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JAC Motors traz caminhão elétrico ao mercado nacional em agosto

JAC Motors traz caminhão elétrico ao mercado nacional em agosto

A JAC Motors já atua no segmento de caminhões leves com o modelo V260 (foto abaixo). No entanto, a marca chinesa prepara lançamentos de modelos eletrificados para o segundo semestre, incluindo um veículo comercial.


Este é o primeiro caminhão elétrico de série do mercado nacional, de acordo com a empresa. O chamado iET 1200 é um caminhão leve de 5,8 toneladas de PBT, atuando no segmento de leves e semileves, onde 15 mil unidades foram emplacadas em 2018.

De olho num mercado onde a grande maioria das vendas são para empresas cujas operações se concentram no meio urbano, a JAC Motors aposta no caminhão elétrico, que surge como uma alternativa viável para este tipo de serviço e ainda com a vantagem de não emitir poluentes atmosféricos.

O JAC iET 1200 (iET de Intelligent Electric Truck e 1200 numa referência ao torque em newton-metro), vem com motor elétrico de 177 cavalos e 121,9 kgfm. O torque elevado é o mesmo de caminhões de 25 a 30 toneladas de PBT, o que torna o veículo bastante ágil, mesmo em aclives acentuados.


JAC Motors traz caminhão elétrico ao mercado nacional em agosto

Com baterias de 97 kWh, o JAC iET 1200 tem autonomia de 200 km e pode ser recarregado numa estação de 380 volts trifásica em apenas 2 horas ou 17 horas numa tomada comum de 220 volts.

Sergio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors Brasil, diz: “E é preciso ponderar as duas grandes vantagens do caminhão 100% elétrico: a emissão zero de poluentes e o baixíssimo custo operacional. Enquanto o caminhão movido a diesel exige um custo de R$ 150 pra rodar 200 km na cidade, o JAC iET 1200 vai gastar R$ 30!”

De acordo com Habib, a economia diária com combustível (no caso diesel) é de R$ 120, totalizando em torno de R$ 2,5 mil por mês, o que ajuda bastante na redução dos custos de manutenção e, por consequência, de logística, reduzindo assim o frete. O preço sugerido é de R$ 259.900 e a pré-venda começa nesta quinta (30). As entregas começam em agosto.

 

JAC Motors traz caminhão elétrico ao mercado nacional em agosto
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Domenico Monteleone

    Foi o Carlos Barba quem desenhou esses faróis gigantes?

  • T1000

    numa estação de 380 volts trifásica em apenas 2 horas ou 17 horas numa tomada comum de 220 volts.

    Como assim carregar em 220V é 8x mais lento.

    • Alisson Bona

      A tomada de 220v normal tem potência máxima de 10A dando uma carga de 2.200w/h, existe de 20A, mas as empresas limitam a 10A por segurança de um usuário sem experiência.
      O carregador rápido tem sua engenharia de fabrica e não tem perigo de erro, usa 380v precisaria apenas de 40A (empresas geralmente tem disjuntores maiores).

      • Emanuel Schott

        Essa limitação só se aplica aos carregadores de carros, certo? Porque aparelhos como ar condicionado e chuveiro elétrico demandam mais de 10A e funcionam em 220V.

        Dúvida de leigo mesmo.

        • Alisson Bona

          Exitem 2 tipos de tomadas para monofásico, 10A (mesma de tv, geladeira, som) e 20A (mais comum nos ar condicionado) ambas podem ser usada em monofásico 127v , monofásico 220v, bifásico 220v. A potência é de modo simples a multiplicação da voltagem pela amperagem.
          Alta tensão usa um padrão diferente de tomada e geralmente usam mais amperagem.
          Eles limitam a potência do carregador pelo simples fato de alguém n ter a ideia de usar um “T” (Benjamin dependendo de onde vc é) para colocar um plug de 20A numa tomada de 10A e tocar fogo na casa.

  • Anderson Santana

    Traz? Não seria TRARÁ? O Estagiário precisa de uma gramática.

  • Lucio Adriano Mendonça

    A BYD esta vacilando?

  • Raimundo A.

    O E-Delivery tem baterias de 170kw. PBT de 13t. Com carga contínua, recarrega totalmente em 2h ou com carregador de 40kw/h, precisa de 4h. A autonomia é a mesma, 200km.
    O problema é que o VW ainda está em testes com a Ambev, bem como não há preço. Estão buscando reduzir a tara tipo trocando as baterias por menos pesadas, mas que garantam a mesma autonomia. A previsão é chegar ao mercado no final de 2020.
    Para os apressados, esse JAC se torna uma opção inicial até o VW surge e sabe lá quanto cobrarão por ele.

  • CanalhaRS

    Caminhão parado 17h para carregar bateria e andar 200km…acho que a economia em relação ao diesel acaba não sendo tão vantajosa assim.

    • Luconces

      O comerciante/empresário que carregar em tomada comum deve ser português, só pode.

    • FrankTesl

      enquanto as mercadorias são carregadas ou descarregadas do caminhão, as baterias vão sendo carregadas, mesmo que parcialmente.

  • Louis

    Quando se popularizarem vai ser um grande alívio, não aguento mais receber fumaça preta na cara.

    • Raimundo Nonato

      Principalmente nos ônibus, ainda tem o ruído dos grandes centros que devem diminuir muito

  • Vitor Pamplona

    Se a JAC não tem peças para veículo a combustão, imagine nos elétricos. Quebrou é PT.

  • Alvarenga

    Tem muito pra dar certo em alguns nichos especificos de mercado.

  • Eric PB

    Dependendo do ramo esses 200km de autonomia não são o suficiente, e voltar para a base ficar parado por 2hrs e sair novamente envolve uma logística de mais caminhões para uma mesma operação enquanto um está em recarga. O preço ainda é um fator impeditivo. Se a empresa ficar no máximo 5 anos com o auto e trocar por novos, não sei se esses 200km de autonomia diária compensa a diferença de preço na aquisição por um movido a diesel. A iniciativa é boa, mas carece de preço e uma maior autonomia.

  • Junoba

    Ele é maior que um HR. A longo prazo é um veículo que vai trazer economia, além disso não vai ficar parado em crises de abastecimento.

  • Emanuel Schott

    R$2.500 de economia e vários milhares perdidos pela baixa autonomia e pelo preço maior do caminhão.

    As economia nem sempre vale a pena.

  • Jackson

    Já não tem peças nem pro V260 e quando tem são um assalto com o dinheiro que se compra 1 par discos de freio desse V260 se compram 5 da Hyundai HR…

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