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Motores 1.0 e as cicatrizes deixadas pelo cenário brasileiro

uno-mille-1990-620x412 Motores 1.0 e as cicatrizes deixadas pelo cenário brasileiro

Os motores com aproximadamente um litro de deslocamento são sinônimo de modernidade e economia em países desenvolvidos, mas por grande parte dos leitores são considerados “pés de boi”, “carros de plástico”, entre outros apelidos pejorativos. Mas de onde e por que surgiu esta opinião geral?



Diante dos testes realizados pela Latin NCap nos últimos tempos e com a adoção de padrões mais rigorosos, percebemos cada vez mais que os carros chamados de “populares” são considerados verdadeiras armas para seus donos e demais ocupantes. Mas a pergunta que ecoa é: “de quem é a culpa por esta situação?”

Do governo, que criou impostos e ditou uma nova política às fabricantes na década de 1990? Das fabricantes, que diminuem a qualidade de seus modelos produzidos no Brasil? Ou de nós, brasileiros, que, diante de preços mais “atraentes”, optamos por alimentar este sistema sem grandes preocupações? Este artigo pretende mostrar os diversos lados desta situação, que deveria ser repensada pela nossa sociedade em geral.

O advento dos carros populares

Durante sua campanha eleitoral, Fernando Collor de Melo causou agitação e revolta na indústria automobilística nacional ao afirmar: “Comparados com os carros do mundo desenvolvido, os carros brasileiros são verdadeiras carroças”. O Brasil se encontrava fechado para as tecnologias externas, não era possível nem mesmo a importação de máquinas modernas para produção de veículos. Logo, a frase tinha bastante coerência.

O Brasil possuía uma indústria automobilística pouco diversificada, sendo todos os modelos taxados em mais de 30% de IPI, com pequena margem de diferença dependendo da cilindrada. A única exceção eram “automóveis movidos por motor de até dois cilindros e de cilindrada inferior a 800 cm³, com comprimento inferior a 320 cm e peso em ordem de marcha inferior a 650 kg”, que recolhiam 5% de IPI, sendo que apenas o Gurgel BR 800 se encaixava nesta categoria (a Gurgel possuía um incentivo do governo).

Em 27/06/1990 entrou em vigor o Decreto Lei 99.349/90, o qual tinha o único propósito de reduzir para 20% a alíquota do IPI para veículos até 1.000 cm³. Até este ponto tudo bem, já que era um incentivo para a produção de carros para uso urbano. Porém, apenas dois meses depois a Fiat “inovou” e lançou o Fiat Uno Mille.

O Uno Mille era, na realidade, um Uno S modificado, mas não só na motorização: possuía chapa com espessura de 0,5mm mais fina, não possuía frisos de proteção lateral, não possuía apoios de cabeça, não possuía entrada de ar externo e espelho retrovisor no lado direito, o carpete era mais fino, os bancos não possuíam sistema de reclinação (fixos, apenas se movimentavam para a frente para possibilitar a entrada dos passageiros na parte traseira), não havia lavador elétrico do para-brisa e temporizador do limpador, não possuía barra estabilizadora (item que até hoje não consta dos catálogos da maioria dos 1.0 nacionais), platinado em vez de ignição eletrônica, sem tampa do porta-luvas e ausência de luz de cortesia, ausência do revestimento antitérmico que isolava a cabine do motor. Foi pensada na possibilidade de o carro ser comercializado sem servofreio, mas devido à ação massiva da imprensa especializada na época, este item foi mantido. [1]

Além disso, o motor 1.0 era o mesmo do Fiat 147, com virabrequim modificado de 1.049 cm³ pra 994 cm³. Cerca de US$ 1.500,00 de diferença para a versão S (no lançamento, pois em pouco tempo a Fiat elevou o valor do Uno S). Fizeram do Uno Mille um sucesso de vendas e sem concorrentes à altura por quase dois anos. As demais fabricantes correram atrás do prejuízo e lançaram seus modelos modernos: Chevrolet Chevette Junior foi o primeiro a ser lançado em março de 1992, VW Gol 1000 e, por último, o Escort Hobby, todos com ausências de itens de segurança e conforto como o Uno Mille.

Cabe agora a grande questão: De quem é a culpa por estes modelos? Da Fiat por ter sido a pioneira e lançado um veículo tão inseguro? Do Governo por incentivar este tipo de veículo? Ou de nós consumidores que tornarmos estes modelos um sucesso?

Novas tributações e novas mudanças

Apesar da motorização 1.0, o Uno Mille era uma carro leve e com isto respondia adequadamente frente a modelos 1.6 da época. Mas era necessário retirar tantos itens, entre eles a barra estabilizadora? As demais concorrentes acabaram por adaptar modelos bem mais pesados com um motor menor e com isto não correspondiam adequadamente numa relação peso x torque.

Por exemplo, o Gol CL 1.6 conseguia atingir 0 a 100km/h em 13,5 s e velocidade máxima de 157km/h, enquanto a versão Gol 1000 atingia em 18,5 s e 135km/h, com consumo de combustível idêntico. Logo, a falta de projetos adequados para utilização dos motores 1.0 deflagrou um novo mercado de automóveis no Brasil, alimentado por uma população ingênua, fabricantes não tão ingênuos e um governo sem engenheiros…

Voltando a 1990, em 9 de maio as importações de veículos foram liberadas pelo governo Collor, além da abertura do mercado para outros 300 produtos. O impacto trazido por esta medida foi importantíssimo para o mercado automotivo nacional. Para se ter uma ideia, a indústria da informática também teve a reabertura com esta medida. Logo, as indústrias puderam importar novo maquinário e investir em tecnologia para nossos veículos. Além disso, com a importação de veículos, as novas tecnologias da época como air bag, ABS, começaram a ser de conhecimento geral.

Em 1994, a Chevrolet lançou o Corsa Wind, primeiro veículo a competir de verdade com o Mille. A indústria começou a se modernizar, com novos modelos e novas tecnologias aplicadas. Mas a fórmula inicial para os carros de entrada e populares foi mantida, conforme podemos observar nos últimos testes da Latin NCap.

Em 2001, o IPI dos veículos até 1.000 cm³ era de 10% e acima disto 25%, uma diferença gritante e que acabava por influenciar diretamente nos modelos de veículos e suas motorizações. No ano seguinte foi então realizada nova alteração na tributação através do decreto 4.317/02, alterando a tributação dos veículos com cilindrada entre 1.000 cm³ e 2.000 cm³ para 16%, além de incentivar um novo mercado ainda engatinhando, dos carros flex, com tributação de 14% para veículos, com cilindrada entre 1.000 cm³ e 2.000cm³ e 20% para motores acima de 2.000 cm³. Incentivo aos veículos 1.6?

Nem tanto, com um novo limite intermediário de 2.0, as novas vítimas se tornaram os veículos acima de 2.0, como o Vectra, que em 1998 teve alteração na motorização de 2.0 para 2.2 devido ao motor “inadequadamente amarrado” e que passou a ser adequado após a lei.

Soma-se a isto o fato de que o ICMS é tributado com base no IPI, sendo dessa forma pago “imposto sobre imposto” na aquisição do veículo. Logo temos os preços dos veículos observados no Brasil sem qualquer identificação com questões de engenharia, uma lei baseada apenas sobre um único fator técnico e não em um conjunto de fatores, como segurança, emissão de poluentes, etc.

Motorização 1.0 não deve conflitar com qualidade dos veículos, devemos ser mais exigentes, adquirir veículos compatíveis com as nossas necessidades e que atendam aos padrões mínimos de segurança como na Europa, proporcionando conforto e satisfação a nós, clientes. Assim, as fabricantes irão produzir carros adequados à motorização e nossas exigências de mercado.

Abaixo temos a tabela de tributação dos veículos com a alíquota reduzida.

IPI de Automóveis de Passageiros

Cilindrada

Gasolina

Álcool/Flex

pp

Plena

Reduzida

Plena

Reduzida

Até 1.000

7%

2%

7%

2

De 1.000 a 2.000

13%

8%

11%

7%

+ de 2.000

25%

25%

18%

18%

 

 

 

 

barra-estabilizadora Motores 1.0 e as cicatrizes deixadas pelo cenário brasileiro

Figura 1 – Exemplo de veículos com e sem barra estabilizadora (http://www.vwsantana.net/artigos/01/index.htm)

Fontes:

[1] Carro Mil – a desgraça do Brasil, Thyago Szoke, http://www.vwsantana.net/artigos/01/index.htm
[2] 1,0, UMA ABERRAÇÃO TRIBUTÁRIA, Carlos Mauricio Farjoun, http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/04/10-uma-aberracao-tributaria.html
[3] Há 20 anos, o Brasil reabria os portos aos carros importados, Eduardo Sodré, http://www.zap.com.br/revista/carros/ultimas-noticias/historia-ha-20-anos-o-brasil-reabria-os-portos-aos-carros-importados-20100331/
[4] 10 coisas sobre: carros 1.0, Gustavo Zucchi, http://www.icarros.com.br/noticias/geral/10-coisas-sobre:-carros-1.0/9496.html
[5] Veículos flex e a gasolina de até 1.000 cilindradas terão alíquota de 2% até o final deste ano http://www.fazenda.gov.br/portugues/releases/2013/abril/r010413.asp

Por Felipe dos Santos Rosa

  • mgbalbo

    Maldita tributação em função do combustível e das cilindradas do motor… Só serve pra inundar o mercado de carros ineficientes e mancos.

