Nissan GT-R: motor, desempenho, detalhes e história

O Nissan GT-R ficou conhecido como Godzilla e é um dos esportivos mais emblemáticos do Japão e rival de carros como Ford Mustang e Chevrolet Camaro.


Com uma longa história de sucesso nas pistas e amado por entusiastas de carros esporte, o Nissan GT-R é um bólido surreal, que um dia foi vendido no Brasil.

Tendo sido oferecido aqui entre 2016 e 2021, o Nissan GT-R chegou custando a bagatela de R$ 900.000. Tendo atendimento diferenciado, o cliente da japonesa para este carro, famoso em track days pelo país, agora podia ter o bólido com assistência da marca.

Equipado com um potente motor V6 3.8 Biturbo com 572 cavalos e montado em posição frontal, tinha ainda câmbio automatizado de dupla embreagem, bem como tração nas quatro rodas.

Poderoso, o Nissan GT-R tinha de ser encomendado e o cliente podia escolher o acabamento interno. Raríssimo nas ruas brasileiras, o Godzilla é uma máquina que encanta entusiastas do mundo todo há seis gerações.

Nissan GT-R – detalhes

Tendo nascido em 1969, o GT-R – também conhecido como Skyline – é um dos astros da franquia Velozes e Furiosos. A atual geração, a R35, está na pista desde 2007 e parece não querer entrar para os boxes.

Com linhas musculosas, o Nissan GT-R agrega um emaranhado de tecnologias da marca japonesa, sendo um bólido que usa força e gerenciamento eletrônico para extrair o máximo em performance.

Variante de performance do Nissan Skyline, hoje o GT-R é um modelo à parte e não faz parte da família do sedã de tração traseira, que tem o Infiniti Q50 como irmão.

Atualmente, este modelo é o da décima terceira geração e compartilha a plataforma também com o Nissan Fuga e o Infiniti M.

Com 4,690 m de comprimento, 1,902 m de largura, 1,372 m de altura e 2,780 m de entre eixos, o Nissan GT-R é um 2+2 de estilo gran turismo com estilo inspirado no Skyline GT-R, tendo sido lançado em 2007.

Ainda na mesma geração, o GT-R é construído em Kaminokawa, na província de Tochigi, tendo sido um projeto tocado pessoalmente por Carlos Ghosn, cujo primeiro exemplar ele ganhou.

Na linha de produção exclusiva, o cupê de alto desempenho tem seu motor VR38DETT, sendo apenas cinco técnicos responsáveis pela montagem do motor, chamados “Takumi Craftsmens”.

Seu V6 3.8 Biturbo vai de 530 a 608 cavalos, dependendo da versão, tendo ainda transmissão de dupla embreagem com seis marchas e tração nas quatro rodas com um sistema inovador.

Na estreia, o Nissan GT-R chegou a marcar 7m38s no circuito de Nurburgring-Nordschleife. Com equilíbrio dinâmico inquestionável, o bólido é um carro construído sobre uma estrutura de alumínio e um conceito de competição.

Pesando em média 1,7 tonelada, o Nissan GT-R em sua versão Nismo, vai de 0 a 100 km/h em, 2,5 segundos e chega até 330 km/h.

Nissan GT-R – aparência e estilo

Com boa fama e muitos resultados positivos, o Nissan GT-R não tem previsão para mudar de geração, mas a marca japonesa tem planos de eletrificá-lo como uma proposta híbrida.

O Nissan GT-R tem frente baixa e larga, com faróis full LED de projetores individuais e lente verticalizada, estendida sobre os para-lamas dianteiros, que são pronunciados e dotados de saídas de ar dos freios.

Com vincos bem pronunciados e luzes de posição, os para-lamas dianteiros do GT-R formam aletas aerodinâmicas que deixar o visual bem sofisticado. O para-choque tem molduras laterais triangulares com faróis de neblina em LED.

O para-choque amplo tem ainda grade com duas entradas, sendo a superior com defletor de ar em forma de vinco com grelha treliçada e logotipo do GT-R estilizado. A grade inferior tem grelha treliçada e sensores de estacionamento, além de spoiler pronunciado.

A parte inferior tem molduras em fibra de carbono. Nas laterais há também repetidores de direção e as maçanetas são retráteis, com as colunas A quase retas, pintadas de preto brilhante.

As janelas das portas não possuem batentes e o teto é ligeiramente caído sobre a traseira larga. As lanternas são circulares, sendo quatro e com iluminação em LED. O aerofólio é bem destacado com extremidades envolventes.

