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Latin NCAP: Fiat 500x leva 5 estrelas e Cruze não passa de 4

Latin NCAP: Fiat 500x leva 5 estrelas e Cruze não passa de 4

Em meio às novidades do Salão do Automóvel 2018, o Latin NCAP divulgou os resultados de mais um lote de testes de segurança com veículos vendidos na América Latina. Desta vez foram os modelos Fiat 500x e Chevrolet Cruze.


O primeiro é importado da Itália para alguns mercados da região e está sendo cogitado para vir ao Brasil também. Já o Chevrolet Cruze é feito em Rosário, Argentina, bem como em Ramos Arizpe, no México. O modelo é vendido no país desde a primeira geração, que foi nacional.

Neste novo pacote de resultados, o Fiat 500x logrou obter cinco estrelas no teste regional, enquanto o Chevrolet Cruze em versão sedã, não passou de quatro estrelas.

Fiat 500x 2019

Latin NCAP: Fiat 500x leva 5 estrelas e Cruze não passa de 4


Com seis airbags, o Fiat 500x ainda foi apontado como não tendo airbag de joelho para o condutor, mas vem com as demais bolsas infláveis. No teste, o crossover italiano resistiu bem ao impacto frontal com 40% de área, não afetando a coluna A e nem mesmo o para-brisa.

Segundo o NCAP: “a proteção oferecida na cabeça e no pescoço do motorista e do passageiro da frente foi boa”. De acordo com a descrição geral do instituto, todos os parâmetros de avaliação do veículo foram bons, incluindo colisão contra postes e laterais, bem como em relação à eficácia do controle de estabilidade. Confira abaixo o vídeo do teste:

Chevrolet Cruze 2019

Latin NCAP: Fiat 500x leva 5 estrelas e Cruze não passa de 4

No caso do Chevrolet Cruze, o resultado não foi completamente favorável. A versão testada tinha somente quatro airbags, mas no impacto frontal de 40% com velocidade padrão de 64 km/h, a estrutura da coluna A resistiu sem deformidade (só a capa exterior saiu na base) e o para-brisa se manteve íntegro.

O Latin NCAP acusou a falta de airbags laterais com proteção de cabeça, airbag de joelho e, evidentemente, dos airbags de cortina. Sobre os dados de impactos, o instituto diz: “a proteção oferecida à cabeça e ao pescoço do motorista e do passageiro da frente foi boa”.

Entretanto, o teste de impacto contra poste não foi feito pelo Latin NCAP devido à ausência de airbags laterais. Nos demais parâmetros, o Cruze foi bem, assim como no teste de controle de estabilidade. Confira abaixo o vídeo do teste:

Latin NCAP: Fiat 500x leva 5 estrelas e Cruze não passa de 4
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79 Comentários

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  • Caso tivesse os airbags, provavelmente o cruze teria as 05 estrelas.. Bom, ponto pra VW nesse quesito.. Ademais, o design do 500x é muito bacana e acho que seria uma otima opçao aqui

  • Cruze merecia mais airbags dado o seu posicionamento dentro do mercado.
    Analisando os diagramas dos dummies, ele foi ok, com exceção à região do tórax no lado do motorista.

                • Se aquele Jettana 2.0 8v tivesse em linha 0km eu já não trocaria por um Polo, imagina um Cruze então que é bem melhor…

                  Não da nem para colocar do lado.

                  • Vinicius, eu só entrei uma vez dentro de um Jetta, na versão 2,5 5 cilindros, que estava exposto numa feira. O Cruze, eu apenas entrei dentro, em dois Hatchs da primeira geração, e em um sedã da segunda. Acho (achismo puro) que o Jetta da geração que está saindo de linha não é tão ruim quanto o atual Cruze. Se pegar os dois com seus 1,4 turbo, talvez sejam bem parelhos.

                  • Falta de dinheiro, associado com aumento no preço dos carros de forma generalizada e também, em menor escala, pelo aumento dos carros, literalmente. O meu Polo é maior do que a primeira geração do Golf vendido no Brasil, e pouca coisa mais curto que a primeira fabricada no País. Lembrando que em largura e entre-eixos, o meu carro é maior que aquelas duas gerações citadas.

