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Mitsubishi L200 Triton Sport 2019: Impressões ao dirigir

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A Mitsubishi L200 Triton Sport chega com algumas novidades na linha 2019. A nova geração da picape japonesa manteve os preços, que partem de R$ 120.990. Entre os destaques, o modelo agrega grade dianteira redesenhada nas versões HPE (R$ 154.990) e HPE-S (R$ 174.990), bem como faróis Dark Chrome com LEDs diurnos. Outra alteração foi o design das rodas de liga leve, agora aro 17 polegadas.


A opção topo de linha também apresenta como novidade multimídia com tela capacitiva de 7 polegadas, agora com sistemas Android Auto e Car Play. O primeiro possibilita utilizar os navegadores Maps e Waze. Os bancos com nova densidade de espuma e formato mais envolvente, também é outra alteração importante na picape.

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Além disso, a central multimídia da Mitsubishi L200 Triton Sport 2019 tem ainda o recurso de hot spot Wi-Fi com o uso de aplicativos. Há também câmera de ré. Essa versão tem ainda bancos em couro, banco do motorista com ajustes elétricos, ar-condicionado dual zone, sensores de chuva e crepuscular, botão de partida, lavador de faróis, faróis de neblina, sete airbags, entre outros.


A Mitsubishi L200 Triton Sport 2019 conta com controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, sensor de estacionamento, tração nas quatro rodas Super Select II com modos 4×2, 4×4, 4×4 com bloqueio de diferencial central e 4×4 com reduzida, assim como transmissão automática de cinco marchas com paddle shifts e até 20 combinações de marcha com os modos de tração.

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O modelo ainda dispõe de câmbio manual de seis marchas nas versões GL (R$ 120.990) e GLX (R$ 126.990), que ainda oferecem sistema de tração 4×4 Easy Select. A versão GLS (R$ 137.990) surgiu como opção com custo-benefício melhor e equipada com câmbio automático, bem como grade personalizável e novas rodas de liga leve aro 16 polegadas. A Mitsubishi L200 Triton Sport 2019 manteve o motor diesel 2.4 de 190 cavalos e 43,9 kgfm, feito em alumínio, como única opção.

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Fábrica

Feita na fábrica da Mitsubishi, em Catalão-GO, a L200 Triton Sport 2019 é um dos vários modelos feitos naquela planta, que atualmente faz Pajero, Lancer, ASX e a L200, além do jipe Suzuki Jimny. Ali também é feito o complemento para os importados Pajero Full (incluindo 3D), Outlander e os Suzuki Vitara e S-Cross. A empresa ainda produz o motor diesel 2.4 da L200 e outras na instalação.

Com capacidade para 120 mil carros por ano ou 25 carros/dia, a instalação faz no momento 16 carros/dia e tem um processo fabril que emprega tinta com solvente, embora esteja preparada para solução com água. Boa parte do processo é automatizado, mas ainda há muita operação manual. De acordo com a empresa, qualquer novo carro pode ser feito no local. A estamparia é feita em Pouso Alegre, de onde as partes são enviadas para Goiás, visto que o processo também gera incentivos junto ao governo goiano.

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Impressões gerais

A Mitsubishi L200 Triton Sport 2019 ficou mais interessante com a nova grade frontal cromada com barras horizontais. Os faróis Dark Chrome com LEDs diurnos reforçam a proposta da versão topo de linha, a HPE-S, mas seu estilo poderia ser mais bem resolvido se a inspiração fosse na Pajero Sport de nova geração, que ainda não veio ao Brasil.

O estilo da linha J ainda é atraente e marca a Triton desde a geração anterior, ainda produzida pelo grupo HPE em Goiás. A caçamba longa e o entre-eixos curto chamam atenção. A Mitsubishi fala que esse chassi curto permite melhor manobrabilidade, tendo esta raio de giro de 5,9 m. As novas rodas de liga leve aro 17 polegadas deram mais elegância ao modelo, mas a de aro 16 das versões GLX e GLS, inspiradas nos diamantes símbolos da marca, agradam também.

