Jetta 2010: versões, preços, consumo, desempenho, motor, revisão, etc

Jetta 2010: versões, preços, consumo, desempenho, motor, revisão, etc

O Jetta 2010 chegou com algumas novidades ao mercado brasileiro. O sedã médio da Volkswagen era importado do México em sua quinta geração, trazido com o Volkswagen Bora, que lá era vendido como Jetta.


Considerado por alguns como a melhor geração do Jetta, o modelo dessa geração A5 era conhecido pela performance de esportivo, acabamento e tecnologia. O modelo foi vendido até 2011, quando chegou a sexta geração do Jetta, bem criticada.

Chamado de Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic teve como novidade na linha 2010 os faróis e lanternas com lentes escurecidas, bem como para-choque dianteiro com novos cromados e faróis de neblina diferentes.

As rodas de liga leve de aro 16 polegadas ganharam novo desenho de seis raios. Por dentro, o Jetta 2.5 recebeu um novo volante igual ao do Passat CC, bem como multimídia com tela de LCD de 6,5 polegadas.

Fabricado em Puebla, o Jetta 2010 foi um belo sedã médio da VW, que nunca foi produzido na Alemanha. Embora pareça alemã, ele era mexicano, mas também tem nacionalidade chinesa, indiana, sul-africana e russa.

Bem mais completo em termos gerais que a geração seguinte, o Jetta 2.5 Tiptronic era a parte high end da dupla com o Bora, que era um equivalente latino do Volkswagen Golf nacional, ambos presos na quarta geração e fazendo hora extra.

A partir de 2011, a VW encerrou a carreira do Bora por aqui, mas o mesmo continuou firme e forte na América Latina e outros cantos, como a China, onde seu legado continua, mas com um sedã bem mais moderno e feito sobre a MQB.

Para abraçar os dois primos (um rico e o outro pobre), a VW criou a sexta geração com um pouco de cada, o que desagradou os consumidores, embora uma parte tenha gostado do Jetta Highline com o 2.0 TSI de 200 cavalos.

Mas, de volta ao Jetta 2.5, este vinha com um propulsor que era comum nos EUA, o EA855. Este motor de cinco cilindros em linha faz parte de uma linhagem de engenhos do grupo alemão que remonta aos clássicos da Audi, como o 200.

Ele foi o penúltimo desenvolvido pela Audi para o grupo VW, sendo que sua variante TFSI é hoje empregada no Audi TT RS e RS3, tendo nada menos que 400 cavalos, conhecido como EA855 evo.

Sua variante aspirada foi usada pelos Golf V e VI, New Beetle, Beetle e Passat. Aqui, além do Jetta Sedan, veio ainda na Jetta Variant, que nada mais era que a Golf Variant vendida em outras regiões.

O Passat importado da Alemanha não usou esse propulsor e a VW decidiu só trazer o New Beetle 2.0 8V e depois o Fusca 2.0 TSI. Com 170 cavalos e 24,5 kgfm, o 2.5 tinha 20 válvulas e injeção multiponto, abastecido apenas por gasolina.

Por aqui, a escolha foi apenas da transmissão automática Tiptronic, que no modelo 2010 era a 09G de seis velocidades com modo Sport e mudanças manuais, mas só na alavanca.

Bem equipado, o Jetta 2010 era um carro que tinha muitos detalhes que foram polidos no Jetta posterior, mas que eram bem caros de fabricar, assim como o Golf V, que foi um dos modelos do hatch mais caros de produzir.

Com nível de qualidade e acabamento superior, o Jetta de quinta geração não poupou despesas, algo que o seguinte teve de fazer para ampliar o leque. Entre os itens de destaque, o emprego de materiais soft touch e suspensão multilink.

No seguinte, contudo, este último existia, mas apenas na Highline. Outro diferencial era a tampa do porta-malas articulada em vez de pescoço de ganso. O capô tinha amortecimento e o bagageiro tinha forração até sob a tampa.

O acabamento das portas era melhor também, assim como outros detalhes do interior. Tinha muitas coisas importantes para um carro considerado premium, como ar condicionado dual zone, multimídia, bancos em couro e teto solar elétrico.

Não tinha banco com ajuste elétrico, mas vinha com itens como abertura interna do porta-malas na porta do motorista, difusores de ar traseiros, porta-copos retrátil junto ao assoalho atrás e outro no apoio de braço, que tinha divisória.