Já a base com acabamento em carbono tem quatro saídas de escape e difusor de ar central, com tampa do bagageiro compacta. O Nissan GT-R tem rodas esportivas aro 20 polegadas em estilo BBS, tendo pneus de alta performance 255/40 R20 e 285/35 R20.

Os retrovisores são na cor do carro e apoios por hastes nas portas, bem como freios Brembo com múltiplas pinças nas quatro rodas, além de discos ventilados.

Por dentro, o Nissan GT-R tem um painel simples e funcional, com cluster analógico dotado de conta-giros e velocímetro, além de indicador de marcha em display separado, bem como nível de combustível e temperatura da água físicos, além de computador de bordo.

A moldura da instrumentação tem comandos satélites e o volante de direção elétrica, tem coluna com ajustes em altura e profundidade. A direção com controles de multimídia e controle de cruzeiro tem acabamento em couro.

Já o acabamento, que pode ter em couro no painel e com cores diferenciadas, bem como display de multimídia com comandos físicos além de tela sensível ao toque com instrumentação auxiliar. Abaixo, difusores de ar pequenos e ar condicionado dual zone.

O Nissan GT-R tem ajustes manuais para suspensão, direção e ajuste de chassi, tendo ainda botão de partida e alavanca de transmissão com mudanças manuais. A multimídia tem controle físico no túnel de transmissão, revestida em carbono.

O freio de estacionamento é manual, como os entusiastas e pilotos gostam. Para ter uma ideia da idade do projeto, o airbag do passageiro ainda tem tampa destacada, como em 2007. Com pedais esportivos, o GT-R tem ainda bancos esportivos em estilo concha.

Estes encostos possuem dois elementos vazados por assento, com ajustes elétricos e memória, além de aquecimento. Os bancos traseiros são individuais e não possuem apoios de cabeça, tendo estranhamente entre eles, dois alto-falantes da marca Bose.

O GT-R tem opção de bancos Recaro e couro natural no acabamento de painel, portas e bancos. Com pouco espaço interno e teto baixo, o bólido da Nissan tem portas em couro e tem travas manuais sobre o acabamento.

Medindo 4,710 m de comprimento, 1,895 m de largura, 1,370 m de altura e 2,780 m de entre eixos, o Nissan GT-R tem um porta-malas de 315 litros, com iluminação. O tanque de combustível tem 74 litros. Os bancos dianteiros com encostos basculantes manuais.

Nissan GT-R – motor e desempenho

O Nissan GT-R tem um único motor e este é o VR38DETT, um propulsor V6 3.8 litros, com bloco usinado em alumínio, assim como cabeçotes com duplos comandos, tendo quatro válvulas por cilindro.

Nesse motor, o que chama atenção é que apenas as válvulas de admissão possuem variação de abertura e fechamento. Os cilindros possuem pulverização de óleo especial para alta e baixa fricção.

Tem ainda os dois turbocompressores integrados nos coletores de escape integrados aos cabeçotes, de forma a reduzir o peso e o tamanho do propulsor.

Esses dois turbos são fornecidos pela IHI, sendo um conjunto com intercooler e conversores catalíticos individuais, reduzindo a emissão de poluentes, mas tem injeção eletrônico multiponto indireta.

Com 3.799 cm³, o VR38DETT tem 572 cavalos e 64,3 kgfm, mas com variantes que vão de 530 a 608 cavalos, dependendo da versão e edições especiais.

Além disso, o Nissan GT-R conta com uma transmissão automatizada de dupla embreagem de seis velocidades, que trabalha com duas caixas de transmissão transaxle.

Trata-se do primeiro carro a usar esse recurso em cada eixo, permitindo assim uma transferência de força para as rodas de forma mais direta e na medida certa.

O VR38DETT faz parte de uma família de motores chamada VR, que tem ainda o VR30DDTT, que é um V6 3.0 twin-turbo com potências entre 300 e 400 cavalos, disponíveis nos modelos Infiniti Q50 e Nissan Skyline.

Ambos foram desenvolvidos com base em motores usados em competição pela Nissan, o que lhes rendeu enorme bagagem tecnológica e arquitetura eficiente.

O Nissan GT-R é um dos carros mais rápidos em produção atualmente e vai de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos na versão regular e velocidade máxima de 320 km/h, mas existem variantes mais rápidas e velozes.

Uma delas é a Nismo, onde o bólido nipônico faz o mesmo em 2,5 segundos e com máxima de 330 km/h. No consumo, o superesportivo faz 6,1 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada.

Nissan GT-R – história

A história do Nissan GT-R iniciou-se em 1969 com o Skyline GT-R, que era uma versão esportiva do conhecido modelo da marca japonesa. Produzido até 1972, o bólido era um sedã com quatro portas, que tinha um propulsor seis em linha.