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Por dentro, o acabamento com preto brilhante ajuda, assim como o volante de aspecto esportivo e paddle shifts em cinza bem vistosos, mas fixos na coluna de direção. O cluster analógico é bom, mas o display do computador de bordo é muito apagado e simples demais. Já a multimídia não é muito intuitiva em certas funções, mas agora tem hot spot Wi-Fi, Android Auto e Car Play. Ela também possui aplicativos instalados que ampliam a conectividade do modelo. A câmera de ré tem boa visibilidade traseira.

O seletor de tração é uma sopa de letrinhas, com os 2H, 4H, 4HLc e 4LLc, mas cumpre o prometido. Os bancos agora são mais envolventes e macios, dando mais conforto ao dirigir. O lavador de faróis é um bom recurso quando se vai para o fora de estrada, mantendo as lentes funcionais durante a condução. O espaço geral é bom na frente, mas atrás ainda fica devendo. A caçamba é espaçosa e tem tampa de fácil manejo. Ela suporta uma tonelada e pode levar 2,3 toneladas de reboque com freio, lembrando que a L200 Triton Sport tem controle de estabilidade de reboque, garantindo mais segurança na condução.

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Impressões ao dirigir

Catalão-GO – A Mitsubishi preparou um extenso test drive por estradas de terra em áreas rurais e de mata nativa na região onde fica a fábrica. Nela nós pudemos experimentar a L200 Triton Sport 2019 em várias situações, que começaram por uma passagem rápida pela pista de testes, dentro do complexo industrial, onde é possível chegar a 110 km/h.

Na estrada, a L200 Triton Sport 2019 não apresentou alteração de seu comportamento, mantendo um bom ritmo com seu motor diesel 2.4 MIVEC, direção hidráulica muito mais leve que o desejável e um bom nível de ruído, mas o conforto extra dos novos bancos é perceptível. Nas curvas, nota-se o corpo mais firme no assento, bem diferente do modelo 2018. O câmbio automático de cinco marchas trabalha suave e responde prontamente com mudanças adequadas.

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O motor, sempre disposto, também garante boa performance, inclusive em ultrapassagens e retomadas. Rodando a 110 km/h, a rotação fica pouco acima de 2.000 rpm. A estabilidade é boa, mesmo com a caçamba bem proeminente, o que facilita as saídas de traseira. De modo geral, é uma picape agradável de se conduzir nessa situação. Daí, a Triton Sport 2019 caiu no fora de estrada. A suspensão independente na dianteira e rígida na traseira, com o sistema SDS II, garante filtragem e reação boas às condições do solo.

Com o 4HLc (4×4 com diferencial central bloqueado), a L200 se comporta muito bem nessas condições, garantindo boa distribuição de força entre os eixos e suportando firme buracos e depressões assustadoras das estradas da região. Embora o motor parece estar funcionando a plena carga, devido ao ruído alto, ele se mostrou bem frugal no percurso off road e manteve sempre a disposição, a força necessária para vencer as dificuldades do trecho.

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Vazia, a tendência da L200 Triton Sport 2019 é pular, mas não tanto quanto se imagina, visto que estava sem carga. As rodas de liga leve aro 17 polegadas suportaram bem, assim como os pneus, as condições bem ruins de alguns trechos. O câmbio modulou bem as marchas, sempre colocando a melhor opção em cada trecho.

Na pouca lama vista, o barro acabou no para-brisa, que automaticamente limpou a bagunça, enquanto os lavadores de faróis ajudaram a manter a visibilidade, especialmente com o enorme poeirão vermelho. Passa com facilidade trechos alagados e cheios de pedras, bem como não se recente diante de buracos profundos. Chegamos a usar o 4LLc (4×4 com reduzida) num trecho de mata fechada, onde o câmbio modulou bem entre primeira e segunda.

