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JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

O JAC T60 foi lançado oficialmente no mercado brasileiro, chegando como nova proposta de SUV da marca chinesa, que desembarca em duas versões Pack, sendo que a mais completa tem teto solar elétrico e bancos de couro, entre outros, custando a de entrada R$ 99.990, enquanto a mais equipada por R$ 104.990.


Com porte de Jeep Compass, o JAC T60 chega para atuar em uma faixa de preço onde estão os principais SUVs compactos do mercado, lembrando que a JAC Motors tem seu próprio produto nessa categoria, o T50, que custa a partir de R$ 86.990.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

Equipado com motor 1.5 Turbo, o JAC T60 dispõe de 168 cavalos a 5.500 rpm e bom torque de 21,4 kgfm entre 2.000 rpm e 4.500 rpm. Com tração dianteira, o utilitário esportivo traz câmbio CVT com simulação de seis marchas, algo comum no mercado de carros com esse tipo de transmissão.


O SUV chega com algumas propostas boas, outras nem tanto. Focado em oferecer maior espaço interno, o T60 também agrega um design diferenciado em relação aos irmãos T40 e T50, chamando atenção para os faróis complexos com luzes diurnas em LED, rodas de liga leve aro 17 com pinças de freio vermelhas, interior espaçoso e porta-malas generoso.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

Desempenho e economia são outros pontos que a JAC quer atender com o T60, que também vem com conteúdo condizente, apesar de ausências sentidas e que poderão impactar na decisão de compra.

Além do JAC T60, andamos também no JAC IEV60, modelo elétrico que a marca pretende lançar aqui em maio de 2020. Seu preço? R$ 209.990. Isso é simplesmente o dobro da versão turbinada.

Impressões gerais

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

O JAC T60 tem um aspecto interessante. Mesmo com porte semelhante ao do Compass, ele parece um carro menor. A frente tem faróis com lentes bem estilizadas e dotadas de projetores, além de luzes diurnas em LED.

A grade tem contornos em preto brilhante, mas os elementos internos e a barra superior, são cromados. O para-choque vem com faróis de neblina emoldurados por vincos acentuados. Há uma grade na moldura preta inferior.

O revestimento desta também continua pelas saias de rodas e base das portas, chegando ao para-choque traseiro. Este apresenta uma interessante moldura cromada que tem lanternas de neblina e luzes de ré incorporadas.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

As lanternas em LED são ligadas por uma barra cromada com o logotipo da JAC, reforçando a identidade do produto, já vista na parte frontal. Com linha de cintura bem alta, a área envidraçada é de tamanho adequado.

Já os retrovisores são enormes, cobrindo uma boa área das laterais do veículo. Porém, elas não possuem rebatimento elétrico, o que deveria existir num carro de R$ 105 mil. Existe até luz de solo estilizada e câmeras do monitoramento em 360 graus, além de piscas.

Também sentimos falta de um teto solar panorâmico, ficando apenas um teto de tamanho padrão no Pack 3, pelo menos oferece o item. Barras longitudinais e antena estilo barbatana se apresentam ali. Frisos e maçanetas cromadas também estão disponíveis.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

As colunas C têm acabamento parcial em preto brilhante e, apesar das fotos não apontarem isso, elas criam uma curvatura estilizada sobre as lanternas traseiras.

Indo para o interior, o JAC T60 usa uma tática que algumas marcas andam aplicando em seus carros, especialmente a VW, adotando telas digitais que atraem os olhos, porém, reduzindo a qualidade do acabamento.

Já foi o tempo do J5, que tinha um painel em material soft. Agora, o T60 tem apenas plástico duro, assim como nas portas. Mais abaixo, porém, o conjunto frontal se reveste por uma imitação de couro, tal como na parte central das portas.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

Apesar disso, o painel é bem vistoso e tem desenho moderno, especialmente com os difusores de ar casando com a moldura preta, ficando o revestimento soft abaixo.

O que chama atenção mesmo não é a tela de 10,25 polegadas e nem o cluster digital, mas o ar condicionado touchscreen, num conjunto elogiável, salvo por conta da iluminação, ruim com o farol aceso. Nesse caso, na estrada com sol ou dia claro, fica difícil ver onde estão as funcionalidades.

Isso não é problema para a multimídia, que é até simples de operar, porém, sem Android Auto e Car Play, só resta para o motorista espelhar seu smartphone via app dedicado, conectando-o por cabo ou wireless (Apple).

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

O monitoramento em 360 graus funciona bem e dá uma boa visão periférica. O cluster circular em amarelo tem uma ótima apresentação, embora haja pouco aproveitamento da tela.

Há uma intermediária com linhas laterais e outra que imita cilindros, algo visto em carros da Peugeot. De todas, a amarela é a de melhor visualização das informações e também a mais agradável.

O volante poderia ser mais moderno e sem a grade falsa inferior, atrás do aro da direção. Só há regulagem em altura, o que era de se esperar. O console central se junta ao painel, formando um belo conjunto.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

A alavanca de câmbio é do tipo manche, tendo opção de mudanças manuais. O JAC T60 também não tem paddle shifts, outra falha. O porta-luvas é pequeno, assim como o porta-objeto central, mas há espaço nas portas.

