Crossovers Elétricos Europa Jaguar

Jaguar I-Pace tem produção suspensa por falta de bateria

Jaguar I-Pace tem produção suspensa por falta de bateria

O Jaguar I-Pace teve sua produção suspensa em Graz, Áustria. O motivo? Falta de bateria de lítio. A marca inglesa tem a sul-coreana LC Chem como fornecedor para o crossover elétrico de luxo, que o NA já avaliou e você confere isso aqui.


Fornecedora de baterias também da BMW e Mercedes-Benz, a fábrica da LG Chem na Polônia não está dando conta do recado, devido a grande demanda de seus clientes de luxo nos países vizinhos, em especial na Alemanha.

Oficialmente, a marca inglesa disse: “A Jaguar Land Rover ajustou os cronogramas de produção do Jaguar I-Pace em Graz devido a problemas temporários de programação de fornecedores. Estamos trabalhando com o fornecedor para resolver isso e minimizar o impacto nos pedidos dos clientes. ”

Para a Jaguar Land Rover, a decisão não poderia vir em pior momento, já que a montadora britânica anunciou que reduzirá ou cortará a produção em uma ou duas fábricas na Europa para se ajustar à demanda menor. Apesar da alta de 24,3% na China, a JLR perdeu 2,3% das vendas no ano passado em todo o mundo.

Jaguar I-Pace tem produção suspensa por falta de bateria

A fábrica inglesa de Castle Bromwick terá a produção suspensa durante quatro semanas entre fevereiro e março, interrompendo assim a fabricação dos modelos XE, XF e F-Type. No caso da Land Rover, a planta de Solihull reduzirá o ritmo para fazer o Jaguar F-Pace, assim como os Range Rover, Range Rover Sport e Range Rover Velar.

Com o Brexit e a queda nas vendas, a Jaguar Land Rover quer economizar £ 1,1 bilhão ou quase R$ 6,15 bilhões em 2021, além de um total de £ 2,9 bilhões (R$ 16,2 bilhões) em suas operações, que hoje empregam 4.500 pessoas. O objetivo é priorizar os modelos mais rentáveis e dar uma pausa naqueles que não estão vendendo bem.

Enquanto corta custos para voltar ao saldo positivo, a Jaguar Land Rover vislumbra os próximos lançamentos, que serão as versões eletrificadas da linha Range Rover e a nova geração do Jaguar XJ, que também será elétrica.

[Fonte: Auto Express]

 

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Jamilson Junior

    Essa transição abrupta direto dos motores a combustão para elétricos vai dar muita história pra contar ainda… Deveríamos ter começado a investir em híbridos há mais tempo e ficarmos um pouco mais de tempo nos híbridos tentando cada vez mais otimizar o consumo de combustível.
    Carros elétricos deveriam ainda ser para poucos como meio de viabilização da tecnologia a fim de continuarem pesquisando até desenvolverem baterias boas o suficiente para serem usadas em carros: com longa durabilidade e autonomia.
    Fazer baterias de lítio com durabilidade relativamente baixa, com uma autonomia meia boca e com um recurso que nem é tão abundante assim. Vamos trocar 6 por 6,5. É uma solução temporária e não vai me surpreender num futuro próximo termos que voltar usar carros a combustão mesmo que sejam híbridos (que usam baterias bem menores) por conta da insuficiência na produção de baterias de lítio. Ainda mais que daqui há alguns anos os primeiros elétricos provavelmente precisarão ter suas baterias trocadas por perderem autonomia e até hoje ainda não achamos uma boa forma de descartar esse lixo…
    Complicado.

  • th!nk.t4nk

    Tem um monte de fábricas de baterias em construção na Europa. Esse problema logo passa. Mais crítica é a questão financeira da Jaguar-Land Rover. Eu não sei se esses caras sobrevivem ao Brexit + queda no mercado chinês. Melhor seria se unirem de uma vez com alguma parceira próxima. Foi bom o acordo pra começarem a usar os motores da BMW, mas é preciso otimizar mais ainda seus processos.

    • Não duvidaria que acabem compradas por alguma chinesa, e se bobear ter a produção feita na China, no melhor estilo MG.

      • Eu vejo com bons olhos uma associação com a Renault e se a Nissan permanecer aliada aos franceses, a convergência de tecnologias e plataformas será ainda maior. A JLR poderia ter uma bons ganhos de qualidade com a Infiniti, que hoje tem parceria com a Mercedes. Se isso acontecesse, não precisaria a TATA se desfazer totalmente da JLR. Ela poderia ser minoritária e ainda se beneficiar com outros acordos com a Renault e a Nissan na produção e trocas tecnológicas de veículos de massa mais baratos (Dacia e Datsun)

        • Realmente a Renaul-Nissan não tem marcas de luxo ‘de verdade’. A Infiniti é uma piada, mas poderia emprestar alguma coisa.
          Talvez pudessem englobar a própria TATA e ter uma entrada melhor na India.

      • Natán Barreto

        A Jaguar Land Rover já foi comprada 10 anos atrás pela indiana Tata Motors.

        • Sim, e antes já foi da Ford. Nada impede que a Tata venda pra outro grupo.

    • Janio O’ brien

      Era exatamente isso que eu ia falar, a situação financeira das duas marcas não está nada bem, tendo em vista que elas estão em baixa, ele´tricos em falta com certeza é o menor dos seus problemas!

      • leitor

        Creio que não seja uma situação financeira ruim. Talvez a direção tenha preferido outros investimentos mais rentáveis atualmente.

  • G. de F.

    Se fosse movida a suco de dinossauro não teria esse problema!!!!!

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 13 anos. Saiba mais.

Notícias por email