Esta dava acesso ao porta-malas. Vinha ainda com computador de bordo, piloto automático e porta-luvas em carpete. As rodas eram de liga leve aro 16 polegadas e com discos nas quatro rodas, além de airbags e freios ABS.

Aqui, manteve seu visual sem grandes alterações como na perua, que também herdou a frente do Golf VI por seguir adiante. Com faróis grandes e duplos, assim como suas lanternas circulares, o Jetta 2010 viveu a era Das Auto da VW.

Hoje disponível com bom preço no mercado de usados, o Jetta 2.5 Tiptronic foi o último vislumbre antes do início da racionalização do modelo, já que o estreou por aqui em 2006. Antes, apenas o Bora vinha do México.

Com o Bora limitado pelo 2.0 8V de 116 cavalos, o Jetta 2.5 surfava entre dois níveis, visto que o Passat ficava acima com seu V6 3.2 FSI de 250 cavalos, também servido pela perua Passat Variant.

A unificação de Bora 2.0 e Jetta 2.5 na sexta geração, manteve o 2.0 8V por um bom tempo, com eixo de torção e acabamento simplificado. Depois ganhou motor 1.4 TSI de 150 cavalos e o 2.0 TSI chegou a 211 cavalos.

Na sétima geração, o 1.4 TSI se manteve e o GLI abraçou o 2.0 TSI de 230 cavalos, sendo assim um verdadeiro esportivo. A geração atual é ainda mais simples que a anterior, centrando o foco em cluster digital e multimídia avançada apenas.

O futuro do Jetta ainda é incerto, embora saibamos que uma oitava geração deva surgir no vácuo deixado pelo Passat americano em 2023. Se a demanda por lá cair muito, ele pode até deixar de existir, ficando apenas como marca na China.

Falando em China, lá o Jetta era o de segunda geração até 2014, quando surgiu um sedã compacto novo, que se associou com o novo Santana, igualmente pequeno. Daí, a VW decidiu converte-lo em submarca de carros baratos.

Nesse caso, a marca Jetta tem o sedã compacto popular, além dos Skoda Karoq e Seat Tarraco. São muito baratos por lá, mas não devem ser exportados.

Jetta 2010 – detalhes

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O Jetta 2010 tinha um visual que ainda remetia ao período Das Auto, com grandes faróis circulares duplos em uma lente enorme, onde também ficavam lanternas e repetidores de direção agrupados.

Já a grade tinha frisos cromados duplos e logotipo VW dentro de um corpo igualmente brilhante, diferenciando-se dos modelos vendidos no Brasil. O entorno da grelha, que ia até à base do para-choque era cromado.

Como os faróis eram de lâmpadas comuns e não havia lavadores automáticos. No para-choque, havia uma grade inferior dividida em três partes. Nas extremidades haviam protetores na cor do carro e faróis de neblina circulares.

Com cara de sapão, o Jetta tinha ainda retrovisores na cor do carro com repetidores de direção e basculamento elétrico, além de desembaçador, muito útil em dias frios ou mudança de temperatura ambiente.

As maçanetas eram na cor do carro e os vidros verdes tinha friso cromado envolvente. Não havia frisos nas portas e nem outras molduras aparentes no Jetta 2010. Na traseira, as lanternas duplas tinham iluminação circular com LEDs.

O estilo era o mesmo empregado no Golf IV nacional e no Fox, por exemplo. Sem adornos, o conjunto traseiro era bem limpo, tendo apenas o nome do carro e o volume do motor, além do logotipo da VW.

O escape duplo era cromado e o para-choque liso tinha sensores de estacionamento. Já as rodas de liga leve aro 16 polegadas foram atualizadas e agora dispunham de seis raios, sendo calçadas com pneus 205/55 R16.

Por dentro, o Jetta 2.5 Tiptronic tinha um painel com boa distribuição de funcionalidades e com acabamento soft touch, tendo ainda frisos em brilhante ou Black Piano. Os difusores de ar eram pequenos e no topo havia um alto-falante.

O volante era o mesmo do Passat CC, tendo aplique em aço escovado, aro em couro e comandos para volume e mídia, além de piloto automático. Sem paddle shifts, a direção tinha assistência eletro-hidráulica e ajustes em altura e profundidade.

A multimídia tinha tela de 6,5 polegadas e não vinha nem com câmera de ré, navegador GPS ou mesmo Bluetooth. Mas, reproduzia CD, MP3 e USB. No sensor de estacionamento, com gráficos reproduzidos na tela.

