Fiat História Peruas Sedãs

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

O Marea Turbo é a versão mais famosa do Fiat Marea, um modelo médio que a marca italiana vendeu no Brasil entre 1998 e 2007.


Entre as opções deste carro, que gera polêmica até hoje, o Marea Turbo é, sem dúvidas, o mais famoso. Admirado por uns, odiado por outros, ele representou avanços na época, mas também complicações.

O Marea Turbo seguiu o caminho lógico, traçado pela Fiat, para seus modelos médios nos anos 90, utilizando o turbo como diferencial de performance e imagem.

Isso foi feito para enfrentar a concorrência pesada das demais montadoras grandes, assim como também das chamadas “newcomers”, que chegaram na mesma época e algumas já produzindo.


Feito para impressionar, tanto quanto para andar rápido, o Marea Turbo foi o primeiro carro nacional com motor de cinco cilindros em linha, que era enorme.

Ele também era o brasileiro mais poderoso de sua época e foi vendido nas configurações sedã e perua.

Perto da virada de século, o Marea Turbo era discreto por fora, com exceção de alguns detalhes, mas olha de forma geral, pouco indicava o que realmente podia fazer.

Essa discrição atrai até hoje os entusiastas, especialmente aqueles que curtem preparação, com alguns exemplares atingindo de 500 a 700 cavalos.

E não é somente isso, o bólido quase teve um irmão local…

Marea Turbo

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

Nos anos 90, a Fiat havia lançado no Brasil o Tempra, um sedã médio baseado no Tipo e que fez muito sucesso por aqui. Uma das versões mais famosas desse carro era o Tempra Turbo.

Dando sequência, surgiu em 1998 o Marea e com ele a opção turbinada pouco tempo depois. O sedã chegou ao Brasil junto com a perua Marea Weekend, ambos derivados dos hatches Bravo e Brava (este também vendido aqui).

Com 4,393 m de comprimento, 1,741 m de largura, 1,450 m de altura e 2,540 m de entre eixos, o Marea Turbo era 35 mm maior, 46 mm mais largo e 15 mm mais baixo que o Tempra.

Seu porta-malas tinha 430 litros e o tanque oferecia 63 litros de capacidade. O espaço da plataforma é igual nos dois modelos. Entretanto, a perua Weekend tinha diferenças.

Ela era mais longa e alta, tendo 4,490 m de comprimento e 1,535 m de altura, sempre com a mesma largura e entre-eixos.

Tanto o Marea quanto a Marea Weekend estrearam no mercado nacional com versões ELX e HLX, ambas equipadas com o novo motor 2.0 de cinco cilindros e 20V, que entregava 142 cavalos e 18,1 kgfm.

Ainda em 1998, os Marea e Marea Weekend ganham a versão SX, mais barata, porém, com motor 2.0 20V de 127 cavalos.

A diferença era que não tinha a variação de abertura das válvulas como na versão de 142 cavalos. No entanto, a sensação mesmo, naquele fim de ano de 1998, era o Marea Turbo.

Marea Turbo – Desempenho

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

Como já dito, a Fiat teve em meados dos anos 90 o Tempra Turbo, que era equipado com motor 2.0 com injeção eletrônica e que entregava 165 cavalos a 5.250 rpm e 26,5 kgfm a 3.000 rpm, chegando assim a 213 km/h com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos.

No entanto, havia ainda o Uno Turbo i.e, que tinha motor 1.4 de 118 cavalos a 5.750 rpm e 17,5 kgfm a 3.500 rpm. O pequeno hatch ia de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e 195 km/h.

Assim, a dupla da Fiat teria que ter um produto sucessor que fosse realmente imbatível em performance e números.

Esse carro seria o Marea Turbo, que não foi o último turbinado da Fiat no Brasil. Assim, o motor Fivetech entrou na ordem do dia para a criação de um carro único, inexistente na Itália.

