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Nissan pensa em eletrificar o Kicks no Brasil

Nissan pensa em eletrificar o Kicks no Brasil

A Nissan prepara a chegada do elétrico Leaf ao Brasil, mas de antemão revela que será um desafio enorme vender o carro mais vendido desse segmento no mundo, dentro de um mercado onde “ainda tem muita gente contra a questão da eletrificação, por vários motivos. Ou com dúvida”, conforme confessa Marcos Silva, presidente da Nissan no país, em entrevista para o site G1.


A montadora japonesa já confirmou a chegada do hatch elétrico ao mercado nacional, mas ainda não há uma data anunciada, embora seja certo a presença do Leaf no Salão do Automóvel 2018, que ocorre em novembro. Porém, Marcos Silva diz que a empresa quer encontrar o momento certo para lançar oficialmente o produto no mercado nacional, não temendo ser a pioneira nesse sentido, já que indica que outras marcas também estão fazendo o mesmo. Ou seja, preparam a chegada de seus respectivos carros elétricos.

Apesar disso, Silva destaca que o Nissan Leaf é atualmente o carro elétrico mais vendido do mundo. O modelo ganhou nova geração no ano passado e agora apresenta um design mais agressivo e atraente, além de melhora considerável na autonomia, atualmente em 240 km, segundo a EPA nos EUA. Aliás, o produto é tão importante para a marca que é ele que abre a página inicial do site nos EUA.

Nissan pensa em eletrificar o Kicks no Brasil


Mas, para 2019, a Nissan já revelou que haverá uma versão com baterias de 60 kWh – atualmente são de 40 kWh – com alcance ampliado para 362 km. Ou seja, uma ampliação de 50% na autonomia. Com preços a partir de US$ 29.990 no mercado americano, sem incentivos fiscais, o modelo ainda não tem uma estimativa de preço para a realidade brasileira, mas a redução de IPI de 25% para 7%, esperada para as próximas semanas, deve ajudar nesse caso.

Atualmente, o Nissan Leaf é fabricado em três países: EUA, Reino Unido e Japão. Nos três casos, ele pagaria imposto de importação de 35%, mas por aqui há um incentivo que elimina esse imposto, o que também contribui para um preço mais atrativo. Porém, ainda existe uma questão que ainda gera dúvidas, conforme Marcos Silva colocou: Onde vou recarregar o meu Leaf?

Nissan pensa em eletrificar o Kicks no Brasil

Como se sabe, o Brasil ainda tem uma infraestrutura precária e poucos incentivos municipais e estaduais que promovam a chegada de mais carros elétricos no país. Alguns shoppings e outros locais de interesse público já possuem pontos de recarga, mas são muito poucos ainda. Essa é uma questão que a Nissan terá de responder, ou melhor, resolver antes do Leaf chegar ao país, onde circula desde o começo da década em eventos ou por meio de frotas públicas e privadas, além de servir como táxi em algumas cidades.

Além do Leaf, a Nissan também considera a eletrificação do Kicks. Da mesma forma, não será nada para agora, mas o crossover desenvolvido no Brasil é um candidato não só para ser totalmente elétrico, mas também para receber a tecnologia ePower, já presente no Note e que utiliza um motor/gerador para carregar baterias e o motor elétrico, que impulsiona o veículo.

[Fonte: G1]

Nissan pensa em eletrificar o Kicks no Brasil
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  • carloscomp

    Se o Brasil fosse um país sério e com pensamento sustentável no setor automotivo, incentivaria a tecnologia híbrida flex, já que não temos infraestrutura de recargas, um híbrido flex casaria muito bem em um primeiro momento, e vou além, mais incentivos ao etanol e consequente melhor competitividade de preços deste combustível, pois pelo que leio hoje em dia, em nenhum estado é vantajoso financeiramente abastecer com etanol.

