Mahle mostra motor a hidrogênio mais eficiente

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Esqueça o que anda aparecendo por aí… Queimar hidrogênio para mover carros não é fantasia, porém, de forma eficiente, exige tecnologia avançada e engenharia de ponta. Não parece um trabalho fácil, mas é o que fabricantes como a Toyota estão buscando. Na Mahle, por exemplo, um dos problemas parece ter sido resolvido.


O tradicional fabricante alemão de componentes automotivos Mahle, apresentou uma tecnologia para emprego em motores de combustão interna com objetivo de usar o hidrogênio como combustível, tal como a Toyota está divulgando.

Em parceria com a Liebherr Machines Bulle, da Suíça, a alemã desenvolveu um novo sistema de injeção de combustível que utiliza uma antecâmara para pré-combustão da mistura ar-combustível com ignição. No caso do hidrogênio, a tradicional câmara de combustão do ciclo Otto não o queima completamente.

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Isso ocasiona maior perda de rendimento e aumento do consumo. Para resolver isso, Mahle e Liebherr buscaram como solução a câmara de pré-combustão, chamada Mahle Jet Ignition (MJI), parecida com a usada pela Stellantis no V6 3.0 Nettuno da Maserati.

Este se apoia no desenvolvimento da Ferrari para a Fórmula 1, onde a mistura ar-combustível é detonada inicialmente nessa antecâmara, ligada à principal por dutos de pressão, deslocando-se rapidamente para cima do cilindro, quando o pistão está na compressão.

Nesse processo, a queima é melhor e o rendimento é superior. Esta pequena câmara anexa ao cilindro contém o injetor de alta pressão e uma vela de ignição. A detonação se converte em plasma de gás, empurrado para a câmara principal, sobre o pistão.

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Essa antecâmara pode ser uma solução para fabricantes como Toyota, Mazda e Subaru, assim como a Honda, que apostam em combustíveis alternativos em detrimento de uma eletrificação geral. Usando turbocompressor, o MJI da Mahle busca elevar a eficiência e tornar o motor a hidrogênio vantajoso para as próximas décadas.

Por aqui, o etanol seguirá como combustível alternativo, assim como na Índia. A China, contudo, começa a usar o metanol como solução.

[Fonte: Auto Forum]

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.