Etc

“Não conseguimos produzir um carro semelhante ao seu conceito”

Essa foi a frase que um certo senhor CEO de uma grande multinacional disse algum tempo atrás. Evitarei citar nomes, mesmo que alguns talvez venham a identificar de que carro ou montadora estou falando. De qualquer maneira, se essa frase tivesse sido dita por volta dos anos 80 ou 90, realmente o Sr. Toyabaru (nome fictício) estaria com toda razão, pois imaginar um carro conceito com suas linhas “exóticas” baseadas em um design de estúdio seria um tanto impossível de produzir em massa, afinal, ficaria caro demais e os custos do produto superariam – ou ficariam perto – da margem de lucro minimo.

Mas hoje sabemos que as coisas hoje em dia são diferentes, embora há algum tempo venho percebendo uma coisa no mundo dos carros. Quando um homem entra no ramo automobilístico ele automaticamente fica com tendências preguiçosas, mas não é aquela preguiça que dá no domingo a tarde, é uma preguiça de não querer fazer um esforço para ir contra a onda da “mesmice”.

Esse é o grande mal da engenharia em geral, essa preguiça de fazer algo “revolucionário”. Infelizmente essa patologia está bastante presente no jeito japonês de fazer carros, em quase todos eles encontramos sintomas do “preguicismo”, seja no uso das peças – como a abertura do capô do Civic que é a mesma há quase 20 anos – ou quanto a complexidade de seus projetos, o Corolla, por exemplo, usa a mesma tecnologia no cabeçote de seu motor desde a década de 80.

Veja o caso da Ford, ela implementou injeção direta de combustível em seu veículo de maior venda nos EUA, a F150. Não estou dizendo que o Corolla e o Civic são ruins ou incompletos, longe disso, apenas digo que poderiam tentar inovar um pouco. Onde eu quero chegar com isso ? Na Coreia do Sul, em alguns instantes irá entender o motivo de citá-los.

Outra noite estava eu parado no sinaleiro e de longe vejo pelo retrovisor um par de farol majestoso e uma grade enorme e brilhosa se aproximando de mim enquanto os projetores do bi-xenon desviavam o foco de luz “azul-bebê” fora do meu olho. Dava pra sentir o peso do alumínio que utilizam nas grades dianteiras e o brilho do logotipo era de dar inveja à qualquer Cadillac.

Se eu visse isso 5 anos atrás pensaria ser a versão rapper do Optimus Prime, um carro gigante com luzes e brilhos extra-terrestres com linhas que desafiavam a lei das máquinas-que-montam-carros. Era um Audi Q7, acredito que tenha sido um modelo 2010.

Logo se pensa que para um carro ter um desenho e um detalhe tão nobre ele obrigatoriamente precisa ser o topo da linha de montagem, o mais caro de se produzir e comprar, algo digno de usar a sigla Q7 da linha Audi. afinal, esse desenho é do cultuado Audi Pikes Peak Quattro, que foi originado do Le Mans Quattro. Traduzindo, é uma inspiração que saiu direto da mente e da caderneta do designer para a linha de montagem.

Acontece que esse “luxo visual” exclusivo em “carrões” é coisa do passado, linhas futurísticas e detalhes de carro-conceito não mais pertencem à modelos top-end, como o Q7, ai que aparecem os sul-coreanos, que citei anteriormente.

Uma situação idêntica a esta do Audi aconteceu novamente, só que era um Kia Sportage 2012: de longe vi uns faróis lindos e uma grade bem ousada com um belo par de farol auxiliar, lembrava demais os conceitos de salão da Kia, pra falar verdade, eram idênticos aos encontrados no Kia KND-4 (sim, tive que consultar o Google).

Eu se que é covardia citar a Audi e a Kia pra comprovar o que estou dizendo, pois quem for observar seus carros-conceito verá que a versão de rua sai idêntica à apresentada no Salão, ultimamente quem vem fazendo isso demais é a própria Chevrolet/Vauxhall/Opel, o próprio Camaro que o diga, é irmão gêmeo de seu conceito que apareceu no primeiro filme dos Transformers.

O ponto disso tudo é: quando foi que a palavra “impossível” limitou linhas de montagem a reproduzir desenhos conceituais em carros produzidos em massa ? Se até os sul-coreanos e americanos conseguiram adaptar isso em suas SUV’s e Muscle-cars em menos de uma década, por que aquele “preguicismo” típico da indústria asiática não permite tal façanha?