    • ObservadorCWB

      Híbrido OK, mas FLEX ? Outra coisa: “Mais incentivos ao etanol” ???? Os usineiros já possuem incentivos de monte. Eles optam pelo açúcar quando o preço melhor lhes convém. Vamos parar com esse negócio de incentivo e colocar todo mundo para trabalhar. A livre concorrência ainda é a melhor solução. Talvez o incentivo a automóveis “puro álcool”. A redução do etanol da mijolina (um V8 americano possui melhor rendimento que um L4 nacional). Vamos fazer as coisas CERTAS.

      • carloscomp

        Falo em questão de sustentabilidade pelo etanol ser renovável.

        • th!nk.t4nk

          Etanol nao é totalmente renovável, esse é um mito infelizmente. O plantio da cana causa grande desgaste ao solo, o que exige todo um trabalho de recuperaçao, muitas vezes envolvendo ainda o uso de minerais que sao obtidos de forma bem danosa ao meio-ambiente. A longo prazo o etanol nao é soluçao, mas um coadjuvante pra uma tecnologia ponte, como no caso dos híbridos.

          • Louis

            Se for levar ao pé da letra, tudo traz impacto, até energia eólica e solar, pois os equipamentos precisam ser produzidos e mantidos.
            Mas, no caso da cana, é uma fonte muito mais limpa que o petróleo. Além de mais limpo na queima, tem o crescimento da cana em que é consumido o CO2. Mas concordo que o etanol deve ser visto apenas como uma alternativa.

          • carlos arriel

            Você deve estar falando sobre correção e adubação de solo. Pois é! São essas tecnologias, dentre outas, que permitem o cerrado produzir alimentos. Cana é uma cultura como qualquer outra.

        • Ygor Soares

          Amigo? Você já viu uma plantação de cana? Já viu o que eles fazem após a colheita da safra? Já viu milhares de terrenos sendo queimados para receber uma nova plantação?

          O processo de platio da cana é tão prejudicial quanto o uso da gasolina e esse papo de combustível ecologicamente correto é totalmente incorreto!

          • FrankTesl

            não só pelas queimadas, mas o tanto de defensivos, de adubos e de corretivos para recuperar o solo depois de cada safra

      • Handlay P.B.

        Maldito seja a social democracia que malogra o capitalismo.

        • yurieu

          Este comentário pode ser utilizado em qualquer campo de respostas de qualquer site da internet no mundo inteiro.

          • NaoFaloComBandeirantes

            hahahahahahahahahahahahahahahaha
            Fato!

    • Roberto

      O maior incentivo que o governo pode fazer é alterar a taxação por eficiência energética e não por cilindrada.
      Se o 1.2 da Peugeout é mais economico que o 1.0 do UP, não faz sentido ele ser mais taxado…
      Então seria melhor igualar o IPI de todos os carros e aumentar um pouco os tributos sobre os combustíveis..

      • th!nk.t4nk

        Segundo o governo, o medo é a perda de arrecadaçao caso mudem o sistema. Em outras palavras: eles nao se sentem competentes o suficiente pra bolarem um novo sistema, onde a arrecadaçao continue fechando nos mesmos patamares. Uma mistura de preguiça e desinteresse pelo futuro do país, no fim das contas.

      • Handlay P.B.

        “e aumentar um pouco os tributos sobre os combustíveis”, NÃO!! É um grande pespego viver em um Estado social democrático que só malogra a livre concorrência.

    • Daniel

      Não temos infraestrutura pra recarregar carro eletrico simplesmente por não termos carros eletricos.
      Ou vc acha que teriamos postos de combustivel em cada esquina (com uma logistica monstruosa para a distribuição!) se não tivessemos veiculos a combustão?

      A infraestrutura pra carros eletricos é ainda mais fácil de montar do que a infra para veiculo a combustão (até pq, todo posto de combustivel possui rede de energia eletrica! não fui em nenhum posto onde o combustivel fosse bombeado manualmente! hehe)
      A estação de recarga da BMW custa 7mil (para clientes endinheirados, sabemos que o valor é superinflacionado).
      Se meus vizinhos tivessem veiculos eletricos, EU MESMO comprava e instalava uma estação de recarga dessas pra vender energia pra eles, o investimento retornaria rapidamente!
      Se o i3 tivesse autonomia eletrica de mais de 300km, eu mesmo já teria comprado um e instalado a estação de recarga em casa! E, pra ficar ainda mais bonito, colocava placa fotovoltaica!

