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Mazda anuncia oficialmente que terá motor de ignição por compressão em 2019

Mazda-1.5-SKYACTIV-D Mazda anuncia oficialmente que terá motor de ignição por compressão em 2019

Nesta terça (8), a Mazda anunciou oficialmente em Hiroshima, Japão, que terá em seu lineup um novo motor Skyactiv com a tecnologia HCCI (Homogeneous Charge Compression Ignition). O anúncio chega em um momento da indústria onde os carros elétricos e híbridos plug-in começam a tomar o cenário futuro do mercado mundial de automóveis.



Ryoji Miyashita, chefe de engenharia da Mazda, diz que “é um grande avanço”. O novo propulsor a gasolina, surge como uma esperança para os motores de combustão interna, cujo futuro já está definido para os próximos anos. No caso da montadora japonesa, este ainda não será o último passo no sentido de manter essa tecnologia no mercado, visto que por volta de 2025, a terceira geração do Skyactiv baixará ainda mais as emissões de CO2 e o consumo.

Para Kiyoshi Fujiwara, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Mazda, “a eletrificação é necessária, mas o motor de combustão interna deve vir primeiro”. O engenheiro ainda diz: “nós pensamos que é um trabalho imperativo e fundamental para perseguirmos o motor de combustão interna ideal”.

No caso específico do Skyactiv II, a tecnologia de ignição por compressão de carga homogênea elimina o uso de velas de ignição, funcionando basicamente como se fosse um motor de ciclo diesel, mas em realidade se trata de um propulsor a gasolina. Essa tecnologia já vem sendo perseguida há algum tempo por outros fabricantes, mas foi a Mazda a conseguir fechar todas as variáveis, desde a engenharia até o custo, para introduzir na próxima geração do Mazda3 esse novo tipo de motor.

Até mesmo o nome do motor foi mudado e será Skyactiv-X, que substituirá o Skyactiv-G atual. Mas, apesar de funcionar como um diesel e reduzir enormemente as emissões de NOx e particulados, característicos de motores movidos pelo óleo combustível, o novo propulsor usará sim velas de ignição. De acordo com a Mazda, elas só serão empregadas pela ECU em condições de baixa temperatura, a fim de superar obstáculos técnicos. No entanto, a outra intenção é facilitar sua introdução comercial em variados mercados.

A Mazda diz que a eficiência energética do novo motor é de 20% a 30% superior ao do Skyactiv-G. Mas, ainda assim, especialistas no Japão questionam a durabilidade e a resistência do Skyactiv-X em condições variadas. Por enquanto, a montadora não deu mais detalhes sobre sua tecnologia e nem a robustez do propulsor HCCI, que terá ainda a companhia dos primeiros carros 100% elétricos da marca em 2019, quando entrar no mercado. A empresa também mantém as pesquisas no motor rotativo como um gerador para elétricos de alta performance (leia-se futuro RX-8).

Ainda não sabemos se apenas a Mazda apostará nessa tecnologia como seu pilar central nos próximos 10 a 15 anos. Como já dissemos, outras empresas testam a mesma solução, entre elas a Hyundai, mas o mercado só terá uma garantia de sua eficácia quando o Mazda3 2019 surgir com o Skyactiv-X. Para países onde os elétricos ainda estão longe da realidade, como o Brasil, o HCCI surge como uma alternativa para continuar com o uso do etanol nas próximas décadas. O combustível vegetal já foi detonado por compressão em motor diesel abastecido com 5% de aditivo para essa função.

[Fonte: Automotive News]

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  • pelo que sei esse skyactiv atual só tem elogios, todo mundo fala muito bem

    • Angelo_RSF

      Pena que (na minha opinião) chega tarde…O mundo caminha para o fim do motor a combustão nos automóveis de passeio de forma consistente.

      • Marcos

        A transição para os motores elétricos não será instantânea e o HCCI junto com o VT-C da infiniti devem ser o ultimo estágio dos motores a combustão que devem permanecer até 2040.

        • Luciano RC

          Ele deve permanecer nos Híbridos e até ser usado como fonte de recarga para os elétricos.

          • Pedro Henrique

            lembrando que a mazda ta pesquisando o uso do rotary(wankel) como recarga também… quem sabe sai algum rotary com HCCI e freevalve (imaginação pesada aqui)

            • Luciano RC

              Imagino que ela deve estar pensando nisso mesmo.

            • Celso

              Olha Pedro, o HCCI ajuda muito em importantes problemas do Wankel. Como a combustão é mais fria, as trocas térmicas no momento da combustão (um grande gerador de ineficiência principalmente nos Walkel) são diminuídas. A poluição também diminui (outro problema dos Walkel). A combustão rapidíssima também ajuda principalmente os Wankel, que levam mais tempo para queimar toda a mistura ar-combustível. Tudo devido à combustão ocorrer numa região longa e com muita área. Tudo de bom a você.

