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Mobilis e Velfera prometem carros elétricos feitos em Santa Catarina

mobilis-li-versões-NA Mobilis e Velfera prometem carros elétricos feitos em Santa Catarina

O estado de Santa Catarina pode em breve ter dois fabricantes de carros elétricos em duas de suas cidades. A primeira dessas novas iniciativas que visam introduzir veículos movidos por energia no cenário nacional, tendo como base a região, é a Mobilis. Discretamente, a empresa sediada em Palhoça começou seu desenvolvimento na área e agora já conta um modelo desenvolvido localmente e batizado de Li.



O projeto já teria sido finalizado e no site da empresa, conta-se três versões para o Li: Trail, Comfort e Work. Esta última, com foco comercial. Semelhante a um buggy com capota e para-brisa bem curvado, o veículo mede 2,66 m de comprimento, 1,59 m de largura e 1,58 m de altura, tendo motor elétrico com duas opções de potência e velocidades máximas de 45 km/h ou 60 km/h. A autonomia das baterias de lítio é de 50 km e o tempo de recarga é de até seis horas.

Com 300 kg de carga útil, o Mobilis Li tem espaço para duas pessoas, podendo levar outras duas em configuração específica. Na versão Plus, o modelo ganha rodas de liga leve, sistema de recarga com tempo reduzido para três horas e sistema de som. Para ligar, o carrinho utiliza um aplicativo para que o usuário possa logar e assim fazer o veículo funcionar. Um app dedicado monitora a performance e outros dados do carro.

velfera Mobilis e Velfera prometem carros elétricos feitos em Santa Catarina

A empresa, fundada em 2013, é uma iniciativa dos engenheiros mecânicos Mahatma Marostica e Thiago Hoeltgebaum, além do engenheiro eletricista Paulo Bosquieiro Zanetti, todos com experiência na área automotiva ou de tecnologia. Marostica teria trabalhado também na TAC Motors, antigo fabricante catarinense de jipes.

Segundo o Diário Catarinense, a Mobilis está em busca de aporte financeiro para iniciar a produção em série e homologar o veículo com airbag duplo e freios ABS, a fim de que possa ser comercializado no país. Quando no mercado, o Li deverá custar R$ 45 mil, o que se torna um preço bem competitivo, dado custo do carro elétrico no Brasil, onde a carga tributária para o segmento é enorme e onde os incentivos são mínimos.

Mas a Mobilis não estará sozinha no cenário automotivo catarinense. A cidade de Joinville já está negociando com a empresa britânica Velfera (foto acima), criada por ex-engenheiros da Tesla Motors. A administração municipal, o governo estadual, a agência Investe Santa Catarina e a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), estão mantendo conversas com a companhia, liderada pelo Dr. Vincent Dammai. Na internet, a Velfera aparece como uma empresa de design automotivo localizada no Texas.

[Fonte: Diário Catarinense]

Agradecimentos ao Paolo.

 

 

 

  • leandro

    Como não jogamos golf se adaptar serve de carrinho maca nos estádios

    • th!nk.t4nk

      Todo mundo falando em carrinho de golf, mas pra mim esse Li é basicamente um concorrente do Renault Twizy. Mas com uma grande diferença: o Twizy custa 7000 € (27 mil Reais) e vende pouco na Europa porque é considerado caro. Já esse Li custa 45 mil, a ser vendido num mercado bem menor e menos abastado. Difícil ser otimista nesse caso. Nao acho que empurrá-lo como “veículo pra condomínios” seja o caminho. A única saída que vejo seria atrelar esse carrinho a um sistema de aluguel por minuto, tal como a Mercedes e a BMW fazem na Europa (com o Car2Go e o Drive Now, respectivamente). Aí sim. Poderiam fazer um projeto piloto, mas alguém teria de entrar com a infra-estrutura pra recarga. Aumentando um pouquinho a velocidade máxima e a autonomia, esse modelo de aluguel serviria bem em Curitiba, por exemplo. O difícil seria ver o poder público investindo nesse momento de crise.

      • Deadlock

        Infelizmente aqui é tudo caro, até carro elétrico chinês é caro por aqui.

    • Douglas

      Infelizmente no Brasil esporte se resume a futebol, quase não tem automobilismo nem Golf.