      • Fabio Oliveira

        Tem 300km com extensor…

        • Daniel

          Não chega a 300… E com o extensor ele bebe muito… 9 litros faz 110km no maximo

          • Rafael Soares

            Na estrada o meu faz entre 110 e 130 km com o extensor e mais ou menos a mesma coisa com a bateria. Faço viagens de 260 km com alguma frequencia, neste caso paro uma vez para colocar 20 reais de gasolina.

      • FrankTesl

        Sempre vão usar esse argumento de que não se pode ter carro elétrico antes da tal “infraestrutura”,

        Mas para carros elétricos com mais de 300km de autonomia, chegando aos 400km, a única infraestrutura que a maioria das pessoas vai precisar será a tomada de casa, já que a maioria das pessoas roda muito menos que 400km por dia, muitos não rodam isso em uma semana, e deixar recarregando a noite atenderá a maioria dos usuários.

        Com o crescimento da frota de elétricos a infraestrutura surgirá, seja pela iniciativa privada, seja pelo governo, seja pelas agências reguladoras para permitir revenda de energia pelos postos, que poderão ser os mesmos postos de hoje, com pontos de recarga, ou mesmo os estacionamentos de shoppings, rotativos.

        Como você bem disse, os inventores do carro à gasolina não esperaram que fossem construídos postos de gasolina em cada esquina para depois inventarem e venderem os carros.

        • Daniel

          Curiosidade é que para os primeiros carros, eles compravam conhaque em farmacias pra abastecer! heuheuheu

          • FrankTesl

            Em 1985 cápsulas de plutônio já pode ser encontradas em qualquer farmácia, mas em 1955 é um tanto mais difícil

        • Walter Silva

          Outro comentário excelente! É verdade: a gasolina foi primeiro vendida em galões no comércio comum, difícil de manusear e ás vezes difícil de encontrar.

      • FrankTesl

        Só essa questão de “revenda de energia” vai acabar sendo objeto de regulamentação das agências reguladoras… muito provavelmente particulares não poderão vender energia para vizinhos, como já é hoje. Mas só da ANEEL regulamentar revenda de eletricidade pelos atuais postos de combustíveis, estacionamentos rotativos, shoppings já seria um grande passo.

      • Fabio Oliveira

        Custa USD 700 carregadores level 2 (ultra rápidos) para BMW. https://www.amazon.com/AeroVironment-EV-Charger-cable-7-7kW/dp/B01NCEIG1F/

        • Daniel

          Aqui no Lisarb…. 7mil! só umas 3 vezes o preço…. 8(

      • Walter Silva

        “Não temos infraestrutura pra recarregar carro eletrico simplesmente por não termos carros eletricos”. Excelente comentário! Visão positiva, mas também realista. O automóvel move o mundo e se uma uma nova demanda para qualquer coisa que esteja ligada a ele surja, é óbvia que soluções serão criadas o mais rápido que se imagina!

      • Rafael Soares

        Amigo, o i3 já vem com carregador. Carrego em casa a cada dois dias com o que vem junto com o carro. Leva algumas horas para carregar, mas deixo durante a noite então não há problema.

    • impostoéroubo

      tem q ter estrutura

  • Júnior Nascimento

    Só a indústria do petróleo e da cana são contra.

  • Fabio Oliveira

    Se Kicks epower manter consumo do Note, em torno de 35km/l, cala a boca e pega meu dinheiro!

  • Tosca16

    Nissan tem que pensar é em trazer o novo March de verdade e não deixar morrer o Sentra dentro dos sedans médios…

    • marcos souza

      Ela tinha que trazer era tiida de volta ou fazer uma nova geração dele
      Tiida>>>abismo>>>march

      • Tosca16

        Caberia ambos, sei lá… e poderiam por mais equipamentos de segurança na Frontier, que deveria vender bem mais pelo produto que é, ao menos em powertrain.