O cluster tinha mostradores analógicos com velocímetro, conta-giros, nível de combustível e temperatura da água, além de computador de bordo bem completo e luzes-espia. A partida era por chave-canivete com telecomando.

Além disso, o ar condicionado automático era dual zone e tinha seus ajustes reproduzidos também na tela da central de multimídia, sendo assim melhor de manusear. Logo após esses comandos, havia fonte 12V e um túnel.

Esse vinha com seletor de marchas do Tiptronic em aço escovado com alavanca tendo posição para trocas manuais ou automáticas, incluindo modo Sport. O freio de estacionamento era manual e o apoio de braço central, ajustável.

No porta-objetos central havia conectores para smartphone ou celular. Já o porta-luvas tinha revestimento em camurça com iluminação e refrigeração. Nas portas, o acabamento superior era em plástico emborrachado e couro na parte central.

As maçanetas cromadas eram destacadas, enquanto os comandos dos vidros elétricos, retrovisores e abertura da tampa do porta-malas, que era feita por um botão junto ao porta-garrafas e copos. O porta-copos central tinha tampa retrátil.

Os bancos eram revestidos em couro com ajuste em altura e lombar para o motorista, bem como banco traseiro bipartido com apoio de braço dotado de porta-copos e divisória para acesso ao porta-malas.

Todos os assentos tinham apoios de cabeça ajustáveis e cintos de segurança de 3 pontos, com ajuste de altura para os dianteiros. Havia ainda Isofix no banco traseiro e difusores de ar, além de um segundo porta-copos, mas retrátil no piso.

Porta-revistas, luzes de leitura dianteiras e traseiras, espelho retrovisor eletrocrômico, alças de teto, espelhos iluminados nos para-sois e teto solar elétrico faziam parte do conteúdo, que ainda tinham persiana manual neste último.

O Jetta 2010 tinha ainda sensor de chuva e crepuscular, bem como sistema de som com alto-falantes de qualidade. No bagageiro, eram colocados 527 litros com espaço acarpetado (incluindo a tampa) e iluminação.

O espaço interno era muito bom, tendo ainda um porta-malas para lá de generoso. Em versão única, tinha ainda airbag duplo e cintos dianteiros com pré-tensionadores. O sedã vinha com freios ABS e disco nas quatro rodas.

Jetta 2010 – versões

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  • Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic

Equipamentos

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  • Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic – motor 2.5 com transmissão automática de seis marchas e mudanças manuais com modo Sport, mais ar condicionado dual zone, direção eletro-hidráulica, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, volante multifuncional em couro e aço escovado, faróis duplos escurecidos, lanternas escurecidas, rodas de liga leve aro 16 polegadas, pneus 205/55 R16, freios ABS com EDB, airbag duplo, freios a disco nas quatro rodas, frisos cromados nas janelas, grade cromada, faróis de neblina, escape duplo cromado, teto solar elétrico, lanternas em LED, sensor de estacionamento, desembaçador traseiro, vidros verdes, para-brisa degradê, sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores elétricos com desembaçador e rebatimento elétrico, vidros elétricos nas quatro portas com one touch, travamento central elétrico, chave-canivete com telecomando, abertura elétrica do porta-malas, acabamento com detalhes em preto ou cinza brilhante, bancos e portas em couro, banco do motorista com ajuste de altura e lombar, banco traseiro bipartido com apoio de braço e divisória, difusores de ar traseiros, multimídia com tela de 6,5 polegadas, CD player, MP3, USB, auxiliar, iPod, piloto automático, computador de bordo, luzes de posição, espelhos iluminados nos para-sois, alças no teto, luzes de leitura dianteiras e traseiras, porta-revistas, porta-luvas iluminado e refrigerado em camurça, detalhes em aço escovado no console, apoio de braço dianteiro ajustável, sistema de som com seis alto-falantes, porta-malas iluminado e acarpetado, capô com amortecimento, alarme, entre outros.

Preços

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  • Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic – R$ 32.501*

(*) Valor da tabela Fipe em novembro de 2020

Jetta 2010 – motor

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O Jetta 2010 era equipado unicamente com o propulsor EA855 2.5 MPI, equipado com cinco cilindros e tendo 2.480 cm3. Utilizando um bloco de ferro fundido cinzento, o propulsor é o mesmo usado pelo Audi TT-RS e RS3, porém, aspirado.

