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Mercosul: Acordo com Europa pode ser anunciado em 13 de dezembro

vw-up-exportação Mercosul: Acordo com Europa pode ser anunciado em 13 de dezembro

O acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia está em sua reta final. Em Buenos Aires, representantes do bloco econômico sul-americano e do velho continente estão reunidos para definir o tratado, que já está sendo negociado há 18 anos. Paralelamente, ocorre na capital portenha uma reunião ministerial da OMC – Organização Mundial do Comércio.



Neste domingo (10), se reuniram na metrópole argentina os presidentes do Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile e do país anfitrião. O encontro de Michel Temer, Tabaré Vasquez, Horácio Cartes, Michelle Bachelet e Maurício Macri, respectivamente, se deu pela convenção da OMC, mas “um acordo político” era assunto que dominou as conversas, a respeito do acordo comercial com a União Europeia.

A expectativa é que o acordo seja confirmado na quarta (13), embora seu anúncio seja preferido para o dia 21 de dezembro em Brasília, segundo desejo do presidente brasileiro. A reunião da OMC vai até este dia e espera-se que paralelamente o acordo seja fechado, tendo em vista que os representantes do bloco econômico europeu estão na capital da Argentina para o encontro.

Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores, disse: “O acordo é o primeiro grande lance de inserção do Mercosul na economia mundial”, segundo o Estadão. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior diz que a previsão é de alta de 12,3% nas exportações até 2030 com o acordo Mercosul-União Europeia. No entanto, as importações subirão 16,9%.

Rota 2030

Após o anúncio, o prazo para início formal do acordo ocorrerá por volta de 2026, tendo os próximos oito anos como período de ajuste entre os dois blocos para a formalização do negócio. Aos europeus, interessa a exportação de produtos industrializados e aos sul-americanos, os agropecuários.

Se de fato, ocorrer a assinatura do acordo até 21 de dezembro, como aspira politicamente o presidente Temer, então o Rota 2030 ou marco regulatório para o setor automotivo após essa data, visto que a política para o setor estaria sendo postergada pelo governo diante do acordo de livre comércio com a União Europeia.

Dessa forma, Brasília terá apenas 10 dias para definir as regras para o setor, visto que o Inovar-Auto se encerra oficialmente em 31 de dezembro, extinguindo com ele o IPI de 30% sobre as importações e também as cotas de importação de veículos. Segundo O Globo, a Casa Civil teria dado um ultimato para MDIC e MF resolverem a questão tributária envolvente o Rota 2030, que irá suceder o Inovar-Auto.

Os dois ministérios estão num embate sobre o novo programa, que foi aprovado pelo primeiro, mas barrado pelo segundo, que teme desoneração fiscal, palavra proibida na atual gestão do governo. Inicialmente otimistas quanto à aprovação das novas regras, que deveriam impor sobretaxa de 10% a 15% para fabricantes e importadores que não cumprissem os requisitos básicos do programa, as montadoras agora já falam em um marco regulatório como um “tapa buraco”, a fim de evitar que o setor não tenha regras mínimas para sua condução.

[Fonte: Clarín/Isto É/O Globo]

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  • vicegag

    Espero que este acordo não seja do tipo, trocar 6 por meia dúzia, ou como tivemos a recém a nossa Black Fraude, “ O dobro pela metade”.
    Tapa buraco/quebra galho, estes são os termos mais usados quando a política não tem planejamento.

    • Dafomg

      Pode ter certeza que vai ser parceria do tipo CARACU, a Europa entra com a “cara” e o Brasil entra com resto.

      • Jose Antonio

        Boa, kkkk

      • Danilo

        hahahahah melhor comentario que ja li aqui no NA.

  • th!nk.t4nk

    Em outras palavras: o Brasil vai exportar commodities baratos e importar produtos acabados de alto valor agregado. Um baita negócio… Para os europeus 😉

    Que fique claro, sou totalmente a favor do livre comércio, mas o Brasil só tem banana, soja e minério pra oferecer. A longo prazo a balança comercial deve ficar totalmente desfavorável, a menos que a Banânia comece a produzir algo de alto valor. Mas com investimento nulo em pesquisa e desenvolvimento, eu não receberia a notícia do acordo com tanto otimismo não.

    • celso

      Pois é. Foram décadas de mercado fechado, o resultado está aí…
      Nós não temos condições de competir nem com a periferia da Europa, quanto mais com Alemanha, Reino Unido, França etc.

