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Lamborghini processará mexicano para evitar produção no Paraguai

Lamborghini processará mexicano para evitar produção no Paraguai

Já ouviu falar da Lamborghini latino-americana? Pois, se sim, então saiba que a história voltou a ter novos contornos na Argentina. Entretanto, agora a questão não está diretamente relacionada com o país vizinho, mas com outro parceiro do Mercosul, que não é o Uruguai, também envolvido alguns anos atrás.


Trata-se do Paraguai. O empresário mexicano Jorge Antonio Fernández García, que é conhecido como Joan Fercí, se encontrou com o presidente do Paraguai Mario Abdo. O objetivo é instalar uma linha de produção de carros elétricos esportivos no vizinho do oeste.

O detalhe é que estes carros ostentarão a marca Lamborghini, que Fercí diz ter os direitos assegurados por 99 anos a partir de 1994, quando todo o negócio começou. O projeto envolve dois superesportivos de design bem agressivo e que, em termos visuais, não fica devendo em nada para os carros do fabricante italiano, sendo que um deles é SUV.

Este último parece uma versão localizada do Lamborghini Urus. Ambos são chamados de L.A.Vision e terão propulsão totalmente elétrica. Para quem ficou curioso sobre a proposta, a Automobiles Lamborghini Latin America SA pretende exibi-los no salão Veículo Elétrico Latino-Americano, que acontece em São Paulo, entre 1 e 3 de outubro, no Transamerica Expo Center.


Lamborghini processará mexicano para evitar produção no Paraguai

Então, de volta ao caso da Lamborghini no Paraguai, o site argentino Autoblog entrou em contato com a Automobili Lamborghini SpA sobre o negócio no Mercosul e a marca italiana disse não ter relação nenhuma com a empresa latina e afirmou que entrará com um processo contra Fercí na justiça da Itália e EUA.

E como tudo isso aconteceu? Em 1994, a Lamborghini era da Chrysler e esta passava por uma crise financeira. Na época, Joan Fercí conseguiu adquirir os direitos da marca italiana junto ao fabricante americano e com direito de exclusividade sobre toda a América Latina.

Pelas leis mexicanas, o contrato firmado entre a Lamborghini e Fercí é válido pelo período de 99 anos, acordado em contrato. Porém, a marca foi vendida para a Volkswagen. Agora a questão virou um caso jurídico internacional, visto que o fabricante de Sant´Aghata Bolognese não reconhece a empresa latino-americana, que no passado tentou fazer carros na Argentina e também no Uruguai, neste caso em 2013.

[Fonte: Autoblog]

 

Lamborghini processará mexicano para evitar produção no Paraguai
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Sino Weibo

    Muito esperto, vai tentar fazer uma acordo, tirar uma grana do grupo VW AG, e usar essa grana pra trazer alguma chinesa. Vai vendo…

    • André

      O fato dele ter o direito da marca, na época negociado com a Chrysler, deve-lhe ter custado um investimento também, direito dele de buscar o retorno disso, seja via acordo ou produzindo no Paraguay.

    • Diego Honorato

      O pior que não…ele realmente quer produzir esses carros, já vem de anos isso

      • Sino Weibo

        Seria bem mais fácil um acordo com os chineses..

  • Amauri José da Cunha

    se ele comprou os direitos nada mais justo então, se eles não querem que ele use das suas propriedades que a comprem então

    • bruno romero

      isso!

  • Samuel Jesus de Sousa

    Tem que ter justiça independente das crenças e torcidas. O cara comprou os direitos então é dele! Azar de quem vendeu naquela época, a Lamborghini Italiana apenas tem que aceitar ou comprar os direitos de volta, ou melhor, a VW tem que comprar os direitos de volta.

  • Diego Honorato

    Existe uma grande sacanagem por parte da Lamborghini. Quando a marca tava falida algum diretor aproveitou e vendeu os direitos no meio da negociação. O cara comprou, e depois da compra a VW vem fazendo de tudo para impedir ele de fazer o que lhe é direito!!! Mais de 30 de anos que o cara ta nesse peleja e não conseguiu fazer mais que 50 carros nesse periodo todo. A VW que se vire ou aceite.

  • Diego Honorato

    Essa historia me lembra a da Daewoo/Chevy/Chery. Quando a Daewoo faliu os diretores começaram a vender uma serie de coisas antes da venda para a GM, entre essas a patente do Matiz. A Chery comprou e lançou o carro como QQ, a Chevrolet semanas depois da venda comprou a Daewoo e passou a vender o Matiz com sua marca. Entrou na justiça de todas as formas, tentou impedir a Chery mas no fim a justiça foi feita e a Chery produziu tranquilamente o QQ que na china vendeu 5x mais que o chevrolet. Pena que o Joan Fercí não tem a força nem a grana da Chery

    • carnero

      Poxa…. Achei que só o Tosca16 sabia dessa história

  • Lucas Duarte Martins

    Vende pra VW os direitos e usa o dinheiro pra produzir estes veículos sobre nova marca…
    Os carros são bacanas, mas um Lamborghini que não é um Lamborghini desvaloriza o carro;

    • Fabian

      Mas ele é um Lamborghini.

      • MarcosGojira

        Tem o emblema, mas todo o know how italiano ficou pra trás. É tipo aqueles caras que colocam emblema da Mercedes em Uno

        • Fabian

          Não cara, não é.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Caramba… essa palhaçada ainda ta rolando. Faz quase 20 anos que esse sujeito roda países do subcontinente com estes “projetos”. O cara tem um contrato de concessão de marca facilmente contestável e nunca terá recursos para peitar a VW. Além disto: “Lamborghini Latinoamérica”? Francamente. Isso só interessaria àqueles tipos que pagam mais de 100k pra ostentar Ferrari falsa. Se fosse um projeto sério adotariam uma marca própria e tocavam pra frente.