    • visitante

      Porém retira dos ônibus vários pobres e dá-lhes um volante.

      • mgbalbo

        1) A tributação só incentiva modelos PIORES e de baixo custo para as MONTADORAS. (não é pensando no consumidor, e sim um incentivo baseado no conceito errado de que 1.0 e flex é sempre a opção mais econômica em termos de consumo de combustível)

        2) Se fosse pensado no consumidor a tributação poderia ser menor para carros mais EFICIENTES ao invés de simplesmente flex ou 1.0. Ou ainda, menor para para carros comprovadamente mais seguros. Ou como ocorre em países sérios para fontes alternativas de energia, e pela emissão de poluentes independente do motor ou combustível.

        3) O transporte público é problemático no Brasil e não é "dando um volante" pra todo mundo que será melhorado. Se fosse bom a história seria diferente.

        • experientdriver

          Tinha que ser a Fiat.

          Se for pensar, até hoje a Fiat continua sendo especialista em fazer o mínimo para poder chamar o que produz de carro.

      • gpalms

        País rico não é aquele onde pobre anda de carro. É aquele onde rico anda de transporte público.

        • mgbalbo

          Eu ia falar isso mas era muito clichê kkkk

        • granrs78

          Só que lá, as casas no minimo possuem 2 carros, isso no minimo, pois já vi várias com até 4 carros na garagem.

          • yagogabriell

            Com os preços que pagamos aqui, é a mesma coisa de ter 4 carros lá.

      • shemhazai

        E os deixa parados no congestionamento.

      • thales_sr

        E isso é uma coisa boa? Devia é NOS colocar nos ônibus também, e o carro ser OPÇÃO, assim como os ônibus, e não uma "obrigação".

    • o Carro popular foi criado em 1992 pelo governo Itamar franco e o IPI era de 0,1% por tanto simbólico apenas. O primeiro carro popular foi o Mille Alvorada.

      • UaDaFak

        Pára de falar bobagem!!!!!

      • CharlesAle

        Não amigo,pelo menos o projeto mais recente é de 1990,mas nos anos 60 teve uma experiência semelhante,onde o governo incentivou carros simples e baratos por decreto,foi em 1965,e a diferença era que o preço tinha de ser baixo mesmo,então as montadoras da época "pelaram"os carros,que fazia com que os primeiros populares fossem carros completos!! :<img src="http://img38.imageshack.us/img38/3507/fuscapedeboiazul.jpg&quot; =="">nada de cromados rsrsrs <img src="http://1.bp.blogspot.com/-dd5ayi65kSk/UB80Gcq7uTI/AAAAAAAACn0/8EcWW8-hf7Y/s400/626_grandes_02.jpg&quot; =="">por dentro,simples ao extremo,nem marcador de combustíveis tinha!!! <img src="http://quatrorodas.abril.com.br/imagem/547_brasileiros_teimoso_abre.jpg&quot; =="">popular da época também este Willys teimoso,simples também,nada de setas,cromados,este ainda pior,sequer o revestimento do teto tinha!! Havia também outros modelos como o DKW pracinha e Sinca profissional,está sim foi a primeira vez que o Brasil incentivou a popularização dos carros………

        • Pedro_Rocha

          Eu estava preparando um post e vi o seu sobre a linha de crédito de 1965. O foco do texto é sobre os populares 1.0, mas "O advento dos carros populares" no Brasil realmente foi esse.

  • zeuslinux

    Nunca tive um carro 1.0 em 25 anos de carteira e nunca terei.

    Um carro para ter um motor 1.0 tem que ser MUITO leve (até uns 800 kg) ou tem que ter um turbo.

    Carro 1.0 de hoje que hoje existem no mercado brasileiro têm um rendimento ridículo, são perigosos na estrada, chegam a consumir o mesmo ou até mais que motores maiores e não são tão mais baratos assim.

    • MM_

      Isso também depende muito da época.

      Meu 1o carro foi uma Brasilia 1.6 1978 em 1990, depois um Gol BX 1.6 1984 em 1993 e então um Mille ELX 1.0 0km em 1995. O carro com motor 1.0 era infinitamente superior aos outros.

      Lógico que eu sei que são carros de épocas diferentes, mas só pra demonstrar que a questão não é somente o motor ser 1.0.

      • se quer comparar um motor do gol bx 1.6 de 1984 pra um 1.0 da decada de 90? risos, somente…

        • mgbalbo

          Por isso que ele disse que depende muito da época.

        • MM_

          Se você não consegue compreender um texto, não deveria ter muito motivo para dar risada.

        • thales_sr

          Por que não? Veja bem, os carros daqui evoluíram bastante de 84 pra 90. Porém hoje, se você comparar os carros de 2007 com os de 2013 (mesmos 6 anos de diferença), o panorama é quase o mesmo.

          • andre

            Concordo e alguns até pioraram.No quesito acabamento melhor nem comentar.

        • Fellipe

          Se você fosse capaz de compreender o texto, saberia que ele não quis dizer isso.

          Mas o Brasil é um dos únicos paises a aceitar essa aberração 1.0. Todo país sério, não aceita essa motorização e mais… todo modelo de saída deveria vir com 1.6 no mínimo ou 1.2 com compressor, caso contrário não é seguro.

          Os motore 1.6 da década de 90 não são seguros para os padrões mundiais atuais, mas não vem ao caso, pois estamos falando dos 1.0 que também não são seguros para os padrões mundiais. Mas se eu falasse que os 1.4 também não são seguros… aí fica feio né. Não pode.

      • Filipe_GTS

        Corroborando a sua informação, MM, eu parti de um Gol CL 1.6 AP carburado 1995 para um Celta VHC 70cv 2008.
        Qual era melhor? Sem comparação, o Celta 1.000 vezes melhor.
        Não vou dizer que "andava mais", mas definitivamente melhor de andar. O velho motor AP carburado tinha mais "força", isso é verdade, mas não há comparação. Era um motor de 85cv (basicamente a potência do Fox 1.0L R3 de hoje).

      • E acrescento que o problema não está nos 1.0 mas sim naquela pecinha entre o volante o o banco… Quem tem um carro menos potente tem que saber de suas limitações, tem que saber que as vezes vai ter que esticar as marchas e que vai ter que ter mais paciência na hora de ultrapassar.

    • Karic7_jp

      Cara, você notou que o foco do artigo é a segurança?
      O brasileiro continua com a cabeça desvirtuada, pensando só em aparência e potência.
      O principal é segurança e motor eficiente.

    • 4lex

      entendo esse argumento porem: carro não é somente cilindrada, mas outros fatores que concorrem pra se chegar a ter uma eficiência em consumo e desempenho (relação peso-pot., torque, qualid. do combustível, etc).

      hoje, a "tecnologia" flex, tornou os motores mil tao obsoletos quanto antes em consumo, mas assim como antes , bastou para que os fabricantes ganhassem incentivos tributários do "governo" de nosso país.

    • Filipe_GTS

      Se vc nunca teve, como é que afirma com tanta veemência…
      Tenho parentes e amigos com carros 1.8, 2.0, 1.4 (Fiat e GM), 1.9, e, nas conversas em família, o mais econômico sempre é o 1.0… Contra fatos reais não há essa história de que 1.0 gasta tanto ou mais que os motores maiores. E olha que eu não tenho pé de pena.

      • thales_sr

        Pois é, os 1.0 costumam ser mais econômicos, mas em modelos de entrada, pois costumam ser mais leves. O Celta 1.0 (850 kg) é mais econômico que meu Polo 1.6 (1100 kg). Porém, o consumo do Gol 1.0 não é tão menor que o do 1.6 (mas sim, costuma ser menor).

        • Filipe_GTS

          Realmente, o consumo do Gol 1.0 é muito parecido com o do Gol 1.6
          Mas no 1.6 precisa redobrar o econômetro do pé para conseguir uma boa média, hehehe

          • mauricar23

            Em casa, temos veículos com motores 1.0, 1.4, e 1.6 16v. Em termos de economia, a sequencia é exatamente a mesma: 1.0 > 1.4 > 1.6 16v.

            Se você rodar com o carro 1.0 respeitando suas limitações, duvido que qualquer outro carro seja mais econômico.

            Caso a tocada seja pisar fundo, ai sim, vão gastar igual.

            • yagogabriell

              E se andar num 1.4 e 1.6 como 1.0. Acho que existiria mais economia que o 1.0. Creio eu.