      • leitor

        Se o mercado já estivesse aberto estaríamos hoje no atraso que prevemos para amanhã. Precisa de muito mais antes para abrir mercado. De 1945 pra cá o Brasil viveu de comprar tudo de fora. Fechou nos anos 1970, abriu em meados de 1990, o atraso continuou o mesmo. As fábricas nacionais de automóveis foram fechadas ou vendidas para grupos estrangeiros. Talvez se houvesse uma estatal Autobrás, que poderia ser atualmente de capital misto, teríamos alguma coisa para competir. Poderia ser no estilo chinês. Mas se depender da iniciativa privada brasuca é o que já temos agora.

        • Cadê o pessoal que reclama de imposto na “Banânia” para responder o pessoal aqui do jeito certo?

    • O_Gambaleao

      Você está certo. O detalhe é que o acordo talvez não piore tanto assim essa situação que já está tão degradada.
      O problema do desfavorecimento grave da balança comercial é que a industria nacional começa a vender menos podendo acarretar fechamento de empresas e desemprego. No entanto, talvez seja exatamente isso que o povo precise. Este seria um cenário em que a pessoa se reinventa ou morre, afinal a necessidade faz o homem.

      Não é possível afirmar taxativamente que será bom, nem que será ruim. De toda maneira, somente em situações de m#rda como a atual a incerteza passa a ser vista com bons olhos.

    • yurieu

      Isso não justifica o atraso em que vivemos. Sabe uma coisa? Nós, que sempre vivemos no passado, optamos por percorrer em direção oposta ao caminho percorrido pelo resto do mundo em direção ao futuro. Agora não só temos que parar de caminhar para trás, como temos que tentar retornar ao nosso ponto de partida, para somente depois pensar em buscar o futuro. Esses são os prejuízos irrecuperáveis causados pela Esquerda brasileira a um dos países mais grandiosos do mundo.

      • O_Gambaleao

        Corrijam-me os acadêmicos, mas a esquerda recentemente passou 12 anos no poder. Até onde sei o Brasil sustenta mordomia de país de primeiro mundo há 500 anos, então jogar a culpa na esquerda parece um exagero.

        E não caia na armadilha de achar que sou petista. Só acho que você exagerou.

        • ObservadorCWB

          Para mim não existe no Brasil Esquerda X Direita…. basta ver o posicionamento petista (esquerda no Brasil ??) frente ao mandato do Aércio (direita no brasil ??). Para mim existe GOVERNO CONTRA POVO. Simples assim. Um TRILHÃO em impostos (e é número, não é exagero – na verdade passou de um trilhão de reais) e dizem não haver verbas ?

          • Eng Turbo

            Somente alguns adendos:
            PT, PSDB e PMDB são de esquerda, uns mais radicais, outros de “Centro-esquerda”, mas no fim são todos de esquerda. Lembre-se que o FHC que criou o Bolsa-Famila (Com outros nomes, mas no fim virou isso ai).
            No Brasil não existe oposição de partidos, na realidade a unica oposição que existe é a dos politicos contra o povo, somente isso.

            • Danilo

              pra mim, a maioria politicos estao se lixando pra isso e poucos conhecem o significado de ser esquerda ou direita.
              Eles veem onde esta a oportunidade do momento, se é esqueda ou direita não interessa, apenas vão atrás e o resto que se dane.

          • leitor

            O problema nem é tanto pelo trilhão em impostos. São as altas alíquotas que raspam boa parte da produtividade logo de início. Se essas alíquotas caíssem a metade a produção aumentaria bastante, o consumo aumentaria bastante e o que se perdesse de arrecadação inicialmente com a queda dessas alíquotas seria recuperado com o aumento da produção e do consumo. O trilhão seria recomposto logo com o povo vivendo melhor, talvez nem precisasse ser recomposto. Sem contar que a regularização das empresas e atividades econômicas também aumentariam e contribuiriam. Além ainda da redução da evasão de divisas em compra de produtos no exterior. O Paraguai vive economicamente disso. Miami também lucra bastante com isso. E o lucro que sai não volta porque eles não têm razões de comprar aqui no Brasil porque é caro demais.

        • Vinícius

          Concordo. Pena que a maioria dos brasileiros pensam tão pequeno a ponto de achar que o problema do Brasil é orientação política… Em países sérios, o governo atual pode ser democrata, republicano, esquerda, direita, as coisas continuam funcionando. O problema do Brasil é a Ineficiência completa do poder político brasileiro, composto por praticamente todos os partidos e “profissionais” que nele estão.

        • Matafuego

          O Brasil não sustentou a mordomia do primeiro mundo. Exagero é achar que a desgraça que vivemos é culpa dos outros e não nossa, como se economia fosse um jogo de soma zero. Não sei qual a dificuldade que as pessoas têm em entender que o estado padrão das pessoas é a pobreza e que para sair dela é necessário trabalhar. Nenhum político vai tirar o país da situação em que ele está, as pessoas comuns é que vão. O que o político precisa fazer é não atrapalhar: abra a porcaria do mercado, tire regulações, remova impostos de quem produz. O Chile continua exportando cobre, mas com a abertura de mercado permitiu que o setor de serviços se desenvolvesse – não por acaso é o melhor país da América do Sul para se viver.