Na década de 80 o Japão conseguiu literalmente destruir a GM em solo estado-unidense usando tecnologia de montagem avançadíssima, como isso explica em pleno século XXI, na chegada de um futuro ícone, deixarem o comodismo tomar lugar colocando – na verdade tirando – detalhes de design que fariam toda a diferença no apelo esportivo do carro.

São coisas assim que me deixam acostumados à ver a constante perda de território automotivo japonês para os sul-coreanos, detalhes importam e muito no produto final, veja o caso do Genesis Coupe e do 370Z, pergunte aos jovens qual design é o preferido deles, garanto que a maioria escolherá o Hyundai, mesmo que o Nissan seja o mais famoso entre o pessoal que curte modificação. Ainda não sei como os japoneses não aprenderam isso, se até nós, meros consumidores/entusiastas, já percebemos.

A cada dia que passa temos no mercado carros com design cada vez mais ousados como a Range Rover Evoque e o Citroen DS3, além de acessórios que nunca se cogitou produzir em massa, mesmo aqui no Brasil temos aquele Agile que vem com serviço de Wifi da Tim que o cliente pode usar como bem querer em qualquer lugar do país, isso se tiver, sinal, claro.

O próprio Agile tem no visual aquele farol com hipérboles enormes “nunca antes vistas na história desse país”. Mesmo com toda a indústria provando o contrário, um senhor dizendo em “mídia internacional” ser impossível replicar um simples desenho de parachoque de um carro, isso é como se um engenheiro civil dissesse ser fisicamente inviável construir um prédio em formato de pirâmide, pois “a tecnologia atual não permite”.

Os egípcios então fizeram o que ? Mágica ? Como diria o bom e velho Boris Casoy: isto é um absurdo. Francamente ? Essa conversa de que “produzir tal coisa não é possível por motivo X” não está mais servindo de desculpa, novas ideias acompanhadas de uma pitada de ousadia é que estão definindo os líderes de mercado hoje e quanto mais cedo as tradicionais montadoras ficarem atentas nisso, menos consumidores elas irão perder.

Por Julio Cesar Molchan de Oliveira





  • AF1979

    Sobre os exemplos dados de falta de preguiçã em fazer algo, digo que houve sim preguiça. O Camaro conceito tinha quatro colunas, o que significa que não havia coluna central e a janela traseira desceria. O Camaro de série tem coluna central e janela traseira fixa. O mesmo ocorreu em relação ao Cadillac CTS Coupe. Enquanto isso, o Mercedes Classe E cupê segue firme e forte suportando seu peso de ponta-cabeça em apenas quatro colunas e mandando bem nos testes de colisão.
    É de se perguntar também sobre o quanto da estagnação é preguicismo e o quanto é choque com o consumidor. O Civic da geração anterior à atual tinha estilo revolucionário, enquanto a atual geração é mais conservadora justamente porque nos Estados Unidos aquele estilo revolucionário não foi bem aceito. Parte dos problemas em relação àquelas linhas veio pelo fato de o para-brisa ser muito distante do motorista, criando pontos cegos na área envidraçada que mais importa quando se dirige. Outros problemas da geração passada do Civic também se concentravam na parte prática, como o porta-malas ridiculamente pequeno e os motores R18A que prometiam ser mais econômicos que os D17A que substituíam, mas que na prática viu-se que a propaganda era meio enganosa. Observe-se que já corrigiram o problema do porta-malas na atual geração, mas ainda fica o lance de o R18A não ser exatamente econômico, bem como seu desempenho ficar limitado pelo tanto a mais de peso que a oitava e a nona geração do Civic têm em comparação com a sétima.

    Logo, o arrojo pelo simples arrojo é algo que deve ser evitado, justamente por tornar necessária a solução de problemas que não existiam na abordagem mais conservadora. Claro que esse lance do Civic é só uma pequena parte da história, uma vez que a Honda ficou estagnada por uns bons anos e só agora está se recobrando de tal postura (vide motores "Earth Dreams Technology", a serem lançados).

    • Davi_Krk

      Estou concordando com tudo em gênero, número e grau.

