História Minivans Nissan

Nissan Grand Livina: versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Nissan Grand Livina: versões, motor, equipamentos (e detalhes)
Nissan Grand Livina

O segmento de peruas e minivans no Brasil e também no restante do mundo está cada vez mais escasso. Por conta disso, as opções de modelos com sete lugares como a Nissan Grand Livina vão se esquivando das concessionárias.

Afinal, esses carros mais familiares normalmente derivam de outros veículos de cinco lugares. E é o que acontece (ou aconteceu) com o Nissan Grand Livina, baseado no Nissan Livina.


Quando chegou ao mercado nacional, no primeiro semestre de 2009, o Grand Livina já se deparou com um segmento defasado. Seu único concorrente direto era o Chevrolet Zafira, que tinha preço de R$ 62 mil e já estava presente no País há mais de oito anos.

Além disso, fazia frente ao Renault Grand Scénic, bem mais caro, por R$ 71,7 mil, e o Citroën Grand C4 Picasso, por R$ 89,6 mil. No entanto, o modelo da Nissan tinha preços que variavam de R$ 54,9 mil a R$ 65,4 mil.

Outro carro que competia com o Grand Livina era o Fiat Doblò de sete lugares. Este, porém, não era bem um carro de passeio, mas sim um furgão com bancos – e outro vendido até hoje. O preço inicial do Doblò sete lugares na época era de cerca de R$ 55 mil.


O Nissan Grand Livina foi produzido e comercializado em terras tupiniquins até meados de 2015. Neste intervalo ele viu a “morte” da dupla Chevrolet Meriva e Zafira e o surgimento do Chevrolet Spin de cinco e sete lugares, que logo se posicionou como líder da categoria e é vendido até hoje.

Outro modelo que o Grand Livina também teve a oportunidade de conhecer foi o JAC J6, uma minivan chinesa que chamava atenção pelo visual mais atual, interior espaçoso e moderno e a boa lista de equipamentos, mas sofria o preconceito por ser um carro vindo da China.

Sendo assim, dá para dizer que o Nissan Grand Livina vivenciou a transição do mercado de minivans de sete lugares no Brasil.

Nissan Grand Livina: versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Nissan Grand Livina – detalhes

Como citado anteriormente, o Grand Livina é praticamente um Livina com porta-malas mais amplo para acomodar mais bagagens ou levar outros dois ocupantes numa terceira fileira de bancos.

Para implementar tal solução, o modelo ficou mais longo e ligeiramente mais alto.

Em comparação com o Livina de cinco lugares, o Nissan Grand Livina de sete lugares recebeu um aumento de 24 centímetros no comprimento.

Passou de 4,18 metros para 4,42 metros. A largura se manteve a mesma, de 1,69 m, bem como a distância entre-eixos de 2,6 m e o vão livre do solo de 16,5 cm. Todavia, ele ficou ligeiramente mais alto, com 5 cm a mais, indo de 1,57 m para 1,62 m.

Curiosamente, o porta-malas não ficou extremamente maior que o do Livina convencional. O modelo “Grand” tem um porta-malas maior em 140 litros.

No caso do Livina, a capacidade é para 449 litros. Já o Grand Livina comporta até 589 litros com cinco lugares ou 123 litros com a terceira fileira erguida.

Com apenas os dois bancos da frente erguidos, o carro tem um compartimento com capacidade para 964 litros. Há ainda um compartimento sob o assoalho, abaixo do banco da terceira fileira, com mais 18 litros de capacidade.

De acordo com a Nissan, há 64 possibilidades de configurações do interior. Todos os bancos são bipartidos, reclináveis, deslizantes e rebatíveis, o que facilita a acomodação interna.

Apesar de ter ficado mais amplo, o compartimento teve sua capacidade prejudicada pelo banco para os dois ocupantes, que não fica totalmente oculto no assoalho – embora consiga formar um piso plano para acomodar algumas bagagens.

Além disso, ao contrário da Zafira que tem os dois últimos bancos individuais, o modelo da Nissan tem um único banco traseiro inteiriço. Isso não possibilite que você viaje com seis passageiros e um outro lado do porta-malas ocupado por bagagens, por exemplo.

Sendo assim, caso você vá viajar com os sete bancos preenchidos e precise levar também as malas dos respectivos ocupantes, vai precisar instalar um baú no bagageiro de teto ou até uma carretinha acoplada a um possível engate traseiro.

Este, aliás, é um “defeito” de quase todas as minivans de sete lugares. Apesar de oferecer um maior número de assentos, esse tipo de modelo fica quase sem porta-malas. Aliás, não dá para se ter tudo na vida, né?

