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Nissan: Leaf no primeiro trimestre, híbridos e talvez o Note

Nissan: Leaf no primeiro trimestre, híbridos e talvez o Note

A Nissan quer investir pesado em eletrificação e hibridização no Brasil. A marca japonesa é conhecida por ter aqui um lineup enxuto, composto apenas pelos modelos March, Versa, Kicks, Sentra e Frontier, tendo ainda sob encomenda o poderoso e icônico GT-R. Mas, sabemos que a montadora tem muito mais coisas a oferecer lá fora e uma delas é muito interessante, o elétrico Leaf.


José Luis Valls, presidente da Nissan para a América Latina, disse ao site G1, que o hatch médio de propulsão elétrica chega ao Brasil no final de primeiro trimestre de 2019. Já antecipado com presença no Salão do Automóvel 2018, em novembro, o modelo é a principal bandeira da marca no que diz respeito à energia alternativa.

Apesar de não parecer, o Leaf é um carro já bem rodado no Brasil, mas não no mercado. Há alguns anos, iniciou um tour pelo país para mostrar a tecnologia, época em que o Sentra era da geração anterior. Virou táxi e até viatura de polícia, mas jamais chegou às mãos do consumidor. Agora, a promessa é de que ele chegará a quem possa interessar.

Valls diz que o mercado para o Leaf é pequeno e que será necessário estações de recarga para apoiar os clientes. Com uma recente regra da Aneel alterada, agora concessionários ou empresas particulares poderão comercializar energia para carros elétricos, o que facilitará a vida do Nissan por aqui.


Nissan: Leaf no primeiro trimestre, híbridos e talvez o Note

Porém, o executivo indica que uma produção local não é viável por demanda pequena (ainda) para o produto, diferente da hibridização, que aqui será o ponto alto do negócio. A Nissan pretende lançar aqui modelos híbridos com a tecnologia e-Power – provavelmente começando pelo Kicks – e acredita que o Rota 2030 ajudará a criar uma demanda grande.

Como se sabe, a Nissan vai ampliar até 200 mil unidades por ano a capacidade em Resende-RJ para fazer mais Kicks, visto que a fila de espera só para PCD vai até janeiro! Com mais volume, os emplacamentos do crossover tenderão a aumentar e é aí que o híbrido e-Power tem a chance de entrar em um carro de apelo comercial e já com produção dedicada.

No e-Power, apesar do motor 1.2 de três cilindros movido por gasolina, o veículo é impulsionado mesmo por um elétrico e alimentado por uma bateria de 1,5 kWh. O motor 1.2 funciona apenas como gerador, deixando toda a tração de forma elétrica. A tecnologia já existe no monovolume Note, que é um equivalente da Nissan para o Honda Fit.

Nissan: Leaf no primeiro trimestre, híbridos e talvez o Note

Aliás, Valls diz que essa minivan compacta é bem-sucedida na Argentina e indica que o Note pode ser uma opção para o Brasil. Por ora, não se sabe se isso se dará apenas em sua versão e-Power ou se as demais opções comuns serão servidas aqui. Em realidade, ficaria acima do March e abaixo do Kicks com motor 1.6, por exemplo.

Mas, de volta ao híbrido, a tecnologia e-Power feita aqui poderia ser adaptada à nossa realidade, trocando-se o HR12DE de 79 cavalos e 10,8 kgfm a 4.400 rpm pelo HR10 1.0 dos March e Versa de 77 cavalos e 10,0 kgfm a 4.000 rpm. Flex, ele consegue um percentual menor de IPI no Rota 2030 e ainda é feito localmente, derrubando o custo de produção.

Para ser atrativo e diferenciado, o Nissan Note e-Power Flex até poderia ser vendido aqui com a exportação do motor 1.0 Flex para o México, onde o carro é feito. A questão apenas seria a cota, mas sem Frontier e mesmo com um pouco a mais de Sentra, como indicou Valls com a mudança de localização da produção da picape, a minivan poderia chegar do país latino apenas hibridizada. Quanto às células de combustível com etanol, a tecnologia ainda está em desenvolvimento e vai demorar, chegando primeiro no Japão, é claro.

[Fonte: G1]

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