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Mitsubishi Eclipse Cross: Impressões ao dirigir

Mitsubishi Eclipse Cross: Impressões ao dirigir

O Mitsubishi Eclipse Cross chega ao mercado como uma opção intermediária entre ASX e Outlander, mas com uma pegada mais esportiva e não tanto como um elo de ligação entre os dois modelos citados. Sua proposta é mais divertida, mas ainda não deixa de ser um carro para a família.


Com preços de R$ 149.990 para a versão de tração dianteira e R$ 155.990 na S-AWC, o Mitsubishi Eclipse Cross só está presente em oferta única: HPE S e sem opcionais, o que é muito bom, pois só servem para deixar qualquer carro ainda mais caro. Dotado de um visual bem expressivo, o crossover dá uma ideia do que vem por aí na gama da marca japonesa.

Mitsubishi Eclipse Cross: Impressões ao dirigir

Além disso, a presença de novas tecnologias no Mitsubishi Eclipse Cross, aponta para um possível compartilhamento destas com os produtos que já conhecemos, o que sem dúvida será muito interessante quando (ou se) ocorrer. Nesse caso estamos falando do novo motor 1.5 Turbo da Mitsubishi, que é uma boa evolução para a marca e sem dúvida tem um futuro promissor.


Ele vem bem calibrado com um câmbio CVT muito eficiente em performance, algo raro de se ver nesse tipo de câmbio, comum por seu deslizamento de correias nas polias, o que atrasa as respostas de modo geral. Mas, nesse caso da Mitsubishi, acontece diferente. Com bom handling, o utilitário esportivo também apela para soluções interessantes, que veremos a seguir.

Mitsubishi Eclipse Cross: Impressões ao dirigir

Mas, logo de cara, para custar mais que o ASX, embora compartilhe com este a plataforma, o Mitsubishi Eclipse Cross vem com um bom pacote de equipamentos. Antes de mais nada, porém, é importante frisar um detalhe fundamental nesta matéria de impressões do modelo, algo atípico, mas para que não haja interpretações erradas por parte do cliente.

A Mitsubishi queria mostrar o Eclipse Cross antes do Salão do Automóvel, mas não foi possível a chegada a tempo dos carros definitivos para o Brasil. Por isso, a opção foi trazer a versão vendida nos EUA, que foi adaptada lá para a configuração que será vendida aqui (ajustes de suspensão, direção, freios, etc). Assim, o que veio de diferente e que não estará no carro brasileiro são alguns acessórios.

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Estes eventualmente estarão nas fotos, estão basta ignora-los, tais como pad touch sobre o console, multimídia com tela menor e rádio SiriusXM, botões de SOS e assistência no teto, cluster em milhas (HUD também) e aquecimento dos bancos traseiros. Claro, o modo Eco também não há no modelo brasileiro.

Explicado esses detalhes, vamos aos itens que os clientes brasileiros terão a bordo do Mitsubishi Eclipse Cross.

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Impressões visuais

O Mitsubishi Eclipse Cross tem um aspecto visual bem expressivo, derivado do conceito XR-PHEV. Ele pouco parece com o ASX, que é mais comportado em suas linhas, tendo um olhar mais aguçado e determinado. O estilo Advanced Dynamic Shield reduz o tamanho dos faróis, que no caso têm dois projetores de LED e luzes diurnas em LED, ampliando a impressão visual dos faróis de neblina e repetidores de direção.

A grade cromada em lâminas une o conjunto ótico e se sobrepõe aos dois grandes frisos cromados, que criam um formato de “X” no conjunto frontal do Mitsubishi Eclipse Cross. Com sensores de estacionamento, o para-choque tem um aspecto fluído e harmonioso com o restante.

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As rodas de liga leve aro 18 são diamantadas e apresentam pneus 225/55 R18 voltados para o asfalto. Então, nada de lama com eles. O crossover tem ainda retrovisores com repetidores de direção e rebatimento elétrico, além de frisos cromados nas janelas e protetores na parte inferior das portas.

Destaque aí para a introdução de uma moldura impermeável abaixo da soleira para que os ocupantes não sujam as pernas com sujeira, por exemplo, como acontece geralmente nos utilitários esportivos. A linha de cintura elevando-se para a traseira dá ao Mitsubishi Eclipse Cross um visual de carro esportivo, assim como suas colunas C bem inclinadas.

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Na traseira, as lanternas são em LED, mas apenas as extremidades são iluminadas, enquanto a lente que às une sobre a vigia dupla traseira, tem apenas a parte central como brake light. Estranhamente, fotos oficiais nos EUA mostram que o restante também acende. Aqui será diferente nesse caso.

