Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

A Montana 2015 chegou ao mercado com duas novidades, uma delas a direção hidráulica de série na versão LS e também a nova cor Carbon Flash, oferecida também na versão Sport, a topo de linha.


A direção hidráulica era um item opcional no ano modelo anterior e fora incorporado posteriormente à versão Sport. Então, a GM decidiu estender para a LS, que era a opção de entrada da picape leve da GM.

Já a adição da cor veio a somar-se às opções Branco Summit, Vermelho Pepper, Cinza Astec e Prata Switchblade. Voltada para o trabalho, a Montana era uma picape que nasceu de um projeto nacional, surgido da extrema necessidade de custo.

Assim, com base na plataforma GM 4200 do Celta, a Montana surgiu como opção às rivais Volkswagen Saveiro e Fiat Strada. Ela vinha com motor Família I 1.4 Econo.Flex com até 102 cavalos e 13,5 kgfm.

Manual de cinco marchas, o câmbio da picape era suave e de bons engates, mas a posição de dirigir era ruim, colocando o motorista desalinhado devido ao projeto de alargamento do Celta para convertê-lo numa picape.

Montana 2015 – detalhes

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

Contudo, o principal era a caçamba e a capacidade de carga. Aí, o visual questionável e o acabamento pobre dão lugar a 758 kg num volume de 1.100 litros. Números bons para a picape da Chevrolet.

Tendo suspensão traseira por eixo de torção, assim como a dianteira com McPherson, a Montana 2015 era robusta e de baixo custo, boa para rodar nas condições ruins de ruas e estradas brasileiras.

Sua suspensão elevada ajudava na transposição de obstáculos e dificuldades do dia a dia, como rampas íngremes, lombadas altas, áreas parcialmente alagadas, estradas esburacadas, entre outros.

Sem derivados, exceto a adaptação chamada Combo, nos primeiros anos, a Montana seguiu a Ford Courier, indo direto ao trabalho. Tinha muitos opcionais e acessórios, mas podia ficar completinha, embora com apenas o aceitável.

Nesse caso, podia vir com rodas de liga leve aro 16 polegadas, faróis e lanternas escurecidos, faróis de neblina, capota marítima, rack de teto, protetor de caçamba, ar-condicionado, CD/MP3/USB/Bluetooth, piloto automático e alarme.

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Havia ainda vidros elétricos com retrovisores igualmente ajustáveis eletricamente, assim como as travas, integradas à chave-canivete com telecomando. Esta acionava até o alarme. Nas portas, os vidros tem função de descompressão.

Peculiar, todo carro da Chevrolet abaixa um dos vidros dianteiros (quando a porta não está sendo usada) para evitar um súbito aumento de pressão na cabine durante o fechamento, o que poderia aí deslocar até o para-brisa.

Por fora, faróis enormes que não agradavam à maioria, mas as linhas laterais foram criativas, ainda mais com os degraus de acesso à caçamba. A traseira era aceitável, ainda mais pelo degrau longo e de fácil uso.

Dentro, o Agile mandava lembranças com um layout que tinha o display digital do ar-condicionado como destaque, embora o cluster com disposição única, fosse bem estranho com seus ponteiros nas extremidades do conjunto.

Já o volante era surpreendentemente mais interessante que o usado pelos demais da linha Chevrolet, incluindo o Cruze da época. Tem até fundo chato e uma empunhadura agradável com aro mais espesso, como o VW Nivus em relação ao Polo.

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

Os bancos tinham rampas que lembravam travesseiros retangulares, adicionados para ajudar numa posição mais alta de motorista e passageiros. O arranjo tem relação com a altura maior em comparação aos Celta e Prisma (primeira geração).

Além disso, as maçanetas sem molduras também não passavam despercebidas. Já o rádio 1din era da Positron e dava conta do recado, assim como os dois alto-falantes com tweeters. Longe das rivais, não tem bloqueio do diferencial.

Feita em São Caetano do Sul, a Montana 2015 via seu irmão Agile chegar de Rosário, no norte da Argentina. Assim como ele, usava componentes conhecidos há mais de 20 anos, que eram fáceis de se encontrar.

Custando a partir de R$ 36.296 na versão LS e R$ 44.796 na Sport, que só tinha nome, a Chevrolet Montana era alternativa às demais do mercado e ainda hoje é bem valorizada, haja visto que sua produção encerrou-se em 2021.

Para 2022, chega a nova geração, como uma picape média, feito em uma linha de montagem exclusiva, posta no lugar da antiga. Por ser reconhecida no mercado desde 2003, a Montana manterá seu nome, embora mude de segmento.

Após 11 anos sem mudanças, ela saiu de cena, mas vendeu 272 mil de unidades. Um feito para um produto que era mais desatualizado que o modelo que substituía e ainda usava componentes projetados nos anos 80, como chassi e motor.

