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Kia quer garantir diesel com Ceed e Sportage micro-híbridos na Europa

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A Kia Motors entra para o grupo de marcas presentes no mercado europeu que pretendem dar continuidade ao uso do diesel. Para isso, a solução encontrada pelo fabricante sul-coreano foi a introdução da tecnologia de híbrido leve ou micro-híbrido, que se beneficia do sistema elétrico de 48 volts. Esse novo arranjo já está sendo usado na minivan Renault Espace e em alguns modelos do mercado de luxo europeu.


Chamada EcoDynamics+, a tecnologia será aplicada aos modelos Sportage e Ceed vendidos na Europa e equipados somente com motor diesel 1.6 CRDi. O conjunto híbrido consiste em um pequeno motor elétrico de 14 cavalos, que funciona tanto como motor de partida do motor, como impulsionador do veículo. Sua função basicamente é ligar o motor e mover o carro nos primeiros metros, fase crítica do consumo de combustível.

Assim, o motor só será religado depois que o carro sair, assumindo totalmente a propulsão do veículo a maior parte do tempo. Além disso, o EcoDynamicspermite desligar o motor pouco antes do veículo parar totalmente, o que também contribui para redução do consumo de óleo diesel. Quando parado, o propulsor CRDi ficará desligado para não gastar combustível.

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A alimentação do pequeno motor elétrico é feito por uma bateria de lítio de 0,46 kWh. Isso é o suficiente para alimentar o auxiliar do motor, sendo sua energia capturada da regeneração de energia proveniente dos freios e da desaceleração. Essa bateria (que fica no porta-malas) substitui também a bateria de 12V do veículo, alimentando assim todos os sistemas elétricos. Ainda durante a condução, ele pode fornecer energia para o motor de 14 cavalos, que pode entrar em auxílio ao motor quando é exigido mais do acelerador, melhorando a performance em ultrapassagens e retomadas.

A Kia agora está desenvolvendo a mesma tecnologia para aplicação em motores a gasolina, mas a prioridade no momento é salvar as versões diesel, ainda mais num momento em que algumas marcas já “entregam os pontos” com esse combustível, como é o caso da Volvo, cuja próxima geração do sedã S60 não terá opção de motor diesel, tendo apenas gasolina, híbrido e elétrico como escolhas possíveis.

A Toyota foi outra marca que anunciou o fim do diesel na Europa, substituindo a opção por carros elétricos. A gama da marca japonesa já dispõe de alguns modelos sem essa versão, especialmente o C-HR, cuja participação do híbrido é de mais de 80% das vendas totais, ficando o restante para a versão com motor 1.2 Turbo de 114 cavalos.

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  • Louis

    Esse sistema híbrido leve seria interessante em carros baratos para países emergentes.
    Em carros mais caros, como no caso do Sportage, deveriam investir é no híbrido convencional. Como exemplo, um Prius tem preço próximo ao de um carro convencional (Corolla).

    • Marcos Souza

      Acho que a maior preocupação deles é ter que mudar toda a estrutura do carro para comportar as baterias de um híbrido convencional. Normalmente fazem as baterias servirem de base estrutural ficando no assoalho dos carros, mas pra isso seria necessário desenvolver um carro totalmente novo. Um motor de 15 CV não precisa de uma bateria muito grande…

      • FrankTesl

        exato, para o fabricante o mild hybrid representa menos custo de desenvolvimento, projeto, mudança na linha montagem, podendo aproveitar muitos elementos da plataforma dos modelos já em produção.
        Já é alguma coisa… pelo menos já vai tirando o “medinho” e a reticências dos consumidores quanto aos híbridos e depois elétricos.

  • Leonardo

    Esse negócio de dois motores um liga outro desliga não traria prejuízo ao carro como já discutido antes com o start stop ?

    • th!nk.t4nk

      Não vi a discussão sobre o start-stop, mas não tem problema nenhum. Se o conjunto todo for pensado e dimensionado pra inúmeras paradas e inícios durante o uso, é tranquilo. O problema é quando o projeto é gambiarra.

  • Luis Burro

    Ñ entendi bem como funciona o sistema ainda e pq ele é chamado de híbrido.
    Se as baterias fornecem 12 v de tensão como é q chega a 48?

    • Louis

      A bateria de 12v seria substituida por uma de 48v, e o motor de partida seria substituído por um motor elétrico mais forte. Este motor elétrico, além de conseguir dar a partida no carro, também consegue tirar o carro da imobilidade, ou seja, ajuda nas saídas, economizando combustível.

    • Schack Bauer

      Híbrido (HE) é todo carro que pode ser movido por um motor elétrico ou por outro a combustão. Como o motor elétrico move o carro, logo ele é híbrido. E nesses micro HE, eles usam bateria de 48V por questões de eficiência, não a de 12V. Como só tem uma bateria, deve ter também algum tipo de transformador, pra baixar a tensão pra alimentar o circuito de 12V, senão teriam que colocar lâmpadas, motores dos vidros etc, tudo de 48V.

      • Luis Burro

        Ah bom,pq procurei na net tdo q é relacionado à tensão da bateria e só achei q a máxima é de 14,4V.
        Mas se é assim pq ñ aumentam mais do q isto?

        • Schack Bauer

          Normalmente os HE têm duas baterias, uma de voltagem mais alta, usada pra gerar a energia para mover o veículo, e outra normal que vai até uns 14V pra mover os acessórios do veículo, como os farois e motores dos vidros. Se vc sobe a tensão dessa segunda bateria pra algo maior que os 12V nominais, vamos dizer, pra 48V, vc tem de ter lâmpadas de 48V, motores DC de 48V, etc. Na prática, significa que seu carro exigiria componentes especiais, que não são os que têm disponíveis no mercado, de vários fornecedores e com competição de preço. Ou seja, devem ter feito uma análise de custos e chegado à conclusão que é mais barato manter duas baterias, com dois circuitos com voltagens distintas, do que unificar tudo em 48V e pagar mais caro nos componentes.

  • FrankTesl

    Aqui no Brasil, terra do etanol, já era para ter ao menos iniciativas sérias de implementação do sistema mild hybrid 48V em todos os carros do patamar médio para cima, especialmente em sedãs médios e SUVs, mas até nisso o Brasil está se segregando, já que o mercado é muito cauteloso quanto aos híbridos e elétricos, pois ainda prevalece o medinho de motor elétrico “dar chokis” e de não existirem postos de recarga mega-rápidos (1 segundo para carga completa) a cada quarteirão, motivos de “range anxiety” em muita gente, além de ser argumento catastrofista para alguns desinformados e/ou desonestos.

    Especialmente para agradar aos cartéis das montadoras, já que o mild hybrid é mais facilmente adaptável aos modelos e plataformas de produção existentes, além de manter o mercado cativo do etanol, embora com menor consumo.

  • FocusMan

    Acho que isso será o futuro para nós no BR só que com motores a gasolina.

    Implantar um sistema de 48 volts não será muito caro daqui há algum tempo.

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