            • Paulo Lustosa

              O Wankel não possui válvula

              • Pedro Henrique

                eu fiquei na duvida mesmo quando escrevi,
                bom, que pena que não tem válvulas então, ele fica sem o recurso de variação de admissão e escape

        • Igor Pricandi

          Sim Marcos. Eu tenho um amigo especialista em tecnologias sustentáveis. E ele colocou duas coisas. Primeiro o lob poderoso da indústria do petróleo que ainda movimentam 16% do pib mundial. O outro ponto e que achei até mais importante, é que o carro elétrico não acaba com a poluição, apenas troca a emissão direta de poluentes na atmosfera pelos motores e pelo processo de craqueamento do combustível pela poluição na fabricação e descarte das baterias. Que são extremamente nocivas tanto ao solo, quanto a atmosfera. Na época do desenvolvimento do “pró-álcool” ele trabalhava no desenvolvimento de motores a combustão de hidrogênio, isso mesmo, combustão interna. A idéia seria usar, no caso do Brasil da época, a capacidade de produção ociosa nos períodos noturnos das usinas hidrelétricas para a produção do hidrogênio (hidrólise). Os motores seriam os mesmos que estão ai nos nossos carros. Atualizando para a nossa realidade a única coisa que mudariam seria a matriz, ao invés de hidrelétricas seriam usadas usinas solares e eólicas. Lembrando que hidrogênio para queimar precisa de apenas de oxigênio. E o resultado da queima é água em forma de vapor. Poluição zero. Um círculo perpétuo, água vira oxigênio e hidrogênio e queimado volta a ser água. Qual a dificuldade então? As de sempre, os lobs, antes da indústria do petróleo e hoje também dos fabricantes de baterias, motores elétricos, etc. Até hoje ele tem um fusca convertido para o hidrogênio. Detalhe o trabalho foi feito em 1978.

          • Igor Pricandi

            Esqueci de mencionar. Se esse modelo fosse adotado, qualquer país poderia ser produtor. Os que tem mar principalmente. Porque as usinas poderiam ser flutuantes, e colheriam a água diretamente do mar. Por isso, quem hoje detém o controle de produção de petróleo e de tecnologia não aceitaria que países se tornassem independentes desse poder. Aproveito para o crédito ao meu amigo, o eng. Juarez Véras Linhares.

            • Matthew

              História fantástica! obrigado por compartilhá-la. Até então imaginava que os carros elétricos só teriam um efeito de deslocar a poluição dos grandes centros urbanos para os locais onde a energia elétrica que os abasteceria seria gerada.

          • Miguel

            Interessante a sua história, e realmente o lobby é forte em qualquer área, e deve ser muito mais no mundo do petróleo, que é fonte de renda de nações e empresas poderosíssimas.
            Talvez a conjuntura atual tenha sido diferente do panorama que seu amigo encontrou anos atrás, apenas porque agora os governos estão preocupados com as questões ambientais (menos o Trump, Rs).
            A verdade é que precisou de uma conjunção de fatores como governos, ambientalistas, a própria população e etc, para que surgissem pessoas como Elon Musk (que a meu ver foi aquele que deu a cara a tapa e realmente conseguiu colocar os carros elétricos em evidência e fazer eles serem desejados), para dar um pontapé realmente eficiente no uso de energias/tecnologias limpas, estimulando outras empresas a correrem atrás do prejuízo.

          • Castle_Bravo

            O “lobby poderoso das indústrias do petróleo” é ínfimo se comparado ao lobby político de nações desenvolvidas que não querem mais ser dependentes de países instáveis ou terem sua soberania ameaçada por dependência de energia. Ademais, a “indústria do petróleo” há tempos se chama de “indústria de energia”, eles continuarão aí por um bom tempo, mesmo depois da “Era do Petróleo” acabar, se é que ela vai acabar um dia.

            • Angelo_RSF

              Sem falar que petróleo não é só gasolina e diesel. Praticamente tudo que é plastico vem do petróleo assim como uma infinidade de produtos químicos usados por diversos ramos da industria.

          • Rodrigo

            PREZADO, NÃO HÁ LOB CAPAZ DE SUPRIMIR A DEMANDA GLOBAL PELO CARRO ELÉTRICO, (O CONSUMIDOR QUER O CARRO ELÉTRICO) A “ELETRIFICAÇÃO” VAI GERAR UMA DEMANDA NUNCA VISTA PARA O MERCADO AUTOMOTIVO.

            NÃO HÁ VOLTA PARA “ELETRIFICAÇÃO” DOS VEÍCULOS.

          • José Barbosa

            Que a energia está no Hidrogênio, todos sabemos. Agora,formas simples de conseguir é que são elas. Nada é tão simples como parece, e nestas horas é preciso esquecer teorias da conspiração.

          • Angelo_RSF

            Na minha opinião questão é que não é simples o transporte e o armazenamento do Hidrogênio, que é extremamente volátil. Um tanque de hidrogênio que dê autonomia similar a um a gasolina (lembrando de carros a hidrogênio da BMW do fim do século 20) é bem pesado pois a pressão de armazenamento é alta.

            Não sei o quanto possa ter evoluído a tecnologia até hoje.