        • marcos souza

          infelizmente não, a Nissan entendeu que br gosta de pagar caro em produto superfaturado(vide o kicks e march), sinceramente não tenho coragem de pagar mais que 30k em um march 1.0, mas em um tiida 1.8 completo 0km pagaria os 50k com alegria, melhor carro que já dirigi…

          • Tosca16

            50 mil num 1.8 hoje nem se fosse um Fiat com o E-TorQ kkkk.

            • marcos souza

              Verdade kkkk, mas estou falando do modelo antigo sem inserir um item a mais, bastava ser 0km e talz….

              • Wilson Junior

                Brasileiro gosta de enfeite….ninguém mais quer carro pelado e desafasado.
                Hoje ar e direção já é o básico do básico……
                Acabou a era que vendia Astra 2.0 jurássico……..Agora é Onix com telinha kkkk

    • Hoffmann

      O Sentra já morreu, só esqueceram de enterrar.

      • Tosca16

        Infelizmente parece-me que sim…

      • F30FLORIPA

        Nissan Sentra é um bom carro, tanto que nos EUA (um mercado mais exigente que o nosso) vende bem.
        Mas os preços e o marketing da Nissan no Brasil não ajuda.

        • Wilson Junior

          Exatamente….preço
          Mas como brasileiro aceita qualquer coisa…..pra que baixar o preço……

    • Handlay P.B.

      O novo March tem o desenho muito poluído, o atual, mesmo na lanterna do segmento, é muito bonitinho com seu design lene.

      “e não deixar morrer o Sentra dentro dos sedans médios”, o prelúdio para isso é engendrar o novel Sentra com um design decente.

      • Tosca16

        Eu já discordo do March, acho o atual muito melhor e moderno, podendo até subir de patamar se é claro trouxerem um recheio decente… e quanto ao Sentra, o atual, mesmo sem muitas alterações poderia e deveria vender melhor, mas vamos calibrar aquele CVT junto do 2.0 aspirado pra não ter desempenho tão inferior aos concorrentes diretos e porque não por de vez algum turboalimentado na gama.

    • F30FLORIPA

      Nissan Sentra é um bom carro, tanto que nos EUA (um mercado mais exigente que o nosso) vende bem.
      Mas os preços e o marketing da Nissan no Brasil não ajudam.

  • Pablo Silveira

    Adoraria trocar meu carro por um elétrico.
    Pena que mesmo pra um carro compacto o valor proximo ao de um suv ou uma pickup inviabiliza qualquer tentativa de minha parte.

  • Jose Alexandre Mendonça Neto

    Não vejo toda essa ”vantagem” no carro elétrico como alguns dizem, em países de primeiro mundo pode até ser que tenha alguma vantagem, econômica e financeira. Mas no Brasil não, estamos ainda engatinhando no processo de eletrificação de nossos veículos.

    • Fabio Oliveira

      É preciso considerar a diferença de manutenção e tributos, como: alguns estados oferecem isenção de IPVA, diferença no consumo, valor do seguro, manutenção, depreciação etc.
      Um cálculo simples/maluco para 100.000km em 4 anos para valores presentes:
      – Renegade Limited auto, R$99.000, R$6.000 revisões programadas até 100.000km (desconsiderando pneus e outros itens fora da tabela). IPVA RS R$3.465 x4 anos = R$13.860, combustível (10km/L sendo bonzinho, R$4,30/L) = R$43.000. Custo total de propriedade: R$161.860 desconsiderado seguro roubo/colisão/terceiros pq depende muito do perfil etc.

      O maior custo de propriedade é a desvalorização do veículo que gira 12% aa que no acumulado seria 45% do veículo 0km. Logo para comprar outro Renegade similar seriam mais R$39.700, jogando custo de propriedade total para R$201.560.E ainda falta seguro!

      Se um elétrico vier por R$140k-150k, com consumo energético R$0,08/KM versus R$0,45/KM, diria que para quem roda 100.000km/4 anos, custo final será muito parecido. Ainda digo mais, com um sistema solar on grid de R$16.000,00 gera economia de R$160/mês, que é o consumo do carro elétrico. Palavra-chave é eficiência energética.