                    • Então, Golf de 25 anos atrás não é referência até porque naquela época o Bradileiro andava de golzinho caixote ainda já que o Bolinha era lançamento

                    • Vinicius, quando eu comparo com o Golf, eu estou fazendo referência ao quanto os automóveis cresceram, inclusive os hatchs e sedãs médios, que foi o foco dos comentários anteriores. Se pegarmos outras marcas, será a mesma coisa. Argo maior que o Tipo, por exemplo. Se pegarmos o Civic atual, e compararmos com o original de décadas atrás, é até uma surra no antigo. O próprio Golf, quando nasceu, tinha tamanho próximo ao do Gol caixote.

                    • Sim, porém não é só o tamanho.

                      Um Cobalt por exemplo tem o porte de um carro médio e mesmo assim continua pobre, o Polo não é diferente, apesar de maior ele esta mais para um Gol que um golf afinal os dois são compactos.

                    • Isso é vdd. O Corsa B por exemplo era bem pequenino. Já o seu sucessor, o Corsa C, veio bem maior. Aquele Corsa C é maior até do q o Kadett. E o Onix é ainda maior do q o Corsa C. A cada geração, a tendência dos carros é crescer.

            • Concordo, comprei um polo tsi e não é nem de longe um mini-golf como diz a vw. Pré-requisitos para ser médio são acabamento e conforto. Nesse ponto o argo e 208 são melhores. Em conforto está longe, nisso a visibilidade, banco e volante do 208 griffe é imbatível. Isolamente acústico e térmico também fica a desejar. Até detalhe como o pedal do freio, é pequeno pra quem como eu que gosta de frear com tanto com o pé direito, quanto com o esquerdo. Parece que foi feito apenas para quem veio de carros manuais. Por outro lado tem espelhos de cortesia iluminados, porta óculos bacana, um som comparável ao do griffe. O motorzinho é show, é bom de chão, mas não melhor que o 208. Dois conselhos pra quem vai comprar. Não compre com rodas de 17, com a 16 já é bem durinho. E a diferença de som pro beats não compensa, tanto no preço, quanto a perda de espaço no porta-malas e aquela faixa vermelha cafona no painel. Quer um hatch médio de verdade? Vá de golf. E quer saber, se a vw cobrasse uns 5 mil a mais, pra colocar mais material fonoabsorvente, espelhos maiores, texturas dos plásticos melhores, eu pagava de boa.

      • Poxa, me decepcionei com o polo, fui fazer o teste drive, a CSs só tinha o Msi, mesmo assim o carro do teste drive com apenas 3.2k estava cheio de grilos e nhec nhec nos plásticos. Vamos aguardar melhorar essa produção, e provavelmente ele deve ser da primeira fornada.

        • O meu é o Highline 18/19 e 2 mil rodados, sem problemas até agora. Funcionando tudo perfeitamente e absoluto silêncio. Apenas um pequeno barulho vindo da mala, que já agendei na concessionária para arrumarem.

        • Relativamente “normal” para o padrão do carro…

          O problema é que colocam o Polo em um pedestal, os donos acham que estão andando de Golf ou A3 e não em um “golzinho global”.

    • Comparando-se a estrutura de um e de outro a do Virtus/Polo é superior, por isso que eles tiveram um nota melhor. Veja que no Cruze a região do tórax no lado do motorista teve uma proteção fraca.

      Lembre-se também de que o AB lateral da dupla que eu citei protege também a cabeça, diferente da do Cruze.

    • Acontece que o airbag lateral do Polo/Virtus tem dois pontos de proteção (cabeça+tórax), enquanto o Cruze é um airbag simples de proteção única para o tórax, que deve ser complementado com o airbag de cortina que daria proteção a cabeça dos ocupantes. Veja o Crash Test do Virtus e repare bem no airbag lateral e depois compare com o do Cruze.

  • Deixa eu ver se entendi, o cliente paga R$ 90.000,00 no Cruze e não leva para casa um veículo que possui o mínimo necessário de segurança pela Latincap. É isso mesmo?

    • Não, o Cruze não zerou no teste… Somente nao recebeu a nota máxima, sendo assim ele oferece bem mais que o mínimo, somente não é o melhor.

