Crossovers História Matérias NA Mitsubishi

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

O Mitsubishi Airtrek foi o primeiro nome adotado pelo Mitsubishi Outlander, tendo sido lançado oficialmente no Japão em 2001 e produzido – ainda com esse nome – até 2008, paralelamente ao irmão.


O nome Airtrek é a junção das palavras em inglês “Air” e “Trek” para transmitir a mensagem de uma proposta de lazer com desempenho.

A Mitsubishi dizia que era também para “descrever a capacidade do veículo de transportar seus passageiros em viagens cheias de aventura de uma maneira “livre como um pássaro”.

O crossover da Mitsubishi inaugurou um novo segmento na marca japonesa, que assim pode buscar clientes que não queriam um SUV tão parrudo e focado no 4×4, como no caso da família Pajero.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Então, o Mitsubishi Airtrek surgiu como alternativa, especialmente para famílias que queriam um veículo de bom desempenho, estilo esportivo e muito conforto a bordo, podendo ainda pegar terra com desenvoltura.

Dois anos depois de chegar ao Japão, o Airtrek chegou ao Brasil em 2003. Diferente de alguns mercados que rapidamente trocaram o nome do produto ou adotaram Outlander como designação, aqui ele durou toda sua geração.

O Airtrek teve dois estilos distintos nos mercados onde atuou, sendo que um era específico do Japão, mais elegante. O outro, mais esportivo e expressivo, era internacional e foi o que chegou aqui.

Mitsubishi Airtrek

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

O Mitsubishi Airtrek foi o primeiro crossover da marca japonesa e tinha porte médio, tendo dois tamanhos diferentes para os mercados do Japão e internacional.

O Airtrek utilizou-se de tecnologias avançadas para a época, como o sistema GDI de injeção direta de combustível. Além disso, tinha tração permanente nas quatro rodas com acoplamento viscoso.

Basicamente utilizando motores 2.0 e 2.4 aspirados, o Mitsubishi Airtrek teve também a versão Turbo R com motor 2.0 turbinado de 240 cavalos.

Este modelo nunca teve uma versão diesel e utilizou câmbios automáticos de quatro e cinco marchas, além de manual. Foi vendido também como Montero Outlander na América Latina.

Estilo Japão

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Quando o Mitsubishi Airtrek chegou ao mercado japonês, ele tinha um estilo elegante e bem familiar. Com 4,410 m de comprimento, 1,750 m de largura, 1,540 m de altura e 2,625 m de entre eixos, ele era até certo ponto compacto.

Tendo linhas que lembram uma perua, mas com suspensão elevada, o Airtrek chamava atenção pelo conjunto ótico frontal que trazia quatro faróis separados, dando uma impressão mais sofisticada ao crossover nipônico.

Vincos pronunciados no capô ajudam a compor o visual, que mais parecia ter sido emprestado de um sedã executivo do que de outro utilitário esportivo, por exemplo.

A grade integrada ao capô, formava um nariz pronunciado, tendo frisos horizontais e acabamento preto, além do logotipo dos três diamantes da Mitsubishi.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

O para-choque tinha desenho integrado à parte superior, tendo como destaque uma grade horizontal afilada com repetidores de direção e faróis de neblina, lembrando muito o estilo dos carros alemães da década anterior.

Outra abertura estreita mais abaixo compunha o visual, que era bem interessante. Dependendo da versão, havia ainda um protetor central em cor cinza, bem como acabamento cinza ou preto abaixo.

No Mitsubishi Airtrek, as colunas eram reforçadas e deixavam os batentes das portas protegidos. As colunas B e C eram em cor preta. Os retrovisores tinham tamanho mediano, enquanto as maçanetas eram pintadas na cor do carro ou cromo.

Em algumas versões, as portas possuíam também batentes pretos, dando um aspecto estranho ao carro. No teto, haviam barras longitudinais e também opção de teto solar elétrico de tamanho padrão.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

As colunas D não eram muito largas e deixavam a traseira bem truncada. A área envidraçada era ampla, sendo que a vigia traseira permitia boa visibilidade durante manobras.

Já as lanternas eram arredondadas e ajudavam a criar um aspecto visual que lembrava o Subaru Forester. A tampa do bagageiro tinha maçaneta embutida.

O para-choque tinha suporte para placa e refletores laterais, bem como protetor central em cinza e escape simples. As rodas de liga leve variam de tamanho e desenho, dependendo da versão.