Em relação ao peso, o Grand Livina é, obviamente, mais pesado que o Livina. São 123 kg que separam ambos os modelos. O de sete lugares tem 1.306 kg, contra 1.183 kg do mais curto.

De resto, ele segue a mesma receita do Livina convencional. A dupla, inclusive, é oriunda de um projeto para mercados emergentes. O Livina foi vendido também em outros mercados como África do Sul, China, Indonésia, Filipinas, Malásia, Vietnã e Taiwan.

Por ser um modelo projetado para não custar tão caro, o Grand Livina tem alguns vacilos. Entre eles, não dispõe de ajuste de altura dos cintos de segurança dianteiros, painel de instrumentos sem computador de bordo e termômetro do motor, entre outros.

Todavia, o Grand Livina é bem equipado, com uma série de recursos que até então não eram vistos em minivans da mesma faixa de preço.

Entre eles, a versão SL traz o sistema de chave presencial chamado pela Nissan de I-Key (Intelligent Key), que permite destravar as portas sem tirar a chave do bolso, apenas tocando num botão ao lado das maçanetas, e ligar o motor por um botão giratório no painel.

Nissan Grand Livina: versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Nissan Grand Livina – história

Lançamento no Brasil em 2009

O primeiro passo na história do modelo foi dado, justamente, com o lançamento do modelo por aqui. A minivan chegou em junho de 2009 nas versões de acabamento 1.8 manual, 1.8 automático, SL 1.8 manual e SL 1.8 automático.

Assim como nas demais gamas, o Nissan era equipado com um motor 1.8 litro flex, capaz de gerar até 126 cavalos de potência, com transmissão manual de cinco marchas ou automática de quatro velocidades.

Veja abaixo os preços do Grand Livina 2009:

  • Nissan Grand Livina 1.8 MT: R$ 54.890
  • Nissan Grand Livina 1.8 AT: R$ 59.490
  • Nissan Grand Livina 1.8 SL MT: R$ 61.190
  • Nissan Grand Livina 1.8 SL AT: R$ 65.390

Grand Livina 2011 com pequenas novidades

Em setembro de 2010, a Nissan anunciou a chegada da família Livina 2011 com novidades. No caso do modelo Grand, as novidades se resumiram à adoção de um para-brisa degradê e acabamento interno com tonalidade preta, tanto nas versões com revestimento em tecido como nas com couro.

Outra novidade foi a adoção do sistema Autodoor Lock de travamento automático das portas com o carro em movimento. O carro perdeu ainda a versão 1.8 AT e a SL 1.8 MT. De resto, a minivan seguiu sem grandes alterações.

Veja abaixo os preços do modelo 2011 praticados na época:

  • Nissan Grand Livina 1.8 MT 2011: R$ 53.990
  • Nissan Grand Livina 1.8 SL AT 2011: R$ 61.990

Linha 2012 do Grand Livina mais equipada

A outra linha do Grand Livina chegou em abril de 2011. A linha 2012 estreou com mais equipamentos de série para ambas as versões de acabamento. No visual, adotou para-choques totalmente na cor da carroceria.

O modelo S 1.8 MT 2012 estreou com novo desenho do spot de iluminação interna central e alarme perimétrico de série.

Já o Grand Livina SL 1.8 AT 2012 adotou volante revestido em couro, bancos em couro com a parce central perfura e cor preta, painel de porta com design liso e chave inteligente I-Key.

Confira os preços da linha 2012 do carro:

  • Nissan Grand Livina 1.8 MT 2012: R$ 54.290
  • Nissan Grand Livina 1.8 SL AT 2012: R$ 62.290

Nissan Grand Livina: versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Nova linha 2013 com facelift

O Grand Livina 2013 foi o que estreou as maiores mudanças durante toda a “vida” do modelo por aqui.

Entre as novidades, a minivan adotou uma nova grade dianteira com desenho mais liso, rodas de liga-leve aro 15 redesenhadas, rack de teto na cor prata na versão SL, frisos de porta e maçanetas na cor do carro,  painel de instrumentos com fundo branco e bancos com novo tecido.

Grand Livina 2014 com novos recursos

Já em junho de 2013, a marca passou a vender o modelo 2014. A minivan ficou, novamente, mais equipada. A versão de entrada S ganhou sistema de freios ABS com BA (Brake Assistance) como item de série, além de faróis de neblina.

O topo de linha SL passou a contar com sistema de som com entrada para cartão SD e faixa de coração na tampa do porta-malas.

