Montadoras: falta de peças faz produção reduzir e até paralisar

Montadoras: falta de peças faz produção reduzir e até paralisar

Algumas montadoras já estão sendo afetadas pela falta de peças e componentes eletrônicos em suas linhas de produção. No Brasil, o problema está relacionado com a rapidez da retomada da produção no país, em virtude da Covid-19.


Contudo, as fábricas brasileiras já sofrem com a falta de componentes eletrônicos oriundos da crise mundial que afetou a indústria automobilística por causa do fornecimento de chips.

Os chips são necessários para a produção de placas e circuitos eletrônicos que controlam as funcionalidades dos automóveis. Mas, além dos chips, faltam outras peças fundamentais para a montagem final dos carros.

A Honda, por exemplo, anunciou paralisação da linha de montagem em Sumaré, interior de São Paulo. De acordo com o site UOL, a General Motors terá de parar a produção em Gravataí-RS, por pelo menos três semanas, de modo a permitir que os fornecedores tenham estoques de peças.

O líder Onix e o irmão Onix Plus devem ter as vendas afetadas por conta disso. Montadoras como Volkswagen e Mercedes-Benz, dizem que (ainda) não foram afetadas pela escassez de insumos, mas a Stellantis alerta para a escassez mundial e cita o aumento expressivo na venda de eletrônicos, devido à pandemia.

Isso desestabilizou o equilíbrio que os fabricantes de chips tinham, uma vez que, enquanto os eletrônicos disparavam, os carros encostavam nas linhas de montagem por causa do fechamento das fábricas, motivadas pelo coronavírus.

Assim, a maior parte da produção de chips foi para a indústria de eletrônicos, gerando escassez do outro lado. Nos EUA e Europa, várias fábricas estão com suas linhas paradas por falta do insumo.

A imprensa internacional relata diariamente a interrupção da fabricação de um modelo ou outro. Embora nem todos sejam afetados, o desequilíbrio na produção mundial de veículos pode até elevar os preços, devido à oferta menor de carros nos principais mercados.

[Fonte: UOL/Automotive Business/CNN]

 

 

Ricardo de Oliveira
Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

45 comentários em “Montadoras: falta de peças faz produção reduzir e até paralisar”

      • Não, porque na era da hiperinflação os salários também aumentavam de acordo com ela. Estamos numa época que só não existe inflação para os salários. Resultado disso? poder de compra despencando…

        • Poder de compra no Brasil só foi “estável” até meados de 2012, por ai. De resto, só ladeira abaixo. Aqui mesmo, num site automobilístico, medem poder de compra de carro 0km com base em salário mínimo, sendo que o cidadão que ganha isso tem uma biz usada de uns 10 anos, botando 10zão por mês. Na realidade, a renda não aumentou o suficiente, e vejo que até os classe-média alta e o povo mais rico estão investindo menos em gastos supérfluos.

          • Concordo, conheço gente de classe média/alta que está vendendo carros da família e procurando simplificar seu estilo de vida devido ao absurdo aumento do custo de vida que estamos observando no país.

            • Exatamente. É só aquele “pobre” classe média, que vive endividado, que fica trocando de carro a cada 2-3 anos e, antes mesmo da pandemia, já devia Deus e o mundo.

              O filho do dono da empresa que trabalho (ramo agropecuário, né… ja viu quanto que ganha) comprou um hb20 1.6 usado, da localiza, mesmo a familia dele tendo MUITO dinheiro. Esse povo rico investe em coisa bem melhor do que carro. Eles visam o futuro, um planejamento e uma boa vida financeira, enquanto os outros só têm gastos bobos

  1. Em partes acredito. Recentemente tive dificuldades no fornecimento de chapas de vidro temperado e (pasmem) até embalagem de papelão.
    Mas não duvido que algumas empresas estejam se aproveitando da situação pra fazer os preços subirem.

    • Onde trabalho está faltando até o outrora super comum aço SAE 1008. Nunca vi isso acontecer em quase 20 anos de profissão.
      Cadeia de suprimentos foi totalmente desarranjada. Eu mesmo fiquei quase 3 meses em casa durante o início da pandemia e a empresa não repôs os estoques. Tá uma bagunça.

      • Pneus também estão com preços nas alturas devido falta de itens. Até o pneu de mercado, está caríssimo, olhei um 175/65-14 Marca “Sabonete” Pirelli P400 e estava por R$ 439,00 totalmente fora da realidade. Bom, talvez esteja dentro da nova realidade.

    • Minha carreta faz mto frete de retorno trazendo piso pra minha região!! Por diversas vezes agora na pandemia ela não conseguiu o frete, as vezes conseguia só parte do frete, e as vezes vinha trazendo piso quente ainda, q tinha acabado de sair da produção! Cimento, mesma coisa! Sendo que antes esses produtos sobravam nós estoques!

      • Trabalho com alimentos e realmente esta faltando papelao para as embalagens, fora o preço absurdo, caixa que se pagava 4,50 esta 7/8 reais quando tem para comprar, até reciclada ta escassa

    • acho uma visão muito miúda pensar que as montadoras e os comerciantes não se doem, bem pelo contrário. É muito complicado ser obrigado a repassar o valor do preço dos insumos e te garanto que no caso da montadora não é de forma integral, como trabalho numa sei bem o quão é batalhado p/ segurar preço e acredite, se fossemos passar o que subiu os insumos iria ser um valor muito maior do que está subindo…as montadoras estão segurando muito no peito ainda..

  2. Bikes também tá dificil achar coisa BOA por aqui… tente comprar uma MTB Specialized, Cannondale basica ou intermediária, NÃO ACHA desde agosto do ano passado!

  3. As fabricantes de chips sempre trabalharam com margem super apertada para fornecer eletronicos para as fabricantes de automoveis. Como a demanda subiu para a aplicação de computadores e outros, além da margem ser maior, a demanda tbm cresceu. Os novos fornecimentos já vieram com nova proposta e preço maior.

  4. Mais uma situação altamente suspeita. Os maiores fornecedores de componentes eletrônicos para a indústria brasileira estão na China. Cá entre nós, a China não teve nem 30 dias de lockdown, lá no início da Pandemia, há 1 ano. A indústria automotiva opera hoje para atender à uma projeção de vendas em 2021 pouca coisa maior do que foi em 2020 e muito abaixo dos volumes de anos anteriores (ela opera com 50% da capacidade instalada). Definitivamente a tal falta de componentes não é causada pela “retomada” da indústria.

    • Aí do nada, falta pra todo mundo menos pra eles… Cria-se falta de produtos nos concorrentes enquanto ele estão com frota sempre à pronta entrega. Seria isso? Ou somente desculpa pra aumentar os preços?

Deixe um comentário