Comprando e Vendendo

Leitor relata experiências desde 2011: Fox, Cross Up, Captiva e Ka

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Olá pessoal do NA, meu nome é Carlos Adriano e acompanho o site diariamente desde 2013, onde tive a grata surpresa de conhecer a página em um dia buscando notícias a respeito de veículos.


Logo os acessos ao site se tornaram corriqueiros na minha rotina de volta no fretado já que na época trabalhava em São Paulo e moro em Campinas, então o site passou a ser um passa tempo e uma forma de me manter atualizado nas notícias automotivas, um assunto que adoro.

Nesses anos acessando o site um dos temas que mais me interessavam sempre foram as opiniões e experiências dos leitores, então chegou a minha vez de compartilhar um pouco das experiências automotivas que tive nos últimos anos e detalhar também a convivência com o meu atual veículo, um Ford Ka SE Plus 1.5 AT.

Índice

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VW Fox 1.6 Trend

Em 2011 eu tinha um VW Gol 1.0 16v Série Ouro ano 2001 e estava em busca de um carro mais confiável já que o Gol vinha apresentando alguns probleminhas além de ocasionalmente ter que usar o veículo para visitar alguns clientes, fora que o valor do seguro era proibitivo já que o carro era visado e na época eu tinha 21 anos.

Após muita pesquisa e de acordo com as opções da época acabei escolhendo um Fox 1.6 Trend. Essa era a versão intermediária entre as opções disponíveis pela VW (Acima dele havia a Prime, que tinha airbags frontais, ABS, rodas de liga e algumas outras coisas). O Trend basicamente vinha com o “kit dignidade” além de poucos mimos.

Sempre considerei o Fox um veículo honesto, em praticamente todos os aspectos. O motor era suficiente para empurrar o carro e o consumo idem, não faltava mas também não sobrava.

O acabamento era um ponto de atenção já que se ouvia bastante ruídos oriundos das portas. Estas por sinal foram um dos pontos que mais deram problema no carro ao longo dos seis anos de convivência. Das quatro portas, tive que trocar o mecanismo do vidro elétrico de três (as duas dianteiras e uma traseira do lado do motorista).

Na segunda vez que o problema tinha ocorrido questionei o profissional da loja que levei para fazer o conserto e o mesmo me mostrou a diferença da espessura do cabo de aço que ficava envolto ao mecanismo do vidro e a diferença era gritante, praticamente a metade da espessura.

Como raramente levava alguém nos bancos traseiros acabei não fazendo a troca do sistema de trás para evitar o problema, mas meses depois mesmo com pouco uso uma das portas apresentou o mesmo problema.

Fora isso tive apenas que substituir uma lâmpada do farol e a troca do sensor do freio de mão que acusava no painel.

Convivi com o Fox por seis anos e um total de 68 mil km rodados.

VW Cross Up 1.0 TSI

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Sempre antenado nas movimentações e novidades do mercado me lembro de quando a VW lançou o Up com o motor TSI e posteriormente começaram a sair os testes e análises do carro.

Fiquei curioso e ao mesmo tempo interessado em conhecer e vivenciar na prática toda a eficiência e desempenho que o motor TSI tinha a oferecer alinhado ao baixo peso do Up.

Um belo dia, totalmente despretensioso, resolvi ir visitar uma concessionária da VW próximo a minha residência para conhecer pessoalmente o carrinho. Me lembro de ter sido bem recebido e ter tido um bom atendimento e logo o vendedor ofereceu fazer um test-drive no Up.

Passado o período de ambientação com o carro resolvi dar uma esticada em uma avenida com uma subida bem íngreme e fiquei surpreso com o desempenho pois parecia que sequer estava exigindo do motor (isso porque estávamos em três ocupantes no carro durante o teste-drive).

Como já vinha buscando um veículo para trocar no Fox e fiquei bastante satisfeito com a dirigibilidade do Up decidi por fazer a compra!

A negociação correu bem, considerei que pagaram um valor justo no Fox já que o veículo estava impecável (sempre cuidei demais dos meus carros) e o valor da volta no Up também estava de acordo, além de ter conseguido um desconto por pagar à vista.

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O design do Up sempre foi um assunto polêmico mas como minha escolha havia sido na versão Cross (além de ser a mais completa na época não tinha aqueles detalhes no painel que combinam com a cor da carroceria, como nas versões Take Up, Move Up, coisa que não gostava). A versão Cross também tinha os detalhes em cinza chamado de chrome effect que em conjunto com a belíssima cor Azul Night formavam um conjunto muito bem acertado.