Lá, na casa da marca, havia um carro esporte que possuía um propulsor potente o suficiente para fazer isso, o Fiat Coupé Turbo.

A Fiat brasileira pegou seu motor Fivetech 2.0 Turbo e adicionou aos Marea e Marea Weekend (mais tarde tentariam fazer isso com o Brava).

O enorme cinco cilindros em linha de 1997 cm3 e duplo comando de válvulas variável, tinha injeção eletrônica multiponto, turbocompressor e intercooler, porém, com correia dentada, o que se mostraria fatídica para a trajetória do carro no Brasil (veja mais abaixo).

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

O potente cinco cilindros passou a entregar 182 cavalos a 6.000 rpm e 27 kgfm a 2.750 rpm.

Tudo isso controlado por uma caixa manual de cinco marchas, assim como o Fivetech 2.0 aspirado de 127 ou 142 cavalos das demais versões.

Pesando 1.310 kg, o Marea Turbo ia de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e tinha máxima de 223 km/h, sendo os mesmos números para a versão familiar, que tinha 50 kg a mais e 500 litros no bagageiro.

Mesmo com essa cavalaria e um propulsor grande, o Marea Turbo fazia 8,8 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada, somente com gasolina.

Para obter toda essa performance e ostentar o título de carro mais potente feito no Brasil por pelo menos cinco anos (até a edição especial do VW Golf VR6 2.8 de 200 cavalos), sedã e perua tinham alguns recursos técnicos, entre eles válvulas de escape refrigeradas a sódio e radiador de óleo.

Visual conservador

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

Entretanto, mesmo sendo um carro pensado para alto desempenho e até certo ponto esportividade, o Marea Turbo era um produto muito conservador, que poderia passar despercebido do grande público em ruas e estradas.

A ostentação mesmo ficava no cofre, fora do olhar das pessoas, mas havia indicações do que este sedã médio italiano portava debaixo do capô.

Quando se fala em Marea Turbo é preciso esquecer um visual impactante, com rodas esportivas, spoilers acentuados, aerofólio traseiro proeminente, difusor de ar e suspensão rebaixada.

Aliás, até mesmo um escape esportivo é coisa que não se encontrava nos médios turbinados da Fiat.

Sem chamar a atenção, o Marea Turbo tinha pequenos faróis duplos e horizontalizados, uma diminuta grade com o logotipo de barras da Fiat, assim como lavador de faróis, presos ao para-choque.

O protetor frontal tinha faróis de neblina circulares, assim como frisos emborrachados e grade inferior grande. Haviam pequenos defletores de ar nas extremidades.

Nas laterais, saias decorativas bem sutis, enquanto a traseira exibia as lanternas inicialmente cortadas e depois arredondadas levemente, enquanto o porta-malas com tampa nua, exibia os estranhos vincos que o fazia lembrar carros britânicos.

O para-choque tinha vincos suaves e dois refletores, assim como moldura na parte inferior, tentando ocultar o escape simples, virado para baixo.

As rodas de liga leve de seis raios não eram exatamente esportivas, mas também não chegavam a desejar nessa proposta. Eram calçadas por pneus 195/60 R15, que podemos considerar como sendo altos.

Tendo suspensão McPherson na frente e braços arrastados na traseira, o Marea Turbo tinha apenas calibração mais firme de molas e amortecedores, nada de barra estabilizadora maior ou algo assim.

Ainda assim, os pneus tinham classificação W (até 270 km/h) e rodas de tala mais larga.

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

O sistema de freios foi melhorado e tinha discos ventilados na frente e sólidos na traseira. O Marea Turbo tinha dois diferenciais em relação às demais versões.

Uma era o teto solar elétrico de tamanho padrão, enquanto a outra era composta por duas saídas de ar estilizadas sobre o capô, que davam um ar de esportividade, mas limitada pelo resto do conjunto.