      • ObservadorCWB

        Só cuide de uma coisa…combustão de hidrocarbonetos é uma coisa. Combustão do Hidrogênio por exemplo, é outra. Até sou fá do desenvolvimento dos elétricos, mas tenho medo que estejamos sendo “manipulados” por verdades que são parciais.

      • Deadlock

        Corre o risco de se tornar uma vitrola moderna.

      • Edson Fernandes

        No Brasil? Duvido.

        Hoje um hibrido mais em conta custa R$120000. Quando esses carros começarem a ter preços mais baixos e possíveis de compra para todos ou pelo menos para muitos que trocariam um médio por um compacto elétrico, ele poderá ter representatividade.

        O que pode acontecer é não termos tantas atualizações de motorização e ficar estacionado em tecnologia para motores para combustão. Mas tenho minhas dúvidas sobre cessar a produção de carros a combustão tão cedo.

  • th!nk.t4nk

    Seria uma boa pra Índia, Brasil e países africanos, onde a eletromobilidade deve chegar com uns 15-20 anos de atraso. Mesmo assim é arriscado da parte da Mazda queimar dinheiro em uma tecnologia que está em fim de vida. Boa sorte a eles, tomara que adaptem logo a um híbrido de baixo custo.

    • Luciano RC

      Acho que esse é o objetivo.

  • Celso

    Tecnicamente o HCCI é interessantíssimo, mas com tanta variabilidade na qualidade do nosso combustível, acho mais provável a eletrificação dos automóveis no Brasil que a introdução desse HCCI em nosso mercado. Vocês acreditam que a Mazda desenvolveria uma versão específica para nossos combustíveis? Flex muito mais difícil ainda, aliás a Mazda nem está no Brasil. Tudo muito chato.
    Essa tecnologia HCCI resolveria muitos problemas dos motores Wankel (a combustão torna-se mais fria, muito mais rápida).

    • vicegag

      Nossa gasolina já tem tanto álcool, que este novo motor de alta compressão, não terá que ser muito trabalhado aqui. RSRSRSRS

    • Castle_Bravo

      O princípio é o mesmo do funcionamento de motores diesel, que veja só que ironia, funcionam no Brasil. Não haveria o porquê de os motores não funcionarem por aqui.

      • Celso

        Caro Bravo, o HCCI não tem o mesmo princípio de funcionamento do diesel, são bem diferentes. Os diesel tem a queima mais lenta de todos e os HCCI tem a combustão mais rápida até que os gasolina convencionais. São princípios de funcionamento, principalmente de queima, bem diferentes. Tudo de bom a você.

        • Castle_Bravo

          A queima não vai ocorrer por pressão, da mesma forma que o diesel? inclusive é o que está escrito na matéria. Foi isto que eu entendi. Se é outro método diferente, desconsidere meu comentário.

          • Celso

            Caro Bravo, sim, ambos queimam por compressão, mas a combustão é completamente diferente. No HCCI, a mistura ar-combustível já é pre-misturada, homogênea, quando o pistão chega ao ponto morto superior, e neste ponto morto superior a combustão ocorre ao mesmo tempo em toda a câmara de combustão, por isso a combustão é tão rápida. No diesel, o combustível é injetado praticamente no ponto morto superior, então ele tem que primeiro se difundir com o ar, o que leva tempo, aí ele queima a medida que se difunde com o ar, formando várias frentes de chama, com regiões com muito combustível (que produzem NOx) e outras com pouco combustível. Beleza?

  • carnero

    Tecnologia existe, mas sempre tem um impeditivo, seja ele qual for….

  • Mr. Car

    É isto aí, Mazda: mostre ao mundo que o motor a combustão ainda tem seus truques na manga, he, he!

    • ale123

      Motor a combustão está chegando ao limite do seu desenvolvimento, ao contrário dos motores elétricos.

  • Hater x Haters

    Mazda é Mazda
    Subaru é Subaru
    Alfa é Alfa
    Saab era Saab (RIP) :(
    E o resto é resto! ;)

  • Pedro Henrique

    fica aqui a duvida, por operar como um ciclo diesel, o limite de rotações desse motor também deve ser mais baixo?
    me surpreendeu falarem que o carro contará com velas de ignição kkkkk, imagina no brasil cara lendo o manual “troca de velas de ignição aos 200 mil km ou 5 anos oque ocorrer primeiro” e vão pensa “eita os cara tão doido, vou é troca a cada 50 mil..”

    e outra, se motores de ciclo diesel são mais duráveis, porque a duvida sobre o HCCI?

    • romulo

      creio que o diesel também lubrifica ao ser utilizado no motor

      • Pedro Henrique

        mas a gasolina também serve a esse propósito, quem tem carro a gás sabe disso…

      • Paulo Lustosa

        lubrificava apenas a bomba injetora rotativa quando não era diesel S10. o resto da lubrificação do motor diesel é pelo próprio óleo lubrificante do motor apenas

  • Marcus Mendes

    Quero ver ligar em climas frios.

    • th!nk.t4nk

      Por isso ele tem velas de ignição também.

  • jkpops

    pena a Mazda não vender mais seus modelos no brasil.

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