      De qualquer maneira todos os carros 5 estrelas de hoje serão zero estrelas amanhã. Usando a lógica das estrelas os carros idolatrados de hoje serão a cadeira elétrica de amanhã né? Segurança é importante porém o psicológico da galera passa dos limites… Enquanto o teste vigente indica 5 estrelas ninguém vai morrer ou se machucar nesse carro, se amanha sair um teste indicando que o carro zerou, do dia para a noite será bateu morreu, mesmo na cidade andando a 10km/h…

      • Sem contar que a maioria dos fabricantes não fazem carros REALMENTE seguros, fazem carros apenas o suficiente pra passarem nos testes de impacto. Sem contar que tem fabricante por aí que forjaram (e também forjam) os testes pra poderem obter melhores resultados.

  • É bom ressaltar que o Cruze teve desempenho marginal (cor laranja) no impacto frontal para proteção do tórax do motorista. Em um carro com um projeto novo e desse valor (R$100.000,00) isso é inaceitável, não deveria ter nenhuma parte do corpo, tanto do motorista quanto do passageiro, sem ao menos a classificação aceitável (cor amarela). Nos EUA e Europa o Cruze não teve o mesmo problema na proteção do tórax do motorista, o que indica uma construção inferior do Cruze brasileiro.

    • O Cruze ltz tem seis air bags, nos EUA e Europa a exigência normativa em segurança e a cultura automotiva é superior, aqui exigimos é uma MM de tantas polegadas e não nos preocupando se o carro tem segurança ou não, considerando no contexto da grande maioria. E mais, não temos nem a cultura de cuidar das inspeções mais básicas de manutenção no carro. Ex. calibragem de pneus.

    • é interessante notar que o corrola 7ab teve o mesmo resultado ruim na região do peito… outros carros com notas superiores tiveram resultado apenas adequado (amarelo) nessa região, como polo/virtus 4ab, golf 7ab, o próprio 500x, entre outros, o que significa que a proteção dessa região é complicada…

    • Tem fundamento o medo. O 500X viria importado da Italia tb? Se sim, a margem de lucro seria menor p/ tentar mantê-lo competitivo. É melhor vender Renegade montado aqui que tem o custo abatido ao dividir plataforma e planta de produção com Compass e Toro.

      • Mas pelo menos poderia oferecer como uma opção a quem quer um SUV com motor decente e não com o E-torq, mas não quer pegar um Diesel. Aí, assim a Fiat buscaria o consumidor que está a procura de SUV com mais potencia.

    • Creio que seja receio da canibalização e capacidade produtiva. Aqui o 500X seria vendido lado a lado com o Renegade. Se for para somente roubar vendas do Jeep não faz sentido. Ele teria que ocupar algum nicho ligeiramente diferente para roubar vendas da concorrência.

      Quanto a produção… Se for produzido aqui iria dividir a linha com o Renegade, elevaria os custos de produção e o crescimento nas vendas seria questionável. Se vem importado vem mais caro, tornando o Fiat mais caro com o Jeep, o que não faz muito sentido no nosso mercado. Além disso as vendas do 500X estão indo bem na Europa. Se houvesse uma capacidade ociosa até faria sentido buscar novos mercados, mas no momento não é o caso.

      • Pensei o mesmo e creio que a Fiat está com medo atoa. A plataforma é a mesma, mas dá pra ver nitidamente que Renegade e 500X tem público alvo bem distintos.

    • Edu não é medo da fiat, é de todas. Embora o nicho de suvs só vá crescer há um limite de demanda. Só está lançando suv, quem não tem ou tem e está defasado como o 2008, que nem é suv, é crossover (que eu até acho melhor). Outro ponto em relação à fiat é o que disse o matafuego, os impostos, mesmo havendo drawback.

  • Embora esteja de certa forma decepcionado com o resultado do “caríssimo” Cruze, não é de se estranhar ter ficado nas “4 Estrelas” pois os carros da GM nunca foram sinônimo de segurança aqui na América Latina. Alguém sabe me dizer se algum carro da gravatinha vendido aqui conseguiu 5 estrelas?

  • O Fiat 500X empresta sua plataforma para o Renegade, Compass e Toro; poderia ser fabricado em Goiana e aumentaria a participação do grupo FCA nos SUV.
    Todos ótimos carros, apesar de bem caros!

  • Eu estava olhando o Latin NCAP. A gente tem que dar o braço a torcer. Das 4 montadoras “nacionais”, a VW é a que mais tem levado a sério a questão da segurança, incluindo ai os carros de entrada com o Up! A Chevrolet é uma decepção. A Fiat pior ainda, mas o 500 é feito pra mercados mais exigentes. Se não se saísse bem no LNCAP…

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