O Mitsubishi Airtrek refletia a elegância das linhas frontais em seu interior, que destoava completamente daquele que chegou ao mercado global. A ideia era passar a impressão de luxo aos ocupantes.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Com cinco lugares, o Airtrek japonês tinha um painel bem estranho, que mescla o conjunto frontal de um luxuoso sedã de inspiração inglesa e o cockpit de um esportivo nipônico.

A parte superior tinha aplique central que podia ser em imitação de madeira ou couro, tendo inclusive um relógio analógico no meio e dois difusores de ar circulares, que pareciam saídos de um carro de entrada.

O sistema de áudio 2din era de formato menor que o padrão global, tendo alguns modelos de aparelho, reproduzindo CD e tocando MP3 também. O console era proeminente e trazia comandos simples do ar condicionado.

Havia ainda cinzeiro e acendedor de cigarros, bem como seletor da alavanca de câmbio automático ou manual, assim como luz de alerta. Próxima da direção, a transmissão dava mais conforto ao dirigir.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

O freio de estacionamento era por pedal e no lado central, no caso do Mitsubishi Airtrek japonês. Já o volante tinha quatro raios e aspecto esportivo, tendo até couro com costura vermelha.

Além disso, trazia ajuste em altura da coluna, bem como piloto automático. O cluster era montado dentro de um conjunto preto e de aspecto esportivo, que destoava do restante do conjunto.

Velocímetro, conta-giros, nível de combustível e temperatura da água estavam presentes e o visual parecia mesmo de um esportivo ou SUV descolado, jovial.

Havia um bom porta-objetos com suporte para copos entre os bancos dianteiros. Também existia um bom espaço para as pernas traseiras, assim como ajuste do encosto traseiro, apoio de braço central e bancos revestidos em couro ou tecido.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

O bagageiro era amplo e tinha 402 litros, podendo ser ampliado com o rebatimento de um ou dos dois encostos do banco traseiro, que também era ajustável em longitudinal.

O reservatório de combustível tinha outros 60 litros. A suspensão do Airtrek era multilink na traseira e McPherson na dianteira, tendo opção de tração nas quatro rodas com sistema de acoplamento viscoso e variação de força.

Equipado com diferencial central, o Mitsubishi Airtrek tinha um bom comportamento, sendo equipado ainda com motor de injeção direta ou indireta.

Turbo R

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Na versão Turbo R, o Mitsubishi Airtrek lembrava ainda mais o Subaru Forester Turbo. A frente tinha grade diferenciada com friso horizontais reforçados.

O para-choque dianteiro era exclusivo, tendo a grade inferior sido ampliada, reposicionando os repetidores de direção e lanternas, para a adoção de faróis de neblina circulares e bem grandes, outra clara indicação de disputa com o Forester.

Da mesma forma, o capô apresentava entrada de ar central, enquanto a tampa do bagageiro ostentava um discreto aerofólio. As rodas esportivas de cinco raios eram de 16 polegadas.

Na traseira, as lanternas tinham lentes claras e também em preto. Elas tinham aparência bem esportiva, mas o escape era bem simples, contudo. O puxador da tampa era maior, porém, ainda embutido. Não havia difusores de ar.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Por dentro, o Mitsubishi Airtrek Turbo R tinha uma textura cinza escura no alto do painel, onde havia o nome Airtrek estilizado e a capa do airbag do passageiro.

O volante de três raios era exclusivo e tinha acabamento em couro com costura azul, como na alavanca do câmbio. Porém, tinha botões para mudança manual de marchas, apesar da transmissão de apenas quatro marchas e seleção na base.

Nessa época, o Honda Fit também tinha recurso semelhante e com sete posições de marcha em seu CVT. Não havia pedais esportivos e muito menos bancos com laterais proeminentes.

Contudo, estes vinham com acabamento em cor azul ao centro, quando em tecido. Os instrumentos tinham fundo branco, assim como o relógio analógico.

Mitsubishi Airtrek com estilo global

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Em 2003, o Mitsubishi Airtrek ganhou uma versão global, que foi chamada de Montero Outlander no mercado latino-americano e simplesmente de Outlander nos EUA.

Isso, no entanto, não impediu que o nome Airtrek fosse usado fora do Japão. Em realidade, o mercado brasileiro foi um dos poucos que viram o crossover em sua versão global, assumir a designação nipônica.

O Mitsubishi Airtrek nesses termos recebeu um layout diferente quando chegou ao Brasil, assim como nos demais mercados onde tinha nomes diferentes.