Era um 2.0 litros com duplo comando de válvulas que entregava 162 cavalos e apenas 17,8 kgfm, com transmissão manual de cinco marchas e tração traseira, com suspensão semi-arrastada. O Skyline GT-R tinha ainda uma versão cupê.

Em 1973, uma nova geração do Skyline foi lançada e surgiu com o GT-R. O modelo tinha um estilo cupê com linha de cintura alta e aerofólio traseiro, bem como as colunas C muito largas.

Seu motor era o mesmo S20 de seis cilindros em linha e 162 cavalos usado na geração anterior, herdando ainda a mesma transmissão manual de cinco marchas. Também com tração traseira, o segundo GT-R surgiu na hora errada.

A primeira Crise do Petróleo ocorreu no mesmo ano e os clientes não viram bem a presença do GT-R, assim como a própria Datsun, nome da Nissan na época. Com isso, somente 197 exemplares foram feitos e hoje, os que sobreviveram, valem uma fortuna.

Nissan GT-R, o Skyline

Os dois primeiros Skyline GT-R não contam como gerações R3X, iniciando esta em 1989 com o R32. Após um longo período sem a sigla, a Nissan – interessada no Grupo A dos carros de turismo no Japão – desenvolveu um novo carro baseado no Skyline vigente.

Com uma carroceria cupê, o GT-R de 1989 tinha uma área envidraçada pequena e colunas retas e bem verticalizadas, tendo um seis em linha RB20 como base, este lançado em 1985, o Skyline dessa época tinha um 2.6 biturbo de 317 cavalos.

Para obter um melhor rendimento, a Nissan aplicou ao GT-R tração nas quatro rodas, mantendo a transmissão manual de cinco marchas. Nas versões preparadas para competição, o bólido R32 chegava a 600 cavalos.

Tendo 4,54 m de comprimento, o Nissan Skyline GT-R teve oito variantes ou séries vendidas em diversos países, chegando a quase 44 mil carros vendidos. Então, em 1995, surgiu um R33. Com frente mais arredondada, mantinha o estilo de carroceria.

Nissan GT-R R32, R33 e R33

Maior, media 4,67 m de comprimento e herdou o motor 2.6 de seis cilindros do R32, porém, adicionou um segundo propulsor, ainda maior e mais potente, chamado RB-X GT2, com seis em linha 2.8 biturbo, que entregou 400 cavalos.

A série LM (Le Mans) também é icônica e foi desenvolvida para as pistas, mas assim como outros bólidos de categorias equivalentes, tendo lote feito para andar nas ruas, de modo a obter homologação para participar das provas, incluindo no famoso circuito francês.

Preservando as linhas da carroceria, o Nissan Skyline GT-R R34 é um dos mais bonitos da linha clássica e recebeu partes feitas em fibra de carbono, assim como um display digital para entretenimento e as séries Spec e Spec-V, além da Spec-V N1.

Mantendo os motores 2.6 e 2.8, ambos de seis cilindros, tendo tração nas quatro rodas e sendo o primeiro com transmissão manual de seis marchas. Foi o primeiro a alcançar 300 km/h e ir de 0 a 100 km/h em 4,0 segundos na versão Nismo.

Já a quinta geração e última da família Skyline, foi feita de 1998 a 2002. Assim como as duas anteriores, manteve os motores seis em linha 2.6 e 2.8, este último na Z-Tune, que alcançava facilmente 500 cavalos, mas focada nas competições.

No Z-Tune, o Nissan GT-R baseado no Skyline alcançava 327 km/h e ia de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos, ou seja, pouco abaixo da geração. O R34 superou o R33 como o carro de produção seriada mais rápido do circuito de Nurburgring e também de sua época.

Foram produzidos mais de 11,5 mil unidades e saiu de linha em 2002. Nessa época, a Nissan, comandada fortemente por Carlos Ghosn, decidiu separar os nomes Skyline e GT-R, criando assim dois modelos distintos.

Ainda assim, foram precisos cinco anos de lacuna entre os dois para que o Nissan GT-R surgisse sobre a plataforma Premium Midship, sendo um carro mais sofisticado e potente que o anterior R34, que tinha até 326 cavalos, apesar do acordo dos 280 cavalos.

Chamado R35, o novo GT-R foi apresentado pelo próprio Ghosn, que levou o primeiro exemplar. Agora, a Nissan fala em um R36, um GT-R ainda mais insano, porém, bem eletrificado.

Nissan GT-R – fotos

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