Marca chinesa da Stellantis revela arquitetura que amplia a cabine e estreia sistema capaz de dispensar bateria de chumbo-ácido

SUV branco visto de frente e de lado em área externa, com teto panorâmico, rodas escuras e placa LP-010MT.
A Leapmotor apresentou a arquitetura LEAP 5.0, que será usada em novos veículos da marca a partir de 2027.

A Leapmotor apresentou duas novas inovações durante o seu Leapmotor Tech Day 2026, realizado em sua fábrica de baterias em Huzhou, Hangzhou, na China. 

Foi revelada a nova arquitetura espacial móvel LEAP 5.0, juntamente com a mais recente geração de sua tecnologia pioneira de integração de células de bateria: a bateria Cell-to-Chassis (CTC) 3.0 de fusão de alta e baixa tensão.

Essas inovações servirão como base para a próxima geração de produtos da marca chinesa da Stellantis, com lançamentos a partir de 2027.

Segundo a Leapmotor, essas novas tecnologias representam um salto “comparável ao da transição do telefone clássico para o smartphone”.

SUV amarelo estacionado diante de um edifício, com teto preto, faróis estreitos e rodas de dois tons.
Os futuros modelos da Leapmotor serão baseados na arquitetura LEAP 5.0, apresentada durante o Tech Day 2026.

A nova arquitetura espacial móvel LEAP 5.0 representa uma revolução no design de veículos, por permitir que os futuros modelos estejam entre os mais inteligentes.

Com melhor aproveitamento de espaço do mercado, ao mesmo tempo ela expande os limites do que é possível no habitáculo de um automóvel.

Os primeiros veículos a se beneficiarem dessa arquitetura serão apresentados no próximo ano e terão uma eficiência espacial 100% maior do que as arquiteturas anteriores.

Também adota um sistema de controle centralizado integrado, uma configuração mais adequada às exigências dos veículos elétricos modernos equipados com diversas tecnologias autônomas.

Conector ligado à tomada de recarga de um veículo, com peça azul e etiqueta Mopar visíveis.
A tecnologia CTC 3.0 da Leapmotor combina sistemas de alta e baixa tensão nas mesmas células e módulos da bateria.

A integração de um módulo de ar-condicionado multifuncional e um sistema de transmissão traseiro, duas tecnologias anteriormente separadas, aumenta o comprimento disponível no habitáculo.

Esse ganho é de 19%, reduzindo o número de peças em 18% e a quantidade de tubulação necessária em 30%.

Um novo posicionamento vertical do amortecedor, combinado com uma torre de alumínio, reduz o tamanho e a invasão do habitáculo, aumentando o espaço para as pernas na frente em 37,5%.

Entre as mudanças mais significativas estão um teto mais alto e um piso mais baixo e completamente plano, possibilitados por um novo design em formato de skate.

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Bateria automotiva preta sobre fundo branco, com etiquetas que indicam 12V, 60 Ah e garantia de quatro anos.
A bateria CTC 3.0 foi desenvolvida para assumir funções de baixa tensão e dispensar a tradicional bateria auxiliar de 12V.

Essa configuração aumenta a altura interna em 63,7% e cria uma cabine aberta, em estilo loft, com amplo espaço para a cabeça.

Já a bateria de fusão de alta e baixa tensão Cell-to-Chassis (CTC) 3.0 representa a mais recente geração de baterias e energia sem pacote da Leapmotor.

Agora, ela pode lidar com funções de baixa tensão, eliminando a necessidade de uma bateria tradicional de 12 volts, oferecendo sete vezes mais capacidade e funcionalidade em baixa tensão.

Ela fornece energia equivalente à de uma bateria tradicional de 12 volts, eliminando assim a necessidade de uma.

Interior claro de um SUV com quatro bancos visíveis, teto panorâmico aberto e praia ao fundo.
A arquitetura LEAP 5.0 promete ampliar o espaço interno dos futuros veículos da Leapmotor, com piso plano e teto mais alto.

Quando essa tecnologia for integrada aos veículos Leapmotor de próxima geração, eles se tornarão os primeiros veículos de produção em mais de 70 anos a dispensar uma bateria auxiliar de chumbo-ácido de 12V.

A implementação em larga escala dessa tecnologia da Leapmotor poderia eliminar dezenas de milhões de baterias de chumbo-ácido por ano, reduzindo significativamente a poluição causada por baterias usadas.

O sistema também oferece operação livre de manutenção durante toda a sua vida útil, sem necessidade de substituição da bateria, resultando em redução de custos para os clientes. 

A tecnologia CTC 3.0 integra as células diretamente no chassi, já que os sistemas de alta e baixa tensão utilizam as mesmas células e módulos, compartilhando o gerenciamento térmico e a distribuição de energia. 

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Escrito por

Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook

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