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

A Montana 2014 tinha um visual bem peculiar em relação ao portfólio da Chevrolet e vinha com faróis grandes de lentes puxadas, que trazia parábola simples com máscara negra, repetidores de direção e lanternas.

O para-choque tinha molduras laterais ressaltadas com faróis de neblina circulares e acabamento geral preto, além de grade central com barras na cor do carro. A grade dupla tem acabamento preto com grelha treliçada e logo da Chevrolet.

Nas laterais, as colunas B tem vigias laterais, enquanto as portas eram as mesmas do Agile, assim como os retrovisores, que eram pretos e passaram a ser pintados na cor do carro na versão LS, assim como na Sport.

Já as maçanetas eram na cor do carro ou pretas na LS, enquanto as rodas de aço aro 14 polegadas com calotas e pneus 175/70 R14 eram oferecidas nessa opção, com a Sport tendo rodas aro 16 polegadas com pneus 195/50 R16.

Nas laterais da caçamba, vincos pronunciados ressaltavam as saias de rodas e também destacavam os degraus laterais, que facilitavam o acesso ao compartimento de carga e ainda tinha acabamento em plástico preto e borracha.

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

As lanternas traseiras eram compactas e escurecidas na versão Sport, tendo ainda a Montana 2015 para-choque pronunciado com degrau central rebaixado em toda a extensão da caçamba, que se dobrava sobre ele.

Contudo, a tampa da caçamba portava a placa de registro do veículo e isso impedia a picape de circular com ela aberta, exceto com um extensor de caçamba com suporte para uma terceira placa, assegurando assim a legalidade do uso.

Sobre as laterais da caçamba, acabamento plástico preto com ganchos de amarração de carga e trilhos para encaixe da capota marítima, sendo que as bordas do compartimento eram curvadas próximas da traseira da Montana.

Estas curvavam-se para cima em direção à cabine, onde havia luz auxiliar de freio sobre a vigia corrediça, que tinha ainda grade protetora em aço. No teto, antena pronunciada e rack aerodinâmico, no caso da versão Sport.

Esta ainda vinha com acessórios como faixas decorativas e a própria capota marítima, santantônio, sensor de estacionamento, suporte para bicicleta, extensor de caçamba com placa, entre outros, por exemplo.

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

Por dentro, a Montana 2015 tinha o painel do Agile, que assim como neste hatch, tem proximidade exagerada do para-brisa reto com o habitáculo, limitando o tamanho do conjunto frontal.

Além disso, a coluna de direção ficava deslocada em relação aos pedais, bem como o conjunto em relação ao banco. No painel, cluster com mostradores laterais analógicos para velocímetro, conta-giros e nível de combustível.

Havia ainda um display digital central em cor Ice Blue com temperatura da água, consumo médio e instantâneo, quilometragem total e parcial, autonomia, hora, data, entre outras funcionalidades.

O volante da Montana tem formato diferenciado e comandos de mídia/telefonia e piloto automático, além de apliques prateados e fundo chato, bem como coluna de direção ajustável em altura. O computador era acionado na haste direita.

Ao centro, o ar-condicionado tinha um display digital para ilustração do funcionamento, mas ele não era automático, sendo um artifício da General Motors para amenizar o extremo baixo custo do projeto.

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

Mais abaixo ficava o som 1din da Positron com CD, MP3, USB e Bluetooth, com um espaço para objetos abaixo, junto à fonte 12V. Havia ainda apliques prateados envolvendo os difusores de ar laterais, que eram circulares como os centrais.

O painel tinha ainda um porta-objetos sobre o conjunto, bem como porta-luvas com tampa e as colunas A vinha com tweeters na preparação para som. Na coluna do motorista, ficava o ajuste dos retrovisores elétricos.

Nas portas, as maçanetas metalizadas não tinham molduras em volta e os comandos dos vidros elétricos eram nas portas, que tem ainda pequena seção em tecido, bem como porta-garrafas ou copos na parte inferior.

O túnel tinha porta-copos duplo e alavanca de câmbio com pomo inclinado para frente e pintado de cinza brilhante. Já o freio de estacionamento era recuado e curto. Já os bancos tem tecido diferenciado com baixo-relevo e faixa azul.

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

Neles, os encostos eram reclináveis, assim como os apoios de cabeça eram ajustáveis em altura. Os cintos de segurança de três pontos tinham ajustes em altura, pré-tensionadores e eram retráteis. A Montana 2015 tem freios ABS e airbag duplo.

Os pedais da picape eram esportivos na versão Sport. No teto, alças, espelho interno dia e noite, bem como para-sois com espelho e porta-documento. A picape tem iluminação interna, assim como vidros verdes e para-brisa degradê.

Já a caçamba tinha 1.100 litros, além de comportar parte dos 758 kg de carga útil, visto que o cálculo da mesma inclui o peso do motorista. A trava da caçamba era própria e necessitava de chave.

