Magna mostra como picapes tradicionais poderão ser elétricas

Magna mostra como picapes tradicionais poderão ser elétricas

A Magna, tradicional fornecedora de componentes automotivos e produtora de veículos, apresentou nos EUA sua proposta de eletrificação de picapes grandes, em especial os modelos chamados Heavy Duty.

Como observamos no lançamento da Chevrolet Silverado 2024, o conceito de monobloco e chassi integrados, chamado skate, não deve atrair os mais puristas em picapes nos EUA.

Ainda que a GM não tenha dito quantas unidades serão feitas anualmente, a F-150 Lightning dá uma ideia com cadência anual anunciada de 150.000 unidades.

Isso é pouco diante dos mais de 1 milhão de exemplares que a Série F da Ford emplaca todos os anos por lá. Isso porque apenas citamos o oval azul.

Assim, modelos maiores como a RAM 2500 ou a própria Silverado 2500, além de F-250 e as japonesas Titan e Tundra, exigirão um conceito de eletrificação que preserve suas características básicas.

Estas, por sua vez, são bem apreciadas pelos consumidores de picapes, os mais fiéis do mercado americano. Assim, sem interferir na relação chassi-cabine, a Magna propõe um conjunto elétrico nos eixos.

O conceito apresenta dois motores elétricos para uma picape de maior capacidade, como as “HD´s”, incluindo um propulsor dianteiro preso ao chassi de longarinas.

Ele se conecta às rodas dianteiras por semieixos articulados tradicionais, como as picapes grandes usam. O segundo propulsor fica diretamente no eixo rígido traseiro, mantendo assim os feixes de molas semielípticos.

O sistema de propulsão da Magna estará disponível para as montadoras a partir de 2025 e ambos serão alimentados por baterias de lítio, que serão obrigatoriamente alojadas entre as longarinas no chassi, sob a cabine do veículo.

Apresentado em Detroit, o sistema chamado IntelligentForce permitirá que até grandes SUVs como os Chevrolet Suburban ou Lincoln Navigator, sejam eletrificados com a concepção atual de carroceria sobre o chassi. A capacidade de reboque é de 6,5 toneladas.

Para os fabricantes, isso representará enorme redução de custos em comparação com o desenvolvimento de uma plataforma nova, mantendo assim a concepção que vem dando lucro para o setor há muitas décadas.

[Fonte: Auto News]

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.