          Nossa desgraça se deve apenas as escolhas dos políticos que elegemos, todos estatistas malditos que achavam e acham que a solução passa pelo crivo de gente que nada produz, Políticos não conseguem dar nada a ninguém sem antes tirar de outrém. E claro, a desgraça só foi possível de se concretizar pq tem gente que acredita nisso (eu mesmo acreditei por muito tempo).

          A propósito, FHC (e o PSDB) é de esquerda. Eles privatizaram algumas empresas estatais por necessidade de fazer caixa e não por convicção. Gustavo Franco, um dos pais do plano real, em entrevista falou que ele era “aconselhado” pelo FHC a não falar sobre livre mercado e sempre dar a entender que o papai estado é quem iria resolver a situação toda.

    • Leonel

      Na realidade, hoje, os investimentos são praticamente nulos em ensino, infraestrutura, segurança, saúde e afins. Não à toa somos terceiro mundo. Grande parte da culpa estão em nós, brasileiros. Falta união e sair do comodismo. Só aqui que dobram do imposto sobre o combustível e ficamos sentados apenas. Fora outros absurdos que vem acontecendo…os políticos sabem muito bem o povo que tem.

    • RCX05

      Mas o que importa é que o Brasil é “agro”! O comercial da TV pelo menos parece falar isso cheio de orgulho!

    • George

      Falou e disse tudo.

    • Schack Bauer

      Austrália também se baseia em exportação de minério, e é um país riquíssimo e alto IDH. O problema do Brasil não acho que seja esse.

      • th!nk.t4nk

        Cara, a Austrália reinvestiu a grana da exportaçao de seus minérios justamente em educaçao e está colhendo os frutos agora. Dá uma lida na história do país, é bem interessante. Hoje a Austrália é fortíssima em inovação, start-ups, em produzir ciência. É exatamente este o problema do Brasil sim, achar que só commodities vão alimentar o futuro do país. O investimento que já deixou de ser feito há décadas ainda vai influenciar por outras tantas décadas. É necessário tirar a cabeça dos minérios e grãos e começar a colocar dinheiro em produzir tecnologia urgentemente.

        • Schack Bauer

          Nesse ponto até concordo contigo. A gente tem que investir muito mais em educação, não só em termos financeiros, mas principalmente em termos de mais disciplina em sala de aula, valorização (empoderamento, se preferir) do professor, como aliás, os orientais fazem com grande sucesso. Só não acho que exportar soja e minério seja ruim. Qualquer coisa que a gente exporta está ótimo, seja grão ou avião. O exemplo da Austrália serviu pra ilustrar isso. O importante é ser bom em alguma coisa, exportar, pra gerar renda e reinvestir em educação, saúde, segurança, etc.

    • VeeDub

      Qual o problema de o Brasil ter soja, milho e demais commodities agrícolas para oferecer, somos extremamente competentes na produção de grãos no mundo… Veja de outra forma, o Brasil é o segundo país que menos recebe subsídios no mundo para produzir grãos, e ainda assim compete com EUA e Europa altamente subsidiadas de igual para igual mesmo tendo uma infra estrutura tosca. Não é culpa do setor agrícola (que responde por 25% do PIB do Brasil) se a industrias brasileira não fabrica automóveis que não podem por os pneus na Europa.

      E o que dizer de Austrália que troca minério e produtos agricolas por carros fabricados no Japão e sudeste asiatico e é um pais rico… sem ter industria automotiva. Praque aaaaaa/

      • th!nk.t4nk

        Leia meu comentário acima. O problema nao é ser líder em produçao de soja e bauxita. O problema é achar que isso sustenta algum país hoje em dia. A Austrália seguiu um caminho totalmente diferente ao reinvestir a grana em educaçao. Idem nos países nórdicos. Já parou pra pensar que mesmo com a crise dos minérios estes mesmos países continuam com economia forte? É justamente porque eles nao seguem o modelo do Brasil.

      • leitor

        O setor agrícola faz seu papel muito bem feito. O problema é que outros setores não fazem. Outra coisa é que oficialmente o que o setor agrícola não recebe subsídios mas recebe investimento a fundo perdido. E aí?

        • VeeDub

          Fundo Perdido ?

          • leitor

            Dívidas, ou parte delas, anistiadas significa o quê? Ou não existem?

            • VeeDub

              Estou por fora. me cite algumas ?