    • leitor

      Existem licenças pelo mundo que são assim mesmo. A questão é que venderam e a Lamborghini estava falindo. Então o direito é dele e ele faz como está no acordo. E sobre carros que não têm a mesma qualidade do original, até mesmo as montadoras produzem carros sem a mesma qualidade da matriz nas filiais pelo mundo, ambos originais mas nem se comparam. E o mercado é quem fala. Há quem prefira pagar $100mil por um modelo não original mas que o mais importante é somente a aparência mesmo, outros itens ou pontos qualquer mecânica de carro novo e razoável oferece. Quem puder e quiser que pague 20 vezes mais caro pra ter um original que tenha que ficar 20 a 30 dias por mês na garagem por questão de segurança, custos ou outras questões que só quem tem pode avaliar.

    • Mas essas licenças são normais em todo segmento. A Mitsubishi é fabricada no Brasil por uma empresa que não é a Mitsubishi, a Caoa tem licença de alguns modelos da Hyundai. No setor de eletrônicos tem empresa brasileira que fabrica duas marcas concorrentes entre si, inclusive ambas as marcas são fabricadas na mesma linha de produção. Um caso típico é a Nike que não fábrica nenhum calçado. Se a marca vendeu o direito de uso é de direito da pessoa que comprou usar a marca.

  • leitor

    Ele comprou os direitos, então são dele. Fez o negócio no México? Então resolva também na justiça de lá. Tentem algum acordo. Sair com uma mão na frente e outra atrás é que não pode. O acordo foi válido.

    • Fernando Bento Chaves Santana

      Possivelmente o sujeito nem queira produzir coisa alguma, mas deseja receber alguma compensação pelo acordo.

      • leitor

        Sim. Mas se tem o direito de papel passado não tem o que se contestar. Basta deixá-lo sem fazer nada como quer. E se fizer, quando fizer a VW veja o que se pode fazer.

  • Fábio

    Isso é igual comprar uma empresa com passivo trabalhista. Todos os compromissos da empresa vão junto da compra para o novo dono. Sendo essa compra de direitos algo legítimo, a VW tem que aceitar o direito dos Mexicanos. Como resolver tem várias formas, nenhuma delas é barata.

  • Cristiano

    Faz 25 anos que ele comprou os direitos, até agora fez 2 unidades horrorosas chamadas Coatl, outra unidade chamada Eros GT, um protótipo do Alar (tudo com base no Diablo) e mais nada. Parece que esse empresário só quer fazer barulho.

  • Ric53

    Que blefe hein!
    Esse aí é jogador de Poker, sabe quando vai lançar um desses carros? Nunca
    Tem mais 75 anos pra ficar ameaçando a Lamborghuini para comprar os direitos sobre o nome no México novamente ou do contrário, promete lançar um destes carros que até agora são somente projetos e projeções muito mal feitas em 3D.

    Continue jogando afinal tem mais 75 anos pra peitar a Lambo

    • Sino Weibo

      Ae vem os chineses e compram dele e produzem estes modelos na China, e elétricos ainda !

  • vicegag

    Se fosse para produzir nos EUA, acho que até relevariam, mas fazer Lamborghi no Paraguai é imperdoável.

  • th!nk.t4nk

    Este é o autêntico Lamborguini do Paraguai 😂

    • Aguiar Romero

      La garantia soy yo!

  • Um problema similar ocorreu com a venda da Rolls Royce. Que eu me lembre a Volkswagem comprou a fabrica da Rolls Royce achando que também tinha direito sobre o uso da marca. Mas a marca quem comprou foi a Bmw. No final a Volkswagem tinha a fábrica mas não podia fabricar nenhum Rolls Royce nessa fábrica, e a Bmw tinha a marca mas não tinha parque industrial para produzir o Rolls Royce. Também tinha algo a ver com a Bentley que era a mesma empresa.

    • CanalhaRS

      Exatamente. A RR foi dividida e duas partes nos 70 e a divisão de turbinas para aviação ficou os direitos sobre o nome e a marca da divisão de carros. Foi deles que a BMW adquiriu essas duas por apenas 40 milhões de libras, enquanto a VW pagou 430 milhões pela divisão de carros e deu nisso que você citou.
      Acabaram fazendo um acordo de cavalheiros em 2008 e a BMW recomeçou a RR do zero (planta e plataformas) e a VW ficou com a Bentley a estrutura toda.

  • Luis Burro

    Ué, acho q os dois lados estão errados, tão simples: é só ressarcir o cara já q ele ñ parece ter sido indenizado perdendo o direito qndo a marca foi vendida pra Volks…os humanos tá loko, até em questoes simples eles protelam pra ñ ter q dar o braço a torcer!

  • Luis Burro

    Mas esta história tá mto mal contada, se ele tinha os direitos como a marca foi vendida???
    Tá quase parecendo a msma história da RollsRoyce /BMW!

  • G. de F.

    Nada que um acordo razoável não resolva… Segue o baile!

  • Lucasss

    Saindo da disputa jurídica e entrando nessa questão de design, QUE CARRO LINDO é essa lavision.

  • João Silva

    Engraçado ver os comentários dos juristas por aqui… o que tem de pitaco….

  • leonardo silva

    Lamborghini deveria e comprar o projeto dele ficou bonito e bem parecido ,pobre empresário que não também não vai realizar o seu sonho de carro msm se inspirando em um dos seus carros .

  • MMM

    A Speedo no Brasil tem uma história parecida. Os direitos no Brasil foram cedidos pela matriz na Austrália e depois que a marca foi vendida tentaram retomar a marca, antes das Olimpíadas.

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