As mudanças de estilo fizeram com que o crossover aumentasse de tamanho, algo importante, já que o modelo japonês era limitado por conta das questões tributárias em seu segmento.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Com isso, o Mitsubishi Airtrek teve a frente alongada, assim como as saias de rodas, passando a dispor de 4,545 m de comprimento, 1,780 m de largura, 1,605 m de largura e os mesmos 2,625 m de entre eixos.

Dependendo da versão, a altura poderia chegar a 1,685 m. O Mitsubishi Airtrek global assumiu um estilo mais jovial, expressivo. A frente foi alongada, recebendo faróis duplos em lentes únicas, ainda com piscas e lanternas.

O capô foi modificado por causa do nariz fechado com o logotipo da Mitsubishi. Isso dividia a grade em duas partes bem separadas, tendo ainda grade com elementos horizontais.

Já o para-choque era rebaixado na parte central, enquanto na região inferior, havia um entrada de ar retangular e de acabamento preto, tendo ainda espaços para os faróis de neblina.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

No Japão, o modelo foi vendido também, mas como Mitsubishi Airtrek Sport Gear, diferenciando-se do modelo mais velho, que continuou no mercado japonês até 2006.

O Airtrek então recebeu um terceiro retrovisor externo, montado no capô, como é tradição no país. Dependendo do mercado, os para-choques eram pretos e com molduras adicionais nas laterais, criando um visual aventureiro.

Por aqui, o Mitsubishi Airtrek chegou com para-choques na cor do carro, assim como as demais molduras externas, tendo ainda lanternas com lentes transparentes, bem como barras longitudinais no teto bem altas.

O para-choque traseiro tinha espaço para placa bem maior, assim como os refletores eram ampliados. O escape tinha ponteira metalizada, ajudando a destacá-la.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

As rodas de liga leve aro 16 polegadas tinham cinco raios e pequenos vincos, tendo ainda pneus 215/60 R16. Com elas, o conjunto ficava bem agradável.

O Airtrek vendido no Brasil tinha ainda cluster de fundo branco, mas com o painel e a parte central em acabamento preto. Ainda assim, as portas e os assentos possuíam revestimento em couro em dois tons: preto e marrom claro.

O interior também era diferente do Airtrek “JDM” por ter console central modificado, recebendo alavanca de câmbio em posição mais baixa, sobre o túnel.

Isso tirava bastante a imagem que lembrava o painel de uma minivan, dando um aspecto mais esportivo ao produto. A mudança, porém, eliminava o interessante compartimento entre os assentos dianteiros.

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Ainda assim, dois porta-copos vistosos e comandos do sistema de tração nas quatro rodas estavam bem posicionados. O freio de estacionamento era por alavanca e não por pedal. Aliás, os pedais da versão para o Brasil eram esportivos.

Lançado em São Roque-SP, o Mitsubishi Airtrek chegou com motor MIVEC 2.4 4G64, mas sem injeção direta, o que fazia a potência cair para 136 cavalos com 20,9 kgfm.

Com câmbio automático, ia de 0 a 100 km/h em 13,5 segundos e tinha máxima de 175 km/h. O consumo era de 7,5/9,5 km/l, respectivamente cidade e estrada.

Houve ainda o motor 4G69 2.4 de 163 cavalos e 22 kgfm. O Airtrek foi substituído pela segunda geração chamada Outlander em 2009.

Motores

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Limitado em tamanho, o Airtrek japonês não podia ter motor grande, caso contrário, pagaria mais imposto. Assim, o propulsor 4G63 MIVEC de 126 cavalos foi usado na versão de base.

A Mitsubishi não podia adicionar um 1.8 litro, já que haveria perda de desempenho para o crossover. Mas, mesmo o 4G63 não era suficiente para dar a resposta imediata que alguns clientes queriam.

Dessa forma, surgiu o 4G63T, que era a versão turbinada do mesmo, usado no Mitsubishi Lancer Evolution da época, mas com calibração amansada. Assim, o 2.0 turbo entregava 240 cavalos e 34,8 kgfm, mas de forma suave (foto abaixo).

Mitsubishi Airtrek: história e detalhes do antecessor do Outlander

Para alguns mercados de exportação a partir do modelo japonês, o Airtrek entregava 202 cavalos e pouco mais de 30 kgfm. O câmbio era automático de cinco marchas nesses casos, sendo de quatro velocidades no 2.0 de 126 cavalos.

