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Leitor faz comparação entre Vectra e Novo Cruze

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O leitor Renato Andrade decidiu fazer um comparativo entre os Chevrolet Vectra e Novo Cruze. Sua suspeita era de que o sedã atual perde em alguns pontos em comparação com o antigo modelo da GM, fabricado até a chegada geração anterior do Cruze. Ele comenta que o conhecido Vectra Next Edition – a última atualização antes do fim – era elogiado pelo bom espaço interno, acabamento e porta-malas.



Com 4.587 mm de comprimento, 1.728 mm de largura, 1.440 mm de altura e 2.703 mm de entre eixos, o Chevrolet Vectra tinha 526 litros no porta-malas. Mas aí, a GM lançou o Cruze. A primeira geração do sedã atual tinha 4.597 mm de comprimento, pouca coisa em comparação com o Vectra, mas era bem mais largo e alto, medindo assim 1.788 mm e 1.477 mm, respectivamente. O entre eixos, no entanto, diminuiu, caindo para 2.685 mm. Já o porta-malas então, caiu para 450 litros.

Agora, a nova geração do Cruze ficou bem maior que a anterior e ao Vectra, mas isso não significou, por exemplo, um porta-malas maior, visto que o sedã em curso no mercado tem somente 440 litros, bem abaixo do antigo sedã da Chevrolet. Nas medidas, números mais generosos, no entanto. São 4.665 mm de comprimento, 1.807 mm de largura, 1.484 mm de altura e 2.703 mm de entre eixos.

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Na opinião do leitor, “apesar de o novo Cruze ter dimensões maiores do que seu irmão mais velho, o Vectra Next Edition, na prática a impressão que temos que o Vectra é mais espaçoso, principalmente no banco traseiro (com exceção do túnel central ser bem mais alto no Vectra), mais precisamente nas laterais do novo Cruze, onde você acaba batendo a cabeça nas mesmas (se tiver mais de 1,85 m, devido ao desenho caído do teto – estilo Coupé, apesar de ser considerado Sedan pelo fabricante). Em longas viagens, isso acaba se tornando algo desconfortável.”

Andrade questiona o destino dos 86 litros perdidos nessa evolução de duas gerações do sedã médio da Chevrolet, cujo modelo atual é mais longo, largo e alto que o antigo Vectra. Ele ressalta ainda que o estepe do atual sedã é temporário, o que reduz suas dimensões em comparação com o modelo mais velho.

Ainda dentro desse comparativo, Renato coloca frente a frente as versões do Vectra Next Edition Elite e Novo Cruze Turbo LTZ. A partir daí, ele relaciona, entre outros, a ausência de itens ou qualidades dos materiais perdidas nessa transição entre o velho sedã e o atual:

  • Alarme do Novo Cruze Turbo não é volumétrico (isso é, se quebrarem os vidros, o alarme não dispara, somente se abrir as portas);
  • Não tem para-brisa degrade (país tropical, alta incidência solar);
  • Porta-luvas perdeu espaço (apesar do painel maior), não tem mais refrigeração interna;
  • Painel com plástico rígido, no lugar do inteiriço acolchoado material “touch, macio”;
  • Porta-objetos no teto;
  • Porta-óculos na lateral do banco do motorista;
  • Lâmpadas dos faróis convencionais amareladas. No Vectra vinha com Blue Vision de 4.000 k;
  • 4 auto falantes e 2 tweeter (Vectra Elite vinha com 4 auto falantes + 2 Subwoofer no tampão traseiro + 2 tweeter e amplificador de fabrica);
  • Antena convencional em vez da aerodinâmica “ tubarão”;
  • Não tem as luzes de iluminação abaixo dos retrovisores;
  • Vareta para segurar o capô, em vez do amortecedor;
  • Porta-malas com sistema de abertura “pescoço de ganso”, em vez de hastes pantográfica e amortecedores;
  • Pinos nas portas;
  • Não tem regulagem de altura do cinto de segurança;
  • Não tem alças internas (teto) de mão para os passageiros;
  • Falta regulagem lombar para o banco do motorista;
  • Saída de ar para ocupantes do banco traseiro (presente no Vectra 2008);
  • Protetor de cárter (vendido como acessório);
  • Pneus com menor largura (215mm) x 225 mm;
  • Piora nos resultados de frenagens (em relação ao Cruze anterior mais pesado);
  • Ausência de botão interno para abertura do porta malas.

Para o leitor, “o Cruze evoluiu muito em vários aspectos, mas perdeu itens que não poderia perder (não por conta do valor que cobram por ele)”. Ele finaliza dizendo que o modelo (em comparação com o Vectra) deveria “evoluir e não regredir”. E você, concorda com o leitor?

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É bem verdade que nem todos os itens presentes em um modelo mais antigo estarão de fato em carros mais recentes. Isso não ocorre somente com a dupla Vectra-Cruze, mas já foi vista em muitos outros. Projetos globais mais recentes tendem a reduzir custos e se adaptar a vários mercados, caso contrário teriam de ser desenvolvidos modelos próprios, como no passado, para atender as especificações de cada um deles.

Sabe-se, por exemplo, que o mercado americano – embora não seja sensível aos preços por motivos econômicos – é altamente competitivo e cada dólar a mais pode fazer a diferença entre estar à frente ou atrás do concorrente mais próximo. Mas isso não por causa do poder aquisitivo dos clientes, mas das vantagens que esse pode obter na hora da compra. Assim, versões de carros globais feitas para aquele mercado geralmente são mais polidas em termos de equipamentos. Assim, os projetos acabam por simplificar alguns itens a fim de facilitar essa estratégia de atender a todos.

Ainda falando do Cruze, basta lembrar que as diferenças globais de projeto nesse caso fizeram com que a China tivesse, antes de todo mundo, essa nova geração com base D2XX, mas lá ele surgiu menor (4,56 m de comprimento com 2,66 m de entre eixos). Ainda assim, além do motor turbo, veio também com caixa de dupla embreagem e sete marchas, item inexistente no modelo feito na Argentina ou naquele vendido nos EUA, por exemplo. Por lá (China), ele já até se atualizou em tamanho e estilo.

O Vectra, por exemplo, deixou de ser feito na Europa em 2008, lá sendo equipado com a Epsilon I em sua terceira geração, enquanto no Brasil a segunda geração evoluiu para um desenvolvimento local inspirado no Opel Astra europeu e aproveitando a plataforma da Zafira, dando origem ao sedã que foi fabricado até 2011. Portanto, seu desenvolvimento foi pensado apenas para o mercado brasileiro, o que deu bons resultados, pois o modelo só perdia para a dupla nipônica Civic-Corolla.

Nem é preciso citar as tecnologias que foram incorporadas no Novo Cruze em comparação com o Vectra, pois são nítidas. Mas, de qualquer forma, não se pode ter tudo. No caminho da evolução, algo sempre se perde, infelizmente. E você, o que acha disso?

Agradecimentos ao Renato Andrade.

 

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