
Uma solução visual adotada por várias marcas chinesas deverá desaparecer dos carros de passeio, após a decisão de aplicar com rigor as regras nacionais de iluminação.
As pequenas luzes azuis, usadas para mostrar que sistemas avançados de assistência ao motorista estão ativos, deixarão de ser aceitas em novos registros na China.
A partir de agosto, modelos equipados com esses elementos não poderão solicitar a aprovação necessária para inclusão nos anúncios oficiais de produtos automotivos.
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, conhecido como MIIT, passará a exigir o cumprimento estrito da norma nacional GB4785 sobre iluminação veicular.
O Comitê Nacional de Padronização Automotiva também deverá publicar exigências complementares, esclarecendo de maneira mais direta os limites impostos a essas luzes externas.

A base da mudança está na GB4785-2019, norma obrigatória que restringe as cores externas permitidas a branco, vermelho, amarelo e âmbar.
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Tons azuis e verdes não fazem parte dessa lista, deixando os pequenos indicadores azuis em uma área regulatória indefinida desde sua popularização.
A tendência começou em agosto de 2022, quando o Li Auto L9 chegou ao mercado chinês exibindo cinco pontos luminosos azuis na carroceria.
Depois disso, fabricantes como Aito, Xpeng, Nio e BYD incorporaram soluções semelhantes para indicar a ativação de recursos de condução assistida.
Na linha 2026 do Li Auto L9, a marca integrou o recurso à faixa luminosa Star Ring, que muda para azul durante o funcionamento da assistência.

A discussão ganhou força porque parte do setor considera essas luzes pouco úteis e potencialmente capazes de confundir outros usuários das vias durante a noite.
Críticos afirmam que o azul pode chamar atenção em excesso, ser interpretado como indicação de direção e criar situações de leitura equivocada.
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Também existe a preocupação de que alguns condutores tratem o sinal externo como proteção de responsabilidade, confiando demais na tecnologia sem supervisão adequada.
Defensores da solução sustentam que a iluminação informa aos demais usuários quando o veículo opera com auxílio automatizado, algo considerado relevante durante a evolução desses sistemas.
A decisão obriga as fabricantes a rever rapidamente projetos já planejados, especialmente aqueles que incorporaram a tonalidade azul a elementos permanentes da carroceria.

A Geely declarou ao portal Yicai que tomou conhecimento da mudança e seguirá rigorosamente as determinações nacionais aplicáveis aos seus próximos veículos.
Para modelos já vendidos, fontes do setor ouvidas pelo NBD afirmam que o MIIT ainda estuda quais medidas poderão ser adotadas.
Entre as possibilidades avaliadas estão atualizações remotas, capazes de alterar a cor dos elementos luminosos ou simplesmente desativar a função para atender às exigências.
Um projeto divulgado em 2021 chegou a propor luzes azul-esverdeadas obrigatórias para veículos autônomos de nível L3 ou superior.
Essa previsão, porém, ficou fora da versão definitiva da norma nacional concluída em 2025, eliminando qualquer base formal para manter o recurso.
Apesar disso, diversos modelos de nível L2 passaram a usar a solução desde 2022, mesmo sem enquadramento claro nas regras originalmente discutidas.
A aplicação mais rígida da GB4785 encerra essa margem e força o setor a separar visualmente assistência ao motorista de cores não autorizadas.
Resta saber como o governo tratará os carros já em circulação e se haverá um prazo específico para atualizações, adaptações ou desativação definitiva.