      "Não sabedo que era impossível, foi lá e fez"

      Abraços !
      :)

  • Ricardo_Vieira

    Muito bom texto!

    Realmente, ousadia é a lavra-chave hoje em dia..
    É muito complicado quando vc vê um conceito apresentado e cria expectativas,e quando lançam o carro ele é totalmente diferente do conceito.

    E como vc disse no texto, Kia, Citroen e Land Rover acertaram em cheio!

  • Edson Roberto

    Só uma correção no Texto: O Boris Casoy diz: "Isso é uma vergonha".

    Sobre o texto, acho que na realidade não é preguiça de designer que crie algo novo. Na verdade eu acredito piamente é ter possibilidade de se criar algo diferenciado. As vezes segundo decisão da empresa isso é deixado de lado.

    Em marcas descontinuadas, quantas vezes vimos modelos que eram então futuristas em 1990 que seriam modelos perfeitamente aceitaveis em pleno 2012 sem qualquer item que identifique o modelo como sendo do passado?

    Exemplo atual é da Saab. Já vimos essa historia antes e vimos diversos modelos muito mais avançados para a epoca. Quantas vezes já vimos exemplos brasileiros de projetos bem ousados e cancelados sob direção da matriz?

    O Voyage atual, era para ser um carro ainda mais belo, mas segundo a empresa, por questão de custo foi abandonada a ideia de construi-lo sob uma base parecida com a de um cupê quatro portas. Então parte disso é culpa da maximização de lucro ao limite que ao invés de aprovietar um novo desenho, melhor mesmo é aproveitar as linhas de sucesso do mercado e transpor para as linhas de estilo da marca. E acho que isso tem sido a tendencia mundial. No BRasil a coisa é pior, já qu eo consumidor comum, não quer entender a respeito e piora quando esse ainda considera um simples retoque algo novo.

    • artfukr

      Verdade! Quem diz "isso é um absurdo" é a Narcisa! Kkkkkkkk

  • HugoSW

    Quem olha o foral do novo Azera a noite com certeza irá ficar de boca aberta.
    Na minha opinião, hoje o carro mais bonito é o Azera. Principalmente pelo que oferece e pelo valor que se paga.
    Alguns vão dizer, mas ele custa 120mil reais e é um absurdo de caro. Compare a tecnologia embarcada com outros carros oferecidos pelos mesmos 120mil reais e veja. BMW 120, Mercedes C180 etc… todos carros com motores fracos e com itens de série que são muito inferiores que os do Azera.

  • angelocaiado

    Acho que a questão é mais profunda….
    As marcas japonesas têm investido muito dinheiro em tecnologias "híbridas". O problema disso é que o benefício tem se mostrado a médio/longo prazo, exemplo que se consegue pelo caro preço que um híbrido tem hoje em dia. Junte a isso o grande problema que estas grandes fábricas nipônicas tiveram desde 2008, com a crise financeira, passando por problemas desastrosos em sua nação. A exemplo, a Honda teve grandes perdas em suas fábricas tailandesas.

    A conclusão de tudo isso: Como mudar/inovar se o problema de gestão dos negócios está tão crítico? A verdade é que as fábricas vão precisar aprender a a lidar com a nova concepção mundial e aí sim buscar a solução de seus defeitos diretos.

    O texto ilustra a reação da GM, mas esquece que ela passou 20 anos vivendo de carros fracos e desatualizados, até chegar a este nível de evolução técnica (tanto de montagem, como de pessoal) e tecnológica (soluções que se revertem a benefício do consumidor, vide a nova S10).
    Considerar a situação como "preguiça" dos engenheiros nipônicos é muita LEVIANDADE. Estude melhor o problema e não apenas com a visão do consumidor imediatista.

  • MataRindo

    Quando abro o porta malas do celta da minha esposa a noite sempre me pergunto : Quantos R$ custaria para a GM instalar uma lâmpada nesse porta malas ? R$ 1,00 o metro de fio , R$ 1,50 uma lâmpada de 20W (forte até de mais) e mais uns R$ 2,00 para a fixação do conjunto. Então PQ A GM NÃO COLOCA UMA SIMPLES LÂMPADA COM CUSTO DE 5 REAIS NUM CELTA DE 20K ? Sinceramente não existe explicação para tal coisa . É exatamente o que se diz na matéria : preguiça e mais preguiça.