Em conectividade, o SUV tem três entradas USB, que carregam um smartphone mais rapidamente. Atrás, apesar do bom espaço, não existem difusores de ar. Já as portas possuem um desenho realmente moderno, destacando frisos cinzas no T60.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

Os bancos do SUV chinês são bem envolventes, algo que a JAC Motors tem de melhor, sendo revestidos em couro com costuras contrastantes. O assento do motorista tem ajuste elétrico de altura e posição, mas o encosto é manual.

O porta-malas é bem espaçoso e tem 650 litros, ampliando-se ainda mais com o rebatimento do banco traseiro, bipartido. A tampa é leve e dá bom acesso ao compartimento de bagagens, onde o estepe abaixo é de aço.

iEV60

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

No iEV60, praticamente o carro é igual, exceto pela grade estilizada, falsa, que abriga os conectores de recarga ocultos por uma portinhola automática. A versão definitiva terá monitoramento de 360 graus, não visto no carro testado.

Tirando a logotipia associada com o produto, assim como as baterias parcialmente aparentes sob o carro, nada diz que se trata de um carro elétrico. Por dentro, é tudo quase igual.

O iEV60 apresenta um cluster mais “chinês” com informações adicionais de energia, mas muito espalhafatoso. Espera-se por um layout semelhante ao do T60. A multimídia também vai pelo mesmo caminho.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

Tirando isso, há somente mais três itens que diferenciam iEV60 de T60. A alavanca de câmbio estilo joystick, o botão de abertura dos conectores de recarga e os frisos dourados nas portas e acabamento.

Freio de estacionamento eletrônico e Auto Hold estão presentes nos dois carros, assim como airbag duplo, infelizmente, pois, poderia oferecer pelo menos quatro bolsas infláveis.

No porta-malas, o iEV60 chega a ter um compartimento adicional na parte inferior, mas geralmente, o volume parece menor que o do T60. As baterias de lítio ficam abaixo do assoalho, enquanto motor elétrico e redutor ficam sob o capô.

Impressões ao dirigir

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

O JAC T60 traz pela primeira vez um motor compacto turbinado para a gama da JAC Motors, que em termos desse tipo de motor por aqui, somente a van T8 e o SUV T80 foram comercializados dessa forma, com o último apresenta no topo da gama.

O pequeno propulsor de quatro cilindros e duplo comando de válvulas no cabeçote, tem variação de abertura e fechamento nas de admissão. Tendo turbocompressor, o pequeno 1.5 faz os 168 cavalos e 21,4 kgfm empurrarem o T60 de 0 a 100 km/h em pouco menos de 10 segundos.

Contudo, na prática, ele parece mais fraco do que devia. O motivo não é o motor, mas o câmbio CVT com calibragem chinesa, que privilegia muito o conforto com relações bem longas, o que mata muito do potencial do motor.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

No trânsito urbano, ele se comporta bem, tendo boa saída e força adicional para mover seus 1.365 kg. A direção leve, torna-o fácil de manobrar e desviar rapidamente para cortar caminho.

Na estrada, entretanto, ele já não é o mesmo. O CVT estica muito as relações, fazendo com que a rotação, numa saída rápida de pedágio, alcance lentamente os 4.500 rpm, não evoluindo mais.

Se mudarmos para a opção Sport ou manual, ele chega até somente 5.500 rpm. O propulsor se esforça para mostrar serviço, mas seu emprego com esse CVT é mesmo de uso moderado, buscando economia e conforto.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

Nas retomadas e ultrapassagens, o T60 também fica aquém do esperado, mesmo no modo Sport, que faz subir um pouco mais o giro, mas com resultados pouco animadores. O SUV da JAC mostrou que não tem aptidão para uma tocada mais agressiva.

Rodando a 110 km/h, o ponteiro marca 2.300 rpm, o que não é ruim para conforto e economia. Com suspensão bem ajustada (ligeiramente macia) e direção elétrica de calibragem razoável, o JAC T60 se comporta bem, mesmo em pisos irregulares. Nas curvas, alguma tendência a sair de traseira, mas nada difícil de contornar, devido à maciez do conjunto.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

No elétrico

Do outro lado, o JAC iEV60 foi provado dentro do local do evento e também em curto trecho de estrada e no caótico trânsito de São Paulo. Com arrancada vigorosa, devido seus 150 cavalos e 33,5 kgfm, o SUV elétrico se mostrou bem ágil.

Bastando uma pisada mais forte no acelerador, ele chega a cantar pneus, tamanho o torque despejado de uma vez sobre eles. Outro ponto interessante no iEV60 é que ele estava “travado” no modo econômico, o que em teoria limita parte de sua performance, porém, na prática, ele desenvolveu muito bem.