O defletor de ar no teto, as barras longitudinais e o vidro duplo do teto são outros destaques do visual exterior do Mitsubishi Eclipse Cross. O para-choque traseiro, porém, não impressiona e destoa um pouco do conjunto.

Com 4,405 m de comprimento, 1,805 m de largura, 1,685 m de altura e 2,670 m de entre-eixos, o utilitário esportivo japonês estranhamente é bem alto, apesar da proposta diferenciada em relação aos demais irmãos.

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Por dentro, o ambiente tem um aspecto moderno, mas nada além disso. Não é luxuoso e nem busca isso. O acabamento tem boa qualidade na montagem e materiais, sendo soft no painel e levemente na parte superior das portas dianteiras. Há revestimento do mesmo tipo nas partes centrais.

Bancos e apoios de braço dianteiros possuem revestimento em couro com costuras vermelhas, assim como o volante. Este, por sua vez, não chama muito atenção, mas vem com controle de cruzeiro adaptativo, controles de mídia e telefonia e uma função interessante, que é a visualização lateral através de uma câmera no retrovisor direito. Os paddle shifts são fixos e enormes, mas atrapalham quando em curva, se precisar acionar.

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Mas, diferente do LaneView da Honda, cobre apenas o solo, evitando, por exemplo, que se raspe a roda na guia. Um tilt down faria o mesmo. Contamos 10 comandos instalados na base do painel do lado esquerdo do condutor. A Mitsubishi poderia tirar parte deles, pois a região é pouco ergonômica, especialmente em relação ao computador de bordo (3 comandos).

O HUD é bem completo e tem 3 comandos mais abaixo. Ao lado, alerta de colisão, assistente de faixa e desligamento do controle de estabilidade. Mais abaixo, destravamento da tampa do porta-malas e ainda há mais três espaços nesse lado esquerdo do baixo para mais funcionalidades. Ou seja, a japonesa gosta mesmo é de botões.

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Falando neles, no túnel central, ainda existem 2 para o aquecimento dos bancos dianteiros, mais 2 para a mesma função na parte traseira (apenas a versão americana). O mesmo em relação ao modo Eco e aquecimento do volante, igualmente para os states. O Mitsubishi Eclipse Cross está bem servido por três portas USB e duas fontes de 12V.

O cluster tem um bom visual e é claro em suas informações, tendo ainda um display com a atuação do S-AWC (versão mais completa) tanto em distribuição de tração entre os eixos, quanto na atuação do controle vetorial de torque em curvas.

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Já a multimídia tem na versão brasileira 7 polegadas, hot spot Wi-Fi, Bluetooth e sistema de som com subwoofer  e os sistemas Android Auto e Car Play, ambos com Waze e Google Maps. Há câmera de ré e a já mencionada visão lateral. Revestimento soft que imita fibra de carbono e detalhes em cinza e preto brilhante completam o visual. A alavanca tem deslocamento reto e ao lado o botão do S-AWC. Há bons porta-copos e objetos na frente e atrás. O banco do motorista tem ajustes elétricos sem memória.

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Falando da parte traseira, chama atenção o cinto de três pontos central, que é preso na coluna do lado esquerdo, evitando assim a ancoragem no teto. Aliás, o banco traseiro tem três apoios de cabeça embutidos no encosto para permitir maior visibilidade traseira, ampliada com a vigia dupla. O encosto tem ajuste de inclinação e o assento em distância, o que é bom em viagens longas.

O ambiente ainda comporta um porta-malas de 473 litros de capacidade variável, de acordo com o ajuste do banco traseiro, bem como iluminação ampliada com o teto duplo, sendo o dianteiro de abertura elétrica e ambos com persianas elétricas. Faltaram difusores de ar no banco traseiro, embora o ar-condicionado dual zone dê conta do recado de modo geral.

Mitsubishi Eclipse Cross: Impressões ao dirigir

Impressões ao dirigir

Porto Alegre-RS – O Mitsubishi Eclipse Cross é um carro esperto, muito ágil. Seu novo motor 1.5 Turbo é feito inteiramente em alumínio e possui compressor com 1 bar de pressão. Para muita gente é pouco, mas é o suficiente para entregar 165 cavalos a 5.000 rpm e 25,5 kgfm entre 1.800 e 4.500 rpm, mostrando enorme elasticidade com torque máximo quase o tempo todo.