      • Ubiratã Muniz Silva

        há que se considerar que em carro elétrico você não tem despesas de manutenção com óleo e filtros, água de radiador e outras coisas, e o consumo de pastilha de freios é BEM menor por conta do sistema regenerativo.

  • Handlay P.B.

    Para não demorar muito, a Nissan poderia se incumbir de avultar a quantidade de tomadas no Brasil vendendo pontos de recargas universais aos donos do Leaf e para vários lugares de interesse público como shoppings a preço de custo pelo menos. O Leaf 2, apesar de não ser referência em beleza, ele tem o e-Peal que é incrível, desincumbindo o dono de usar os freios aumentando e mundo a vida útil dos freios. Creio que os carros elétricos com geradores a etanol são a solução ideal ao Brasil, visto que consomem muito pouco (o Nissan Note e-Power faz 37,5 km/l) e não dependerão do sistema de geração de energia deficiente do Brasil. Destarte, os automóveis elétricos com geradores, talvez movidos a etanol, poderiam sobrepujar os carros comuns facilmente e terem um futuro auspicioso no Brasil.

  • hinotory O

    A Nissan deveria apressar a inserção do Kicks e-power no Brasil. iria vender feito água. Poderia ser mais esperta e aproveitar esse momento de alta sem parar dos combustíveis.

  • Robert Dniro

    A única solução é um presidente que realmente governe para seu povo coisa que não acontece a décadas no Brasil principalmente nos últimos 30 anos pois só trocam a cara más o cartel é o mesmo, por mais que muitos continuem dizendo que sem apoio politico nenhum presidente governa eu digo que nós seremos os “”deputados””.
    Quem não estiver a favor da maioria cai fora, de todos esses candidatos que estão aí o único que pode fazer algo diferente é o Bolsonaro o resto é resto.

    • Eddd

      A única solução é o povo parar de esperar um Salvador da pátria para resolver todos os seus problemas.

      • Robert Dniro

        Não existe “salvador da pátria”, cada um tem que correr atrás do seu, más continuar elegendo comunistas e socialistas ou esquerdalhas o país vai parar de vez.

        • Eddd

          E antes dos esquerdalhas e comunistas e socialistas, as coisas eram melhores?
          A questão não é cada um apenas cuidar do seu, o que além de gerar barbárie, nunca funcionou em lugar nenhum do mundo e em um país altamente desigual seria ainda mais catastrófico.
          Aliás é o contrário disso! E se houvesse unidade, senso de comunidade e identidade do povo, não precisaríamos apelar para as pontas arbitrárias e radicais da política esquerda ou direita ou um centro burocrático e apático para atender nossas necessidades sociais básicas.

          • Robert Dniro

            Nos anos que os generais estavam no poder havia um pouco de “Ordem e Progresso” mas depois que o Sarney assumiu o poder começou a festa de verdade e até hoje se revezam no poder, são inimigos no palanque mas fora dele todos fazem parte do esquema, creio eu que pelo menos a maioria esmagadora da população pensa em crescer e vencer honestamente, a minoria gosta de viver as custas do estado e sempre enchendo o saco.

  • yurieu

    Pleno 2018 e não existe carro elétrico no Brasil…

    • Eddd

      Tecnicamente existe sim, em quantidade irrisória, mas existe.

  • Ubiratã Muniz Silva

    Carro elétrico no Brasil é complicado por causa da cultura do apartamento. Pra quem mora em habitação individual (casa) é fácil instalar a estrutura, agora em condomínio a burocracia interna (necessidade de obras em área comum) e os custos de obra emperram. Ninguém vai querer obra em área comum (sim, porque pra instalar tomada numa garagem, mesmo numa vaga individual, precisa passar por obra na área comum) de um condomínio 200 apartamentos só porque dois querem um carro elétrico, mesmo que os custos dessa obra sejam pagos integralmente pelo interessado (tem o transtorno da obra).

    Agora, esse negócio de obrigar híbrido a ser flex é uma teimosia burra do Brasil para proteger uma tecnologia que praticamente é usada só aqui (etanol). Tá, nos EUA existe a opção do E85, mas não é vendido etanol “puro” para abastecimento de carros.