A partir de 2003, o Mitsubishi Airtrek japonês passou a usar um novo propulsor, o 4G64 com sistema de injeção direta de combustível (GDI), sendo este um 2.4 com 139 cavalos, mas com câmbio Invecs-II de quatro marchas.

Surgiu ainda um MIVEC 2.4 da família 4G69, que elevava a potência para 160 cavalos com 22,4 kgfm. No Brasil, ele foi adotado posteriormente com 163 cavalos e 22 kgfm.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • ahpoisé!

    Sempre achei um pouco estranho esse carro, parece o Valdemort

    • radiobrasil

      Ja viu de perto o irmão mais novo dele, ou filhote dele? Coisa horropilante que se chama Eclipse Cross… e pensar que um conhecido trocou um X1 2017 zerado num Eclipse zero…

  • El Gato!

    Um amigo tem uma, ano/mod 2008. As únicas críticas são quanto ao painel, extremamente antiquado e datado na opinião dele, e o valor do seguro, bastante alto.
    No mais, ele só tem elogios para o carro. Diz ser um “tanque de guerra”. Particularmente, acho este modelo mais feio que bater em mãe, mas ele realmente passa uma impressão de robustez.

    • Edson Fernandes

      Ele realmente é robusto. Ele foi idealizado para ser bastante resistente.

      Pena que se precisa trocar alguma peça, a Mitsubishi cobra um rim.

    • vi.22

      um amigo meu fala a mesma coisa, e robusto e nunca estragou, e pelo preco de mercado hj em dia seria mais interessante se o consumo nao fosse alto.
      o exterior e bacana,aparencia robusta, o que mata mesmo e o painel..

  • Edson Fernandes

    E um fato curioso: Ele chegava com o adesivo “Outlander” e aqui trocavam pelo modelo airtrek.

    Eu vi pessoalmente na fabrica. Outro fato é que ele vinha com todo o interior com decoração para o Japão e na fabrica trocavam-se os paineis para o gosto e lado da direção brasileiros. A maioria vinha com interior cinza claro. Aqui trocavam tudo para interior preto. O que acontecia com o acabamento japonês? Voltava para a fabricante no Japão.

    • J.M Duarte

      Que coisa bizarra, poderiam pelo menos deixar como opcional, né? huahuauha

      • Edson Fernandes

        Não entendo porque não manterem o nome. Se eles usam Pajero em um monte de modelo da marca, pq não outlander? rs

        • Sino Weibo

          Pajero em alguns países latinos não usam pq significa literalmente desabela o palhaço kkk Agora Outlander no Brasil realmente não tem nada pejorativo, podiam sim usar. Um exemplo recente é a Hyundai que teve de trocar o nome do SUV Kona em Portugal, pois lá essa palavra significa o orgão feminino.

  • Luís Paulo

    Acho que o interior de ônibus circulares é mais bonito que o desse carro!
    Coisa horrenda!!

  • 😎.

    A dianteira do japonês tem a cara do Lexus GS do início dos anos 2000

  • Zé Mundico

    Cheguei a andar num desses últimos modelos alguns anos atrás. O carro passa solidez, confiança e aquela sensação de que tudo está ali com uma finalidade. Hoje sou proprietário do herdeiro dele, um Outlander 2.4 2011 que não penso em vender tão cedo, agora que completei 80 mil km e o carro não bate nada. Já fiz até um relato aqui no NA.

  • Antonio_Brust

    Amigos, o painel pode até realmente ser antiquado e seu estilo ser datado, mas estamos falando de um carro que foi lançado na primeira metade dos anos 2000. Num contexto onde os carros nacionais eram (ainda mais) péssimos, esse carro era uma verdadeira nave. Lembro de um conhecido da minha família que apareceu com um desse, numa cidadezinha onde o melhor carro devia ser um Santana, pensem em como chamou a atenção…

  • Sino Weibo

    A Mitsubishi tinha SUVs pequenos e bons muito antes da EcoSport e outras, só não fabricou no Brasil, perdeu a chance de ser pioneira, além da minivan Grandis, belíssima pra época. Eu sempre fui um fã da Mitsubishi que pra mim tinha os modelos mais harmoniosos e futuristas do mercado, mas hoje isso acabou.

  • Marcelo Amorim

    Pensar que em 2010 quase comprei uma jabiraca dessa usada…

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 13 anos. Saiba mais.

Notícias por email