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No geral, a Mitsubishi L200 Triton Sport 2019 mostrou o que sabe fazer no fora de estrada, e isso agradou. A picape ainda precisa de mais itens de segurança ativa (a concorrência exige isso dela) e um design mais atraente, além da correção de pequenas coisas que incomodam, como a direção não tão leve em manobras (não é ruim, mas poderia inverter com o sentido na estrada, onde é leve demais) e instrumentação mais moderna e visível (computador de bordo). O custo de revisão é elevado, chegando a R$ 6.142 até 60.000 km. Fora isso, é uma picape com bons atributos.

Mitsubishi L200 Triton Sport 2019 – Galeria de fotos

Viagem a convite da Mitsubishi.  

5.0

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  • Daniel

    Difícil gostar dessa picape.

    • jvc

      Não acho não…

  • 1 Raul

    Logo que saiu essa geração, não me agradou nas fotos, passei em uma css pra ver ao vivo, e ficou realmente horrível, conseguiram detonar uma das pickups mais bonitas do mercado.

  • Feliphe Santos

    Quando eu vi a antiga L200 triton na rua pela primeira vez, fiquei impressionado com tamanha beleza. Agora eu vejo essa e fiquei impressionado com o que a Mitsubishi fez com esse carro. Não é que tenha ficado ridícula, mas a anterior parece ser mais atual que essa nova geração

    • Paulino Lino

      Igual acontece com o novo Cruze hatch que parece ser “velho” perante o velho kkkkkkk

  • Silas Coul

    O grande erro dessa picape é o novo desenho dessa geração atual. Ficou parecendo carro chinês. É uma bela máquina. Mas a mitsubishi precisa urgentemente trocar de desenho pra algo mais parrudo.
    Acho incrível é uma equipe sentar pra reunir e sair um desenho desse ridículo aprovado pra produção mundial.
    A regressão ficou pior que a do new civic da geração 8 pra 9.

  • REDDINGTON

    Impressões ao dirigir: O susto foi tamanho que não quis arriscar.

  • Unknown

    Pickup com cara de Mahindra! Feia que dói!

    • Miqueias Pereira

      Pior….Essa grade dela lembra aquela Scorpio mesmo!! Mitsubishi já foi referência em design, agora tá apanhando até de carro chinês. Mas, quanto à qualidade, creio que não se discute..É top!!

  • octavio cesar godoy

    Não sei porque não copiam as frentes das pick ups americanas, com a frente robusta e quadradona, tipicas de camionetes para trabalho, eu tenho fazenda, mas ainda nao tive coragem de comprar nenhuma camionete, só uma toyota em 2010, motor fraco, nao puxa, gosto da pajero full, essa quadradona, parrudona, e nao essas porcarias que mais parecem carro com carroceria

  • KevinGR

    O grande ponto fraco desse carro é o design dianteiro de mahindra, mudando essa frente o carro inteiro iria ficar mais bonito (tem na internet fotos de uma com frente da nova pajero).

    Agora, verdade seja dita, por 138 mil é de longe a diesel automática 4×4 mais barata, a hilux aut diesel 4×4 mais barata é 163k, A ranger com aquele motor 2.2 de 0 a 100 em 15s é 162k, A amarok 2.0 é 160k.

    • Francisco Helio

      A ranger 2.2 custa 120 na prática.

  • octavio cesar godoy

    E a foto da chamada da materia, nao é a mesma, frentes diferentes

    • Unknown

      No próprio (longo) texto diz que em algumas versões, a grade dianteira é configurável. A grade com friso horizontal é muito melhor do que a primeira, de muito mal gosto!

      • Marcelo Amorim

        E o bom da matéria é que pra mostrar a diferença na grade,só tiraram foto da picape com a mudança toda suja.