Aqui um adendo importante no processo de compra: o Up mesmo nas versões mais completas não dispunha da função de subida dos vidros automático ao acionar o alarme.

Para isso era necessário a instalação de um módulo. Com isso, no processo de negociação, uma vendedora do departamento de acessórios ofereceu tal módulo onde concordei com a compra, pois estava habituado com tal funcionalidade que existia no Fox.

Durante o período de convivência com o Up não tive nenhum problema com o carro, porém dois meses após a compra os vidros elétricos começaram a apresentar problemas. As vezes o vidro não subia, a função de subida automática ao travar o carro também não subia.

Foram necessárias três idas à concessionária para finalmente resolver o problema. Um dos motivos que compro um carro 0km é para não ter dores de cabeça e esses problemas me deixaram bastante decepcionado e aprendi uma lição muito importante de nunca mais instalar nenhum acessório, mesmo sendo instalado na própria concessionária.

Voltando ao Up e suas características não é novidade para ninguém que uma das maiores qualidades é o baixo consumo de combustível.

Sem esforços era possível conseguir médias superiores a 12 km/l na cidade e entre 18 à 20 km/l na estrada (ambos com gasolina). Uma prova de fogo que fiz e comprovei o baixo consumo foi uma viagem de 700 km que fiz com quatro adultos a bordo, porta malas cheio e ar condicionado ligado durante todo o percurso. A média final foi de 19 km/l.

Havia comprado o Up com a intenção de permanecer longos anos com ele mas por obra do destino, pouco mais de seis meses após a compra tanto eu como minha esposa tivemos a chance de realizar um dos nossos maiores sonhos que era morar fora do país.

Como a intenção inicialmente era de ficar um ano por conta da duração do programa de estudos e com possibilidade de extensão deste período não fazia sentido ficar com o carro (além dos custos de IPVA, seguro, etc de um carro que ficaria parado) além do valor da venda também ajudar a pagar os custos da viagem.

O processo de entrega da documentação, visto e aprovações levaram um total de três meses. Com as aprovações e visto emitido e viagem confirmada era a hora (talvez a mais difícil de todas) de vender o carro.

Foi hora de anunciar o Up para venda após nove meses desde a compra! Fiz o anúncio em um portal de venda de veículos e se não fosse por descuido de um potencial comprador teria vendido o carro em três dias.

Este havia se esquecido de fazer a cotação do valor do seguro para o perfil dele, e depois de ter checado os valores da apólice declinou. Mas logo apareceu um novo interessado aqui da minha cidade e o processo acabou sendo rápido e tranquilo, já que o caro estava em estado de 0km.

Um fato curioso nesta etapa foram as diversas mensagens e até elogios que recebi no anúncio onde muitos disseram que sequer sabiam que existência dessa cor para o Up.

A conclusão que tirei foi que carros de cores diferenciadas tem sim seu mercado e diversas pessoas dispostas a comprarem carros nessas cores fugindo dos tradicionais branco, prata e preto.

Toronto, Canadá

Como auto entusiasta e apaixonado por carros que sou não preciso nem dizer que fiquei maluco com a infinidade de marcas, modelos e diversidade de carros em Toronto.

Para não alongar demais este relato posso no futuro escrever como foi minha experiência automotiva em terras canadenses.

Mas de maneira breve me lembro de ter me surpreendido pela quantidade de caminhonetes que existem por lá, ainda mais se tratando de uma cidade bastante urbana e que também tem alguns problemas de trânsito. Era comum ver diversas Ford F250, Dodge Ram (em seus infinitos anos, modelos e versões), GMC Sierra e Chevrolet Silverado.

Uma das marcas mais populares por lá é a Subaru, em especial o Forester. A Subaru é reconhecida pelos modelos de tração integral por desenvolverem bem nos períodos de inverno onde se neva muito, e ter um carro 4×4 faz toda a diferença.

Já eu gostava mesmo de ver os muscle cars (Challenger e Mustang) juntamente com os modelos coupé da trinca alemã que são tão raros aqui no Brasil. Outra curiosidade é o valor dos carros e alta desvalorização após alguns anos. É possível comprar um Audi A4 Coupe 2015 por menos de CAD$ 15 mil (dólares canadenses).

Retorno ao Brasil – Chevrolet Captiva Sport 2.4

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No início de 2018 decidi em conjunto com minha esposa que retornaríamos ao Brasil ao término do nosso programa de estudos e estágio (e uma pequena férias nos Estados Unidos).

Com isso em mente comecei a pesquisar possíveis carros para comprar ao voltar para o Brasil já que na maioria das cidades do país querer depender do transporte público é bem complicado e o uso de aplicativos de transporte não te dá flexibilidade.