    • MM_

      Isso é conta simples.

      Imagine que isso custe R$ 5,00. Imagine que a GM venda 3.000 Celtas por mês. Depois de 10 anos ela terá economizado praticamente R$ 2.000.000,00 não colocando a tal lâmpada. Aí faça a conta de quantas pessoas deixariam de comprar um Celta pelo motivo dele não ter a tal lâmpada. Pois é.

      • MataRindo

        Conta simples é isso : se o conjunto todo custa R$5,00 então eles poderiam acrescentar R$ 10,00 no preço final do carro e segundo as tuas contas a GM lucraria R$ 2.000.000,00 a mais ao invés de economizar. Com certeza eu pagaria sem saber e ainda ficaria um pouco mais satisfeito . Mas preguiça é preguiça .

        • MM_

          Veja, nao estou falando q isso esta certto esim como funciona. A questa e que eles JA ACRESCENTARAM esses r$ 10 no preco, sem colocar a lampada, entao lucram nao 2, mas 4 milhoes a mais, rs.

        • 7roll3r

          Melhor ainda é acrescentar R$10,00 no preço final e ainda economizar os R$ 5,00 da lâmpada não colocando ela.

  • Supramagnus

    A resposta é simples: nem sempre aquilo que é ousado vende, principalmente no mundo automotivo. E como o projeto de um carro novo chega na casa do bilhão de dólares, a maioria dos fabricantes prefere traçar rotas mais seguras nos projetos.

    Um exemplo clássico é o Chrysler Airflow, um carro criado nos anos 30 que antecipou as tendências de projeto dos anos 40. O público da época simplesmente torceu o nariz, e a Chrysler voltou a fazer os modelos de concepção "atual", sob pena de ir à falência.

  • flaviomm

    O Texto é bom. Mas discordo de algumas afirmações, sobretudo as que possam ser um pouco generalistas. Explico.

    Por exemplo, Camry e Accord podem ser interpretados como genéricos, apagados… ou por outro lado, podem ser interpretados como carros que se destinam a ser best-sellers. E são. Feitos para não desagradar. Para agradar ao maior número de pessoas. Nem vou me estender para falar do Corolla… sucesso indiscutível.

    Mas os japoneses aprenderam a vender carros mais caros (depois de terem conseguido o status de automóveis mais confiáveis do mundo). O lucro por unidade é muito maior. Não atingiram o prestígio dos MB e BMW. Mas por muitos anos, a Lexus vendeu muito mais do que as alemãs em solo americano. Voce quer um belo carro japonês: escolha um Lexus ES, GS-F, ou LF-A. Gostou?!

    Discordo que um Genesis coupe seja mais bonito que um 370Z (mas é opinião pessoal). E o Nissan GT-R… é feio? Não honrou o conceito?

    Os coreanos merecem o reconhecimento pela evolução em seus desenhos. Sem dúvida. Só que não tem prestígio (ainda) para vender Genesis a preço de série 5. Assim, seus belos desenhos são aplicados sob o emblemas Kia/Hyundai… e com preços correspondentes. Mas não vejo porque um NIssan Maxima de 290 hp não faça frente aos novos e bons carros coreanos (Azera, etc).

    Os melhores desenhos japoneses são vendidos como Lexus, Infiniti e Acura… aliados ao que há de mais moderno em motorização (híbrida, se quiser também), transmissão (um Lexus IS-F tem 8 marchas faz anos e anos). Quem se importar com belos desenhos e alta tecnologia, vá de Acura TL SH-AWD de 305 hp, ou de Infiniti M56 V8 Sport.

    Em 2010 e 2011 dois Subarus foram eleitos SUVs do ano pela Motor Trend, consecutivamente: os "chatos" Forester e Outback. Nem Sta Fé, nem Tucson.

    Uma prova de fogo para essa conclusão do texto será o Acura NSX 2014. Vai sair tão belo quanto o conceito?

    Se você quer vendermuito e lucrar, vai vender carros como os Suzuki na India. Nissan Teana e Accord na China. Camry nos Eua. Subaru Impreza no Japao. Etc. Corollas e Civics mundo afora.Se quer beleza, tecnologia e emoção? Lexus, Infiniti ou Acura.

