
Não são somente os carros elétricos que estão tomando as ruas do Brasil. Aqui, o mercado brasileiro de ônibus elétricos entrou em uma nova fase em 2026, com crescimento expressivo que está transformando a paisagem das cidades.
De janeiro a maio, segundo a ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico – foram emplacadas 311 unidades no país, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 272 veículos.
Em maio, segundo a entidade, o avanço foi ainda mais expressivo: 132 ônibus elétricos foram emplacados, contra 24 no mesmo mês de 2025, uma alta de 450%.
No levantamento de 2026, o total das unidades emplacadas, de janeiro a maio (311), corresponde a 36,8% do total registrado em todo o ano de 2025 (844) ônibus elétricos, e supera em 3% as vendas totais de 2024 (302).
Neste último final de semana, por exemplo, nada menos que 500 ônibus elétricos foram entregues pela Prefeitura de São Paulo e, segundo a ABVE, eles não foram computados nos números acima.
Mas, se muitos imaginam que os ônibus elétricos estão chegando somente a capitais e grandes cidades, enganam-se, pois mesmo municípios pequenos ou turísticos já possuem unidades em circulação permanente.
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Essa mudança também reflete nos números, sendo que nos cinco primeiros meses do ano, oito fabricantes apresentaram 20 modelos de ônibus elétricos ao mercado brasileiro, ampliando as opções disponíveis para diferentes demandas municipais.
Desse total, seis fabricantes produzem veículos em território nacional, enquanto dois atuam com modelos importados, com a oferta indo de micros até ônibus biarticulados.
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Dos 311 ônibus elétricos entregues até maio, 308 foram fabricados no Brasil, o equivalente a 99% do total. Apenas três unidades foram importadas.
Assim, o resultado reforça a capacidade produtiva de empresas instaladas no país, como Eletra, Volvo, BYD, Mercedes-Benz e Marcopolo.
Entre as fabricantes, a Eletra liderou os emplacamentos no período, com 148 unidades, ou 48% do total. A BYD aparece em seguida, com 95 ônibus, 31% do mercado. A Mercedes-Benz ocupa a terceira posição, com 47 unidades, 15,2% do total.
No Brasil, 95,2% das vendas de 2026 até agora se concentraram no Sudeste, com a capital paulista tendo 85,6% do volume total.
Embora sejam mais caros e sofisticados, os ônibus elétricos se beneficiam da descarbonização, linhas de financiamento, compras municipais em escala, maior oferta de modelos e fortalecimento da produção nacional. O programa Move Brasil destinou boa parte do dinheiro para este segmento.
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