Usando ainda um virabrequim forgado com rolamentos esféricos, o EA855 era uma usina de força bem interessante, tendo cabeçote em alumínio com duplo comando de válvulas com variação na admissão.

Acionado por corrente atrás do bloco, ficavam entre o motor e a transmissão. Com quatro válvulas por cilindros, totalizando 20 válvulas, o EA855 tinha ainda bobinas individuais e injeção eletrônica multiponto sequencial.

Ele tinha ainda radiador de óleo refrigerado a água e coletor de admissão em plástico com variação e bicos de injeção. Tinha ainda injeção de ar para partida a frio e duas sondas de oxigênio para reduzir a emissão.

O cárter era dividido em duas portas e havia ainda uma bomba de vácuo, além de um complexo sistema de refrigeração líquida. Com tudo isso e muito mais, o EA855 era um motor bem forte para sua categoria.

A potência era de 170 cavalos a 5.000 rpm com 24,5 kgfm a 4.250 rpm. Apesar do giro alto no torque, a maior parte dessa força estava presente aos 2.000 rpm, traduzindo-se em um motor bem elástico.

A transmissão automática de seis marchas com conversor de torque era a elogiada 09G com sistema Tiptronic de trocas de marchas na alavanca e modo Sport. A tração era apenas dianteira.

O Volkswagen Jetta chegou a ter um 2.5 de 150 cavalos e 23 kgfm, mas lá fora teve nada menos que 10 motores e 5 transmissões. Destes, teve motores 1.6 16V e 2.0 16V com ou sem injeção direta (FSI).

O Jetta V também foi equipado com o EA113 1.8 20V Turbo e o 1.4 TSI, assim como o 2.0 TSI. Ele ainda chegou a usar o clássico motor 1.9 TDI com commom rail e o fatídico EA189 2.0 TDI com 140 cavalos.

Nos câmbios, o 04A foi o único manual de cinco marchas, enquanto a 02Q era manual de seis velocidades. A única automática era a 09G (Tiptronic), além de automatizados de dupla embreagem 02E (seis marchas) e 0AM (sete marchas).

Ou seja, o Jetta V foi muito bem servido de motores e transmissões ao longo de seus sete anos de vida comercial no mercado internacional. Teve ainda variantes de tração AWD em alguns mercados, usando a suspensão multilink.

Desempenho

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  • Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic – 0 a 100 km/h – 8,9 segundos
  • Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic – Velocidade final – 205 km/h

Consumo

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  • Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic – Consumo urbano – 8,4 km/l
  • Volkswagen Jetta 2.5 Tiptronic – Consumo rodoviário – 9,8 km/l

Jetta 2010 – manutenção e revisão

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As revisões do Jetta 2010 eram feitas a cada 10.000 km ou seis meses, sendo essa prática abandonada pela VW, que agora tem paradas por tempo de 12 meses. Os valores dos serviços precisam ser consultados na rede Volkswagen.

Filtro de óleo, óleo lubrificante, velas, filtro de combustível, filtro de ar da cabine, filtro de ar do motor, fluído de freio, correia em V, entre outros, são substituíveis nas revisões programadas.

Jetta 2010 – ficha técnica

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Motor 2.5
Tipo
Número de cilindros 5 em linha
Cilindrada em cm3 2480
Válvulas 20
Taxa de compressão 10:1
Injeção eletrônica Indireta
Potência máxima 170 cv a 5.000 rpm (gasolina)
Torque máximo 24,5 kgfm a 4.250 rpm (gasolina)
Transmissão
Tipo Automática de 6 marchas
Tração
Tipo Dianteira
Direção
Tipo Eletro-hidráulica
Freios
Tipo Discos dianteiros e tambores traseiros
Suspensão
Dianteira McPherson
Traseira Multilink
Rodas e Pneus
Rodas Liga leve aro 16 polegadas
Pneus 205/55 R16
Dimensões
Comprimento (mm) 4.554
Largura (mm) 1.781
Altura (mm) 1.461
Entre eixos (mm) 2.578
Capacidades
Porta-malas (L) 527
Tanque de combustível (L) 55
Carga (Kg) 511
Peso em ordem de marcha (Kg) 1.431
Coeficiente aerodinâmico (cx) 0,31

Jetta 2010 – fotos

https://www.youtube.com/watch?v=tnRp2H_niWU

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.