Como a minha experiência com o Up tinha sido tinha sido bastante satisfatória comecei a pesquisar valores de modelo 0km para compra, porém na época me lembro de ter me surpreendido com o aumento dos valores.

Se em março/2017 havia comprado um Cross Up por R$ 47.500 em fevereiro de 2018 o mesmo modelo (que já tinha ganho um pequeno facelift) estava próximos de R$ 59.000, um aumento de praticamente 10 mil reais em quase 1 ano! (Antes que alguém comente que eu deveria comprar um usado pra mim não era opção já que nessa época o Up TSI estava bastante popular e mais que isso era um carro que o pessoal comprava para fuçar no motor, trocar turbina, fazer stage II, etc).

Mesmo gostando bastante do Up e tendo constatado seus pontos positivos sabia que não era um veículo para custar próximo de R$ 60.000. Deixei o assunto de lado por um período e desencanei.

Em março soube que um parente próximo trocaria de carro e colocaria o dele à venda. Era uma Captiva 2010 2.4 com apenas 46 mil km rodados! Pelo nível de cuidado e zelo que este familiar tinha com o carro sabia que não precisaria me preocupar com nada.

Leitor relata experiências desde 2011: Fox, Cross Up, Captiva e Ka

Todas as revisões foram feitas em concessionária, bancos higienizados e hidratados duas vezes ao ano, vitrificação na pintura e tudo mais. O carro simplesmente não tinha NENHUM detalhe!

Pensei por alguns dias e pedi para que caso pudesse aguardar alguns dias para que eu avaliasse e caso fosse ficar com o carro ele teria que esperar meu retorno ao Brasil que ocorreria dali um mês. Analisando os prós e contras optei pela compra. Por quê?

O primeiro fator foi o valor, já que eu e minha esposa estaríamos voltando ao país e não tínhamos ideia de quando conseguiríamos arrumar um emprego e por este motivos não queríamos gastar tanto em um carro. Outro ponto é que sabia que a médio/longo prazo não precisaria fazer nenhuma manutenção na Captiva pois estava tudo em ordem.

A lista de equipamentos da Captiva é extensa e há tudo o que se espera para um carro desta categoria, e esta versão ainda tinha bancos elétricos.

A maior qualidade do carro era sem dúvidas o acabamento, esse sim era digno de elogios. Painel soft touch, os painéis de porta também tinham acabamento macio combinado com couro, as teclas dos comandos revestidas em material emborrachado.

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Me lembro que após meses com o carro ainda me surpreendida com os pequenos detalhes do acabamento. Sempre que havia uma peça que pudesse vir a causar algum atrito esta era revestida de borracha ou algum carpete. Esta qualidade influenciou nos ruídos, que sequer existiam mesmo o veículo tendo 10 anos de uso.

Consumo: aqui podemos encontrar o maior senão da Captiva (a depender do uso). Na cidade de Campinas onde o trânsito não é tão caótico como Rio ou SP mas também está longe de ser o ideal conseguia médias entre 7 e 8 km/l e na estrada 12km/l. Para o porte, motor e câmbio (4 marchas) considero razoável.

Há veículos no mercado como Creta e Renegade que não tem o mesmo conforto e porte e que conseguem médias iguais ou piores.

Problemas: a Captiva ficou queimada no mercado por possuir alguns problemas (alguns crônicos) que influenciaram e até ofuscaram as qualidades do carro.

Entre os mais conhecidos sofri com a famigerada solenóide dos comandos de admissão ou escape. No meu caso foi a de admissão onde acusou no painel e ao passar o scanner e pesquisar o código referente se constatou o problema. Fiz a troca da peça em concessionária pelo valor de R$ 800. Este é um problema que ocorre tanta na Captiva quanto no Malibu.

Outro problema famoso (o mais conhecido) é em relação ao câmbio. Por este modelo ser 2010 ele tinha o câmbio de 4 marchas (o de 6 marchas passou a vir nos modelos 2012 em diante).

Destaco que não tive nenhum problema sequer com o câmbio e este sempre se comportou de maneira correta, com trocas suaves e a depender da tocada, imperceptíveis.

Mas um fato colaborou para aumentar a preocupação de sofrer deste problema que foi em uma revisão que fiz e questionei o especialista da GM quanto a troca do óleo do cambio (nessa época o carro estava com uns 52.000 rodados) e o mesmo disse que eu deveria assinar um documento com aprovação do gerente da oficina para realização do serviço.