              • thales_sr

                Depende, só se o peso dos carros for similar. Se o 1.6 for mais pesado, normalmente vai beber mais. Quer um belo exemplo? O Ford "Bigorna" Focus 1.6 16v, com seus 1350 kg (e pneus 205), nunca nem nos melhores sonhos vai conseguir bater um Celta 1.0 (com seus meros 900 kg montados em pneus 175 — antes era 165) em consumo.

              • mauricar23

                Se andar nos três como 1.0, o mil ainda é mais econômico.

                Se você quer um carro para pisar, quanto menor o motor, mais ele vai gastar. Nesse caso, é melhor partir para um carro com motor maior.

                Resumindo de forma simplória, já q muitos fatores pesam no consumo:

                Andando na boa
                1.0 > 1.4 > 1.6 > 1.8 > 2.0

                Pisando fundo
                1.0 < 1.4 < 1.6 < 1.8. < 2.0

          • thales_sr

            Verdade. Andando manso o consumo é similar, mas se socar o pé, o 1.6 vai beber de golada… rs

            • IsrVasconcelos

              Se socar o pé não tem pra onde correr, qualquer carro vai beber igual camelo.
              Tenho um uno vivace e faço 12 km/l na cidade (transito moderado e sem ar condicionado andando sempre só no sapatinho), mas na época que ele era recém comprado e a empolgação falava mais alto, a média era 7~8 km/l nas mesmas condições.

      • Notdrunking

        Tive um único carro 1.0 (Pálio 16v, 71cv) e, realmente, ele era bem econômico, se não fosse exigido e não pegasse trânsito pesado. Mas não consegui me adaptar à necessidade de impor altos giros para obter uma rendimento razoável e à falta de potência para subir a Serra e para ultrapassagens, o que, com a família e bagagem, coloca o motorista em cheque e em risco no caso de alguma emergência. Mas por um lado foi bom, pois desenvolvi o hábito da direção defensiva à vista das limitações do carrinho. Não sei como se comportam os carros 1.0 modernos e não digo que nunca terei outro novamente, mas se puder evitá-los, farei-o.

      • Fellipe

        Em circuito urbano o 1.0 sempre será mais econômico, para os padrões nacionais de carros com bobinas em cima de vela(muito tecnológico! hehe). Em estrada aí entra a angustia de ter que subir em quarta ou até em terceira marcha para compensar a falta de litragem(1.0/1,4/1.6) e isso faz com que em percursos mistos, os de maiores litragem podem ser mais economicos (em padrões pífios nacionais ).

        Mas você aceita o fato de um carro 1.0 ou até aberração 1.4 ter o mesmo consumo de um carro 1.8VVT ou até ter o mesmo consumo de um 2.0 Injeção direta(quando bem feita a injeção direta)? Claro que falo isso chutando longe a relação peso/lataria/potencia/sardinha… Ou acha isso um grande absurdo?

        • Filipe_GTS

          Se eu tivesse dinheiro, compraria um carro 1.4 TFSI som start&stop, com desempenho de 2.5 e consumo melhor que 1.0.
          A questão é o preço alto… (além das manutenções).

          • Fellipe

            Isso lasca tudo mesmo, é muito caro aqui!

            Um dia muda, esperemos!

    • Nao sei qual o preconceito com carro 1.0, aqui temos uma tucson10/10 e um logan 12/12, pegamos o logan faz pouco tempo ele é 1.0 e é bem econômico, meu pai usa para tabalhar.. entao nao viu necessidade de pegar um 1.6 , pegamos ele usado , fizemos um bom negocio era de uma mulher e ele nao tinha nem 4000 mil kms rodados. ( 1° carro 1.0 a fazer parte da familia rsrs )

      é gritante a diferença do 1.0 do logan para o 2.0 da tucson óbvio.. Até a 2° marcha o logan tem ate uma arrancada ''boa'' , mas quando engata a terceira o carro nao tem força nenhuma, voce pisa fundo e é meio lento ate ele atingir uma boa velocidade, depois você se acostuma não é tão ruim assim, ja que compensa na ecônomia de combustível.

  • Asking Alexandria

    Culpa do brasileiro. Se alguém vender mer.da e comprarem sempre vai ter alguém vendendo.

    • Victor

      Como se todo brasileiro tivesse dinheiro para comprar um compacto premium..

  • Tosca16

    Tributação é um dos principais fatores mas a desinformação dos consumidores aliada ao poder de compra cada vez maior tem "ajudado" as montadoras a explorar até o último centavo possível.

  • DinhoRoxx

    A maior culpa eu vejo que é do governo com impostos mais que absurdos para a realidade do brasileiro que poderia comprar com a mesma quantia um carro mais seguro e de qualidade superior.

    É so ver aquele gráfico mostrado a quantidade de impostos no preço dos carros a tempos atras, o unico que não faz nada (governo) fica com a maior parte do dinheiro, enquanto quem trabalha, concessionaria e fabricantes ficam com uma menor parcela.

    • TMZ

      Concordo contigo.
      Só que o "Governo" não é uma pessoa e sim um conjunto de pessoa que nós escolhemos para ocupar cargos para administrar esse país, estados e cidades.
      Então a culpa se volta para nós novamente que não sabemos escolher nossos representantes e muito menos exigir que eles melhorem nossa vida abaixando a carga tributária.
      Porque pra sustentar essa roubalheira e o desperdício de dinheiro, tem que ter altos impostos pra cobrir esses rombos, é onde nós é que nos ferramos!!!

  • Barneyatomico

    Belo texto! Parabéns!

  • TacodeSinuca

    O imposto deveria ser menor para carros mais equipados com segurança e com maior ranking no Ncap

    5* 5% de imposto
    4* 10% de imposto
    3* 15% de imposto
    2* 50% de imposto
    1* 450% de imposto

    • TacodeSinuca
      • Thiago

        Hauahauhau… belo uso do meme…

    • Brunobrasil

      Aí os "1.nada" seriam os mais taxados, visto que são os mais pelados em segurança ativa e passiva.

      • TacodeSinuca

        Exato!E o preço ficaria proibitivo, ou seja, seria proibida a venda sem proibir

    • Fellipe

      Ixe com esse 1* aí, seria um tchau tchau por Celta, Agile, Uno, Siena, Fiesta Rocam, Gol, Voyage, Kombi, Strada, Palios… espera um pouco! Não pode… é feio!!!

      Mas em país não-sério como este, nós ainda temos que discutir a economia de um 1.0 em relação a 1.6, sendo que essa discussão em qualquer país sério já fora extinta há mais de 40 anos, uma vez que essas litragem não empregam a nossa tecnologia de ponta!!!!!

  • daniel

    quem era o presidente da anfavea era também presidente da fiat na época.
    ele convenceu o governo a dar os incentivos, pois a fiat já possuía um motor 1050 que era exportado,
    a fiat deitou e rolou ,quando as outras conseguiram lançar seus motores mil,a fiat que tinha 12% de participação beirava os 20%.

    • radiobrasilcombr

      Sim, o Mille foi uma REVOLUÇÃO para a Fiat na época, ganhou muuuuuuito mercado.

      • Pedro_Rocha

        E segundo alguns analistas, foi o carrasco da Gurgel.

    • Senhor do Suco
  • paulistadalapa

    De quem é a culpa? Do Governo é claro, pois é ele o responsável em não dar educação a sociedade ao longo de décadas. Uma sociedade matuta é facilmente explorada pelos colonizadores do setor automotivo.

    • andre

      O povo culpa o governo por tudo mas, quem elege o governo?Temos nossa parcela de culpa também,meu primeiro carro foi um Logus GLi 1.8 que nunca deu problema passei 6 anos com ele e era muito mais econômico que o palio 1.0 de um amigo meu na época que era o carro que iria comprar.Muitos preferem um carro 1.0 por pura falta de conhecimento, meu vizinho tem um palio economy faz 10 na cidade, meu corsa sedan 1.8 faz 8,5 com ar ligado 100%do tempo, qual o mais econômico?

    • Alex J.

      É complicado isso de educação. É só ver o comportamento dos alunos hoje em dia nas escolas. Em alguns casos os professores mal conseguem dar aulas, tamanha a falta de respeito dos estudantes (desde os mais novos até os marmanjos das faculdades). Eu acho que "educação" vem de casa, é um "mal social" que existe há muito tempo e se tornou cultural do brasileiro. "Ensinar" é outra coisa, e sim, tem muitas escolas que não ensinam adequadamente, sejam públicas ou particulares. Mas da mesma sala de aula em escola pública, mesma turma, já vi sair profissional/empresário de sucesso e bandido. Nesse caso, vale o esforço individual também, vale cada um buscar aprender, estudar e aproveitar tudo o que puder de conhecimento.
      A população brasileira se deixa levar, a maioria acaba sendo ignorante por opção, infelizmente.

  • bva

    Sempre tive carroça 1.0, ja faz 18 anos que tenho estas coisas fracas e inseguras. Primeiro foi o Mille, depois o Uno Fire, Fiesta Hatch e Fiesta Sedan. Agora meu proximo carro vai ser no minino 1.4, pois não aguento mais passar raiva no transito e na estrada, sem falar com o consumo do 1.0 é igual ao 1.6.