    • FrankTesl

      Questão de carregador na garagem de condomínio residencial (ou mesmo de condomínio comerciais) acho que depende mais da ANEEL regulamentar para permitir que o condomínio em si revenda energia para cada morador individualmente, do que propriamente a questão dos equipamento em si, pois já existem equipamentos testados e muitas empresas da área já oferecem totens de recarga.

      Acho muito mais fácil instalar os totens de recarga nas tomadas do próprio condomínio, e usar um sistema de cartões ou senha númerica num painel para liberar o carregamento, de forma a contabilizar o consumo e pagar para o condomínio, do que forçar o interessado a pedir para a empresa de energia instalar um novo relógio medidor só para aferir a energia consumida no ponto de recarga do carro elétrico.

      Lógico que num primeiro momento vai ter sempre uma fase de transição. Poucas pessoas teriam carros elétricos.
      Aí teria que haver bom senso (coisa meio difícil em reunião de condomínio, sei porque já morei em vários) para que alguns pontos de recarga sejam instalados aos poucos. Mas sempre vai ter gente que não vai aceitar só porque não usa, mesmo que não custe nada para ele, mesmo que o totem seja de alguma forma fornecido em comodato pela distribuidora, ou pago só pelo usuário do carro elétrico através de um adicional de x% da energia recarregada – o usuário paga os nnn kWh que gastou no mês mais 10% desse valor para cobrir o valor do empréstimo do equipamento do ponto de recarga, por exemplo…

      No caso extremo da assembleia de condomínio encrespar, da aneel e das distribuidoras não se mexerem, e se a vaga do carro fosse fixa (sem sorteios anuais, bianuais etc), com uma parede ou coluna próximos, o andar do morador interessado não for muito alto, e o síndico não criar obstáculos, aí sim puxar um fio do seu medidor residencial individual e fazer uma tomada para recarregar o carro elétrico, e aí também colocar uma caixa com chave e cadeado para ninguém mexer (e sempre ficar atento para verificar se alguém desencapou o fio e puxou um gato…)

  • Wilson Junior

    “ainda tem muita gente contra a questão da eletrificação, por vários motivos. Ou com dúvida”
    É mesmo? Não Será que é porque cobram uma fortuna e mais um pouco?

  • Fabio Oliveira

    Vou abrir posto de recarga ultra rápida c energia solar! E ainda montar parceria com montadoras para fornecerem os carregadores pica das galáxias para seus veículos e bobear ainda cobro subsídio sob disponibilização de espaço virtual e físico para demonstração de seus veículos. Tudo isso no posto Ipiranga em 2058! Kkk

  • Ygor Soares

    Antes de pensar em importar, deveriam pensar em padronizar as conexões, pois cada fabricante usa um tipo de terminal e isso é uma verdadeira bagunça!

    Aqui no Barra Shopping no RJ você carrega apenas o i3 ou i8 da BMW.

  • Ricardo Blume

    Essas montadoras querem incentivos para tal. É só o governo abrir as pernas que os elétricos começam a desembarcar.

  • Tygra

    Não acredito que o carro elétrico seja a melhor escolha para um país continental como o nosso, antes de resolver a questão da autonomia ou o tempo de recarga. O carro elétrico seria uma opção apenas para áreas urbanas e para famílias que possam ter mais de um carro para fazer as viagens de longa duração. Para maioria das pessoas que tem um único carro para tudo, a melhor escolha sem dúvida é o híbrido, porque traz baixo consumo de combustível e plena autonomia.

    • João Holmes

      Pelo preço que os carros elétricos chegarão no Brasil, eles começaram a ser vendidos para as classes mais altas, que obviamente tem dois ou mais veículos, então a questão de autonomia não é um problema, pois para isso esse comprador usará outro veículo seu. A vocação de um elétrico é para ser city car mesmo, pelo menos nesses primeiros anos. Os híbridos são uma boa solução transitória até os elétricos terem autonomia maior.

