Japão: cinco marcas firmam pacto para combustível ecológico

Japão: cinco marcas firmam pacto para combustível ecológico

Enquanto seis marcas acertam para acabar com carros a combustão até 2040, no Japão, cinco empresas do setor automotivo também firmaram um pacto, mas em outro sentido.


Toyota, Subaru, Mazda, Yamaha Motor e Kawasaki Heavy Industries criaram no dia 13 de novembro, um grupo de trabalho para desenvolver alternativa aos carros elétricos usando motores a combustão.

A coalizão busca novos combustíveis para serem queimados em motores a explosão como um passo em paralelo com a eletrificação. Liderados pela Toyota, o grupo atuará em carros e motos.

Inicialmente, essas cinco marcas se comprometeram a participar de competições usando combustíveis de carbono neutro, como hidrogênio, por exemplo.

As motos também usarão hidrogênio como combustível para seus motores a combustão e todas se comprometerão a manter o investimento no desenvolvimento de motores mais eficientes.

Contudo, não apenas o hidrogênio será queimado em motores de ciclo Otto. No ciclo Diesel, Toyota e Mazda pretendem usar biodiesel em motores como o Skyactiv-D 1.5 desta última, por exemplo.

Japão: cinco marcas firmam pacto para combustível ecológico

Toyota e Subaru desenvolverão carros para o campeonato Série Super Taikyu, enquanto Yamaha e novamente a Toyota, adicionam motores a hidrogênio nas corridas atuais.

Nesse movimento, a Toyota chegou ao ponto em que precisou usar um motor de ciclo Otto para queimar o hidrogênio.

Obtido através da eletrólise da água, o hidrogênio em forma de gás pode substituir o gás natural veicular atual e até ser obtido com carbono neutro, usando processos como energia eólica.

Atualmente, o Corolla tem uma versão de competição no Japão usando o motor G16E-GTS do GR Yaris, porém, modificado.

Esse estranho 1.6 litro com três cilindros é abastecido por hidrogênio que, diferente do Mirai, o queima como um GNV, enquanto este último o utiliza como um reagente em células de combustível.

Para a realidade de países como o Brasil, onde a eletrificação demorará, a iniciativa pode gerar frutos interessantes, especialmente como complemento ao etanol.

[Fonte: Auto News Europe]

 

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.