Esporte mesmo só por dentro. O Marea Turbo vinha com um interior diferente das outras versões, levemente esportivo. Ele tinha como diferencial um cluster de fundo branco, que tinha mostradores grandes em formato de meia-lua.

Os pedais eram de alumínio e o volante de quatro raios com comandos satélites vinha com couro perfurado. O acabamento das portas era diferente, assim como o couro dos bancos.

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

O espaço contava ainda com trio elétrico, ar condicionado, sistema de áudio com CD player, piloto automático, direção hidráulica, banco traseiro com apoio de braço, entre outros.

O Marea Turbo 2000 ganhou ajustes elétricos para altura e lombar do banco do motorista, assim como temporizador dos vidros e iluminação interna.

Mesmo com a chegada do Fivetech 2.4 (2.45 litros) de 160 cavalos e 21 kgfm em 2000, o Marea Turbo permaneceu sem alterações.

Na linha 2002, o modelo ganhou leve atualização visual, que adicionou uma grade superior maior e com frisos, além de mais retangular.

Os para-choques permaneceram sem alterações, assim como as rodas de liga leve. O logotipo da Fiat muda para o padrão atual, mas com fundo azul ainda.

Já sofrendo as polêmicas envolvendo a manutenção, o Marea Turbo ganhava em 2005 molduras cromadas na grade e faróis, bem como Bluetooth com comando de voz.

De resto, tudo continua igual e assim, tanto sedã quanto perua, perdiam apelo, ainda mais com os concorrentes se renovando.

A Fiat também começava a perceber que aqui, o segmento médio para ela já não estava mais dando certo.

No começo de 2007, o Marea Turbo e as versões ELX e HLX saíram de cena, ficando apenas o SX, que durou só alguns meses e também foi embora.

Com isso, os emblemáticos sedã e perua Weekend com motores grandes e turbinados virou coisa do passado.

Eles foram substituídos pelo Fiat Linea, que não passava de um sedã compacto esticado, algo que os clientes perceberam e um dos fatores que determinaram o fim desse segmento dentro da marca no Brasil.

Depois do Stilo, o Bravo não foi muito adiante também.

Marea Turbo – Consumo

A Fiat informava na época de lançamento do modelo um consumo de 8,7 km/l na cidade e 13,3 km/l em estrada, sempre com gasolina.

É bomba?

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)

No entanto, o Marea Turbo deixou seu legado, não muito bom. Algo que repercute até os dias atuais, lhe valendo um apelido infame, mas que reflete bem as políticas de pós-venda e manutenção que reinavam no fim dos anos 90.

Afinal, esse carro é mesmo uma “bomba”?

É dessa forma que muitos consumidores olham ainda hoje para o Marea Turbo e seus irmãos com motores Fivetech aspirados.

Na época, o Brasil estava passando por seu primeiro período de downsizing e evolução tecnológica, deixando a velha guarda dos anos 70 e 80 para trás.

No entanto, o Marea Turbo sofreu da falta de assistência técnica especializada fora da rede Fiat e da pouca garantia, de apenas um ano.

Além disso, o projeto do carro colocava um motor enorme num cofre pequeno, exigindo sua retirada apenas para troca de correia dentada.

A cultura de manutenção de oficina de amigo, pratica comum nos carros nacionais mais simples de anos anteriores, destruiu muitas unidades do Fiat Marea e o orçamento de muitos clientes.

O resultado foi tão desastroso quanto o do motor de 16V, que fez quase toda a indústria nacional mudar para cabeçotes de 8V….

Falta de manutenção especializada, peças e serviços caros e a uma cultura de pós-venda (tanto de fabricante quanto de consumidores) dos anos 70 e 80, findaram com o Marea Turbo e todos os seus Fivetech.

Valeu como lição sobre como se construir uma imagem ruim.

Marea Turbo: história, anos, motor, desempenho, consumo (detalhes)
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Paulo Penna

    Foram feitos protótipos e testados os Marea turbo 2.4 na Fiat brasil, mas não foram lançados…..se bem me lembro tinha 240 hp…..