Como assim? Talvez eles quisessem se resguardar quanto a qualquer problema que pudesse vir a ocorrer e alegar que por conta da troca do óleo este problema ocorreu. Questionei então ele sobre este problema que era tão falado e comentou que nem mesmo a Chevrolet faz este tipo de conserto e que encaminham a uma oficina especializada.

Desde então fiquei com a pulga atrás da orelha com medo que cedo ou tarde poderia acontecer comigo, apesar de ter pesquisado muitos relatos na internet e ver casos de veículos com 120, 130 mil km rodados sem terem tido problemas no câmbio.

Fato é que ocasionalmente eu tinha que visitar algum cliente e trabalho na área de projetos onde fico alocado por um período em um local e em caso de projetos curtos, ao término deles, sou alocado em outro cliente/localidade e eu e minha esposa tínhamos receio disto acontecer já que nossa logística era bastante favorável já que trabalhamos em regiões próximas.

Caso esta mudança ocorresse precisaríamos de dois carros e aí manter dois veículos e um deles sendo a Captiva que tem consumo elevado nos apertaria financeiramente. A solução encontrada foi então de fazer a troca da Captiva por um veículo popular de entrada mas com bom nível de equipamentos e caso houvesse essa mudança teríamos fôlego financeiro para ter um 2º carro.

Como comentei que a Captiva estava IMPECÁVEL resolve anunciar no particular para que assim conseguisse um valor justo nela e um interessado que valorizasse fosse manter o carro conservado.

Mas, diferente da experiência com o Up aqui foi diferente. Só recebia contatos com propostas absurdas e roleiros (mesmo deixando claro que só tinha intenção de venda). Passado pouco mais de dois meses do anúncio sem nenhum sinal de possíveis compradores soube que a solução seria dar na troca na compra do novo veículo.

Não vou entrar em detalhes sobre os quais veículos tinha pesquisado para a troca, mas ao final as opções ficaram entre dois: Fiat Argo Drive 1.0 e Ford Ka.

Ford Ka SE Plus 1.5 Automático

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(foto ilustrativa)

Recentemente, um leitor aqui do NA compartilhou a experiência dele que um mau atendimento influencia sim na compra e também pude comprovar isso na prática onde ao visitar uma concessionária da Fiat para conhecer o Argo tive um péssimo atendimento.

Porém aqui em Campinas há um complexo de 3 concessionárias juntas (VW, Fiat e Ford).

Lembro de ter saído da Fiat, dado alguns passos e chego na Ford. Lá o atendimento foi completamente diferente e a negociação eficaz e tranquila.

Pagaram um valor ok na Captiva (claro que não foi o mesmo que seria no particular) e nessa época estavam com uma ótima promoção no Ka, onde consegui o modelo SE Plus 1.5 com câmbio automático e pintura metálica (cinza Moscou). O valor foi muito equivalente ao que havia pesquisado no Argo, porém este era 1.0 e manual.

Por fim, como eu e minha esposa estávamos habituados com o câmbio AT, o Ka era 1.5 e a lista de equipamentos era bastante satisfatório decidimos pela compra dele.

Aqui, pela experiência me foi oferecido módulo de subida dos vidros, troca das lâmpadas por LEDs entre outros que foram prontamente descartados.

Um dos pontos que mais me surpreendeu no Ka foi o consumo! Média de 11 km/l na cidade e 17 km/na estrada (ambos com gasolina). Por ser 1.5 AT estou extremamente satisfeito com o consumo, além de ser bastante ágil e ganhar velocidade rapidamente.

Claro que em termos de espaço, altura do solo, nível de acabamento foi um downgrade considerável para quem tinha a Captiva mas após 10 meses com o carro não me arrependo da troca.

E, como comentei no início quanto a estratégia: esta foi muito bem acertada e tivemos até certa sorte, pois com a chegada da pandemia eu e minha esposa temos trabalhado em casa e termos apenas um carro por enquanto está mais do que suficiente para nós.

Por não estar saindo muito de casa acredito que farei a 1ª revisão daqui há uns 2 meses e posso retornar para compartilhar como foi a experiência com a Ford.

Peço desculpas por ter me alongado porém gostaria de compartilhar um pouco da minha história automotiva e detalhar um pouco da experiência dos carros que tive até então.

Fico à disposição para tirar qualquer dúvida e trocarmos ideias nos comentários.

Abraços,
Carlos Adriano.

Eber do Carmo

Eber do Carmo

Formado em marketing, tem mais de 13 anos de experiência escrevendo sobre o mercado automotivo no Notícias Automotivas, desde que fundou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Também teve por três anos uma empresa de criação de sites e catálogos eletrônicos.

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