluir muito.
    A tecnologia que temos para carros ainda ta muito longe de ser algo realmente bom.

    • Janduir

      O problema do gnv-glp ou hidrogênio é o armazenamento. Precisam fazer algo mais seguro. Na Europa, a VW tem uns 3 veículos com gnv de fábrica, mas alguns explodiram no abastecimento. Um cilindro pequeno que ficava debaixo do banco, começou a enferrujar de dentro pra fora. Ela fez um recall (visto que apenas esse cilindro pequeno estava explodindo e o carro tinha outro maior no porta malas que não teve problemas)… no RJ alguns cilindros com reteste mal feito explodiram. Nos EUA, sei que os cilindros de lá, são muito mais reforçados, visto que eles não tem reteste, mas tem que ser descartados a cada 20 anos. Aqui a cada 5 anos é um reteste (quando fazem) e depois de 20 anos tem que trocar…

  • Celso

    Neste setor, as contas na “ponta do lápis” é q determinarão qual tecnologia prevalecerá, GNV ou elétrico.

  • Danilo

    Assim como a Fiat não aposta em veículos elétricos para o futuro e sim nos veículos movidos a etanol, a Iveco, do mesmo grupo, também não está acreditando na eletricidade movendo veículos de carga (como diz a matéria). É aquele negócio, se todo mundo estiver errado e a Fiat/Iveco estiverem certos, vão matar a pau, agora se todo mundo estiver certo, acaba-se perdendo o bonde da história e pode ser um dano muito difícil de se reparar. Más que a tendência é a FCA se ferrar, isso é, kkkkk

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