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Mercado: cresce interesse do consumidor em alugar ao invés de comprar

Mercado: cresce interesse do consumidor em alugar ao invés de comprar

O interesse do consumidor em mudar uma cultura muito particular do mercado brasileiro está aumentando. Ao invés de comprar um automóvel, muita gente está partindo para a locação. Antes não existiam planos longos para pessoa física, mas agora o negócio é outro, aluguel por mensalidade. Com esse novo movimento, as locadoras rapidamente captaram o desejo dos clientes e agora estão em alta.


O setor está muito otimista com a mudança de postura do consumidor, que antes alugava carro apenas em viagens ou numa necessidade específica, mas agora os clientes querem mesmo é ficar longos períodos com um veículo, algo que só era verificado em casos de frotas de serviço ou motoristas de aplicativos, algo que também surgiu há pouco tempo.

De acordo com a Localiza, os consumidores não querem mais se preocupar com outros aspectos da posse do veículo. O executivo Bruno Lazanski, presidente da locadora, diz: “Muita gente está deixando de comprar um automóvel, ou de adquirir um segundo carro, para usufruir daquele bem sem ter de se preocupar com manutenção, seguros ou depreciação”.

A empresa, que tem uma frota de 208,5 mil carros, criou um plano mensal para quem prefere locar um automóvel por longos períodos. O interesse do consumidor é que nesse caso, boa parte dos custos são incluídos no plano e o cliente não precisa dispor de um valor para compra à vista ou ter que partir para um financiamento, por exemplo.


Por causa desse movimento, a Localiza viu seus negócios avançarem 42% no primeiro semestre, o que fez também com que a frota mudasse de perfil. Antes, praticamente dominada por carros populares equipados com motor 1.0, agora a frota da empresa tem muitas unidades de carros de luxo e inclui de tudo, desde Audi Q3 à Jaguar F-Type, um esportivo que jamais estaria à disposição numa locadora tradicional há poucos anos.

Mercado: cresce interesse do consumidor em alugar ao invés de comprar

Ou seja, quem busca pela locação de longo prazo não é somente aquele consumidor de poder aquisitivo menor, que deixou de vislumbrar o uso de aplicativo, táxi ou transporte público e desistiu de adquirir um carro popular para uso diário. Na Movida, por exemplo, o interesse dos clientes de alto poder aquisitivo até fez surgir um serviço chamado “Premium”, onde se oferece diversos modelos de alto luxo e performance com um pagamento mensal.

Jamil Jarrus, diretor comercial da Movida, comenta: “O apelo está muito mais relacionado à qualidade dos serviços do que ao fator preço”. Nesse caso, o contrato geralmente é de 24 meses com quilometragem mensal de 1.000 km. Com 51 mil carros, a frota tem mais de 30 modelos e até 12% dos negócios são para o segmento premium.

Na Unidas, no entanto, o negócio ainda é pequeno, representando apenas 1%, mas a empresa busca alcançar 4% nos próximos dois anos. Com 108 mil carros, a locadora se prepara para essa mudança. Luis Fernando Porto, presidente da empresa, diz:  “Lançamos o serviço Unidas Livre há apenas seis meses e já notamos um grande interesse dos clientes”. A companhia criou até uma calculadora online para que o consumidor calcule e compare os custos de aquisição e locação de veículos.

Com esse aumento na demanda por longo prazo, o mercado automotivo já sentiu a alteração com a alta de 40% nas compras de carros por parte das locadoras, que tradicionalmente ocorre no mês de abril. As vendas diretas para o setor pularam de 14% de market share em 2017 para 18% em 2018. Das marcas, a Volkswagen foi a que mais se beneficiou com a alta nas locações. E você, trocaria a posse de seu carro por uma locação com custos parcialmente cobertos pelo plano?

[Fonte: Isto É Dinheiro]

 

 

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