Os preços do Grand Livina 2014 passaram a ser os seguintes:

  • Nissan Grand Livina 1.8 MT 2014: R$ 54.390
  • Nissan Grand Livina 1.8 SL AT 2014: R$ 59.390

Fim de linha em 2015

O modelo “abandonou” o mercado brasileiro em agosto de 2015, juntamente com o Livina de cinco lugares e o pseudo-aventureiro Livina X-Gear.

O motivo foram as baixas vendas que o modelo vinha registrando em nosso País, além do fato de ter sido “esquecido” pela marca japonesa com o passar do tempo.

Naquela época, a gama de modelos da Nissan no Brasil já contava com carros mais modernos, como o sedã médio Nissan Sentra, que havia ganhado uma nova geração em 2013.

Nissan Grand Livina: versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Nissan Grand Livina – versões

Confira abaixo as versões que já foram ofertadas no mercado brasileiro:

  • Nissan Grand Livina 1.8 MT
  • Nissan Grand Livina 1.8 AT
  • Nissan Grand Livina S 1.8 MT
  • Nissan Grand Livina S 1.8 AT
  • Nissan Grand Livina SL 1.8 MT
  • Nissan Grand Livina SL 1.8 AT

Nissan Grand Livina – preços

O modelo já não faz mais parte da gama de carros 0 km da Nissan no Brasil. Sendo assim, veja os preços da minivan de sete lugares no mercado de usados:

  • Nissan Grand Livina 1.8 MT: R$ 27.460 (2010)
  • Nissan Grand Livina 1.8 AT: R$ 27.530 (2010)
  • Nissan Grand Livina S 1.8 MT: de R$ 25.885 (2010) a R$ 36.500 (2014)
  • Nissan Grand Livina S 1.8 AT: de R$ 27.835 (2010) a R$ 28.830 (2011)
  • Nissan Grand Livina SL 1.8 MT: R$ 27.440 (2010)
  • Nissan Grand Livina SL 1.8 AT: de R$ 27.890 (2010) a R$ 38.190 (2014)

*Preços com base na Tabela Fipe.

Nissan Grand Livina: versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Nissan Grand Livina – motor

Todas as versões são equipadas com o mesmo motor. A minivan de sete lugares oferece um propulsor 1.8 16V flex de quatro cilindros, dotado de bloco de alumínio. Ele rende 125 cv com gasolina e 126 cv com etanol, a 5.200 rpm, e 17,5 kgfm de torque com ambos os combustíveis, a 4.800 rpm.

O Grand Livina pode ser encontrado com câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades. A tração é sempre dianteira.

Segundo dados da Nissan, o 1.8 manual vai de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos. Já a versão 1.8 automática cumpre a mesma prova em 11,8 segundos. A velocidade máxima é de 190 km/h e 180 km/h, respectivamente.

Quanto ao consumo, o 1.8 MT faz 9 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada com gasolina e 6,4 km/l na cidade e 8 km/l na estrada com etanol.

O Grand Livina 1.8 AT, por sua vez, entrega 8,9 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada com gasolina e 6,2 km/l na cidade e 7,7 km/l na estrada com etanol.

Fotos

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Nota média 5 de 1 votos

Leonardo Andrade

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

  • Domenico Monteleone

    Pq será que todo carro de 7 lugares mais acessível tem que ter um desenho nada atraente?

  • Schoenfelder

    Não sei se tenho mais raiva de que liberou a fabricação dessa monstruosidade ou de quem comprou… hehe. Pode ter até algumas virtudes, mas acho que nem tantas assim. Se eu precisasse de um 7 lugares nessa faixa de mercado, entre isso aí, a capivara; acho que me sentiria menos ridículo dentro de um Doblò. É feio, mas simpático.

    • Zé Mundico

      É, mas a Livina era a única automática com um motor 1.8 de verdade na praça, e por um preço bem justo.

    • th!nk.t4nk

      Tivemos uma dessa na família. Como disseram, era por conta de falta de opçoes. O Livina era um carrinho duro, de motor áspero e o câmbio automático dava uns trancos quando se pisava mais forte, mas apesar de tudo ainda era a melhor opçao em sua faixa de preço. O espaço interno era muito bom. E feio por feio, os concorrentes também eram uns monstrinhos.

    • Schoenfelder

      O modelo desse tópico é a Nissan “Grand Livina”. O modelo curto, era “passavel” em design. Mas a versão longa é totalmente desproporcional, parecendo uma baita gambiarra. Fica mais esquisita ainda, se compararmos com a harmônica Zafira, lançada 8 anos antes; que também originou um monstrengo, sucessor muito inferior, em tudo, inclusive design.