    • alexhmoraes

      Mano….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Você só teve carro errado então, agora eu te falo, se você comprar um carro 1.4 da Fiat, nao vai mudar nada pra você……. Bebe muito, manutenção cara e fraco, motor manco!
      Uno Mille pior carro que já conheci, inseguro, suspensão traseira um lixo, Fiesta Hatch e Sedan, beberrões pesados, Fiesta foi bom o do ano 2000 a 2002 aquele feinho GL, Street e etc com motor Zetec-Rocam, aquele foi um ótimo carro, economico e bem espertinho tive um GL 2001, cara entra num Celta ou Classic LS 1.0 e faz um teste drive e voce vai mudar de idéia sobre carro 1.0. faça um teste e depois me conte (alexhmoraes@gmail.com)

      • luizcrjr

        Estais brincando né, cumpadi? celta e classic? caia fora, compre carro só de motor 1.6 em diante com AB e ABS e dê preferência aos considerados mais seguros!

        • adamobueno

          antes de comprar um carro, dê uma olhadinha se tem ele no crash test do LatinNCAP e analise por si só. Apenas o fato do carro ter ABS e AIRBAG não diz que o carro em si já é seguro (exemplo JAC J3). É claro que esses itens contam – e como contam -, mas o bom comportamento da estrutura do carro, por exemplo, é essencial numa situação de risco; palavras de um engenheiro.

    • thales_sr

      Não vai no 1.4 da Fiat não senão você vai querer voltar correndo pro Uno Fire… rs
      Mas se for o 1.4 da Audi/VW, aíiiii meu amigo, a conversa é oooutra!

      • Elton Lopes

        1.4 da Audi/VW? São carros de outra categoria, pois aqui no Brasil só possuem versões c/TURBO. 1.4 da Fiat tem que ser comparado c/GM… 8v aspirado.

    • E porque tu passa raiva com os 1.0? O desempenho de todos é o suficiente para empurrar os carros com agilidade, não é um desempenho maravilhoso, porém é suficiente… Nesse caso eu acredito que o problema esteja no motorista e não nos carros…

    • Ricardo Rangel…

      Olha… Se for um 1.4 da GM ainda vai, mas se mirar num da Fiat,… Vai continuar a passar raiva! Dirigi um por um mês, da Localiza e passei muita, mas muita raiva! O motor não desenvolve, só grita e bebe muito! Na rodovia, em trechos com subidas, passar um mísero caminhão se tornava uma aventura indesejada! O pior é que carros com motores 1.0 davam muito trabalho para serem ultrapassados. Uso um 1.4 GM a trabalho e não há do que reclamar. Quando quer economia, ele é econômico. Quando quer andar rápido, nào deixa a desejar.

  • BlueGopher

    O governo reduziu impostos para os 1.0 visando obter economia de combustível.
    É uma típica lei feita por políticos.

    Nos países desenvolvidos estão sendo estabelecidas metas de consumo e poluição, independente do tamanho do motor.
    Estas são leis feitas por técnicos.

    Dá para perceber a diferença entre burocracia atrasada e bom senso?
    Um dia chegaremos lá…

    • Castle_Bravo

      Mais ou menos, como o texto explica, a lei surgiu para beneficiar num primeiro momento o Gurgel e depois via Lobby a FIAT acabou subindo para 1 litro, pois "coincidentemente" eles já tinham um pronto para exportação.

      A economia de combustível, principalmente ao final da década de 80, com o pró-álcool forte e o petróleo muito barato, não valeriam o esforço.

      • Exato, rolou um xunxo fu… ali envolvendo a FIAT e alguns governantes… A ideia inicial era de relacionar a tributação com o consumo, mas com um passe de magica surgiu a tributação relacionada com o deslocamento do motor e incrivelmente a Fiat tinha o carro certinho para se aproveitar da nova tributação..

      • Pedro_Rocha

        Essa é uma questão que vejo que dá polêmica quando se levanta, mas a FIAT derrubou a Gurgel também por mérito, já que o Uno era superior aos modelos populares da Gurgel. Tanto que nem a poderosa Volkswagen no final dos anos 90 oferecia mais o Fusca e a Brasília, que eram os concorrentes do BR-800 e outros.

        Quando a Gurgel abriu o olho com produtos melhores, como o Carajás, foi tarde.

  • Cruz

    O governo deveria usar testes de consumo e impacto feitos pelo INMETRO para definir a tributação daquele veículo especificamente e inclusive proibir a venda de veículos reprovados com 1 (ou zero…) estrela, por exemplo.

  • Elton Lopes

    Belo texto, eu já tive 4 carros 1.0L (2Gols, 1Palio/completo,1Mille Fire), depois Strada 1.4L e agora Fiesta 1.6 rocam e Doblò 1.8 16v, com exceção do Mille os outros tem o consumo próximos de carros 1.4, 1.5, 1.6 e o custo c/manutenção é praticamente os mesmos, o Palio 1.0 completo, gasta mais que o Fiesta Rocam 1.6L(completo), quem puder não compre carros 1.0 comprem semi-novos c/motorizações melhores, aí vcs vão saber do que estou falando… "vai de cada um claro", muitos aqui já tiveram essa experiência.

    • Notdrunking

      Já tive esta experiência e endosso a sugestão.

    • andre

      Concordo com você e falei em um comentário anterior. Tive um Logus Gli 1.8 que era mais econômico que o Palio 1.0 de um amigo que na época iria comprar.Hoje meu Corsa Sedan 1.8 com AC 100% ligado faço 8.5 na gasolina e meu vizinho com o Palio economy faz 10 sem nenhum luxo, o Fox do meu primo e outro de um amigo fazem 8 brigando.Se for pra pagar quase 30mil num 1.0,prefiro um Polo/10,Fiesta 1.6.

  • AutoNacional

    Já tive um UNO. versão FIRE, ano 2002. Duas vantagens que esse carro tinha, primeiro o consumo, na estrada era fácil fazer 19 KM/L ( o carro era mono combustível ). Outra vantagem, pelo peso leve, o carro tinha um ótimo desempenho, para um 1.0 . Muito se fala da segurança destes carros, só que vale lembrar que muitos que compram um popular antes tinham moto ( que é menos seguro ). Sabendo andar, conhecendo os limites do carro, é só se prevenir para não passar por grandes sustos. Outra coisa é quanto a comparar um 1.0 0KM ao preço de um usado, tipo Corolla, Civic. Primeiro, tenta trocar 4 pneus destes dois carros, no mínimo, no Civic sai o dobro do preço, seguro de carro maior custa, quase sempre, mais, ainda por ser um carro usado. Outro fator é quanto ao custo de manutenção básica, uma simples troca de óleo com filtro vai custar o dobro num carro de categoria superior. Resumindo, quem possui o dinheiro contado, e precisa ( ou quer ) um carro os populares ainda são a opção.

    • gpalms

      Apenas discordo contigo no quesito "Sabendo andar, conhecendo os limites do carro, é só se prevenir para não passar por grandes sustos".
      Está estatisticamente comprovado que equipamentos como airbags, ABS e ESP podem diminuir em 50% a morbidade e mortalidade dos acidentes. Além disso uma célula de segurança testada pode fazer a diferença.
      Minha opinião é que devemos comprar o carro mais seguro que nosso dinheiro pode, mesmo que usado.
      Pelo menos é o que faço pela minha família…

      • nono

        segurança se compra com muito dinheiro, esta é a pior sacanagem.

      • thales_sr

        Mas ele tem razão. Com cautela, a propensão a acidentes é muito reduzida. ABS só é usado em frenagens de emergência. Em 10 anos de carteira, mesmo nos meus tempos de "adolescente rebelde" só uma vez cheguei a bloquear as rodas do carro em uma frenagem de emergência.

        • Paiva

          É uma pena que os brasileiros pensem assim. Item de segurança é considerado supérfluo pois o motorista "se garante". Vale mais a pena "investir" numa roda 17 que optar por segurança.

          Valeu amigos! Temos a indústria que merecemos!!!

    • Diego105

      Acho que carro 1.0 tem que ser leve, caso contrário compensa partir para 1.4 ou 1.6…
      Tenho um Mille EX 00/00, esse fim de semana fiz uma viagem de 340 km, incluindo uns 60 km a 120/130 km/h e transito pesado no horário de pico na capital (Vitoria ES) com direito a obras etc, e o resto do trecho a 80-90 km/h por culpa dos caminhões e poucos pontos de ultrapassagem.
      O consumo médio foi de 17,5 km/l, muito bom na minha opinião por se tratar do motor Fiasa e não o FIRE…
      Lembrando que esses valores foram obtidos sem Ar (mas com vidros abertos) pneus novos e calibrados, oleo em dia, filtros trocados, velas novas etc etc, ou seja, manutenção em dia…

    • Elton Lopes

      AutoNacional até te entendo mas ao inves de 1.0 0KM, comprar um 1.4, 1.5, ou 1.6 semi-novos, e não um Civic ou Corolla(custo alto), um hatch ou do mesmo sedan, que possuem(opicionais), como ABS e AIR BAG ex: Onix 1.4, Fiesta 1.6, Siena 1.4, Prisma 1.4, Voyage 1.6, Gol 1.6, e até Polo 1.6 etc… modelos semi-novos que as manutenções, preços de seguros… se equivalem, e são alguns modelos que possuem 1.0 0KM "populares". Esse é meu ponto de vista, obrigado.