    Abrs! Um pouco da minha viagem p vocês.

    • RicLuthor

      O negócio é que os japoneses são conservadores e racionais ao extremo, então qualquer "intempérie" pode adiar a construção de uma fábrica, o lançamento de um modelo ou o cancelamento de um projeto. Quanto tempo a Toyota levou para construir e vender o Lexus LF-A após sua apresentação como conceito ? A Honda nessa mesma época preparava-se para lançar um superesportivo, mas acabou cancelando o projeto.
      Eu captei o sentimento que o Julio Cesar Molchan de Oliveira quis passar com o seu texto. Se uma empresa pode fazer algo belo, bem construído e com uma série de outras qualidades, porque não o faz ? Porque vai sair caro e o consumidor não vai poder pagar ? Se fosse assim, a Apple já teria fechado as portas a muito tempo. Tá aí, uma empresa que sempre vai além com os seus produtos, sempre buscando alcançar novos parâmetros e mostrando o que a criatividade aliada a alta tecnologia é capaz de proporcionar, assim é empresa da maçã.

  • MM_

    São 2 questões: quem vira lider, geralmente se torna conservador. Fica receoso de muitas mudanças e continua fazendo o que vem dando certo.

    Além disso, existem diferentes tipos de consumidores. Existe um senhor, meu vizinho de escritório e que dirige um Camry que viu um Azera novo e disse q o interior parece um pu**iro de beira de estrada.

    Veja o caso do Corolla: é um bom carro, que usa a mesma fórmula há vários anos.
    Quem não compra Corolla, usa esse motivo para falar pq não gosta. Quem compra, usa o mesmo motivo para ter comprado.

    • thales_sr

      É bem isso aí, e só lembrando, boa parte dos compradores do Corolla, Civic, são pessoas que não são "apaixonadas" por carro. Só querem uma máquina que leve eles aos lugares. Pra que melhor que os Toyota, que são muito confiáveis?

      • Helmuth82k

        Discordo! Só pq são confiáveis, são sem sal? São bons carros tbm! Claro, aqui no Brasil, o pessoal elevou eles de patamar, mas são bons em muita coisa, como a maioria de seus concorrentes!

        Amigo MM_ : concordo com o que falou e adiciono, que muito é de gosto mesmo! Muitos compram seus carros por gostar da marca. Um exemplo é meu pai que preferiu ese Civic 2013 ao antigo e trocou na hora. Caro? SIM. Pórem ele adora o carro!! Fazer oque?? hehehe É tudo questão de gosto mesmo!

        • thales_sr

          Não, o corolla é confiável E sem sal. Um não exclui (nem inclui) o outro.

          • Helmuth82k

            Bom, o Corolla eu não sei, mas o Civic não é sem sal não. Quando vc exige ele responde legal! Logicamente não é um esportivo ou tenha tocada esportiva como o Jetta TSi, mas o motor em alta dá uns trancos legais, além de ser firme nas curvas. Achei que o Corolla pelo menos fosse empolgante, pelo menos um pouco! Mas se vc está falando que não e pq já conhece, e eu não discuto!

            • thales_sr

              De motor ele é bom, responde bem (deve andar o mesmo que o Civic), mas falar que é um carro "empolgante", precisa de muita boa vontade.

  • Tem muito conceito que hoje praticamente já virou realidade. Mas a questão é que a tecnologia tem seu preço que fogem da realidade de muitos países.

    Seja PSA, Nissan, BMW ou GM todas já possem seus conceitos nas ruas, a questão é como torná-los acessíveis e globais.

  • RicLuthor

    Só para ilustrar com um exemplo que acabei de ver: http://bestcars.uol.com.br/un13/381-chevrolet-spi
    Alguém vai me dizer que a GMB não poderia ter feito algo melhor ? Principalmente após fazer estardalhaço 1 ou 2 anos atrás que investiu muitos milhões em um centro de estilo ultra-moderno no Brasil.
    Olhar esse carro de perfil, com suas portas/laterais totalmente planas verticalmente lembrando até uma parede, não é nada agradável. A própria Zafira que será substituída, é muito mais harmônica.

  • CharlesAle

    Para mim, o new fiesta ficou praticamente igual ao seu conceito, o verve……..