      • Tygra

        O carro elétrico ainda terá um longo caminho para ser realmente viável em países continentais, principalmente no nosso caso, onde além da questão territorial, temos a questão do preço da energia. Para mim, são três pontos para serem superados conjuntamente: autonomia, tempo de recarga total e custo da energia. A meu ver o carro elétrico precisa garantir uma autonomia mínima de 500 km, isso em conjunto com uma recarga total entre 20 e 30 minutos. Superados esses dois primeiros pontos, ainda teremos que saber qual será o custo da energia. Em um país onde já não tem energia barata, com o carro elétrico a pressão sobre os preços seria ainda maior. Não é por acaso que já vi discussão para diferenciar o preço da energia, cobrando uma tarifa maior para os carros elétricos. É por causa desses fatores que ainda considero o híbrido a escolha mais racional e eficiente para o nosso mercado e também para outros países continentais, tais como: Rússia, China, EUA, Austrália e Índia. Agora, em países pequenos como Japão e Portugal, o carro elétrico faz todo o sentido.

        • João Holmes

          O custo da energia não será, e já não está sendo, um problema, pelo contrário é a solução do veículo elétrico. A geração solar fotovoltaica é uma realidade em muitos países e o custo dessa energia já bate a de energias tradicionais e isso que a curva do preço dessa energia ainda se encontra em queda, enquanto todas as outras tem preços já estabilizados, exceto pelas eólicas. Ou seja, o custo da energia no futuro será muito baixo quando for maciçamente gerada pelo sol. Reforçando isso, ainda tem a geração fotovoltaica distribuída, que coloca uma pá de cal em qualquer outra fonte de energia por conta de não incidir tributação nela, coisa que aqui é sempre alta. Eu tenho geração fotovoltaica na minha residência. Pelo valor que investi o Kwh sai a 25 centavos, enquanto a distribuidora cobra 67. O meu sistema gera excedente que estou acumulando para usar quando comprar um veículo elétrico. Como com 1Kwh dá para rodar 5km com um Leaf ou Bolt, o custo do km rodado seria de 5 centavos, enquanto com um híbrido daria 21 centavos (4,3/20) e com um aspirado muito mais.
          Com relação a autonomia, ainda é baixa se comprada com os motores ICE, mas está aumentando e quando chegar a 800 km estará resolvido o problema, pois dificilmente alguém viaja mais do que isso num dia. E isso resolve o outro problema de tempo de recarga, pois se a autonomia permite rodar o dia todo, bastará recarregar a noite e não durante o meio do dia.

          • FrankTesl

            excelentes respostas.
            sempre virão com essas teses de que o país é grande demais, falta energia, famílias humildes não poderão comprar…
            Aqui no Brasil muitas famílias só passaram a poder comprar carros a partir dos anos 70… Num primeiro momento, obviamente que pelo preço e pelo fator novidade, somente quem tiver maior disponibilidade financeira procurará saber sobre e irá comprar carro elétrico, que depois irá se massificar gradualmente.
            É muita falta de noção colocar isso como impeditivo, pois os próprios carros à gasolina tiveram um período de transição até se massificarem nos países de primeiro mundo, e aqui no Brasil demoraram mais ainda.
            Sem falar que não esperaram primeiro a construção de uma rede de postos de gasolina para depois passarem a vender carros com motor à gasolina. Nas primeiras décadas do automóvel a maioria dos motoristas tinham que comprar gasolina nos armazéns de ferragens e estocar em casa.

  • Flavio Macedo

    Nissan fazer um carro q presta no Brasil vai ser difícil.

  • FrankTesl

    Talvez a Nissan prefira trazer o motor e o conjunto elétrico do Leaf para outro carro, algo maior como Kicks, no qual poderia justificar o preço maior, do que lançar um compacto elétrico, que muita gente teria resistência em comprar pelo fato de ser um compacto elétrico com um preço de carro maior, até que o desenvolvimento das tecnologias permita um carro compacto elétrico mais barato.

    Ou mesmo lançar os dois, um Kicks elétrico e o Leaf, mas com destaque maior para o Kicks elétrico, em vista dos SUVs compactos serem uma tendência do mercado.

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