  • Lanpenn

    É claro que os 1.0 são criticados negativamente aqui, são fracos, pouco eficientes e dão pouca segurança em ultrapassagens e conforto.

    O pior é ver pessoas comprando tratores como o GM Prisma 1.0 e o Hyundai HB20 Sedan 1.0, que pesam mais de 1 tonelada, e tem praticamente o mesmo consumo com gasolina de um Fiat Tempra.

    Ou seja, ao invés dos carros 1.0 serem mais econômicos do que da década de 90, que eram referência o Corsa Wind EFI e o Peugeot 106, ficaram mais gastões e evoluíram só no desempenho.

    Acorda povo besta, não percebem nem isso?

    • O_Corsario

      Quem não percebe é o governo. Se mudasse a forma de tributação as fabricantes iam amar poder botar o motor adequado no carro. Tanto que lá fora é comum uma variedade maior de deslocamentos, como 1.1 ou 1.2, coisas que aqui praticamente inexistem.

      • Joel Pereira

        Na Europa quase todos os pequenos carros nao turbo sao 1.1, ou 1.2 ou 1.3 para gastar o menos possivel. Praticamente nao existem motores dessas cilindradas no Brasil.

        • Ozirlei

          Desconhece ser o mesmo motivo do Brasil… Nos paises do bloco não há um consenso, mas normalmente os carros até 1.3 são os que atendem os requisitos não para terem desconto de IPI, mas sim para terem descontos nas taxas anuais (como o nosso IPVA) alguns paises taxam por CO2 (se não me engano ~110g / km de co2) e alguns por cilindrada (normalmente 1.3), e no geral, os motores de no maximo 1.3 é que atendem as normas. Só por isso é que se vê mais o 1.3 do que o 1.0, mas se o limite fosse 1.0 pode ter certeza que seria isso que veria por la.

      • Ubaldir

        Tributação por cilindrada gerou aberrações como o motor 1.0 16V turbo do Gol (112 cv) no começo do século. Um carro com potência superior aos 1.8 da época e que pagava tributo de carro popular. É um critério esdrúxulo que só tem vigência em terras tupiniquins. A tributação tem que evoluir em direção a faixas de consumo. Isso sim seria uma medida correta: carro mais econômico paga menos imposto. Se não queima combustível fóssil, imposto próximo de zero.

        • LTD1976

          Pois é, essa "aberração" exista em muitos outros lugares, como os motores de 660 cm3 japoneses,ou as versões 2.0 turbo de motores maiores, como os da Mercedez Kompressor, ou os motores V62.0 da Alfa, que existiam em mercados onde a tributação de motores acima de 2.0 é alto, como na Itália ou Portugal.
          Aliás, estranho chamar esse motor de aberração, já que ele adiantou em uma década os motores que hoje estão em voga na Europa, os quais o pessoal aqui baba o maior ovo e reclamam por não serem vendidos aqui, como por exemplo o ecoboost. O próprio 1.0 turbo do gol tinha o desempenho do modelo 2.0 da época com consumo menor que o 1.6 de então.

          • Ubaldir

            Pois é, amigo. Aí tu gera tributação lá embaixo pra carro de "luxo". Entendeu o disparate? O Gol turbo era vendido a preços estratosféricos para o mercado na época. Por isso era uma aberração: um regime tributário feito para privilegiar carros ditos "populares" estava sendo utilizado para fabricar carros de alto custo, voltado para camadas mais afortunadas da população. A aberração em si a que me referia não estava no produto, e sim no sistema tributário sem sentido.
            Quanto ao motor em si, alta tecnologia para a época. A despeito de ter sido descontinuado muito brevemente por alguns problemas referentes ao custo de manutenção e durabilidade, marcou época em termos de engenharia.

    • alexhmoraes

      Discordo!
      O carros 1.0 de hoje tem quase o dobro de potencia dos da década de 90 e consumo permaneceu.
      Antigamente o Corsa Wind por exemplo com seus 46CV e hoje o Classic LS com seus 78CV mesmo motor mesmo carro e uma evolução em peso x potencia…. e o consumo é o mesmo, tive os dois e afirmo que melhorou já o tempra era 2.0 16V e se voce pegar o Tempra ele nao ganha do Classic hoje em dia por exemplo, houve uma evolução, já o Prisma VHCE 1.0 é uma adaptação, pois a engenharia original dele foi para receber o motor 1.4 EconoFlex que é mais potente nao serve de comparação, já o HB20 Sedan tem um motor 3CC de 80CV e da conta sim do carro, agora se voce quer motor com potencia pra corrida, compra um carro com motor 2.0 pra cima!

      • fabioalisson

        Um Tempra 2.0 16v perder pro Classic 1.0? Pegou pesado, colega, o Tempra tem muito mais torque. Só se o motor do Tempra tiver "abrindo o bico" . Veja esse comparativo:
        http://www.carrosnaweb.com.br/resultcompara.asp?m

        Já o HB20 1.0 que você diz que "dá conta do carro", segundo o INMETRO fez 11,5 km/l na cidade, já o HB20 1.6 fez 11,6 km/l. A economia da maioria desses 1.0 é ilusória.

      • TacodeSinuca

        " se voce pegar o Tempra ele nao ganha do Classic hoje em dia por exemplo"
        <img src="http://i0.kym-cdn.com/photos/images/newsfeed/000/044/032/heart-attack.jpg?1318992465"&gt;

        Só se o Tempra estiver com o motor fundido fi

        • Hellvins

          eu em um stilo 1.8 não peguei um tempra 2.0, imagina um corsa!

        • radiobrasilcombr

          Mas ele deve ter comparado com um Tempra com motor fundido… só pode. :)

      • Matheus_P

        Amigo, nao fale isso do tempra… Ja andei nesses 2.0 16v com motor redondo e anda mais q qquer 1.6

    • fabioalisson

      Concordo. Os carros ficaram mais pesados por ficarem maiores, mais equipados, ganharam alguns cavalos, ganho irrisório em torque e certamente ficaram mais gastões.

      Tem muito 1.0 aí bebendo mais que 1.4, 1.6 e até 1.8.

  • Se os umpontozero fossem que nem os dos mercados de verdade pra mim tudo bem.

  • feantunes7

    Câncer automobilístico Brasileiro…

  • Castle_Bravo

    Pior é que aceitamos essa tributação maluca, com a ideia de que precisam existir "incentivos" pensados pelos burocratas do governo que achamos que devem ou têm o direito de pensar por nós mesmos.

    O imposto deve ser justo, transparente, a mesma alíquota para qualquer modelo, sem diferenciação por cilindrada ou qualquer outro fator. :P

  • jonasperola

    Os três são culpados: As montadoras querem apenas vender, ou seja se colar colou, o governo quer apenas arrecadar, o governo não é besta de abrir os olhos da população sem prejudicar a imagem das montadoras, e por consequencia impactar a arrecadação, e por ultimo o consumidor que não exige um produto condizente com as necessidades (incluindo itens de segurança), ou por um uso exclusivo destinado, e o fator chave, "preço".

  • MecanicoDigital

    Pra mim está bem claro de quem é a culpa. Da FIAT, que instituiu no Brasil um novo padrão de carros fracos e inseguros, dos quais SÓ ELA tinha condições de fabricar naquela época(o que foi conveniente, pois ela andava mal das pernas e precisava de uma salvação); e do Governo, que como bem disse a matéria, sem uma "equipe de engenheiros" adequada, moldou o cenário automotivo nacional para beneficiar uma única empresa, sem pensar nas consequências do sucesso desta manobra às custas do povo incauto que compra carros olhando somente os números da etiqueta de preço, e que morre nas estradas mal conservadas em suas carroças assassinas, enquanto as outras empresas, para não fecharem suas portas, tiveram que se adequar à esta nova realidade.

    • Diego105

      Naquela época pouco importava comprar um Uno Mille, Uno 1.6R, Gol GTI, Escort 1.6 etc, iriam morrer de qualquer jeito em uma batida, apenas alguns carros facilitavam o reconhecimento dos corpos por parte dos parentes…

  • O_Corsario

    Bom texto, boas fontes!

  • alexhmoraes

    Resumindo o texto: O Uno Mille sempre foi uma desgraça pra esse país!

    • fabioalisson

      Não só ele, assim como 90% desses 1.0 são ou foram vendidos.

    • gcarlos

      hAtEr?!

    • Pedro_Rocha

      O Mille ou o Governo? Não se esqueça que Collor faz parte da quadrilha do PT.

