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Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

O Kia Magentis foi um sedã médio-grande vendido pela Kia Motors entre 2000 e 2010, tendo sido um dos nomes usados pelo Kia Optima nas duas primeiras gerações.


O Magentis foi um carro bastante conservador e sóbrio, que foi vendido no Brasil apenas na segunda geração e teve presença discreta até a chegada do Optima, que realmente arrebatou muitos clientes para a Kia Motors.

Fabricado na Coreia do Sul, Rússia, Malásia e China, o Kia Magentis abriu caminho para que a marca sul-coreana pudesse alcançar o lugar que tem hoje, embora o produto não tenha sido um destaque em estilo ou proposta como o sucessor.

Embora aqui tenha sido vendido apenas com motor 2.0 e na única versão, a EX, o Magentis tem um histórico de motores bem maiores que 2.0, chegando mesmo a dispor de três modelos de motor V6.

Kia Magentis

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

O Kia Magentis foi o sucessor do Kia Credos, que aqui foi vendido nos anos 90 como Kia Clarus, quando a marca ainda era independente da Hyundai. O novo sedã foi um dos primeiros produtos feitos em parceira com a gigante doméstica.

O Magentis usou a plataforma Y4 da Hyundai-Kia inicialmente, evoluindo esta para uma segunda base, que foi até 2010. Como toda geração de carros das duas marcas, o sedã mudou a cada cinco anos, tendo um ciclo de vida curto.

Tendo o Hyundai Elantra da mesma época como irmão, o Kia Magentis surgiu no início do século com a missão de representar a Kia num segmento de alto volume nos EUA, o dos sedãs médios (grandes aqui).

Com proposta de custar pouco e ter um bom custo-benefício, o Magentis não apelou para inovações e cumpriu à risca sua missão de vender bem sem chamar atenção.

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

Para os brasileiros, o Magentis passou por essa primeira geração sem chegar aqui, mas a segunda apareceu, ainda tímida, para cimentar o pavimento até a chegada do Optima, que realmente fez sucesso com seu estilo arrojado.

Embora também fosse “alemão”, o segundo Magentis ainda era um carro tímido, assim como a primeira geração. Com bom porte, ele teve motores 2.0 e 2.4, ambos de quatro cilindros, mas nos EUA, ele precisava provar mais.

Assim, a Kia Motors colocou nele o Delta V6 com 2.5 litros e também com 2.7 litros, sendo este último o mesmo que equipou aqui o Kia Sportage V6 e também o Hyundai Tucson 2.7, para não citar também o Hyundai Santa Fé.

Ele chegou a usar o motor Mu V6 2.7 com até 197 cavalos e até um diesel CRDi 2.0 com 140 cavalos. Aqui, seu motor Theta 2.0 chegou em uma versão mais possante, entregando 164 cavalos, normalmente a potência do Theta 2.4.

Kia Magentis – Estilo

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

Quando chegou ao Brasil, o Kia Magentis estava em sua segunda geração, que recebeu uma atualização de meia vida, em um período bem curto. O sedã médio-grande desembarcou no Brasil em 2006.

Ele ainda ostentava o estilo de 2005, o original, chamando atenção por seus grandes faróis duplos, que possuíam projetores tipo canhão e piscas integrados.

Com a grade num nariz acentuado, o Magentis tinha uma grelha com quatro frisos cromados, além do logotipo da Kia. O para-choque era envolvente e tinha uma grade retangular inferior, além de faróis de neblina.

Discreto, o Kia Magentis não tinha vincos pronunciados de destaque e nem detalhes nas laterais que chamassem atenção. Havia repetidores de direção nos para-lamas dianteiros e retrovisores na cor do carro e as maçanetas eram cromadas.

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

A área envidraçada era boa, tendo ainda portas traseiras amplas e com quebra-ventos falsos. As colunas C eram mais reforçadas, deixando o visual do Kia Magentis bem equilibrado e funcional.

As lanternas eram grandes e possuíam lentes circulares no interior, sendo cortadas pela tampa do porta-malas. Esta tinha apenas o logotipo da Kia e uma área para placa. Havia a identificação da versão, que era a EX.

Da mesma forma, o para-choque era discreto e tinha apenas sensores de estacionamento. As rodas de liga leve eram de 16 polegadas e tinham sete raios, tendo ainda pneus 205/60 R16, que eram altos para oferecer mais conforto e economia.

Por dentro, o Kia Magentis eram bem mais apreciável do que por fora, tendo um ambiente em dois tons de cinza, sendo o mais escuro na parte superior. O ambiente também tinha acabamento em couro nos bancos e nas portas.

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

O cluster era analógico com dois mostradores para velocímetro (com milhas ao centro) e conta-giros, tendo ainda displays afilados na base dos mesmos para nível de combustível e temperatura da água, além de computador de bordo.

No caso do volante, o mesmo vinha com acabamento em couro, trazendo ainda comandos de mídia e telefonia, em ambos os lados da direção, que tinha airbag do motorista. Havia ainda o airbag do passageiro.

Na parte superior do painel, havia um espaço para um relógio digital simples. Logo abaixo, o Kia Magentis apresentava originalmente um sistema de áudio 2din com CD player e MP3.

Muitos donos de Magentis trocaram esse aparelho por multimídia de marcas variadas, ampliando o entretenimento a bordo. Abaixo, o ar condicionado era automático e tinha display próprio. Os difusores centrais eram verticais.

