Nissan Frontier movida por hidrogênio é testada na Europa

Nissan Frontier movida por hidrogênio é testada na Europa

A Nissan está abandonando a produção de picapes na Europa e, antes de sair da Espanha, a montadora japonesa vê sua picape média Frontier servir de base para um projeto interessante para outro uso do hidrogênio.


Até agora, alguns poucos fabricantes de veículos focaram no hidrogênio como reagente químico em células de combustível, porém, a tecnologia é bem cara e somente dois fabricantes insistem nela para automóveis, no caso Toyota e Hyundai.

Em veículos comerciais, o uso do hidrogênio está aumentando com as células de combustível, mas assim como a eletrificação, essa tecnologia também acelera o fim dos motores a combustão.

Nissan Frontier movida por hidrogênio é testada na Europa

Para manter uma indústria estabelecida há mais de um século, alguns fabricantes já começam a retroceder na eletrificação, mirando a manutenção dos motores a combustão, sejam de ciclo Otto ou Diesel.

Neste último, a belga Punch decidiu introduzir o hidrogênio para queima num motor diesel e para isso usou a Nissan Frontier com seu propulsor 2.3 dCi, o mesmo usado no Brasil.

Usando um software específico, a Punch fez também modificações no conjunto propulsor, alterando a injeção de combustível para trabalhar com o hidrogênio, assim como ignição alterada, remapeamento da ECU e um sistema de injeção direta de H2 direto na câmara de combustão.

Nissan Frontier movida por hidrogênio é testada na Europa

A Punch também fez modificações estruturais na Frontier para alojar os cilindros de alta pressão de hidrogênio, de modo a evitar a perda das capacidades da picape. Segundo a empresa, autonomia, carga útil e confiabilidade não foram alterados.

Agora, a Punch quer produzir a picape de cabine dupla com essa tecnologia, desenvolvida no Centro de P7D da empresa, na Itália. O projeto é produzi-la na Espanha, usando partes do complexo da Nissan, que deixará Barcelona.

Nesse caso, a previsão é que a produção se inicie em 2027 e que 2.000 pessoas sejam contratadas, reaproveitando a base local para expandir o negócio.

A Toyota, por exemplo, está usando hidrogênio para combustão no motor 1.6 de três cilindros do GR Yaris para uso no Corolla e no Prius.

[Fonte: El Carro Colombiano]

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.