O propulsor da marca japonesa não tem relação com a recente aliança com a Renault-Nissan, sendo de desenvolvimento próprio. Ele vem ainda com duplo comando de válvulas variável, intercooler e – o que chama atenção – dupla injeção de combustível, sendo indireta para regimes baixos e direta (dentro da câmara) para altos giros.

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No test drive a média de consumo não foi boa: 10,2 km/l. Não é algo que fazemos em testes rápidos como esse, onde foram percorridos 1/3 dos 300 km do teste, mas como o grupo HPE, diferente de outras empresas do setor, não possui frota de imprensa, emprestando seus carros eventualmente, então não podemos garantir uma futura avaliação do NA nesse caso.

Mas fora o consumo, o Mitsubishi Eclipse Cross se comporta muito bem para um crossover de pouco mais de 1.600 kg com câmbio CVT, que tem 8 marchas virtuais. O casamento entre motor e transmissão é o melhor já provado pelo NA até o momento, com baixíssimo deslizamento das correias nas polias, algo bem perceptível em qualquer CVT.

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Apenas a ré faz jus ao tipo de câmbio, precisando afundar mais o pé para uma resposta lenta, mas nada que prejudique seu uso. A calibração do propulsor com esse CVT dá ao Mitsubishi Eclipse Cross um desempenho bom, praticamente igual ao de um carro automático com engrenagens.

As respostas são pontuais em qualquer regime de trabalho e ele gosta de atuar sempre na casa de 2.000 rpm ou pouco menos, elevando-se rapidamente até 5.500 rpm, quando mudam-se as correias de posição (falsa marcha). Nas retomadas, ele também é bem esperto na reação, assim como em reduções e atuando-se de forma manual, com travamento das marchas até o limite técnico do CVT.

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Um toque mais longo no paddle shift e ele volta ao automático. Não há modo Sport, mas pelo que se pôde ver no teste, o Mitsubishi Eclipse Cross nem precisa disso. As reações e a elasticidade do propulsor, assim como o bom CVT nesse caso, garantem uma boa dose de prazer ao dirigir.

Rodando a 110 km/h, ele gira em torno de 1.800 rpm, o que é bom em termos de ruído e consumo (acreditamos). Subidas de serra são tranquilas para o crossover e ultrapassagens são feitas com a maior naturalidade, sem esgoelar o motor e com segurança.

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O conjunto motriz sem um bom handling não seria destaque. Assim, o Mitsubishi Eclipse Cross vem com uma direção elétrica bem leve e muito progressiva. Com uma suspensão muito bem acertada (com multilink na traseira), o crossover faz as curvas com exatidão e controle, contornando-se de forma prazerosa, assim como sem tendência de mergulho em frenagens fortes ou elevação exagerada da frente em acelerações.

Filtra bem as irregularidades, tanto no asfalto quanto em terra, onde para melhorar a performance, pode-se adicionar os modos Auto, Gravel e Snow (o último nem será usado no Brasil) no S-AWC, que tem acoplamento eletromagnético.

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Ele ajusta assim a distribuição de torque entre os eixos e as rodas, garantindo bom equilíbrio em curvas e também na transposição em trechos ruins de estradas de terra. Não é um 4×4 para off-road. O vão livre é de 200 mm com ângulo de entrada de 16° e saída de 32°, bem como diâmetro de giro de 5,3 m.

Os sistemas de assistência ao condutor são bons, sendo o controle de cruzeiro adaptativo o melhor, ajustando bem a distância para o carro da frente e freando de forma segura quando necessário e indicado no HUD também. Tem a função Stop-Go para parar totalmente e seguir novamente. Ele começa a agir a partir de 30 km/h, então dá para usar no trânsito urbano e não apenas em estrada.

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Há também o detector de pedestres com frenagem automática, mas o alerta de faixa é apenas visual e sonoro, nada de correção. Alerta de tráfego traseiro, retrovisor eletrocrômico, farol alto automático, sensor de chuva e sensores de estacionamento traseiro (e os dianteiros, já citados), além de monitoramento de pressão dos pneus, Auto Hold e freio de estacionamento eletrônico completam os itens de assistência ao condutor.

Em resumo, o Mitsubishi Eclipse Cross é um carro que agradou nesse curto contato. Tem boa performance e dirigibilidade, conforto na posição de guiar e bom espaço interno, especialmente atrás, assim como porta-malas condizente com a proposta, chegando a 1.197 litros com o banco traseiro rebatido. O pacote de equipamentos é bom e alguns itens se destacam, como o teto duplo, por exemplo. Vale a pena.

Mitsubishi Eclipse Cross – Galeria de fotos

Viagem a convite da Mitsubishi.

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