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Com alguns porta-objetos no console, o sedã da Kia tinha ainda um túnel central vistoso com seletor de marchas em estilo escada, trazendo inclusive a opção de mudanças manuais de marchas, bem como alavanca com acabamento preto.

Tendo um frontal envolvente, o Kia Magentis tinha bom acabamento nas laterais, onde o motorista tinha os comandos dos vidros e retrovisores, além de abertura elétrica do porta-malas e do bocal do tanque de combustível.

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O freio de estacionamento era manual e o apoio de braço central era revestido em couro. O assento do motorista tinha uma boa alavanca para elevação do mesmo. Atrás, o espaço era generoso para as pernas e havia apoio de braço central.

O Magentis trazia cintos de três pontos para todos os ocupantes, assim como apoios de cabeça. Já o espaço no porta-malas era mediano, tendo 420 litros.

Com 4,755 m de comprimento, 1,820 m de largura, 1,480 m de altura e 2,720 m de entre eixos, o sedã tinha ainda tanque de 62 litros.

Atualização

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No Salão do Automóvel 2008, o Kia Magentis reapareceu, mas diferente. Ele trazia uma atualização visual que duraria pouco aqui, apenas uns dois anos, como a anterior.

Custando R$ 69.900 na época, o Magentis renovado era quase outro carro. A frente havia recebido faróis duplos retangulares que se uniam bem à nova grade com o estilo Tiger Nose cromada, que permanece até os dias atuais.

O para-choque era novo também, tendo faróis de neblina quadrados e grades mais amplas, além de spoiler. Protetores laterais na cor do carro e retrovisores com repetidores de direção integrados chamavam atenção.

O mesmo em relação às novas rodas de liga leve aro 16 polegadas. Na traseira, as lanternas ganharam um desenho mais envolvente e com iluminação melhorada. Essa versão EX ganhou friso cromado envolvendo as janelas.

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

No interior, o Magentis recebera um novo cluster analógico com mescla de branco e vermelho nos grafismos. O sistema de som continua a ser o mesmo, com CD player e MP3, tendo uma única entrada auxiliar.

A novidade era que o volante multifuncional em couro vinha com paddle shifts, apesar do câmbio automático de quatro marchas. O seletor de marchas agora tinha uma base circular com acabamento que imitava fibra de carbono.

Com interior em cinza bem claro, o Kia Magentis ainda era um carro bem apreciável. Ainda mantinha algumas coisas indesejáveis, como falta de USB, direção sem ajuste de profundidade e apenas dois airbags.

Kia Magentis – Motor

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O Kia Magentis tinha motor Theta 2.0 com quatro cilindros e cabeçote dotado de 16 válvulas, tendo ainda duplo comando de válvulas variável (DVVT), o que permitia ao propulsor render mais que a versão padrão sem este sistema.

Com 1.998 cm3, o Theta 2.0 tinha taxa de compressão de 10,5:1, além de 164 cavalos a 6.200 rpm e 20,1 kgfm a altos 4.600 rpm, ou seja, era um motor que gostava de giro alto, o que prejudicava o consumo e o conforto.

Seu câmbio automático tinha apenas quatro marchas (o único cinco marchas era usado apenas no Mu 2.7 de 197 cavalos no exterior), o que agravava a situação.

Kia Magentis: história, estilo, motor e equipamentos do sedã grande

Pesando 1.485 kg e agora com 4,800 m por causa da atualização, o Kia Magentis EX ia de 0 a 100 km/h em 11,3 segundos, tendo velocidade final de 195 km/h.

Abastecido apenas com gasolina, o sedã tinha consumo de 8,4 km/l na cidade e 11 km/l na estrada. Ele tinha ainda suspensão dianteira McPherson e traseira multilink, além de discos nas quatro rodas e apenas ABS.

Tendo conteúdo mediano já em 2009, o Magentis parecia apenas mais um em meio à multidão. Ele ficou no mercado até meados de 2011, quando chegou o Kia Optima para mudar a coisa da água para o vinho, tinto.

Primeira geração

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A primeira geração do Kia Magentis era conhecida como EM, enquanto a segunda era a MG. Quando surgiu em 2000, o sedã médio-grande tinha um porte de respeito no segmento e pouca ousadia, como os americanos gostavam.

Ele media 4,745 m de comprimento, 1,820 m (após facelift), 1,420 m de altura e 2,700 m de entre eixos. Diferente da geração posterior, essa não veio porque seus motores eram grandes e impactavam nos tributos aqui.

O Kia Magentis da primeira geração tinha o motor Sirius II 2.4 com 149 cavalos, que mais tarde foram reduzidos para 138 cavalos para conter emissão. Mas, a sensação era o V6 Delta, que tinha versões 2.5 e 2.7, ambas com 172 cavalos.

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Além do manual de cinco marchas, ele tinha o automático de quatro marchas. Com faróis originalmente grandes e grade cromada destacada, o modelo ficou desajeitado com a atualização visual de meia vida em 2003.

Esta trouxe faróis de facho alto circulares e separados dos de facho baixo, que tinham desenho mais harmônico. O modelo da Kia Motors durou até 2005, sendo substituído por aquele que veio ao Brasil. Foi feito na China até 2011, no entanto.

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Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

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