    • fsjal

      era a potência original desse motor, que a Fiat usou no Coupé

      • FearWRX

        Coupe era 2.0, e era 220cv.

        • fsjal

          Verdade, não me atentei que ele digitou 2.4 turbo

    • NYC_Man

      Teria sido show de bola.
      Teve um cara que comprou um Brava 2.4 original.
      Tem no canal do Flat Out

  • Alexandre Volpi

    Grande carro. Pena que a mentalidade do brasileiro nao evoluiu muito 20 anos depois do marea ter sido lançado. Ainda há muita gente que usa qualquer oleo e faz manutençao de qualquer jeito

  • Bill Waishington

    Um puta carro..mas brasileiro merece o que tem. Esse carro ai era mt a frente do seu tempo no Brasil.

    • matheus

      Quando trabalhei na PRF tínhamos uma versão 1.8 do carro. Era muito bem acabado e bom de dirigir.

    • Mike Milankovic

      Tanto que a Marea Turbo rodando em bom estado são raros

    • J_Eduardo

      Certíssimo!

  • El Gato!

    Os comentários desse post vão pegar fogo!

  • Fico triste com a quantidade de imbecis donos de carro de entrada que criticam um carro incrível pra sua época.

    • Danilo Pelucio

      Meu 2.4 2001 é só prazer. Incrível mecânica,

      • 🇭 🇺 🇬 🇴

        Parabéns pela máquina , é um carro interessantíssimo.

    • Mike Milankovic

      Incrível era o Croma que além de ser o primeiro carro de passeio com injeção direta,vendia bem e ameaçava o Passat e Vectra na Europa,a Fiat matou o Croma pra colocar o Marea.

      • Lorenzo Frigerio

        O Croma era um carro maior, que deu origem à Alfa 164. Mas o problema da Fiat é esse, não há continuidade.

        • Rafael D.

          Não há continuidade porque o lixo da Fiat só lança porcaria. Por que teve continuidade com o Palio por exemplo? Porque dentro da linha popular era um bom carro que atendia muito bem o propósito dele. Quando o produto é bom, sempre há continuidade

        • Mike Milankovic

          Carros de segmentos diferentes,a Fiat queria em 1996 a todo custo enfrentar o Passat e Mondeo que também mudaram na mesma época,ela não tinha grana pra mexer no Croma por isso botou o Marea pra fazer essa tarefa,mas no Croma poderiam ser feitas mudanças mínimas que dariam folego a ele por dois ou 3 anos.

        • Mike Milankovic

          Ela poderia pegar a plataforma do Alfa Giulia e ressuscitar o Croma e oferecê-lo no mercado Americano para concorrer com o Passat e os Japas Accord e Camry,ela poderia botar o motor 2.0 turbo do alfa Giulia de 280 cv.

      • 4lex5andro

        Eram segmentos diferentes, o Croma sucedeu o Argenta (versão Fiat do Alfão 2300TI), e não teve sucessor.

        Competiu com BMW série 3, Citroen XM, Ford Scorpio e Mercedes C-class (hoje a Citroen tem o c5, a Ford, o Fusion e as alemãs dispensam comentários).

        Do lado da Alfa Romeo, sua versão do Croma, o 164, foi sucessor do Alfão TI, e depois foi sucedido pelo Alfa 166 (que não teve um correspondente Fiat), enquanto na ‘matriz’ de Turim não houve depois do Croma, um médio-grande pra continuar o segmento (o Marea sucedeu sim o Tempra, ou seja, outro segmento).

        • Mike Milankovic

          Ele voltou em 2005 numa versão SW,o carro tinha tecnologia e era seguro,porém a mecânica deixava a desejar e o carro saiu de cena,quando lançado ele vendia bem na Europa e ameaçava o Passat.

    • Rafael D.

      Imbecil é quem endeusa essa porcaria e acha que a condição financeira de alguém define se a pessoa pode ou não criticar determinada coisa.

