
A Nissan encerra um ciclo importante no Brasil ao retirar a Frontier de seu configurador e abrir espaço para uma sucessora chinesa com sistema híbrido plug-in.
A picape média deixa o mercado brasileiro após três gerações consecutivas, consequência direta do encerramento da produção na fábrica de Santa Isabel, na Argentina, em 2025.
A marca chegou a estudar a retomada das importações a partir do México, onde a geração atual continua sendo produzida, mas abandonou esse plano.
Sem a Frontier nas lojas, a Nissan ficará temporariamente sem representante entre as picapes médias até a chegada do modelo desenvolvido para assumir essa posição.
As últimas unidades comercializadas pertenciam às versões Attack, Platinum e Pro-4X, todas equipadas com motor 2.3 biturbo diesel de até 190 cv.

O conjunto entregava ainda 45,9 kgfm de torque, câmbio automático de sete marchas e sistema de tração 4×4 nas configurações disponíveis no mercado brasileiro.
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A substituta já está definida e marca uma mudança profunda de estratégia, porque será produzida na China e utilizará uma inédita motorização híbrida plug-in.
Conhecida como Frontier Pro no mercado chinês, a nova picape foi desenvolvida pela Nissan em parceria com a Dongfeng, identificada como DFM no Brasil.
O sistema PHEV combina um motor 1.5 turbo a outro elétrico integrado à transmissão, formando um conjunto significativamente mais potente que o oferecido anteriormente.
A potência combinada chega a 410 cv, enquanto o torque máximo alcança 81,5 kgfm, números que colocam o modelo entre os mais fortes da categoria.

Entre as picapes médias, a Frontier Pro ficará atrás apenas da BYD Shark em potência, já que a concorrente híbrida plug-in entrega 437 cv.
A nova Nissan terá tração integral e capacidade para rebocar até 3.500 kg, ampliando a proposta para além do uso essencialmente urbano.
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O que a Frontier Pro muda na categoria ao trocar o diesel por um sistema híbrido plug-in de 410 cv?
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A autonomia elétrica declarada é de 135 km no padrão chinês, embora a fabricante ainda não tenha informado a capacidade total da bateria utilizada.
A Frontier Pro mede 5,49 m de comprimento, 1,96 m de largura e 1,95 m de altura, com distância entre-eixos de 3,30 m.
Essas dimensões colocam a picape em uma faixa ampla do segmento e ajudam a explicar a expectativa de bom espaço interno na futura oferta brasileira.

A lista de equipamentos inclui teto solar panorâmico, bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem, além de volante multifuncional com desenho de dois raios.
O quadro de instrumentos utiliza uma tela de 10 polegadas, enquanto a central multimídia adota um display maior, de 14,6 polegadas.
Também estão previstos os modos de condução Híbrido, Elétrico Puro, Performance e Neve, ampliando as possibilidades de utilização do conjunto eletrificado.
A disputa no Brasil deverá incluir ainda a BYD Shark, a futura Ford Ranger PHEV flex e a nova geração da Volkswagen Amarok híbrida plug-in.
A troca entre gerações representa mais do que uma simples substituição de produto, porque leva a Nissan de uma picape diesel tradicional para uma proposta eletrificada.
Esse movimento também encerra a dependência da produção argentina da Frontier atual e reposiciona a marca diante de uma categoria que começa a receber mais opções híbridas.
Até a estreia da Frontier Pro, porém, a Nissan seguirá fora temporariamente de um dos segmentos mais competitivos e estratégicos do mercado brasileiro.