Além disso, elogiável também a recuperação de energia, mesmo com frenagem parcialmente mais leve do que em outros elétricos com essa função que permite ampliar bem a autonomia.

JAC T60 e iEV60: Impressões ao dirigir

Como ainda não foi lançado, pouco se sabe sobre o que será oferecido em termos funcionais, mas deve seguir o iEV40 com essa função de frenagem regenerativa. No trânsito, o iEV60 anda solto e sai bem nos semáforos.

Quanto ao alcance, saímos do Box 54 em Araçariguama-SP e chegamos até a nova loja da JAC na Avenida Europa gastando 61 km de autonomia das baterias de lítio.

Devemos lembrar que ele saiu de São Paulo até esse local no interior com 400 km no cluster. No percurso, foi acelerado e usado de forma não econômica, o que fez sua carga declinar um pouco mais rápido do que num uso normal. Dos dois, esse foi o melhor de conduzir, pena que custa o dobro.

JAC T60 e iEV60 – Galeria de fotos

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Sino Weibo

    Nao da pra ver nas fotos mas ele é de 7 lugares?

    • Luconces

      Fotos 22 e 23, 5 lugares!

  • Mr. Pereba

    Ele tem seus bons atributos, mas vem com apenas 2 airbags, sem paddle shift, sem difusor de ar traseiro, painel de plastico duro, ar condicionado difícil de operar de dia, volante sem regulagem de profundidade, e um câmbio CVT que amarra um motor que teoricamente seria até interessante. Desse jeito fica difícil para um carro que já desembarca sofrendo preconceito por sua nacionalidade e entra num dos segmentos mais disputados do nosso mercado.

    • Luconces

      É inegável o salto de qualidade dos Jac mas realmente parece que não fez a lição de casa. São itens que parecem bestas mas que fazem a diferença principalmente num carro de 100 mil reais.

      Os dois airbags chegam a ser uma vergonha.

    • Edson Fernandes

      O que “me mata” na JAC é a não preocupação com o mercado e o que ele oferece. Parece que é só trazer o produto que ele vai se vender.

      Algo que eu achei bem bonito são os bancos. Mas fico incomodado com a falta de calibração do CVT e outras coisas que o carro deixa de ter. Para o Arrizo 5 da Chery é a mesma coisa. Talvez por isso ele não tenha sido tão bem aceito.

      Já curiosamente a transmissão de dupla embreagem segue o ajuste exato de comportamento da Ford. Se vc acelerar, ela irá te responder de prontidão, se quiser andar na boa, ela vai te dar suavidade. Uma pena que para CVT eles não repensem a questão de remapear o curso das polias podendo gerar variações mais ao nosso gosto.

      E isso existe hoje. Vc pode fechar mais a relação do CVT para ter melhores respostas em baixa e abrir mais em alta. Na pratica, vc tem um CVT responsivo sem aumento de giros e qdo se precisa, ele aumenta o giro te dando força.

      Pelo teste citado, algo me diz que pode haver limitação da transmissão para não subir em Drive acima de 4500rpm e 5500rpm em modo sequencial.

      PS: Pelos dois air bags, fica claro pra mim que isso seria um fator impeditivo de adquirir um produto desse. (como tbm, eu nunca compraria Renegade e Compass com 2 air bags)

  • Bruno Silva

    Achei esse carro meio estranho, não tem personalidade igual aos da Chery, além dessa alavanca de BMW.

    • Ⓜ️arcelo

      É uma junção de estilos que não acaba mais. Eu vejo estilos de quase todas as marcas juntas nunca carro só.

      A jac sempre foi assim. Ao invés de eles contratarem alguém para desenvolver algo novo, uma linha de estilo genuína, eles continuam pegando o que acham de mais bonito no outros carros, jogando num carro só, achando que vai ficar lindo! Pode até ser que alguém ache isso bonito, mas harmonia é zero..

  • Pedro

    Elétricos são realidade, os preços devem cair rapidamente. Híbridos porem não necessitam estações de recargas e custam menos.

    • RPM

      O Brasileiro no geral,acha que carro elétrico é o carro dos Jatsons….kkk

    • Toyo_Highlander fan

      O RAV4 está hoje custando o mesmo que esse IEV60.

    • Edson Fernandes

      Tomara que seja assim.

  • Natán Barreto

    Quem é o louco de dar mais de 200 mil nesse carro sem airbags mesmo sendo elétrico? Ele já está caro pela falta de itens no motor turbo, imagina no elétrico.

  • Toyo_Highlander fan

    Fica a pergunta: ou um IEV60 totalmente elétrico ou pelo mesmo preço um RAV4 hibrido? Eu ficaria com esse IEV60. Se é para pegar um hibrido que ainda depende de gasolina e um puramente elétrico, fico com o elétrico. Adeus troca de óleo e troca de peças do motor que se desgastam a partir dos 50 mil km. Fora os problemas de injeção que é comum surgir nos Toyotas a partir dos 40 mil km.

    • Ⓜ️arcelo

      Corre pra comprar o seu!!! porque tá vendendo igual igual pãozinho quente.

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