  • octavio cesar godoy

    E atras continua não oferecendo conforto, eu como tenho 1,84 experimentei atras, uma decepçao, apertada

  • Augusto Brum

    Hoje em dia o pessoal só fala sobre o design… Eu acho ela agradável, mas gosto é algo muito subjetivo. E eu acho que essa nova L200 continua sendo uma ótima picape, gosto do padrão Mitsubishi. Espero que a Renault-Nissan mantenham isso.

    • th!nk.t4nk

      Sim, principalmente aqui nos comentários do NA. Ninguém avalia mais tecnicamente o produto, é só visual, visual. Às vezes tem umas baitas soluçoes de engenharia, mas o povo só quer saber da aparência acima de tudo.

      • fschulz84

        Na verdade, estamos vivenciando a “Geração Design”. Tudo é design, tudo é avaliado por ser bonito ou feio… E isso em todos os segmentos (não somente automotivos)… Cheguei a ver em uma loja de eletrodomésticos uma pessoa comentando com a outra que não iria comprar um forno elétrico pq ele era “feio”…

        Tudo é muito superficial, são poucas as pessoas que analisam todo o conjunto de um produto (e se atende as necessidades) se o design não agradar na primeira impressão.

        Daqui a pouco, até pra comprar meias vamos escolher pelo design.

        • Cosi fan Tutti

          Mas isso é até normal, tudo começou com Michelangelo e Da Vinci.

      • jvc

        Perfeitos o seu comentário e o do Augusto Brum… pessoal agora só ve se o carro é bonitinho ou não… geração facebook/instagram mesmo… affff…

      • TijucaBH

        Se analizar a parte tecnica dela, passa vergonha também. Cambio at de 5 marchas e um dos motores mais fracos, alem de falta de varios itens de segurança. Destaque apenas pra tração com opcao de 4×4 on road.

      • Ramón Alves

        Verdade. Se formos analisar friamente, a frontier deu um passo à frente com a nova suspensão que eles dizem que é multilink e pelo conjunto da picape.

    • Jaspion

      o melhor seria a Renault & Nissan aprender a fazer pickups com a MIT, e não o contrário

    • Felipe

      Partilho da mesma opinião. Penso que o público-alvo (o verdadeiro trabalhador bruto) desta pickup não está focado no design, se é feio ou se é bonito, e sim nas atualizações do conjunto como um todo: economia proporcionada, tecnologia embarcada que poderá facilitar o trabalho, dentre outros fatores. A verdade é que se alguém adquire um veículo deste tipo PRIORIZANDO o design, essa pessoa não quer o veículo para a sua finalidade, e sim pra ir à shoppings, barzinhos, etc. Aí. no caso, existem opções “semelhantes” com um “design mais arrojado” e por muito menos: Compass, Renegade, Toro, etc.

  • Henrique

    Câmbio automático de cinco velocidades não está desatualizado? Parece-me que no exterior já é um câmbio de 8 velocidades. Ou este câmbio de 8 velocidade só é para a nova Pajero Sport? Alguém sabe?

  • pedro

    Essa picape parece mais feia por fotos, ao vivo ela passa uma impressão melhor.

  • Emanuel

    Infelizmente é o pior design entre as pickups médias…

    • Ramón Alves

      com certeza. horrível..

  • Paulino Lino

    Toda vez que vejo essa picape eu me pergunto: Por que ela é tão feia? Será que tem como piorar? Que tipo de medicamento a pessoa que compra usa?….. e por aí vai

  • Sérgio

    Pagar caro numa camionete e não ligar para o design é a mesma coisa que paquerar uma mulher feia pagando um jantar num restaurante chique e caro….
    Realmente erraram a mão no desenho, tá mais para o gosto dos países asiáticos e não para os ocidentais.
    Isso foi explicado quando o pessoal da Nissan foi na sede da Mitsubishi e constataram que uma simples decisão demora horas para ser decidida, é a mesma coisa de um artista pintando um quadro e nunca decidindo quando está pronto.

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