Montana 2015 – versões

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

Equipamentos

Chevrolet Montana LS 1.4 MT – Motor 1.4 e câmbio manual de cinco marchas, mais faróis escurecidos, rodas de ço aro 14 polegadas com calotas, pneus 175/70 R14, caçamba com proteção plástica, bordas do compartimento de carga com ganchos, vidros verdes, para-brisa degradê, retrovisores na cor do carro, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste em altura, preparação para som com dois alto-falantes e dois tweeters, antena no teto, maçanetas e degraus laterais pretos, bancos dianteiros reclináveis, apoios de cabeça, cintos de 3 pontos, airbag duplo, freios ABS, alças de teto, retrovisor interno dia e noite, para-sois com espelho e porta-documento, grade protetora do vidro traseiro corrediço, luz auxiliar de freio, entre outros.

Opcionais – Ar-condicionado, rodas de liga leve aro 15 polegadas com pneus 185/60 R15, vidros elétricos, travas elétricas, retrovisores elétricos, rádio com CD/USB/Bluetooth, volante multifuncional, coluna de direção ajustável em altura, piloto automático, faróis de neblina e acessórios.

Chevrolet Montana Sport 1.4 MT – Itens acima, mais lanternas escurecidas, rodas de liga leve aro 16 polegadas com pneus 195/50 R16, rack no teto, maçanetas na cor do carroceria, vidros elétricos, travas elétricas, retrovisores elétricos, bancos com padronagem diferenciada, pedais de alumínio, faróis de neblina, entre outros.

Opcionais – Ar-condicionado, rádio com CD/USB/Bluetooth, volante multifuncional, coluna de direção ajustável em altura, piloto automático e acessórios.

Preços

  • Chevrolet Montana LS 1.4 MT – R$ 36.296
  • Chevrolet Montana Sport 1.4 MT – R$ 44.796

Montana 2015 – motor

Montana 2015: detalhes, motor, consumo, preços, versões, revisão

A General Motors tinha na Montana 2015 o velho motor GM Família I, que chegou ao Brasil em 1994 com o Chevrolet Corsa, de segunda geração. Ele nasceu em 1982 com a Família II, a mesma do Monza, que desembarcou em 1983.

Assim como este, o Família I tinha bloco de ferro fundido com cabelote de alumínio, além de duas válvulas por cilindros na versão 1.4 destinada ao Brasil. O comando roletado foi inserido na modernização do mesmo, ainda por correia dentada.

Esse propulsor, chamado Econo.Flex, tem tuchos hidráulicos, dispensando ajuste de válvulas, assim como coletor de admissão em plástico e velas com bobinas individuais, o que tornava mais eficiente a ignição.

Com estas características, o propulsor da GM tinha seus 1.389 cm3 com taxa de compressão de 12,4:1. Dessa forma, entregava 97 cavalos na gasolina e 102 cavalos com etanol, ambos a 6.000 rpm.

O torque no primeiro era de 13,2 kgfm, enquanto o segundo atingia 13,5 kgfm, obtidos igualmente a 3.200 rpm. A transmissão era manual de cinco marchas.

Desempenho

  • Chevrolet Montana 1.4 MT – 0 a 100 km/h – 12, segundos
  • Chevrolet Montana 1.4 MT – velocidade máxima – 170 km/h

Consumo

  • Chevrolet Montana 1.4 MT – cidade – 6,9/8,1 km/l
  • Chevrolet Montana 1.4 MT – estrada – 9,4/11,5 km/l

Montana 2015 – manutenção e revisão

Revisão10.000 km20.000 km30.000 km40.000 km50.000 km60.000 kmTotal
1.4R$ 344,00R$ 716,00R$ 844,00R$ 600,00R$ 1.032,00R$ 888,00R$ 4.424,00

Montana 2015 – ficha técnica

Motor1.4
Tipo
Número de cilindros4 em linha
Cilindrada em cm31389
Válvulas8
Taxa de compressão12,4:1
Injeção eletrônicaIndireta
Potência máxima97/102 cv a 6.000 rpm (gasolina/etanol)
Torque máximo13,2/13,5 kgfm a 3.200 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão
TipoManual de 5 marchas
Tração
TipoDianteira
Direção
TipoMecânica ou Hidráulica
Freios
TipoDiscos dianteiros e tambores traseiros
Suspensão
DianteiraMcPherson
TraseiraEixo de torção
Rodas e Pneus
RodasAço ou liga leve aro 14 ou 16 polegadas
Pneus175/70 R14 ou 195/50 R16
Dimensões
Comprimento (mm)4.514
Largura (mm)1.700
Altura (mm)1.579
Entre eixos (mm)2.669
Capacidades
Caçamba (L)1.100
Tanque de combustível (L)54
Carga (Kg)758
Peso em ordem de marcha (Kg)1.152
Coeficiente aerodinâmico (cx)ND

Montana 2015 – fotos

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.