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Marcas querem incentivos para produzir carros elétricos no Brasil

Marcas querem incentivos para produzir carros elétricos no Brasil

No Salão de Carros Elétricos, que está acontecendo no Expo Center Norte, em São Paulo, alguns fabricantes de veículos se manifestaram à favor de incentivos para produção de carros elétricos no país. Empresas como BYD e Chery, já tem planos para faze-lo em sus operações locais, mas sem ajuda do governo, o objetivo fica difícil de ser alcançado.


Nos últimos meses, a questão do carro elétrico e também do híbrido anda ganhando espaço na mídia e também nas conversas do setor automotivo com o governo, que elabora o Rota 2030 em parceria com montadoras e autopeças. Em Brasília, apesar de algumas declarações, a situação do segmento dentro da nova política automotiva ainda é incerta.

Embora algumas cabeças pensem no carro elétrico como algo secundário no cenário brasileiro, outros, no entanto, enxergam mais além, já que se o Brasil quer ser um player mundial no comércio de automóveis, precisam estar pronto para exportar o que o mundo quer e, nesse caso, quem está mandando no momento são os carros elétricos e híbridos. Não dá par ser referência se não estiver em sintonia global.

De acordo com Luiz Miguel Batuira, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “a discussão é complexa e deve ficar para o médio prazo”. Ou seja, a condição de elétricos e híbridos no Brasil não será definida com o anúncio do Rota 2030. Um grupo de trabalho, o sétimo dos que elaboram o plano, começou a trabalhar na questão desse segmento. E mais, outro grupo surgiu há três semanas para debater a inserção do país na tecnologia de condução autônoma.


Marcas querem incentivos para produzir carros elétricos no Brasil

Como se sabe, o governo não vai abrir mão de impostos, mas o próprio Rota 2030 não prevê desoneração fiscal em nenhum segmento do mercado. Por enquanto, o MDIC não fala abertamente sobre como se dará a resolução do caso envolvendo os elétricos. Muito se fala, em contrapartida, na cobrança de IPI de acordo com a eficiência energética, o que de fato resolveria uma parte do problema.

A emissão zero e o baixo consumo os colocariam em evidência no mercado, não tirando do governo seu precioso imposto e nem beneficiando-os em detrimento dos demais combustíveis. Afinal, eficiência energética não está relacionada com o que vai no tanque, mas com o resultado final. É por conta disso, que o diesel ainda é explorado abertamente na Europa. Mas, ainda com expectativa, algumas marcas apenas aguardam o anúncio do governo sobre o assunto.

A Chery, por exemplo, diz estar fazendo estudos sobre a produção do New QQ elétrico no Brasil. Para a empresa, dependendo do resultado, a produção do pequenino já começaria em 2019, iniciando as vendas para frotistas e taxistas. A BYD, que não esperou pelo Rota 2030 para começar sua produção de veículos elétricos no país, aguarda também a posição do governo para eventualmente produzir carros elétricos no Brasil, mas a montadora salienta que isso só ocorrerá se houver demanda. A marca inicia em outubro as vendas do sedã elétrico e5 (foto acima), que será vendido por R$ 220 mil.

Mas elas, incluindo a Toyota, que quer produzir o Novo Prius por aqui, alegam que sem incentivos diretos do governo, como ocorre em outros países, não há como introduzir os carros elétricos e híbridos no cenário nacional de forma viável. A demanda tem de ficar entre 3 mil e 5 mil carros por ano, para cada montadora, justificando assim o investimento em sua produção no país.

[Fonte: Estadão]

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