  • Robinho

    uma bela maquina, sem sombra de duvida, mas os brasileiros acostumados a Fusca, acho que tinha que ter a mesma manutenção.

    • Mike Milankovic

      A culpa é da fiat e não de mecânicos.

      • Robinho

        eu não disse nada de mecanico…disse dos donos…

  • Ricardo

    A 1ª traseira do Marea é bonita, já a segunda é horrível.

    • Fabão Rocky

      As 2 eu achei horríveis e desarmônicas c/ a bela frente do carro!

    • Paulo Penna

      A primeira era a da Marea Italiana. Como no Brasil muitos não gostaram, pegaram a traseira da lancia que era irmã da marea…. virou marea bad boy.

    • NYC_Man

      Tb achei que a segunda não ficou legal

  • fsjal

    esse foi um puta carro no seu tempo… mas brasileiro é cupim demais.
    quem tem e cuida, tem uma jóia nas mãos, principalmente os 2.4 e 2.0 turbo.

    as weekend eram ainda mais bonitas.

  • Zé Mundico

    O Marea só era bom quando estava na oficina…

    • Carlos Apollo

      Na opinião do vendedor também.

  • 4lex5andro

    GRANDE REPORTAGEM, o Marea foi simplesmente o melhor carro médio já vendido no BR até a chegada do Jetta TSI, na matéria só há um pequeno detalhe a consertar na parte final do texto.

    “Depois do Stilo, o Bravo não foi muito além…”

    No caso é o inverso, o Stilo sucedeu o Bravo, embora não tenha durado muito.

    • Yair

      O Stilo sucedeu o “Brava” e foi sucedido pelo “Bravo”.

      • Fabão Rocky

        P/ falar a verdade o nosso Brava se chamava Bravo lá na Europa.

        • Thales Laurindo

          Na verdade, houve duas gerações do Fiat Bravo.

          1996: Era uma versão 2 portas do Brava, com mudanças sutis de design nas laterais e principalmente na traseira.
          2007: Voltou como sucessor do Fiat Stilo, o modelo teve somente 4 portas.

    • Mike Milankovic

      O Marea nas versões mais caras concorria também no segmento de médio-grandes concorrendo com Passat,Mondeo e Vectra.

    • TchauQueridos

      Se atente ao detalhe que existiu o Brava e o Bravo.
      Que não são o mesmo veículo!

  • FearWRX

    Carro sentimental, mas que te retribui com muito conforto, potência de sobra até nos 4 cilindros, presença (com exemplares bem cuidado) e principalmente, a sinfonia do 5 cilindros que é definido apenas de uma forma: apaixonante.

    É um carro que você tem que cuidar à risca, com peças decentes e que incrivelmente tolera muitas adaptações que alguns donos fazem por aí, mas que quando dá ruim, hoje em dia, acreditem, os preços de mão de obra estão no nível de muitos carros da sua época como os Vectra 16V e Civic.

    No mais, já devem estar cansado de ler, mas como sempre falam, não é carro pro brasileiro comum, é carro pra curioso e mecânico pois são quem vai saber usar o carro, sabendo usar e cuidar, vai ser um dos melhores carros que você terá.

  • G. de F.

    Esse “bombava” na época…

  • TchauQueridos

    Como estão dizendo um carro além para sua época.
    Tão além que até hoje bomba!

  • Samluzbh

    Esta matéria se auto explodira em 3,2,1…

  • FREDRED

    Lembro na época que um amigo meu tinha e chegou a tão horripilante hora de trocar a correia dentada, eu na minha pouca experiência na época já emendei: Vai ter que tirar o motor fora pra trocar! (que era o boato) ele já me corrigiu, não precisa, já tem ferramentas para tal troca. Como na época a gente não tinha Internet, a pessoas trocavam informação pessoalmente da forma antiga, mas esse formato acabou, molecada formada pelo YouTube e fóruns nunca vai saber como é.