  • Esllen

    Um dos melhores artigos que li no site noticias automotivas! Parabéns

  • Brunobrasil

    Motores 1,0 são adequados para carros sim senhor, afinal não se anda rápido dentro de cidades, pelo contrário, se anda cada vez mais lento. O problema no Brasil é que o brasileiro até hoje não compreendeu que ele tem vocação urbana apenas. Na Europa estes motores inclusive são aplicados em carros de maior porte (tem Fiesta – do "New" – 1,0 de 65 cv lá), porém a maior parte dos consumidores têm a consciência que não se deve usar além dos perímetros urbanos.

    • fabioalisson

      Seriam adequados se fossem econômicos. A partir do momento que tem 1.0 gastando mais que 1.4, 1.6 e até 1.8, há algo errado nisso. Não acha?

      Já tive 3 carros, um 1.0 8v (61cv), um 1.8 8v (115cv) e um 1.8 16v (140cv). O mais gastador: o 1.0, mesmo em perímetro urbano.

  • fabioalisson

    "Por exemplo, o Gol CL 1.6 conseguia atingir 0 a 100km/h em 13,5 s e velocidade máxima de 157km/h, enquanto a versão Gol 1000 atingia em 18,5 s e 135km/h, com consumo de combustível idêntico. Logo, a falta de projetos adequados para utilização dos motores 1.0". Esse parágrafo resumiu a minha raiva de 1.0. A grande maioria desses carros são ineficientes, mancos e bebem mais que carros com o dobro da potência.

    Tive um Palio 1.0, sem ar condicionado, que mal fazia 10 km/l na cidade e não chega a 11 km/l na estrada, depois tive um Palio 1.8R muito mais econômico, e hoje tenho um Civic 1.8 que faz 12 km/l na cidade facilmente rodando 95% do tempo com ar-condicionado. 1.0 nunca mais.

  • LTD1976

    De onde tiraram a informação de que o Mille possuía chapa com espessura de 0,5mm mais fina? Nunca vi isso em nenhum lugar e nem em literatura da época.
    Além disso, a suspensão do Mille não deixou de usar a barra estabilizadora, mas sim adiantou a mudança ocorrida para a linha 91, onde dois tensores que faziam a tarefa de manter a posição das rodas em acelerações, antes um encargo do estabilizador. (fonte BCWS).

    • Lucas

      Voce sabe o que é a barra estabilizadora e pra que serve??? Putz grila meu, cada uma! Voce acha mesmo que a Fiat anunciou em tudo quanto é canto que usava chapa mais fina??

  • Fuel

    Duvida sincera.. Se a Ford por exemplo, começar a lançar carros com o Ecoboost 1.0, o Fiesta por exemplo, o IPI será o mesmo que o de um carro 1.0 normal?

    • Lucas

      Sim, "pior" que está certo!

    • anderson_sp

      Sim, a Ecosport 1.0 usava este artifício.

    • iurirx7

      hahaha. Seria uma boa jogada. Mas com a baixa exigência do consumidor, acho muito difícil. Se a Ford vender esse motor 1.0 aqui, dependendo do preço, eu troco o AP 2.0 do meu Versailles por um ecoboost 1.0. haha

  • shemhazai

    E isso que nem falamos sobre ÓLEO DIESEL!

  • Jason

    Acho que ainda há muito preconceito contra os 1.0. Muitos carros 1.0 de hoje andam o suficientemente bem tanto no trânsito urbano quanto na estrada. Se você souber dirigir, o carro entrega um torque honesto e dá conta sim do recado. A situação só fica apertada se você estiver com o carro lotado, seja em pessoas ou bagagem. Aí a coisa empaca, passar de 100 por hora só se vc socar o pé e mandar uma marcha pesada, o que vai aumentar o consumo.

    Os motores 1.0 evoluíram bastante. Lembro do antigo CHT do Gol, que sofrimento era andar na estrada com aquele carro… Vinha uma carreta e te podava e vc não dava conta de levantar o carro. Os 1.0 modernos dão conta até de umas ultrapassagens moderadas. Claro que um 1.6 moderno tem potência de sobra pra vc fazer manobras com segurança.

    Meu próximo carro vai ser um acima de 1.0, já tive muitas experiencias ruins com esses motores. Mas não deixa de ter seu valor.

    • anderson_sp

      O problema é que muitos querem comparar com carros com cilindrada maior, 1.4 ou 1.6 por exemplo, mas na hora de comprar não quer pagar mais para levar um motor mais potente, aí sempre vai sobrar pro carro.

      • Jason

        Sem falar que a manutenção do motor de maior cilindrada – ainda que a base seja a mesma do motor 1.0 em muitos casos – vai ser mais cara nas concessionárias, só pra justificar que o motor seja maior e tal…

  • Filipe_GTS

    Quanto papo de motorista bração.
    Dá-me aqui teu carro 1.0L que eu faço andar, vovô.
    Já tive Mille Fire Flex 1.0 de 66cv, Celta VHC 1.0 Flexpower de 70cv e Gol TEC 1.0 de 76cv, todos com desempenho satisfatório para o uso que eu faço.
    É ululante que esse tipo de carro é inadequado para uma viagem familiar longa, com muita bagagem e ar condicionado ligado. Mas pra viagens curtas, sozinho e sem carga, e principalmente para o uso urbano, tal motor é plenamente razoável.
    A economia de combustível que seja, então, comparada com carros 1.4L ou até 1.6L, depende mais do pé do motorista do que de qualquer coisa. Ademais, é sempre bom lembrar que carro de motor 999cm&sup3; (ou menos) é SEMPRE mais barato na hora da compra, obviamente por conta da tributação, eis que tais motores costumam ser bem refinados para que possam apresentar bons números, razão pela qual não são baratos de se produzir.
    Assim, concordo que a forma que o fisco categoriza os motores para tributação é errada, mas nunca vou concordar que carro com motor de 1L de deslocamento é lento. Claro, depende do carro, do peso, do uso e, sobretudo, da habilidade do motorista – item este que está MUITO em falta hoje em dia nas ruas [não só nas ruas, surpreendentemente num blog visitado por pessoas que se acham informadas do mundo automotivo].

    • Filipe_GTS

      Só para contar um causo:
      Peguei o tal Celtinha 1000, 12.000km rodados, 2008, de um amigo da família que troca de carro a cada 6 meses. Já tinha umas rodinhas de alumínio 14" com extraordinários pneus Bridgestone Potenza GIII e molas esportivas da marca nacional Aliperti.
      Coloquei um Cold Air Intake com filtro esportivo monofluxo, porém de inequívoca maior vazão (naquele tempo eu não tinha, como hoje, formas de medir a temperatura do ar admitido. Portanto, pode ser que entrasse ar mais quente, só que mesmo assim a vazão era bastante superior); coloquei também um coletor de escape dimensionado 4X1, que comprei numa empresa especializada em SP-capital, junto com a retirada do catalisador (aqui em SC, graças a alguma força suprema sobrenatural da qual tenho dúvidas quanto à existência, não tem controlar ou algo do gênero) e adoção de um escapamento, com três abafadores menos restritivos, do tipo "JK", com diâmetro de 2,5pol; com essa brincadeira e um levíssimo remapeamento na central eletrônica de injeção, direcionando o carro para o uso exclusivo do etanol e aumento da faixa últil de giros, isto é, o corte subiu, tive um Celta 1000 que andava NA ESTRADA junto com Golf 1.6, por exemplo. Em resumo: entusiasta de carro 1-L existe…
      [depois eu coloquei um volante de motor com alívio de peso e o carro ficou ainda melhor, mas logo em seguida vendi, já beirando os 50.000km de MUITA lenha naquele motorzinho]
      Hoje eu não faria isso tudo novamente, trocaria por um carro de motor maior =) adaptações dão problema, tanto que o uso de filtro esportivo (o motor acaba por sugar partículas de poeira/areia) tão prolongado provavelmente causou danos, pois o motor estava começando a apresentar um barulhinho esquisito, diagnosticado como gasto excessivo do comando de válvulas (diagnóstico de ouvido, do mecânico).

      • Ozirlei

        Aqui no brasil não existem muitos, mas é só procurar no youtube e verá que a europa esta cheio de entusiastas de carros abaixo de 1000cc… é só lembrar que a Abarth praticamente nasceu assim.
        O legal dos carros 1.0 é que se pode utilizar toda potencia disponivel…
        Pra quem gosta pode ouvir o motor subir aos altos RPMs, como numa moto esportiva, e não ficará tão limitado as leis de transito. Afinal, um carro 2.0 para condições normais de uso 60/100 km/h não precisará passar dos 3 mil rpm… e a não ser que se ande em segunda para dar 60 e em 3° para dar 100 não usará nunca toda potencia disponivel e não ouvirá a sinfonia de formula 1…

  • Ubaldir

    Essa jogada da tributação do carro 1.000 de 1990 foi feita por intermédio de lobby lascado da Fiat na época. Ciente de que tinha um motor 1.0 pronto nas mãos e um carro com peso relativamente reduzido que se adaptaria "bem" ao motor, a marca italiana jogou todas as suas fichas nessa alteração do regime tributário automotivo.
    Essa mudança foi tão determinante que mudou todo o equilíbrio de forças no mercado automotivo, alçando a Fiat, uma marca que até então gozava de um fama muito ruim, em especial em meio aos mecânicos, do quarto ao primeiro lugar no mercado em um "piscar de olhos", o que se perpetua até os dias atuais. É aquilo, o consumidor tem uma parcela de culpa determinante nessa realidade. As demais marcas correram atrás de um veículo igual ao Uno Mille durante dois anos, uma vez que o carrinho da Fiat foi um estrondoso sucesso de vendas. O mercado "pediu", as fábricas atenderam. Até 1994 todos os fabricantes já haviam reorganizado o seu mix de produção em função de carros-chefe "populares", que seguiam basicamente a receita do Uno: um motor capenga, ultrapassado e adaptado de projetos antiquados com menos de 1.000 cilindradas empurrando veículos depenados em estrutura e conteúdo.

