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New Fiesta SE Powershift 1.6: impressões entre o mexicano/nacional

New Fiesta SE Powershift 1.6: impressões entre o mexicano/nacional

Adquiri recentemente um Fiesta (ou New Fiesta como alguns gostam de chamar) modelo SE com cambio Powershift. Visto que eu já havia sido proprietário de um Fiesta do modelo mexicano gostaria de compartilhar algumas comparações entre os modelos que talvez ainda não tenham sido abordados por revistas ou blogs.


Em janeiro de 2012 quando fiz a compra do Fiesta Mexicano também versão SE, ela não dispunha da opção de câmbio automático, coisa que me deixou um pouco frustrado, pois essa opção já era realidade no mercado Norte-Americano e pro Brasil a Ford resolveu nem disponibilizar essa opção.

Posso afirmar que esse fator foi determinante para minha escolha atual recair novamente no Fiesta ao invés de um Peugeot 208 ou Citroen C3, ambos veículos que considerei a compra durante algum tempo.

Então, feita escolha e já tendo recebido o carro na última quarta-feira (15) pensei que poderia ser do interesse compartilhar com outros colegas que podem estar em dúvida sobre a compra do mesmo modelo e qual as suas qualidades e as critica a serem pontuada.


New Fiesta SE Powershift 1.6: impressões entre o mexicano/nacional

CRÍTICAS A PONTOS NEGATIVOS

Montagem da carroceria

A montagem de algumas partes do carro me parecia melhor no modelo mexicano, como exemplo cito a parte inferior dos para-lamas dianteiro, entre a caixa de rodas e a porta mais precisamente, possui uma fresta aparentemente muito maior que havia no modelo importado.

Quem for portador de um paquímetro e tiver como comparar com precisão os dois modelos poderá confirmar com maior certeza o que visualmente afirmo. Esse detalhe eu reparei em outros veículos que estava no pátio da CCS, portanto não é uma particularidade do meu veículo.

Acabamento

Além do painel que todos já sabem que foi empobrecido, perdendo o maciez do toque emborrachado na parte superior, alguns outros itens sofreram alterações a se considerar. O banco traseiro teve o seu volume de preenchimento de espuma (ou seja lá qual for o material sintético que usem), reduzido consideravelmente.

Ou seja, os bancos traseiros estão mais finos. Pode ter resultado em ganho de espaço, mas perde em conforto e aumenta o lucro como já sabemos.

O sistema de rebatimento da parte inferior do banco traseiro também mudou, ainda não observei exatamente como se procede, mas me parece ser uma peça inteiriça com encaixes sobre pressão. Assim você literalmente arranca essa parte fora ao invés de dobra-la para frente.

New Fiesta SE Powershift 1.6: impressões entre o mexicano/nacional

Qualidade

Com meu veículo especificamente a Ford falhou ao não observar o encaixe perfeito da borracha de vedação das portas, a do passageiro dianteiro veio ligeiramente solta e fora do lugar. Nada que um simples empurrão não resolvesse.

Algo parecido aconteceu com o encaixe da parte inferior do para-choques traseiro (parte preta), veio ligeiramente desencaixada, consegui facilmente coloca-la no lugar com um simples empurrão mas, mais um ponto negativo para o sistema de qualidade da Ford.

Isolamento acústico

Mesmo considerando que ainda é um ponto forte do carro, o modelo mexicano era sutilmente melhor, posso quase afirmar que a Ford empobreceu o sistema de vedação de ruídos, mas como não sou engenheiro e visualmente não consegui perceber nada que diferisse nesse sentido do outro modelo, deixo a dúvida para especialistas.

Câmbio

É quase perfeito, mas, saindo da imobilidade em uma subida e mantendo baixas rotações (como em situações de transito pesado) ele não mantém de forma digamos “convicta” a melhor marcha, percebi certa indecisão. E acho que muitos gostariam de saber se o câmbio dá trancos não é?

Muito pouco e quase que exclusivamente de 1ª para 2ª, mas posso afirmar que na maioria das vezes não ocorre e que o nível do “tranco” só a título de comparação, é menor do que aqueles que eventualmente damos num carro manual.

Portanto, no quesito conforto e inteligência mecânica, ainda acho o CVT imbatível. Essas são a meu ver as principais críticas com relação ao modelo em questão, com algumas peculiaridades pertencentes ao meu veículo.

PONTOS POSITIVOS

A Ford atendeu as reclamações do consumidor brasileiro e instalou a abertura da tampa de combustível com travamento elétrico e o bocal de acesso com fechamento por tampa com rosca. Assim, perdemos o Easy Fuel, mas alguns vão dizer que ganhamos em segurança. Assunto polêmico!

Motor

É perceptível a melhora do rendimento do carro em baixas rotações depois da adoção do comando de válvulas variável, e os 15 cv cavalos a mais fizeram muito bem ao carro, principalmente se compara-lo aos concorrentes diretos, pois além de forte, é econômico. Até agora com tanque 100% na gasolina e rodando na cidade com transito bastante severo a média do carro está em 9,5km/l.

Câmbio

Ainda que tenha pontuado algumas considerações acima, o Powershift é um atrativo a parte já que quase que incita o motorista a uma condução mais esportiva.

As trocas de marcha são precisas, a tempo de perda na troca é mínimo, se não é um CVT no conforto, está muito à frente dos câmbios automáticos tradicionais em qualquer comparação. Nesse caso particularmente nem irei citar os automatizados convencionais que temos no mercado, sinceramente acho que a comparação não cabe.

Esportividade

Mesmo não sendo um veículo voltado aquele público que preza pelo desempenho, o Fiesta é um veículo muito interessante de se guiar, o conjunto motor/câmbio/suspensão dá ao motorista a possibilidade de condução que une conforto e agressividade.

Assim, acredito que dentro do segmento, quem busca rendimento, prazer ao dirigir, e não pode ainda optar por modelos Turbo ou de seguimento superior com cavalaria superior a 150 cv, fica a dica de diversão garantida.

Agora se você precisa de espaço no banco de trás, gosta de um teto todo de vidro e não liga muito para esportividade, certamente o Fiesta não é o carro mais indicado para você, para isso, há ótimos concorrentes no mercado.

Dessa forma fecho minhas primeiras considerações sobre o veículo e deixo para aos colegas comentaristas tirarem as conclusões que melhor lhes servirem.

PS: Informações que não vi serem disponibilizadas na mídia ou nos blogs ainda.

*O Sistema My Key já vem desde as versões 1.6 SE, havia especulações dando conta que só a versão Titanium teria o sistema.

*O sistema de Partida a Frio sem tanquinho requer que o motorista (quando abastecido com Etanol) aguarde a luz de advertência do painel correspondente se apague para então dar a partida. Haviam informações desencontradas dando conta que o sistema iniciava o processo ao abrir a porta e ao virar a chave já estava pronto. Não é verdade.

*A chave do veículo além de possuir o convencional sistema de fechamento de todos os vidros, também permite a abertura, bastante útil para quem mora em locais quentes. Disponível na versão SE e Titanium, nas demais sinceramente desconheço.

Por Thiago Porto

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