              • leitor

                Procure no google sobre anistia no setor agrícola que vai encontrar algumas coisas.

  • yurieu

    O governo sequer lembra da existência do povo, quanto mais das suas necessidades. O aparelhamento do Estado foi o maior distanciamento entre governo x população, eliminando quaisquer possibilidades do atendimento aos anseios populares. Qualquer acordo firmado por este governo, portanto, não tem o menor impacto social.

  • celso

    “Aos europeus, interessa a exportação de produtos industrializados e aos sul-americanos, os agropecuários”
    Este trecho resume tudo.

  • O_Gambaleao

    “Aos europeus, interessa a exportação de produtos industrializados e aos sul-americanos, os agropecuários”

    Sempre que eu leio frases como estas me pergunto como alguém pode ter orgulho de ser brasileiro.

    • Rafael

      Engolimos 30% de “Imposto sobre produtos industrializados”… mais uns 80% de impostos sobre a folha. talvez por isso há anos nossa indústria se arrasta, enquanto nossa agricultura é referência mundial.

  • Bruno Silva

    Já temos fábricas de diversas marcas (inclusive europeias) por aqui. Basta torná-las competitivas para o Brasil aumentar exportações para outros países. Só ver a Índia mandando Volvo para os USA, a própria BMW brasileira mandando X1 para USA etc.

  • Isaac Ferreira Santo

    Alguém poderia explicar o que tudo isso nos favoreceria na pratica? Carros importados mais baratos?

    • Eng Turbo

      Para o cliente final, não teria quase nenhum impacto, somente mais opções de veículos, mas sem redução de preços. Para as montadoras, existirá a flexibilização de produção, exportação e importação, pois em sua maioria, são oriundas da Europa, ou seja, vão definir em qual mercado vão produzir e vender.
      Na teoria, isso seria ótimo para o cliente final, mais opções e concorrência de preços, na prática a ANFAVEA está ai pra impedir que isso ocorra, mantendo o cartel de preços elevados e sem concorrência livre.

  • FrankTesl

    e o IPI do carro elétrico vai continuar nos absurdos 25%? Deviam igualar logo para 7% ou pelo menos isentar por alguns anos.
    Como se quer fabricar carros elétricos aqui, se o IPI é mais do que o triplo do aplicado aos carros 1.0 e quase o dobro dos 2.0?
    A Europa já está se dirigindo para a motorização elétrica, e aqui nem para pelo menos adequar a tributação do carro elétrico

  • fabricioaguirre

    Desoneração só pode se for de trilhão para cima, para grandes empresas internacionais !

    • HashTag

      Eu ia escrever exatamente isso. Desoneração é só para quem manda o ministro da indústria e comércio vir aqui fazer lobby para a cadeia produtiva do petróleo.

  • Schack Bauer

    Ainda bem que não é a ensacadora de vento que está na presidência, senão nunca ia querer assinar acordo pra facilitar o livre comércio.

  • Elton Fischer

    A parte final me deixou extremamente esperançoso: “um “tapa buraco”, a fim de evitar que o setor não tenha regras mínimas para sua condução: Adoraria poder TAPAR DOIS BURACOS DESSE DESGOVERNO: Um é a soma da letra c + a letra u da maior parte dos políticos e gestores envolvidos. O segundo tapa buraco seria da cova onde essas pragas deveriam ser postas. Malditos. Só posso desejar fogo do céu e juízo divino sobre essa catrefa. Nós reles mortais contribuintes é que iremos pagar a conta.

  • RTEC30

    E quem manda no congresso e no governo? ruralistas
    O centrão podre é composto de lacaios que abrirão as pernas ao máximo para agradar suas meia dúzia de caubóis e bancários.
    O resto é resto. brincando de esquerda e direita.
    OBS:Na década de 50 a Coréia tinha indicadores próximos aos nossos, educação faz a diferença.

  • leitor

    No século passado um empresário europeu prometeu a seu filhinho que daria mais um mercado para suas empresas. Quando se aposentasse, o pimpolho que já estaria maiorzinho poderia assumir a herança e tocar a dinastia pra frente e seguir na nobreza.
    Foi assim que começou há 18 anos atrás e terá a plenitude do negócio quando o herdeiro assumisse a direção da fábrica. Um negócio com alguns países atrasados que cultivam o próprio atraso, só plantando soja, café, feijão e hortaliças, criam bois e galinhas pra a gente comer. Ainda produzem uns vinhozinhos mais baratos que os franceses, mas são uma delícia também. Cada carango que a gente joga lá dá pra trazer mais de dez toneladas de comidas e ainda sobra milhas pra gente ir lá curtir umas praias mais quentes que as daqui… Os presidentes de lá garantem.

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