  • lucca

    Prova para a Spin que com a engenharia e tecnologia disponíveis hoje, ela poderia ser bonita sem afetar espaço. Mas é assim mesmo, o povo nunca gosta de inovações. Os japoneses é que estão certos.
    Prova disso foi que a Citroën já faliu duas vezes (em 1934, sendo salva pela Michelin e em 1968; sendo salva pela Peugeot) e mais recentemente a falência da Saab.

    • vini_B

      Aparência realmente faz mt diferença, não tem como negar, um GT-R pode ter toda aquela mecanica de ponta e uma pessoa sem conhecimentos preferir um R8 (q eu acredito ser mais caro) pelo visual mais impolgante, não q o R8 seja ruim mais ele é um pouco inferior ao GT-R nas arrancadas e curvas, tbm tem preconceito entre um motor V6 Turbinado ou um V8 Aspirado com a msm potencia, com certeza uma pessoa amante de potencia vai preferir um V8…

  • diogo_rs6

    Apesar de tanto se falar nesta questão de inovação, sempre tive "um pé atrás", postura típica de conservadores. Sempre tive algum tipo de "aversão" a radicalismos ou mudanças muito bruscas, principalmente quanto a design de automóveis.

    Sempre valorizei mais a discrição e a elegância nas proporções. E mesmo na indústria japonesa, dita conservadora, estranhei alguns dos lançamentos lá pelos idos de 2007, quando surgiram o Civic, o Sentra e o Camry, custei muito a "engolir" o estilo destes carros por serem "radicais" demais para os meus padrões…..

  • vini_B

    Não tem como discutir msm, realmente é impossivel fazerem um carro em linha identico ao seu modelo de produção (em alguns casos podem acontecer como em modelos de pré-série como BMW F10 M5 Concept e Nissan Pathfinfer Concept).

    Os Concept Cars servem para mostrar oq a marca é capaz de fazer e mostrar "somente" as linhas de um novo modelo, eles são cuidadosamente feitos a mão e com refinamento de ponta, em modelos de produção vc só encontrará isso em modelos Ultra-Luxuosos como Rolls-Royce e Bentley, e Super-Esportivos como o Lexus LFA e Lamborghini Aventador, só carros exclusivos e mt caros tem quase o msm estilo dos conceitos, nem o R8 q é tão caro não tem o msm q o Le Mans Quattro Concept tem, qm dirá um Cobalt de produção ser identico ao de produção.

  • Bom, tanto no caso da Toyota como nos clássicos casos de VW e General Motors, soa muito ofensivo essa preguiça, até porque, culparia por último os engenheiros, isso é pura responsabilidade dos presidentes e diretores de marketing, que, junto às frentes de redução de custos, vivem bolando estratégias "do mal" a fim de extrair cada décimo de "excesso de qualidade" que um produto possa ter, por isso vemos economias mesquinhas como uma luz de ré, um retrovisor, painel das portas em plástico puro, tecido que pinica na perna e afins…

    No caso dos designers, o negócio é muito mais complexo e envolve o abismo de diferença de formação e experiência de cada profissional e o seu nível de influência, se for forte e o cara tiver péssimo tato, está feito a ca**da…

    Nos anos 90 eu queimava altas granas comprando livros e revistas importadas de design automobilístico e de carros e ficava maravilhado com o vasto leque de modelos e estilos criados por Toyota, Nissan, Honda e Mazda, uma época de maravilhas como Sylvia, 323C, Lantis sedan, 3200GT, SVX, Sera, Paseo, etc… enquanto ainda desejávamos Gol quadrado GT, Santana e Monza…

    Ver a Toyota hoje fazer o Etios e a Renault do Laguna I ter um Logan é de matar… o mercado é termômetro da tecnologia e inovação, e infelizmente nesse país ainda vende-se a alma por quatro rodas e uma carroça em cima, é por isso que perdemos a popularidade dos motores 1.8 e 2.0 em favor de motores que mal conseguem puxar a carroceria do carro, que dirá duas pessoas, é por causa disso que muitas empresas cessaram seus investimentos em P&D mediante o estrondoso sucesso de… Gol, Palio, Celta… Aliás, falando no Celta, o alarde era de que ele custaria entre 9500 e 10 mil reais, porém foi lançado por 13500 e foi subindo até os 16 mil e ainda assim a demanda era absurdamente grande, então por que a GMB lançaria o Opel Corsa C para substituir o B se o B vendia aqui o que o C não vendia na Europa inteirinha…

