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Mercado de picapes cresce na Europa

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O mercado de picapes está crescendo muito em uma região onde geralmente elas são apenas coadjuvantes, um nicho literalmente. Na Europa, começou um repentino apetite pelos veículos com capacidade para uma tonelada, chassi de longarinas, motor diesel grande e tração 4×4. Com mais de 5,30 m em média, as picapes médias não são o tipo de carro que mais atrai os europeus, mas isso parece que está mudando.



Ainda pequeno, o mercado de picapes na Europa representou 80.300 veículos vendidos no primeiro semestre. Para efeito de comparação, só o Brasil vendeu mais de 78 mil unidades do segmento médio no mesmo período. No entanto, não é o tamanho do mercado que chama atenção, mas seu potencial de crescimento. Desse total, um terço vai para o Reino Unido, tendo Alemanha e França como os maiores mercados do continente.

Nesse ambiente, Renault, Fiat e Mercedes-Benz começam a dar as cartas, mas espera-se que a PSA venha a ter um papel importante no mercado. A Alemanha, terra da Mercedes, vendeu 10 mil no mesmo período, enquanto a Franca “da Renault” emplacou 9,45 mil. O crescimento no primeiro semestre foi de 19% e a projeção é que o volume vendido em 2018 alcance 200.000 unidades, o dobro do verificado em 2012.

O motivo dessa alta é o aumento dos lançamentos de produtos globais a partir do velho continente, antes ignorado. O aumento da concorrência em um segmento que antes não tinha expressão atraiu a atenção dos clientes da Europa, ainda mais que marcas como Fiat, Renault e Mercedes-Benz se inseriram no mercado, algo impensável há poucos anos. Tradicionalmente, as picapes japonesas são as que mais vendem, seguidas pela Ford.

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Mas, há outro fator que ajuda na expansão do mercado europeu, o reconhecimento da marca de forma regional. Estimativas falam em aumento nas vendas da Fiat na Itália com a picape Fullback, que em realidade é uma Mitsubishi L200 Triton. O mesmo se espera da Renault Alaskan na França e da Classe X da Mercedes na Alemanha.

Aí é interessante notar que, o Reino Unido teoricamente não teria o mesmo efeito, mas a previsão de mercado pode indicar que a PSA, que também prevê um modelo médio para a Peugeot, poderá ir mais além de lançar uma equivalente da Vauxhall. Afinal, o grupo francês busca rentabilidade nas operações da Opel e essa manobra pode elevar a posição da marca inglesa.

Para a Renault, o interesse do consumidor vem exatamente do desconhecimento dos clientes sobre as picapes médias e como uma marca reconhecida localmente, surge então a oportunidade desses consumidores terem acesso ao veículo sem se arriscarem em marcas das quais não possuem qualquer intimidade. Mas, o uso para estes compradores atraídos pela novidade não é para uso comercial, mas apenas para o lazer.

Até agora, as picapes era vistas na Europa apenas como um veículo de trabalho. A Renault, nesse caso, indica uma necessidade para os novos clientes desse segmento. Antes, utilitários esportivos e carros grandes eram usados para puxar barcos e cavalos, mas as pressões ambientais obrigaram que tais veículos empregassem transmissões mais eficientes, como CVT  e dupla embreagem, bem como motores menores. Isso dificulta o reboque de altas cargas, o que obriga o cliente a buscar uma picape.

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Outro indicador do uso para o lazer, mas com algo mais, é o aumento nas vendas de picapes luxuosas e bem equipadas. A Ford Ranger Wildtrak e outras topo de linha representaram mais da metade das vendas do segmento no primeiro semestre. A Volkswagen Amarok é considerada a picape mais cara do Reino Unido, por exemplo. Lá, os clientes da Land Rover tiveram que buscar uma alternativa após o fim do Defender Pickup e essa foi o modelo da Ford, marca mais reconhecida quando se fala em picapes, na visão britânica.

Sem dúvida, o maior valor agregado das picapes mais caras é um atrativo não só para o consumidor, mas também para os fabricantes, que perceberam que os clientes querem um veículo mais refinado e elegante, que apresenta um novo estilo de vida, de acordo com a Mercedes-Benz. Mas, se as vendas na Europa ainda são pequenas, em nível mundial elas tenderão a crescer.

A PSA fala em um mercado de 2,5 milhões por ano apenas no segmento médio (1 tonelada), enquanto a Mercedes espera mais um milhão nos próximos 10 anos. No ambiente europeu, no entanto, não há preocupação com volumes, afinal, todos os projetos agora são globais, feitos para atuarem também em mercados importantes para o segmento, como América Latina, Sudeste Asiático e Austrália.

[Fonte: Automotive News Europe]

  • Carro de trabalho virando carro de trabalho.

    • th!nk.t4nk

      Isso é mais nos EUA. Na Europa por incrível que pareça a grande maioria dos agricultores não têm pickup e não sentem necessidade. As estradas rurais são asfaltadas (aliás, um asfalto perfeito), e pra carregar algo nas proximidades usam o trator diretamente (diga-se de passagem, os modernos tratores usados na Alemanha por exemplo andam incrivelmente bem). Os insumos são entregues diretamente na sua propriedade com pequenos caminhoes, já que não são localidades isoladas como nos EUA (da cidade pra qualquer campo são poucos minutos). É uma realidade totalmente diferente da americana.

  • DINEIROO

    Trambolho urbano….

  • Rafael Lima

    Com o preço abusivo das Picapes aqui eu fiquei impressionado com esse numero de quase 80 mil unidades vendidas

  • Wendel Cerutti

    Europeus comprando picapes , definitivamente , o fim do mundo mesmo ,kkkkk .

    • Pedro Evandro Montini

      Parece que não combina mesmo!

    • DiMais

      culpa dos próprios europeus que queriam carros menores e agora ficaram sem o brinquedo de final de semana (mas ainda tem as vans)

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