    • LTD1976

      Parabéns para ela! Encontrou um nicho de mercado que ela poderia explorar e seus concorrentes não, soube fazer seu lobby e obteve uma vantagem no mercado. Ela se aproveitou por ser a única fabrica que tinha um carro que comportaria tal motor, já que na época o Uno utilizava na Itália um motor ainda menor de apenas 0,9 litros, potência de 45 cv e torque de 6,8 m.kgf,
      Não sei porque tanta raiva sobre isso. Se ele tivesse conseguido essa vantagem aumentando os impostos sobre os carros que existiam, concordaria, mas ela conseguiu criar uma nova faixa de preço abaixo da existente na época. Seria como reclamar da Volkswagen por fazer fusquinhas numa época que as outras fábricas só produziam Galaxies, Opalas e Darts.

      • Ubaldir

        Hum… só discorri sobre os fatos, não sei onde o amigo observou "raiva" nisso. Eu particularmente acho que em um país com população em grande parte pobre, é normal a existência de produtos que entreguem menos por menos. Só me esmerei em concluir que a Fiat se antecipou no que mercado queria. Tanto que as demais montadoras foram atrás dela nos anos seguintes. Portanto, não adianta culpar as fabricantes por vender aquilo que o consumidor pediu: veículos com motorização ínfima e ultrapassada e depenados, tanto em conteúdo quanto em estrutura e, por consequência, segurança. Isso é fato, e não "raiva".

        • LTD1976

          Quando o Mille foi lançado, ele não era ultrapassado e depenado, ao contrário, era ainda um dos carros mais modernos do mercado e seu nível de equipamento e acabamento era o padrão da época para versões baratas. Pegue um Escort standard, um Chevette L ou Um BX ou CL da época e veja que eram semelhantes ao Uno S ou o MIlle.
          Se ela não tivesse conseguido na época, seria com se hoje por exemplo, os 1.0 não existissem e os carros mais baratos do mercado começassem na faixa do trinta e poucos mil reais, que é o preço inicial dos carros com motores acima dos 1.0, e não seria atendida pelos carros com essa motorização.

          • Ubaldir

            Aí eu discordo. Alguns anos após o advento dos chamados "carros 1000" ocorreu sim um fenômeno de se passar a entregar carros com essa cilindrada com mais equipamentos, com versões semelhantes às existentes com motores maiores. Mas isso só ocorreu já na segunda metade da década de 90, após o lançamento de Corsa, Gol II e Palio. O início do processo se deu com nível de acabamento e equipamentos bem inferior aos modelos de entrada então vigentes. O Uno Mille mesmo era um Uno S muito piorado, como o próprio texto que gerou este debate se esmerou em descrever. Até encosto de cabeça dos bancos dianteiros e retrovisores externos do lado direito foram removidos nos primeiros anos de produção. E dizem que mesmo as chapas de aço utilizadas na carroceria foram reduzidas em espessura.
            Quanto à questão dos preços, o que eu não concordo muito com a tributação que temos é o seguinte: em termos de custo de produção, os nossos motores de 1000 cc pouco se diferem dos 1.4 ou 1.6 disponíveis em diversos modelos nacionais. A única vantagem que conseguem está na tributação mais baixa. E nem eficiência energética pode ser propalada como vantagem para esses modelos, uma vez que a vasta maioria dos motores desse tamanho disponíveis em nosso mercado possuem níveis de consumo próximos aos motores de cilindrada maior. Temos carros de 1.0 litro com nível de equipamento compatível com veículos quase de luxo, com preços passando facilmente do 40 mil reais. Então minha pergunta é a seguinte: porque então não tributar a falta de eficiência energética, independentemente da cilindrada do motor do bólido? Não vejo vantagem em forçar a indústria a se esmerar em motores de baixa cilindrada sem qualquer preocupação adicional em eficiência. Uma tributação mais racional seria de bom alvitre para induzir o mercado a uma aceleração rumo a modernidade.

            • LTD1976

              Como eu disse, era o padrão da época. Existiam sim Uno S sem apoio de cabeça, o mesmo acontecendo com outros modelos básicos, o cambio de 5 marchas também costumavam a ser opcionais. O que acontecia era que, além desses modelos não venderem muito, geralmente as pessoas compravam os caros com esses opcionais, o que os fez raros nas ruas. Se lembrar, até em carros de luxo os equipamentos eram escassos na época, o Santana CL não tinha retrovisor direito nem como opcional!
              Quanto à redução da espessura da chapa, como eu já havia dito antes, não houve nenhuma menção disso na época do lançamento do MIlle, não sei de onde o autor retirou essa informação, da cabeça dele talvez.
              Quanto à redução de imposto ter se dado ao motor 1.0, a questão não foi tecnica, foi comercial. Poderia ter sido para motores abaixo de 1.3 ou 1.4, mas aí a Fiat não teria vantagem, já que as outras tinham motores nessas cilindradas na época em fabricação para exportação, então pra que ela faria lobby para essas cilindradas?Seria muito mais interessante se isso tivesse acontecido, rapidamente as concorrentes poderiam ter lançado na época concorrentes para o Uno, mas aí a culpa foram das outras que deram bobeira, porque elas não foram ao governo e fizessem o Lobby para aumentar a cilindrada? Como eu disse antes, ponto para a Fiat que foi mais esperta na época, ruim para as outra que deram bobeira.

  • O carro popular foi criado em 1992 e pelo governo Itamar Franco. O IPI era de 0,1%, por tanto simbólico e isso durou até 2002

  • ocduarte

    Acredito que não devemos criticar quem hoje comprar um 1.0, pois é um direito da pessoa escolher o que for melhor, mesmo que não seja. Mas podemos tentar influenciá-la ao máximo para que não o faça. Até porque, já que vai levar um carnê de 48 ou 60 parcelas, dilui a diferença do preço de um carro com litragem maior.

    • Felipe

      Pode-se influenciar estes ingênuos que compram 1.0 para ir na fila de espera da versão top do Golf, que vai custar 120 k, ou quanto a VW quiser cobrar.

      • ocduarte

        Que engraçaaaado…

  • Ozirlei

    Olha, já vi artigo sem pé nem cabeça, mas esse esta de amargar.
    1° A 'depenação' não começou com os carros 1.0, já haviam carros inferiores e infinitamente mais inseguros antes. Pensa na decada de 80, não tinha nada de moderno que não fosse no top, nada diferente do que foi na decada de 90 e do que é hoje! (Vamos relembrar? Carros pra pobre – nem tão pobre assim porque era uma fortuna: Fusca – projeto da decada de 60?, Corcel II – Baseado no corcel 1, que era baseado no renault 12, tambem da decada de 60, Chevette – Baseado no Opel Kadett C de 1973, nada de muito novo tambem e por fim, o fiat 147, baseado no fiat 127, lançado em 1971… Exceto pelo ultimo, que adotava soluções de engenharia inovadoras (comparando carros da época) os carros dessa época eram pelados e defasados. A depenação sempre existiu no brasil.
    2° A barra estabilizadora não é tão importante quanto o autor acha que é… o recente mclaren mp4-12c não tem, o velho renault 2CV tambem não, carros de épocas longinquas e aplicações difentes sem a tão aclamada "imprencindivel" barra estabilizadora… http://www.curbsideclassic.com/wp-content/uploads
    Primeiro a que se entender pra que ela serve, depois critique.
    3- Uno era um dos poucos carros da época com deformação programada, suspensão independente nas quatro rodas, era recente, feito para o mercado europeu… até se ele fosse de plastico ele era mais seguro que o que existia aqui na época, os carros da decada de 60 vendidos na decada de 80…
    Nada diferente do que é hoje…
    É só ver o sandero, agile, gol g4, e Ka… sandero baseado na platafoma nissan b de 83, agile baseado na plataforma 4200, a mesmissima do corsa A de 83, o gol g4 baseado na plataforma ab9, que no fundo é a plataforma bx/b1 modificada, que é da decada de 70 e por ultimo o Ka, baseado na 3° geração do fiesta (final da decada de 80).
    Muito desses carros foram vendidos a pouco tempo com motores 1.6, completos, até com sensor crepuscular (agile) e por baixo uma carroça… nada mudou… pode me dizer a época, e mostrarei que estamos sempre defasados em engenharia… não é a barra estabilizadora ou a chapa que influenciará na segurança, ou até o motor, temos motores 1.0 de 83 cavalos hoje… é o mesmo que a maioria dos motores 1.6 da decada de 80… o que fará a diferença é a qualidade da engenharia. É saber escolher o que realmente importa e escolher os carros que apresentem tecnologia construtiva.
    Será que adianta ter barra estabilizadora, e ter suspensões por eixo de torção? Cade as double wishbones??? Cade as multi link?? Cade os freios a disco nas quatro rodas? Cade a injeção direta? Há um monte de novas tecnologias que fariam um carro mais confiavel, seguro, mas só são aplicadas, como em todas decadas anteriores aos carros da elite…

    • LTD1976

      http://3.bp.blogspot.com/-xPZecWu7B_A/UFsX2-JPOjI
      Parabéns meu caro, seu post é que deveria ser o artigo. Permita-me fazer uma única correção, o fusca não era um projeto da década de 60, mas sim da década de 30. Ainda sim o nosso realmente era defasodo em relação ao que existia lá fora, que nessa época já tinha a carroceria mais moderna (usada no modelo mexicano) e suspensões mais modernas.