  • El Gato!

    Tenho um amigo que possui uma, série especial “Night n’ Day”. Faz Uber. Carro está com mais de 350 mil km. Troca óleo/filtro, pastilha e pneu. Gasta dinheiro de pinga com a manutenção. Ele adora o carro e não pretende trocar tão cedo.

    • Louis

      Neste carro eu só vacilei na troca das velas, não substituí na km recomendada, por isso queimaram as bobinas. Mas foi vacilo meu.

    • gtry

      Aquela história de tampa de radiador caríssima e o uso de tampa de isotônico

    • Yuri Lima

      Essa linha de motores da nissan 1.0, 1.6 e 1.8 é inquebrável.
      O 1.6 do Versa/March pertence a essa família, e há casos de taxistas rodando 300mil km apenas com manutenção periódica.
      O povão brasileiro ainda não está familiarizado, mas cabe aí o marketing agressivo da Nissan.

      • El Gato!

        Sim, o motor 1.6 é realmente excelente. Mas cabe ressalva de que o motor 1.0 que equipa o March é um motor Renault.

        • Yuri Lima

          Sim sim, os 1.0 16v antigos eram Renault, mas o atual 3 cilindros é da mesma linha do 1.6, com um cilindro a menos e dimensão menor.

      • Unknown

        O 1.0 e o 1.6, são de origem Renault, que também são excelentes motores, com manutenção baixíssima e barata!

        • Yuri Lima

          Os 1.0 e 1.6 de March e Versa são Nissan, de origem HR. Foi desenvolvido em parceria com a Renault. E no Brasil a Renault usou agora com o nome trocado para SCe para substituir o antigo 1.0 16v e o 1.6 K4M.

          • Unknown

            Legal, obrigado por compartilhar este conhecimento. Realmente tanto motores da Renault, como da Nissan, são excelentes!

    • Unknown

      Eu tenho uma e atesto o que você escreveu acima…

  • Louis

    Tive uma Livina 5 lugares. Esse motor 1.8 anda muito. Carro robusto, prático e espaçoso, apesar do desenho não ser seu forte. Com 150 mil km tinha muito pouco ruído interno. O acabamento interno me lembrava o do Corolla “brad pitt”.

    • Unknown

      Eu tenho a 1.6 e já anda bem, imagina a 1.8… tem até vídeo no Youtube mostrando o quão surpreendente é o desempenho, por se tratar de uma minivan.

  • João Senff

    Sempre gostei das mini vans mas nunca consegui comprar uma a vida me levou pra Hatch médios sedans médios e agora hacth pequeno pro dia a dia … Mas ainda vou ter uma Mini Van bem cuidada não sei qual modelo mas terei …

    • Unknown

      Se você precisa de espaço, compre que não irá se arrepender…

  • Zé Mundico

    Esse motor 1.8 da Nissan fez história na Livina, Sentra, Tiida e em alguns modelos da Renault. O bichinho voava baixo e por muito tempo a Livina foi a única opção automática com motor 1.8 na praça. Até hoje tem muitas rodando na praça e fazendo uber

  • Flávio Soares Neves

    estranho… o Gran Livina MT não é com cambio de 6 Marchas???

    • Jacarandá Mimoso

      Sim. O motor 1,8 da Nissan sempre vinha, na versão mecânica, com câmbio de 6 marchas. O Tiida era assim também.

      • Flávio Soares Neves

        Posso até estar falando bobeira.. mas eu vejo o Tiida como se fosse o Hatch do Livina, como o existiu o Gol e Parati

  • Freaky Boss

    Tive um tiida 1.8 AT. Motor muito bom, muito valente. E o carro ficou 10 anos na família e nunca deu problema nenhum. Como eu sempre digo, a Nissan sabe fazer carros, só que parece que não quer trazer para cá.

    • Zé Mundico

      O maior problema da Nissan (pelo menos aqui no Brasil) chama-se Renault. Como as duas são parceiras no mesmo grupo, ficam batendo cabeça e quase sempre a Renault tem a “prioridade” no mercado, restando para a Nissan o papel de coadjuvante.

  • Robinho

    Um bom carro que não deveria ter saido de linha…

  • Leonardo

    Meu primo com minha idade, cerca de 33 anos comprou uma na versão X-Gear não sei o que deu nele, não tive nem coragem de crítica lo.

    • Unknown

      Se a necessidade dele era um veículo espaçoso, confiável e relativamente barato de manter, fez uma ótima escolha.

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