
Uma tomada capaz de alimentar equipamentos de acampamento diz mais sobre a atualização da Mitsubishi do que o novo rosto pintado na cor da carroceria.
O eK Cross EV da classe Kei chega à linha 2027 com retoques leves, mas mira usos que vão além do deslocamento urbano diário.
A dianteira agora abandona a grade compartilhada com a versão a combustão, criando uma separação visual mais clara entre os modelos ICE e BEV.
A mudança externa é acompanhada por tecnologia interna atualizada, embora o maior destaque esteja na nova tomada CA de 100 V.
Esse ponto de energia entrega até 1.500 watts, potência suficiente para transformar o pequeno EV em uma fonte portátil bastante versátil.

A base mecânica permanece conhecida, com bateria de 20 kWh, motor elétrico de 64 cv e torque imediato de 19,9 kgfm.
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A autonomia também segue igual à do modelo anterior, com 180 km no ciclo WLTC, número adequado ao perfil urbano japonês.
Para um EV, 20 kWh parece pouco, mas como bateria portátil esse pacote passa a ter proporções muito mais interessantes.
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A Mitsubishi reforça essa proposta ao incluir duas portas USB-C e uma USB-A para pequenos eletrônicos, acessórios e equipamentos pessoais.
A tomada mais robusta amplia o uso para bom bas de ar, projetores de cinema e outros itens comuns em lazer ao ar livre.

O Japão tradicionalmente conta com uma rede elétrica mais estável que a dos Estados Unidos, mas desastres naturais seguem como risco real.
Tempestades fortes e terremotos são frequentes o bastante para tornar útil a presença de recursos de energia externa em veículos compactos.
Fabricantes do mercado doméstico japonês, conhecido como JDM, já incorporam tecnologias V2X com foco em emergências há quase uma década.
O Nissan LEAF é um dos exemplos mais conhecidos dessa abordagem, ao permitir que a energia armazenada no carro seja usada fora dele.
O eK Cross EV pode participar desse papel de apoio, mas a leitura da Mitsubishi parece menos dramática e mais ligada ao lazer.

As fotos de divulgação destacam cores leves, estilo descontraído, para-lamas alargados e uma clara preocupação em manter o carro acessível.
A sensação é de que a linha 2027 aposta mais no fator festa portátil do que apenas em preparação para apagões.
Com subsídios relevantes no Japão, o modelo mais caro trabalha com preço equivalente aproximado de US$ 20.000 (R$ 103.000).
A porta de entrada do eK Cross fica em ¥ 1.872.400 (R$ 59.800), valor que reforça sua proposta urbana e jovem.
Essa combinação mira consumidores que buscam um modelo de estilo de vida, mas ainda precisam transportar pessoas e objetos no cotidiano.
Piqueniques, sessões de cinema ao ar livre, viagens de camping e pequenas tarefas externas passam a fazer parte do argumento de compra.
Mais que uma simples reestilização, o eK Cross EV 2027 tenta vender a ideia de que mobilidade elétrica compacta também pode fornecer energia.