    • Lucas

      Eu acho que voce não entendeu nada do artigo né brodinho?! É obvio que a industria automobilistica nacional era uma verdadeira *%&#* antes da abertura economica, mas invés de haver o progresso, melhorias… Preferiram investir no regresso e nossos carros ficaram ainda mais podres. Pra que a Fiat precisava depenar o Uno S para fazer o Uno Mille? Era só uma questão de substituir o motor e já teria um excelente produto, ganharia o mercado igual… Massssss, ao invés disto preferiram depenar o pobre carrinho e transformá-lo numa nova carroça, mais moderna…

      As fabricantes continuam usando a mesma "formula vencedora", não melhorando nosso mercado, só trocando a carcaça. É ridiculo!

      O eixo de torção não se aplica ao eixo onde está a barra estabilizadora. Leia mais sobre ela na internet. Carros sem eixo de torção tendem a abrir mais em curvas, em carros de corrida quando há quebra da mesma, se perde o controle do carro. Mas realmente, todos os outros itens de segurança e melhorias veiculares no Brasil demoram muiiitttooo pra chegar…

  • Antonio JS

    Aumento da CIde + aumento dos combustíveis = Carro <mil , este é o futuro.
    Deveria ser incentivo no inovar auto a eficiencia energética X segurança para incentivar os melhores produtos.

  • Antonio JS

    Aumento da CIde + aumento dos combustíveis = Carro <mil , este é o futuro.

  • Também temos o problema das caixas de cambio muito curtas, uma semi bizarrice melhora o desempenho mas piora o consumo.

  • Eduardo

    Carro mil, motorista brasileiro e morro. Ninguém merece esse trio e não há trânsito que ande com carro mil. Essa é a realidade. Carro mil é sinônimo de carro ruim, sem estrutura, sem desempenho, sem segurança, sem equipamento… Só brasileiro que compra isso mesmo. Venda isso nos EUA e veja se comprarão porque é mais econômico… Nem aprovado nos Institutos de segurança será. Portanto, não é carro. Só brasileiro é que acha que carro mil é carro… Pode doer, mas é verdade…

  • ac_martins

    Pior é que o termo Carro Popular perpetuou até hoje como sinônimo de carro de entrada de linha, dito até por gente que nem era nascido na época da regra governamental, viram o galo cantar mas não sabem onde…

    Outra coisa impressionante é ter se passado décadas de carros "mil" e ainda assim os brasileiros não aprenderem a guiá-los, com medinho de usar o acelerador e as rotações até para situações de ultrapassagem; e isso muitas vezes vem de gente que se diz gostar de carros, imagino o resto…. Falam tanto de segurança, mas não sabem que aprender a dar desempenho ao motor também é um fator de segurança dada uma situação.

  • anderson_sp

    O nosso mercado assim como a política e as leis não se atualizam, os tributos deveriam ser de acordo com o consumo e emissão de poluentes, exemplo carro que tem nota A paga menos tributação que um B e por aí, não sou contra carros 1.0, pode ter como tem hoje e como eu vejo a maioria das pessoas andando com uma pessoa no carro, as vezes dá conta dependendo do caso, se o nosso mercado existisse carros 1.2, 1.3 ou 1.4 de entrada, estes mesmo seriam motivo de preconceito por ter cilindrada baixa em relação a outros, o que precisa aqui é o mercado se adequar com o que tem lá fora em questão de tecnologia e trazer simultaneamente produtos condizentes de mercados melhores, pois o que o Collor disse serve para todo tipo de carro, desde carroça 1.0 até 2.0 em linha no nosso mercado, só olhar a disparidade do Golf 4.5 pro novo.

  • Felipe

    Vejo como os principais culpados o governo e as montadoras.
    O mercado como um todo é abusivo. O pessoal fica zoando quem compra 1.0, por ser carroça e inseguro…Eu tenho um Celta 1.0, evidente que gostaria de ter outro carro, mas era o que eu podia comprar quando andava de busão.
    Não consigo achar esperto quem compra carro de 100 k que não deveria custar mais de 60 k. Mas quem compra é burro e ingênuo?? Acho que não, é o mercado que temos… Vamos todos parar de comprar carro??

  • DougSampaNA

    Do governo, que criou impostos e ditou uma nova política às fabricantes na década de 1990?

    SIM, ele puxou a fila, as aberrações seguintes só acompanharam, quando digo que o maior inimigo do povo é o próprio governo, alguns acha que estou exagerando..
    Quantos milhares de pessoas morrem nas estradas em carros cheios e ultrapassagens inacabadas, porque seus motores-mancos- mil, nestas situações não mostram nem os pocotós?
    Motor 1.0 no brasil sem turbo devia ser proibido!

  • Lucas

    Bem interessante o artigo. Uma coisa que ninguem comentou é que os motores 1.0 de 3cilindros já existiam no Brasil na década de 60, pela DKW… Ou seja, motorização 1.0 de 3 cilindros já é ultrapassado… hahahhaa

  • Diegorji

    Carro 1.0 é um erro sobre rodas. Só compra esse tipo de carro 0km quem não tem grana para comprar um com melhor motor. Se for usado é fato que foi uma escolha mal pensada.

  • paulosp

    pronto ja acharam o culpado agora é o MALUF ops quero dizer a FIAT!

  • xrs250

    Na boa eu tenho um carro 1.6 e estou satisfeito com o consumo dele principalmente em rodovia é igual a muito carro 1000 por aí.

  • anderson

    Meu primeiro carro foi um del rey 1.6 ano 84, agora tenho um gol 2002 que apesar de ser 1.0 anda mais que o famigerado del rey

  • dipereira0123

    na boa, brasileiro faz merda até com shineray 50cc, 1.0 esta ótimo para compactos de uso urbano, e se não me engano, no reino unido eles tambem adotam bastante esse conceito de diminuição do motor, se não me engano la o focus é 1.0 diesel, e modelos sport tambem eram bem limitados(corrijam-me se falei o pais errado)

  • 4lex

    ótimo tópico, reportagem muito boa e esclarecedora sobre o mercado nacional de autos..

    e aquela foto dos Mavericks no final da matéria, é emblemática, mostra o quanto nosso país é atrasado na indústria automotiva ainda hoje..

  • Thyago Szoke

    Sou suspeito pra falar, porque minha opinião é inclusive uma das fontes citadas. Na minha opinião, a culpa maior é do próprio brasileiro, que gira o mercado atual (famoso oferta X demanda).

    • Lucas

      Cara, teu artigo é muito massa também hein! Eu li todas as referencias, faltou algo sobre a barra estabilizadora na minha opinião…

  • Fellipe

    NA…. Que obra prima das notícias!

    Parabéns ao autor deste catalogo de informações.

  • Eduardo

    Faz tempo que carro 1.0 pra mim é ilusão. Agora, será que também serão necessários 23 anos para o brasileiro perceber que o carro flex é outra furada?

  • Junior

    Carro 1.0 é pra atender consumidores que desejam economia de combustível, acho a discussão de qual é melhor, 1.0 ou 1.4, 1.8, 2.0. 2.5 etc, ridícula, são segmentos totalmente diferentes. Pra ilustrar melhor àqueles que estão aqui metendo o pau no carro 1.0, seria como comparar um lutador peso pesado com um peso pena, simplesmente insano. Carro popular 1.0 É INDISCUTIVELMENTE MAIS ECONÔMICO SIM, portanto atende o principal objetivo de sua concepção, economia de combustível e manutenção acessível. Tenho um gol 1.0 13/13, um fiesta hatch 1.6 13/14 e uma parati surf 1.8 08/09, o consumo é de longe mais vantajoso no carro 1.0, desafio algum individuo me provar o contrário. A grande maioria que critica carro mil, dizendo que consome igual os outros de motorização maior, é de pobre metido a besta, tem nem dúvida, pode crer!

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