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Leitor comenta sobre seu Dacia Duster diesel no Brasil

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É possível rodar com um Dacia Duster movido por óleo diesel no Brasil? De acordo com o leitor Rodrigo Costa, a resposta é sim. Ele adquiriu usado um modelo 2011 diretamente da Embaixada da Alemanha, em Brasília/DF. Ele relata que as representações diplomáticas podem importar de forma independente veículos que não se enquadram nas normas brasileiras, desde que sejam para uso do próprio corpo consular.

Após um período de três anos, tais veículos podem ser revendidos normalmente no mercado nacional, exceto aqueles que obviamente não se enquadram nas regras determinadas pelo país. Assim, carros diesel comuns e outros que não podem circular, são enviados novamente aos seus países de origem. Mas e o Dacia Duster relatado pelo leitor?

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De acordo com Rodrigo, por ser classificado como utilitário esportivo, o Dacia Duster 2011 que adquiriu, foi emplacado normalmente em Brasília. Ele chegou a postar mais detalhes do veículo e algumas considerações nas redes sociais. O modelo em questão tem motor diesel 1.5 dCi de origem Renault, sendo esta a única opção com este combustível em toda a gama do SUV de origem romena.

Pela descrição, o motor deve ser o K9K 896 ou 898 1.5 dCi com 110 cv a 4.000 rpm e 24,5 kgfm a 1.750 rpm. Esse propulsor está associado com câmbio manual de cinco marchas e, segundo o leitor, faz média de 22 km/litro. Ele ainda relata que o Dacia Duster 1.5 dCi conta com quatro airbags e acessórios básicos.

Costa não diz quanto pagou pelo utilitário diesel e critica a indústria nacional por não oferecer veículos com preços melhores, recomendando a compra de usados ou seminovos em sua página. Ele ainda questiona o motivo pelo qual a Renault não vende essa versão do Duster no país.

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Legislação

Recentemente o NA fez uma matéria falando sobre a “redução embutida” nas caixas de câmbio de veículos utilitários, onde falamos sobre as regras no caso dos veículos diesel. A legislação do Brasil impede a comercialização de carros diesel desde 1976 e até agora todas as ações – parlamentares ou não – foram infrutíferas. Muitas vozes contra o diesel se levantaram recentemente, alegando questões ambientais e econômicas.

No caso de utilitários esportivos com motor diesel, os mesmos precisam ter tração nas quatro rodas e um sistema de redução para entregar força adicional para subir elevações muito íngremes ou transposição de trechos de difícil acesso. Em geral, a primeira marcha é reduzida em muito se comparada com a segunda marcha, servindo assim apenas nas situações citadas acima.

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Outro ponto é o custo. Existem alguns modelos no Brasil que possuem versões diesel no mercado exterior e, em alguns casos, exatamente nas condições que a legislação exige no país. Mas, por conta do custo elevado – diesel recolhe 25% de IPI, por exemplo – da tecnologia, especialmente agora com pressão sobre as emissões de NOx, para algumas marcas fica impraticável oferece-las no mercado nacional.

Se hoje temos SUVs compactos flex custando acima de R$ 100.000, imagine com diesel, tração 4×4 com reduzida e naturalmente câmbio automático? O mais barato é o Jeep Renegade Sport por R$ 113.990. Desde o lançamento no ano passado, ele ficou R$ 14.000 mais caro, apenas para exemplificar o caso.

Carga tributária complexa, insumos elevados, dificuldade de importação de peças e componentes, logística deficitária, margem de lucro desconhecida, encargos trabalhistas onerosos, entre outros, contribuem muito para que os preços praticados sejam elevados no Brasil.

Agradecimentos ao Rodrigo Costa.







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