  • leomix leo

    ADG trocou o motor de um recentemente, o carro ta lindo e trabalhando redondinho, mais ele tem ferramentas e mão de obra qualificada pra isso.

  • Leonardo

    Muitos aqui dizem que a culpa era dos donos, o que também não deixa de ser verdade, porém no próprio manual da Fiat falava da troca de óleo aos 20 mil km, WTF.

    • Paulão

      Sim realmente falava que podia trocar aos 20k km, e junto a isso dizia em quais situações. Basicamente NINGUÉM conseguiria atender essas situações então o normal era aos 10k km, 100% sintético! Estava tudo isso bem explicado no manual!
      Alias vários carros que eu tive, tinham essa diferenciação na km de troca do óleo e na pratica ninguém consegue atender os requisitos para fazer a troca na km maior.

  • Paulão

    Eu tive 2 weekends, uma 2.4 e outra turbo. No dia a dia a 2.4 era muito agradável, o som do motor era muito bom!
    Na matéria não fala, mas não existiu marea 2.0 turbo gasolina na Europa e como dito na matéria esse motor saiu do fiat coupe, mas no marea ele teve a potencia diminuída dos originais 220cv para 182cv, por conta da fiat não querer instalar controle de tração e conter os custos.
    Uma das preparações mais comuns que o turbo tinha, era justamente colocar a programação do coupe, com alguns ajustes e assim tinha tranquilos 220cv numa tocada bem “original”…foi a primeira modificação que fiz no meu e ficou muito bom.

    • Paulo Penna

      O motor da Marea, do Tempra e do Uno turbo vinha acertado de fábrica para 1,5 bar, era só aumentar a pressão e ficava bom…

  • Lorenzo Frigerio

    Estava escrito. Maktub.

  • Hodney Fortuna

    Usava o mesmo motor do Fiat Coupê de anos anteriores. No modelo esportivo a manutenção era um pouco melhor por conta do cofre do motor maior.

  • J_Eduardo

    O melhor, mas confortável e potente carro que já tive. Infelizmente não tive o 2.4 turbo, tive um 2.0 20V…. Não tive problemas com o carro por que comprei com km baixa e sempre fiz as manutenções adequadas e trocas preventivas. Curiosamente os problemas que tive com ele estiveram associados ao GNV (uma captação que veio no carro e necessária para o preço da gasolina aqui no Rio). E próximo de quando vendi o carro , ele me deu problemas de refrigeração, as eram problemas com mangueiras que estavam ficando velhas….trocas feitas….tudo normalizado….o medo era danificar o motor ….E falando em relação à manutenção. A troca da correia dentada era realmente um problema, mas anos depois de vendi o meu, alguém descobriu um meio de quebrar o prejuízo na metade. A sacada era apenas quebrar um dos dos parafusos que prendia a cobertura da correia, assim conseguindo remover a capa da correria era possível trocar a correia sem trocar o esticador. Na toca seguinte, quando havia necessidade de trocar esticador aí o preju beirava os 1000 cruzeiros…era uma facada a cada 50 mil km , por sinal muitos trocavam com 60 ou 70 mil outro risco desnecessário. O fivetech dos mareas é baseado em motores de alfa romeo, que mais modernos usavam duas velas e outros melhoramentos. Um sr carro, que a imbecilidade do consumidor brasileiro matou….tenho saudades do meu seda azul até hoje… se a grana estivesse sobrando além de uma garagem generosa, com certeza teria lugar pra um sedã e uma perua na minha garagem….Só sabe o carro que era quem foi proprietário de um em bom estado e soube ou sabia cuidar do próprio carro…

  • JFaria

    Ótimo carro em tudo…como sempre foi dito, era um carro bem a frente do seu tempo.
    E digo mais, o Jetta TSi vai seguir o mesmo caminho, daqui alguns anos só existirão Jetta’s detonados e motores batendo.

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