
Uma canção deliberadamente incômoda virou a principal ferramenta da Mazda para apresentar na Austrália uma geração decisiva do CX-5, seu SUV de maior relevância comercial.
Batizada de “It’s Kind of a Big Deal”, a campanha aposta na repetição e no humor constrangedor para tornar o lançamento difícil de esquecer.
O material foi criado pela agência Clemenger BBDO e reúne projetistas, engenheiros e proprietários da Mazda interpretando uma música composta especialmente para o modelo.
As gravações acompanham o CX-5 durante a subida do Mount Wellington, ponto elevado que domina a paisagem de Hobart, na ilha australiana da Tasmânia.
A divulgação será distribuída por televisão, rádio, redes sociais, plataformas digitais, mídia externa e outros canais utilizados pela operação local da fabricante japonesa.

A letra praticamente dispensa rimas e inclui referências à tela sensível ao toque, ao espaço para compras e à possibilidade de entregar o modelo antigo aos filhos.
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Outros trechos celebram o desenho mais refinado e terminam com os participantes cantando do alto da montanha que o veículo apresentado é um CX-5.
A qualidade vocal dos participantes também faz parte da proposta informal, afastando a produção do acabamento normalmente associado a grandes campanhas de lançamento.
Amy Weston, diretora-executiva de criação da Clemenger BBDO, afirma que o trabalho precisava ser memorável para destacar a importância da nova geração.
Segundo a executiva, convidar as pessoas que melhor conhecem o SUV para cantar suas qualidades do alto da montanha parecia uma solução natural.

Weston acrescenta que a música talvez tenha alcançado esse objetivo até demais, pois a equipe continuou lembrando da melodia depois das filmagens.
Além da abordagem publicitária incomum, o CX-5 chega com a missão de enfrentar concorrentes importantes do mercado australiano, especialmente a nova geração do Toyota RAV4.
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A linha começa na versão Pure AWD, tabelada em AU$ 39.990 (R$ 143.500) e equipada de série com tração nas quatro rodas.
Todas as configurações utilizam o mesmo motor de quatro cilindros, 2,5 litros e aspiração natural, acompanhado por uma transmissão automática de seis marchas.
O conjunto entrega 179 cv e 24,7 kgfm, números que permanecem inalterados mesmo nas versões mais caras e com listas maiores de equipamentos.
Logo acima aparece o CX-5 Evolve, oferecido por AU$ 42.990 (R$ 154.300), mantendo a mesma base mecânica apresentada na opção de entrada.
A configuração Touring eleva o valor para AU$ 47.490 (R$ 170.700), ocupando a parte intermediária da gama disponível nas concessionárias australianas.
O GT SP custa AU$ 51.990 (R$ 186.600) e amplia o conteúdo antes da chegada da versão posicionada no topo da tabela.
Essa função pertence ao Akera, anunciado por AU$ 54.990 (R$ 197.300), novamente sem alterações no motor ou na caixa automática.
A uniformidade mecânica simplifica a escolha ao concentrar as diferenças entre versões em acabamento, comodidades e equipamentos, embora a lista completa não tenha sido detalhada.
Mesmo que a canção divida opiniões, a Mazda claramente pretende transformar qualquer irritação inicial em lembrança permanente associada ao novo CX-5.
O resultado é uma estreia que mistura um produto importante, preços competitivos e uma estratégia criativa construída para permanecer na cabeça do público australiano.