      • Cássio

        E eu que jogo basebol então! kkk Existem alguns campos de basebol e softbol em São Paulo, mas pouquíssima gente conhece. Acaba ficando mais restrito à colônia japonesa e seus amigos. Raramente entra alguém que veio porque quis. E o pior é que é muito legal, prefiro 1000x basebol do que futebol/basquete/vôlei. Imagina patrocínio então.

  • Hugo Leonardo Dos Santos

    Se aumentasse a autonomia pra uns 150 km e tendo duas porta e tampa do porta malas, por R$ 45 mil seria muito interessante

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Mais dois para manter a tradição brazuca de vaporware automotivo

  • Elfo Safadão.

    Carro sem porta?
    Buggy?
    ……………..
    Nanico te cuida.

    • Raul Cotrim de Mattos

      Aquele Nanico é um projeto bem porco… pior q TCC de faculdade. Deve ser algum tipo de esquema para desviar recursos do governo… só pode

    • José Barbosa

      carro sem porta no Brasil beira a piada.

      • leitor

        Não é apenas pra mostrar o interior? Nussss Então o dono que agradeça se encontrar um cachorro lá dentro. Evita os curiosos.

  • Sílvia

    Mto complicado ser inventor brasuca , basta ver os comments a seguir . Bom , eu tiro o chapéu aos engenheiros , mas , sempre que vem o novo e a inovação , logo dão um jeitinho de ir segurando , segurando . . . até vencer pelo cansaço . Enfim , Brasil . Meus votos de sucesso !!!

    • Luis_Zo

      Estudei com o Mahatma e acompanho já alguns anos a batalha que é empreender nesse país, ainda mais nessa area.

      É sim de tirar o chapeu

    • leitor

      Na pior das hipóteses seria um começo de uma promessa. Merecem sim crédito. Por mais avançados que sejam os outros o preço também conta. Falar de Ferrari e andar de buzu ou metrô em pé, até mesmo de carro com 7 anos, também é pauleira. Que tem muito a melhorar, claro, mas quem não tem? O capital privado no Brasil poderia chegar nesse filão de mercado.

  • Maycon Farias

    Gostei do azul.

  • Cosi fan Tutti

    São bem estilosos, lembrou os Lancia.

  • Bikudin

    50 km autonomia? Ta de brincadeira né? Os carros da Hitec ficam na casa dos 120 ou 130 km

  • Mario

    Precisa melhorar a autonomia e baterias! A Weg poderia assumir a parceria!

  • zekinha71

    Todo mês tem notícia de lançamentos desses brinquedos caros, mas ver um ao vivo é praticamente impossível.

  • RRN

    O brasileiro precisa de carros elétricos de verdade, não de carrinhos de golf.
    É difícil criar um modelo compacto nos moldes de um Smart ou de um Fiat 500 para 2 ou 4 pessoas? O mercado quer carros para serem usados no dia a dia, ir ao mercado, levar filhos para a escola visando economia. De que adianta fabricar um modelo que não pode ser usado em dias de chuva ou ser estacionado na rua?

    • Cássio

      Acho que o problema não é o tamanho, mas a qualidade. Se for ver pelo tamanho, perceba que os brasileiros sempre criam carros minúsculos, dado o custo. Mas entre a qualidade (segurança, resistência, robustez) de um desses e a de um ForTwo, existem bilhões de dólares e anos de experiência de diferença.

  • Douglas

    Se for pra andar de carrinho de golfe até uma scooter é melhor, já que vai se molhar na chuva mesmo.

  • Munn Rá : O de Vida Eterna

    Os primeiros são ” jeitosinhos ” e esse último ………………. caramba …………………. bastante bonito/exótico

  • leitor

    Se forem tratados como carrinhos de golfe podem olhar o mercado internacional, já que tem pouco por aqui. Torço pra que desenvolva bem e tenha sucesso. Mais autonomia, segurança e conforto que são as principais demandas. Depois vê outros nichos.

  • leitor

    Creio que mesmo com essas características limitadas, muitos interiores do Brasil com até 30-40-50 mil habitantes esses carrinhos seriam o máximo. Fazendinha. Pelo menos tem suporte comercial para investir em outros mercados mais exigentes, cidades maiores etc.

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