Nissan amplia a eletrificação com o Kicks e-Power, híbrido maior que o Juke e produzido na fábrica de Sunderland, no Reino Unido

Nissan Kicks azul visto de frente, com grade preta, faróis acesos e placa com o nome KICKS.
O Nissan Kicks e-Power será produzido em Sunderland, no Reino Unido, ao lado de Juke, Qashqai e Leaf.

A estratégia europeia da Nissan ganha uma nova peça híbrida justamente na faixa dos SUVs compactos, ao mesmo tempo que a marca prepara dois EVs inéditos para a região.

O Kicks e-Power será oferecido na Europa, no Reino Unido e na Turquia, com fabricação concentrada na unidade britânica de Sunderland ao lado de outros modelos da Nissan.

A chegada amplia a presença da segunda geração do Kicks, apresentada em 2024 na América do Norte e posteriormente levada ao Japão com a tecnologia híbrida e-Power.

Entre os números que chamam atenção está o comprimento de 4,365 m, medida que coloca o Kicks entre os maiores B-SUVs disponíveis atualmente no mercado europeu.

O modelo também supera nesse quesito o atual Juke, que mede 4,210 m, e terá Toyota C-HR, Hyundai Kona e VW T-Roc entre seus principais concorrentes.

Nissan Kicks azul visto de trás em movimento sobre uma superfície molhada, com montanhas ao fundo.
A segunda geração do Nissan Kicks será oferecida na Europa, no Reino Unido e na Turquia com tecnologia e-Power.

Esses três rivais também oferecem sistemas híbridos autorrecarregáveis, categoria com presença importante na Europa diante das exigências locais relacionadas às emissões e da procura por híbridos.

A Nissan ainda não revelou as especificações completas do Kicks europeu, mas a configuração japonesa oferece uma referência clara sobre o conjunto que poderá chegar às lojas.

A terceira geração do sistema e-Power usa um motor elétrico para movimentar as rodas, enquanto o motor a gasolina atua na geração da energia necessária ao funcionamento.

Na configuração japonesa, há um motor 1.4 de três cilindros a gasolina com 98 cv, acompanhado por uma unidade elétrica dianteira que entrega 143 cv.

Versões com tração integral recebem ainda um segundo motor elétrico instalado no eixo traseiro, responsável por mais 68 cv, além de uma bateria de íons de lítio.

Nissan Kicks azul visto de cima e de trás, com teto preto, rodas de desenho fechado e placa KICKS.
Maior que o Juke em comprimento, o Kicks ocupará uma posição de destaque entre os SUVs compactos híbridos da Europa.

Ainda não está definido se a Nissan oferecerá na Europa tanto a opção com tração dianteira quanto a e-4ORCE integral, nem se incluirá a versão Rock Creek.

Sunderland receberá o Kicks após um investimento de £ 170 milhões (R$ 1,18 bilhão), e o modelo dividirá as linhas locais com Juke, Qashqai e Leaf.

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A unidade inglesa completa 40 anos de atividades e já produziu 12 milhões de veículos desde que o primeiro Nissan Bluebird deixou suas instalações em 1986.

Essa será a quarta localização industrial da segunda geração do Kicks, atualmente produzida também no Japão, no México e no Brasil para atender diferentes mercados.

Alguns países, entre eles a Tailândia, ainda recebem uma evolução da primeira geração com sistema híbrido, mostrando como as duas linhagens permanecem simultaneamente em circulação.

Interior dianteiro do Nissan Kicks, com bancos escuros, volante à direita, painel digital e console central.
O interior do Nissan Kicks mostra a configuração dianteira do SUV, cuja versão europeia ainda não teve todas as especificações divulgadas.

Desde a estreia do Kicks original em 2016, a Nissan contabiliza mais de 1,8 milhão de unidades comercializadas em mais de 70 países ao redor do mundo.

A expansão europeia também vem acompanhada pelo Pixo, novo EV urbano que compartilhará sua base com Renault Twingo e Dacia Spring, mas terá desenho próprio da Nissan.

Outro passo ocorrerá a partir de 2027, quando a terceira geração do Juke passará a ser produzida em Sunderland adotando exclusivamente um conjunto totalmente elétrico.

Nesse cenário, o Kicks e-Power assume o papel de alternativa híbrida dentro da mesma faixa de mercado, ampliando as opções ao lado do futuro Juke elétrico.

Massimiliano Messina, presidente da região Nissan AMIEO, afirma que os clientes europeus buscam diferentes caminhos de eletrificação e que o Kicks amplia justamente essa variedade.

Painel dianteiro do Nissan Kicks com acabamento escuro, tela central, quadro de instrumentos e console do câmbio.
A Nissan ainda não confirmou todos os equipamentos do Kicks e-Power europeu, mas o modelo japonês serve como referência para a configuração.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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