    Quando vejo uma Toyota da vida completamente satisfeita com as vendas de um, unzinho, um único automóvel dentre o seu portifólio de 75 automóveis diferentes em linha (!!!!!) na Ásia, imagino o que vem à cabeça dos japoneses quando contemplam o nosso mercado e o comportamento do consumidor brasileiro, dá até vergonha…

    Então é por isso que permanecemos com o resultado da engenharia da escassez, de repente, vai-se uma roda pro espaço e os carros passarão a ter três rodas, aí os pobres engenheiros é quem vão dar conta da estabilidade, da fabricação, da produção, dos materiais (de média qualidade, diga-se de passagem…).

    Cada vez que uma empresa, cidade, estado, país atingem o ápice, se acomodam, aí entram em declínio, aí se deterioram mais e mais a cada nova geração que nasceu no conforto e no comodismo, até que, passados uns míseros dois mil anos, já se perdeu completamente a ligação e os dados de tecnologia, de como uma pirâmide ou cidade de pedra Maya foram construídas, de como um povo tão antigo como os Sumérios ou os Egípcios tinham conhecimentos em astronomia, física espacial, de como os Império Romano tinha saneamento básico, tomavam banhos diários e, uns cem – duzentos anos depois, na idade média, a Europa vivia na imundície, com pestes, doenças e a inquisição impedindo o progresso intelectual…

    No mundo automotivo, quando um carro com carroceria nostálgica como um Camaro causa o frisson que um Countach, um Izdera Imperatore ou uma F-40 causava até meados dos anos 90, vê-se que estamos realmente em acentuado declínio…

  • marcossadalamuller

    Discordo totalmente desse texto. O rapaz só fez questão de analisar o aspecto "design". "design" não diz nada a respeito da sua tecnologia, pura baboseira de marketing. Um exemplo é citar carros híbridfos e elétricos. Os japoneses estão muito mais a frente nesse aspecto enquanto que os coreanos estão ainda engatinhando. Os coreanos perdem até pros chineses neste aspecto. Difícil é engolir esse texto baseado em uma análise só pelo "design" e tirar alguma conclusão. Quem realmente entende de tecnologia há de concordar comigo. Mostrei esse texto pra um engenheiro que eu conheço de uma fábrica alemã e simplesmente ele achou ridículo esse texto de tão leviano que é. Beira à demagogia. Sem falar no interesse da BMW compartilhar tecnologia com a Toyota, até parece que o pessoal da Toyota está dormindo no ponto. Só faltava falar que um Genesis é superior a um Nissan GT-R. Achei um texto muito superficial.

    • spok

      Mas é para falar em desing… olha o titulo!! Conceito qnd se apresenta em um salao esta mostrando o futuro do desing de uma marca.
      É igual aqueles desfile de moda que tem umas coisas q nunca se usa na rua, mas mostra tendencias, o conceito busca mostra tendencias.

  • Renan21

    “Não conseguimos produzir um carro semelhante ao seu conceito”
    Era mais ou menos a frase que eu queria ouvir dos chineses.

  • franklinsa

    O classe A da Mercedes é bem semelhante ao conceito.

  • KzR

    Concordo em grande parte com o autor, mas não acho que o design do 370Z tenha caído na mesmice. Ele é bem mais dinâmico, agressivo e imponente que o do antecessor 350Z, além de incorporar detalhes que remetem ao passado. E mais, aqueles fárois em bumerangue e as "presas" no bocão sejam algo comumente visto por aí.
    São muito poucos os exemplos que fogem a essa regra. O Nissan GT-R é um deles. Em matéria de design, os coreanos estão buscando se firmar como os primeiros, rivalizando ferrenhamente com os alemães.

  • marciomvo

    Na minha opinião, a necessidade de conquistar o espaço faz com que uma marca nova ouse em seus lançamentos, como fez as japonesas no limiar de sua produção automobilística e o que está fazendo agora as sul coreanas. E depois que elas ganham o mercado, deixam de arriscar e ficam mais comedidas. Creio que logo logo, as chinesas também estarão lançando carros estilosos. É só aguardar para ver.

  • Uber


Send this to friend